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quinta-feira, 9 de março de 2017

Dólar tem nova alta e encosta em R$3,20

Dólar tem nova alta e encosta em R$3,20 com expectativa de aumento de juros nos EUA e cena política

quinta-feira, 9 de março de 2017 17:55 BRT
 
I]
Pacote de notas de cinco dólares dos Estados Unidos são inspecionadas em Washington, nos EUA
26/03/2015
REUTERS/Gary Cameron/File Photo
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Por Claudia Violante
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar terminou a quinta-feira em alta ante o real pelo segundo dia consecutivo e perto dos 3,20 reais, com os investidores à espera do relatório do mercado de trabalho norte-americano, na sexta-feira, que pode consolidar a alta de juros nos Estados Unidos em março, e também atentos à cena política doméstica.
O dólar avançou 0,73 por cento, a 3,1947 reais na venda, maior nível desde os 3,2002 reais de 19 de janeiro. Nestes dois pregões de alta, acumulou elevação de 2,39 por cento. O dólar futuro subia cerca de 1 por cento.
"Por ora, o mercado está muito focado nos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos. Se confirmar a alta de juros, o dólar pode realizar", afirmou o operador da corretora Ourominas, Maurício Gaioti.
O foco do mercado continuou voltado para os números que serão conhecidos na sexta-feira sobre o mercado de trabalho norte-americano, conhecidos como "payroll". Levantamento feito pela Reuters com analistas mostrava que, pela mediana, as estimativas eram de abertura de 190 mil postos fora do setor agrícola no mês passado.
Na véspera, foi divulgado dado sobre emprego privado nos Estados Unidos muito acima do esperado, o que alimentou de vez as apostas de que o Fed elevará os juros na sua reunião dos próximos dias 14 e 15.
Nesta sessão, a ferramenta FedWatch do grupo CME indicava quase 90 por cento de chances de aumento dos juros nos EUA na semana que vem, percepção que começou a ser montada há alguns dias após sinalizações de integrantes do Fed.
No exterior, o dólar era negociado em alta ante divisas de países emergentes, como o peso mexicano e a lira turca.
Juros mais altos nos Estados Unidos têm potencial para atrair à maior economia do mundo recursos aplicados em outros mercados, como o brasileiro. 

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