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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Azul extremo

Azul extremo

Com 12 quilates e valor estimado em US$ 55 milhões, diamante raro descoberto na África do Sul em 2014 pode se tornar a joia mais cara da história

Azul extremo
EXCEPCIONAL Pedra que será leiloada é um dos maiores diamantes de cor azul intensa já encontrados e foi batizado de 'Blue Moon Diamond' ('Diamante Lua Azul') ()
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É impossível negar o fascínio que os diamantes despertam. Essas pedras preciosas já inspiraram canções que marcaram a história do cinema, como “Diamonds are a girl’s best friend”, interpretada por Marilyn Monroe (1926-1962) em “Os Homens Preferem as Loiras” (1953) e “Diamonds are forever”, cantada por Shirley Bassey em “007 – Os diamantes são eternos” (1971). Alguns, porém, conseguem ser ainda mais extraordinários que os demais, caso de um grande diamante azul que será leiloado pela casa de leilões Sotheby’s, em Genebra, na Suíça, em 11 de novembro. Batizada de “Blue Moon Diamond” (“Diamante Lua Azul”), a rara gema figura entre os maiores diamantes de cor azul intensa já encontrados, atingindo 12 quilates. Por seu tamanho e qualidade excepcionais, a pedra teve o valor estimado entre US$ 35 milhões e US$ 55 milhões (R$ 143 milhões e R$ 225 milhões) e pode se tornar a joia mais cara já vendida no mundo.
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EXCEPCIONAL
Pedra que será leiloada é um dos maiores diamantes de cor azul intensa já
encontrados e foi batizado de ‘Blue Moon Diamond’ (‘Diamante Lua Azul’)
Até hoje, o recorde de preço para uma joia leiloada pertence ao diamante rosa “Graff Vivid Pink”, de 24 quilates, vendido em 2010, também pela Sotheby’s, por US$ 46 milhões (atuais R$ 188 milhões). Em 2013, outro diamante rosa, dessa vez com 59,6 quilates, foi leiloado pela mesma companhia por estratosféricos US$ 83 milhões (R$ 340 milhões em valores atuais). O comprador, o joalheiro Isaac Wolf, no entanto, não conseguiu pagar o valor que ele mesmo havia ofertado pela peça e a pedra teve de ser devolvida para a casa de leilões. Ao invés de quebrar recordes, a transação acabou se tornando o maior fiasco recente do mercado de joias.
O diamante que pode desbancar o atual mais caro do mundo foi descoberto em janeiro de 2014, na mina de Cullinan, na África do Sul. A divulgação da pedra, que em estado bruto pesava mais de 29 quilates, logo causou frisson. “O ‘Blue Moon’ é simplesmente um diamante sensacional, com cor e pureza extremas e que conquistará seu espaço entre as pedras preciosas mais famosas do mundo” diz David Bennett, presidente da divisão internacional de joalheria da Sotheby’s.
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Segundo explica a gemóloga Gracia Baião, do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), “o preço de uma pedra preciosa é determinado por quatro fatores: cor, pureza, peso e lapidação”, diz. No caso do diamante azul, a peça foi classificada pelo Instituto Gemológico da América (GIA, na sigla em inglês) como internamente perfeita e sua cor, “fancy vivid blue” (“azul vivo extravagante”), a maior coloração possível na escala de tons azuis para diamantes. O nome da pedra, que pode se tornar o diamante mais caro já vendido, se refere à expressão em inglês “once in a blue moon” (“quando na lua azul”, em tradução livre), usada para descrever um episódio extremamente raro, como a joia.

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