segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Zema quer vender maior mina de nióbio do mundo mesmo sem saber valor, diz MPC

Caso ela seja vendida, Minas Gerais perderia uma receita anual de R$ 1 bilhão durante 400 anos, período estimado de duração da mina caso ela siga sendo explorada nos níveis atuais. A justificativa do governador para vender a Codemig é o endividamento de R$ 230 bilhões que o estado possui.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), quer colocar à venda a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), estatal responsável pela maior mina de nióbio do mundo, em Araxá (MG). O problema, de acordo com o Ministério Público de Contas (MPC), é que o governo não sabe o quanto ela vale, o que pode render um prejuízo de bilhões de reais ao Estado.



O poder executivo mineiro não conhece o potencial financeiro da jazida porque ela seria "tutelada" por uma empresa privada, a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), que pertence à Família Moreira Sales, proprietária do banco Itaú, e também dona de uma jazida em Araxá.
As duas empresas responsáveis pela mina de nióbio, a Codemig e a CBMM, após um acordo feito em 1972, criaram a Companhia Mineradora do Pirocloro de Araxá (Comipa), que explora o material das minas e entrega todo o minério à CBMM. Esta produz o ferronióbio (seu principal produto), vende para mais de 50 países e repassa 25% dos lucros à Codemig.
Uma denúncia feita pelo ex-presidente da Codemig Marco Antônio Castello Branco, com base em uma auditoria feita pela estatal, afirma que o teor de nióbio da mina estatal é 18% maior que a do mineral extraído da jazida da CBMM, uma diferença não repassada à Codemig de aproximadamente R$ 5 bilhões desde 1972.
Em entrevista ao UOL, Renata Ferrari, gerente-executiva de Relações Institucionais da CBMM, negou. "Não é verdade. A mina da CBMM é 26% maior em quantidade de minério [em comparação com a] da Codemig que, por sua vez, possui 11% a mais de óxido de nióbio. Essa diferença sempre foi conhecida e fez parte da parceria quando o contrato foi assinado", afirmou.
Zema, no entanto, não quis entrar na polêmica e apresentou projetos à Assembleia Legislativa para vender a estatal, mesmo sem saber qual o seu valor.
"O controle da Comipa é realizado, de fato, pela CBMM, que detém as informações e os dados estratégicos do negócio. O Estado é tutelado. Ele recebe esses 25% e fica por isso mesmo. Não existe fiscalização, acompanhamento, controle de nada", afirmou ao UOL a procuradora Maria Cecília Borges, que estuda o assunto há cinco anos.
"Eu preciso saber quanto vale esse ativo, a mina. Esses 25% estão corretos? Questionei o Estado, que disse não ter acesso a essa informação. Ele vai vender um bem que não sabe quanto vale", completa Maria Cecília Borges.
A executiva da CBMM, Renata Ferrari, negou que sua empresa tutele a Codemig e o Estado. "O lucro que é pago pela CBMM é auditado trimestralmente por empresas contratadas pela Codemig. Existe total transparência com o nosso parceiro", disse.
Ao UOL, o secretário de Planejamento e Gestão do governo mineiro, Otto Levy, negou que a Codemig seja tutelada pela parceira, mas não informou o valor estimado da mina. "O valor só será importante na hora que for discutir a privatização. Temos uma ideia de quanto custa, mas só vamos discutir na hora de privatizar", disse.
O projeto de lei 1203/19 pedindo a privatização da estatal só aguarda parecer da Comissão de Constituição e Justiça para ir a plenário. Mas o projeto 1205/19 já foi aprovado pelos deputados e sancionado por Zema: polêmico, o texto permite ao governo antecipar os valores que receberia da CBMM pelos próximos 13 anos.
Com a autorização, o governo espera, ainda no primeiro semestre deste ano, executar a operação com os recebíveis do nióbio e arrecadar entre R$ 4 bilhões e R$ 6 bilhões. No entanto, o Ministério Público de Contas afirma que, se forem considerados os valores e mantido o atual nível de extração das minas, o governo receberia da CBMM, ao menos, R$ 13 bilhões no mesmo período, mais do que o dobro oferecido agora pela antecipação dos recebíveis.
Otto Levy refuta a conta do MP. Ele diz que apenas 49% dos créditos seriam vendidos na bolsa e que o restante, 51%, continuará entrando nos cofres da Codemge (Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais), outra estatal mineira que controla a Codemig.
Segundo a procuradora, o governo erra ao calcular o que espera embolsar dos recebíveis ao levar em consideração o que recebeu da CBMM nos últimos anos. "Nenhuma empresa é avaliada apenas pelo que produziu no passado, mas sobre seu potencial futuro", diz a procuradora.
E a expectativa é que a produção de nióbio cresça. A CBMM estima que as 90 mil toneladas métricas extraídas de ferronióbio em 2018 cheguem a 150 mil toneladas já no ano que vem. A CBMM informou ao MP que "haverá um boom do nióbio, com produção duplicada em quatro anos"
"Mas essas informações não são levadas em conta pelo governo. A CBMM já informou que trabalha com a Toshiba na formulação de uma superbateria de nióbio para carro elétrico, que deve ficar pronta em dois anos. Ela poderá recarregar em seis minutos, em vez das seis, oito horas necessárias hoje em dia", afirma a procuradora. 


Fonte: UOL

Mentor de roubo de 770 quilos de ouro no aeroporto de Guarulhos é preso

Mentor de roubo de 770 quilos de ouro no aeroporto de Guarulhos é preso





O suspeito era chamado pelos investigadores de 'Professor', como o personagem da série 'Casa de Papel'

Por FOLHAPRESS


YouTube/reprodução
Seis pessoas foram presas pelo roubo de 770 quilos de ouro no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos
Foto: YouTube/reprodução
Suspeito de ter sido o mentor do roubo de 770 quilos de ouro do terminal cargas do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), Francisco Teotônio da Silva Pasqualini, 55, conhecido como "Velho", foi preso pela polícia de São Paulo na noite desta sexta-feira.
Após receber uma denúncia sobre tráfico de drogas em Heliópolis, na zona sul da capital, policiais civis do Denarc (Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico) passaram a fazer buscas na região e encontraram o suspeito na rua José de França Dias, no bairro São José, em São Caetano do Sul.
Segundo os policiais, Pasqualini teria confirmado que estava sendo procurado pela Justiça. Ele, então, foi conduzido à delegacia e, posteriormente, à prisão.
Outros cinco suspeitos de participação no roubo foram presos no ano passado.
Na investigação, Pasqualini vinha sendo chamado pelos policiais de "Professor", em alusão ao personagem que lidera um bando de ladrões na série "Casa de Papel", da Netflix, desenvolvendo o plano e treinando a gangue sem precisar entrar nos locais onde os assaltos acontecem.
De acordo com a polícia, foi o "professor" Pasqualini quem teve a ideia do roubo.
Pasqualini seria cunhado de Peterson Brasil, um dos funcionários do terminal de cargas presos pela polícia. Brasil é suspeito de ter cooptado outro Peterson – Peterson Patrício, o funcionário que primeiro alegou ter tido a família mantida refém para que desse informações sobre o ouro no terminal, e, uma vez desmascarado pela polícia, confessou integrar o bando. Os dois Petersons são amigos de infância e ambos foram presos.
De acordo com o delegado Pedro Ivo Corrêa, titular da delegacia de roubo a bancos, as investigações apontam que a família de Patrício foi realmente feita refém pelos criminosos para forçá-lo a facilitar o roubo após o suspeito se mostrar hesitante.
"Ele (Patrício) concordou em participar, participou do planejamento, e, no final, começou a criar obstáculos. Foi aí que o pessoal da organização findou em sequestrar a família dele para estimulá-lo, vamos dizer assim, a participar mais efusivamente", afirmou o policial. "A família não sabia disso."
O roubo consumiu R$ 1 milhão dos assaltantes – a polícia estima um total de 14 pessoas envolvidas – e longo planejamento. A ação no aeroporto durou dois minutos e meio e foi captada pelas câmeras de segurança.
Ao menos duas pessoas envolvidas (os Petersons) eram funcionários do terminal e facilitaram o acesso do restante do bando, que usou viaturas da Polícia Federal clonadas para entrar no terminal, posteriormente trocadas por outros veículo.
Quase 720 quilos de ouro pertenciam a Kinross Paracatu e a Asai, ambos grupos canadenses. Outros 51 quilos pertenciam a um grupo de Dubai, JBG.  Até agora o ouro não foi recuperado.
Como o grama do ouro está em 200 reais, o valor roubado chega a R$154.000.000,00- ( cento e cinquenta
e quatro milhões de reais).

Fonte:  FOLHAPRESS

FMI alerta que coronavírus pode afetar economia do Japão através de turismo e comércio

FMI alerta que coronavírus pode afetar economia do Japão através de turismo e comércio



Economia23 minutos atrás (10.02.2020 14:25)

FMI alerta que coronavírus pode afetar economia do Japão através de turismo e comércioFMI alerta que coronavírus pode afetar economia do Japão através de turismo e comércio
Por Leika Kihara
TOQUIO (Reuters) - Um surto prolongado e generalizado de coronavírus poderia prejudicar a economia do Japão, afetando o turismo, o varejo e as exportações, entre outras áreas, alertou uma autoridade do Fundo Monetário Internacional (FMI).
"A disseminação do coronavírus representa um risco de queda emergente para a economia japonesa, embora o impacto econômico dependa da disseminação da doença e das respostas", disse à Reuters Paul Cashin, chefe de missão do FMI para o Japão.
"Se prolongado e generalizado, deverá afetar as atividades de turismo e varejo do Japão por meio de um declínio nas chegadas e gastos de turistas chineses e de outros locais, disse ele em uma entrevista escrita publicada na terça-feira.
O surto do vírus também poderia afetar o comércio e os investimentos, já que qualquer desaceleração na economia chinesa é capaz de prejudicar a produção das empresas japonesas e interromper as cadeias de suprimentos, acrescentou Cashin.
O chefe de missão do FMI no Japão não forneceu estimativas sobre o quanto o surto viral poderia impactar no crescimento do Japão, dizendo que o impacto será levado em consideração quando o FMI atualizar suas previsões globais em abril.
O vírus, que começou na China e se espalhou para 27 países e regiões, aumentou a preocupação entre as autoridades japonesas de que a terceira maior economia do mundo – já prejudicada pela fraca demanda global e consumo privado – poderia entrar em recessão.
As montadoras japonesas produzem peças e os varejistas vendem uma grande variedade de produtos na China, que é o segundo maior destino de exportação do Japão.
O surto também é um golpe às lojas de departamento e hotéis japoneses, visto que os chineses representam 30% de todos os turistas que visitam o Japão e quase 40% da soma total de gastos de turistas estrangeiros no ano passado, segundo uma pesquisa da indústria.
(Reportagem de Leika Kihara)

Fonte: Reuters

Elite troca IRB Brasil por Totvs na carteira recomendada para a semana

Elite troca IRB Brasil por Totvs na carteira recomendada para a semana


10/02/2020 - 13:44
Totvs
Totvs é o novo ativo selecionado para compor a carteira recomendada semanal da Elite (Imagem: REUTERS/Aluisio Alves)
Elite Investimentos informou segunda-feira atualização de sua carteira recomendada de ações para esta semana, apenas um dos os cinco ativos. Deixam de fazer parte os papéis do IRB Brasil (IRBR3), para a entrada de Totvs (TOTS3).
A carteira semanal é composta por 5 ativos que podem ter ou não o mesmo peso. Para a escolha das ações que fazem parte de seu portfólio são levadas em consideração, além da tradicional análise fundamentalista, as oportunidades do mercado, suas tendências de curto prazo e os movimentos técnicos das ações. As trocas de ações levam em consideração o fechamento do ativo no último pregão da semana.
Na semana passada, o portfólio teve queda de 1,92%, contra 0,01% do Ibovespa no mesmo período. Neoenergia (NEOE3) foi o destaque positivo com ganhos de 0,79% e IRB Brasil o negativo, com perdas de 2,36%.
Composição: 20%: Totvs, Neoenergia, Porto Seguro (PSSA3), Raia Drogasil (RADL3) e Vivo (VIVT4).

Fonte: MONEY  TIMES

Ex lixeiro encontra pepita de ouro avaliada em quase R$ 1 milhão 1