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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Rondônia poderá exportar US$ 189 milhões em 2017

Rondônia poderá exportar US$ 189 milhões em 2017

Pelo Porto Alfandegado na capital, o estado de Rondônia tem projeção de exportar para os Estados Unidos, Europa, Ásia e Cuba somando madeira, grãos, minérios e carne com uma variação de 2% a mais ou para menos 189 milhões de dólares, em 2017, de acordo com Márcio Assis, coordenador de exportação comercial da única empresa BDX de Logística e Transportes, autorizada pela Receita Federal a operar com cargas pesadas pelo rio Madeira no Estado.
As exportações de soja e milho, que passam pelos portos particulares das multinacionais Amaggi e Cargill em Porto Velho, não estão contabilizadas nesta conta. Porém, o Grupo Amaggi exporta por ano pelo Porto Público de Rondônia 480 mil toneladas de grãos entre soja e milho, com uma média de 20 balsas partindo todos os meses cada uma transportando 40 mil toneladas rumo a Itacoatiara no Amazonas.
Em 2016 as exportações de madeira beneficiada no Estado, principalmente a Teca, fora de 2.240 toneladas/mês, uma média de 80 cargas, totalizando 960 containeres/ano que deixaram entesourados nos cofres do Estado U$$ 96 milhões. Essa madeira em tora ou beneficiada, plantada e preservada conquistou o mundo levando a marca ambiental de Rondônia, frisa Márcio Assis.
Manganês e Cassiterita
Outra fonte importante de renda no mercado externo que pouca gente conhece em Rondônia trata-se da produção de minério, apesar dos estragos ambientais. A cassiterita e manganês produzidos no Estado devem deixar em 2017 pelos cálculos técnicos, ao exportar 1,7 mil contaneires, com 47 mil quilos cada um devem render em torno de U$$ 197,580 mil dólares. Contêineres lacrados prontos para exportar madeira e minério oriundos de Rondônia
A perspectiva para exportação de carne, farelo de osso e couro pelo Porto alfandegado de Rondônia, para países Europeus também é uma possibilidade altamente positiva. Devem ser exportadas em 2017, 16,8 mil toneladas de carne/mês rendendo U$$ 186 mil, para geração de emprego, renda e circulação de dinheiro.
Outra realidade para a economia de Rondônia em termos de exportação, vem da produção de café que este ano tem contratos para vender para os Estados Unidos e União Europeia. O café depois do petróleo é produto que tem mais consumo no mundo. A previsão dos empresários da BDX Logística e Transportes sediada no Porto Alfandegado em Porto Velho, é de que Rondônia possa exportar 540 toneladas/mês do produto, totalizando 6.480 toneladas/ano, em 240 containeres.
O café ainda representa um volume pequeno diante da madeira, milho, soja, carne, madeira e minério. De qualquer maneira ele renderá negócios em torno de U$$ 200 mil. O cacau, açaí e castanha também estão sendo trabalhados para ser comercializados e escoados rumo aos Estados Unidos, Europa e Ásia, não representa muito, talvez um ou dois contaneires/mês, todavia são mercados que estão se abrindo.
Enquanto descansa carrega pedra
Na terça-feira (24) feriado na capital em comemoração aos 102 anos de instalação de Porto Velho, o vice-governador Daniel Pereira, reunia-se na sede da BDX Transporte e Logística no Porto Público para discutir com empresários locais e de Manaus a maneira mais rápida e objetiva para que os produtos rondonienses também alcancem, via transporte aquaviário, os mercados Andinos, Bolívia, Peru e Venezuela.
Com um sistema de transporte eficiente pelos rios Madeira e Amazonas, os produtos gerados em Rondônia podem alcançar a Costa Leste dos Estados Unidos encurtando a distância. Dário Lopes coordenou a reunião e mostrou, inclusive cargas de madeira liberadas pela Receita Federal com destino a Cuba, prontas para ser carregadas nos contaneires assegurou que essa rota encurta o caminho em direção aos mercados consumidores com os empresários ganhando tempo e dinheiro, gerando mais emprego e renda no Estado.


Fonte: Diário da Amazônia

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