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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Brasil quer começar a exportar urânio metálico

Brasil quer começar a exportar urânio metálico

Brasil quer começar a exportar urânio metálico
Indústrias Nucleares do Brasil querem entrar no mercado de urânio metálico começando pela Argentina.[Imagem: Divulgação/MCTIC]

Urânio metálico
Com o intuito de entrar no mercado de urânio metálico, as Indústrias Nucleares do Brasil (INB) estão realizando estudos para fornecer o produto ao Reator de Pesquisa e Produção de Radioisótopos da Argentina, que está em construção.
Além disso, a INB deve levar, neste ano, a segunda carga de urânio enriquecido para abastecer a usina nuclear localizada na cidade de Lima, ao norte da capital Buenos Aires.
O contrato com a estatal Combustibles Nucleares Argentinos é de US$ 4,5 milhões, e a empresa aguarda aprovação da exportação pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen).
Para o presidente da INB, João Carlos Tupinambá, essa exportação é estratégica para o Brasil. Ele também ressalta a importância de entrar no mercado de urânio metálico.
"Nosso interesse começou pela Argentina, mas existem outros reatores no mundo que consomem esse tipo de combustível. Se tivermos sucesso, não teremos só a Argentina como possível cliente, mas outros países também", afirmou.
O enriquecimento do urânio até 20%, necessário para a produção de fármacos, será feito no Centro Tecnológico da Marinha (CTMSP). Depois, o produto será encaminhado ao Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), para a fabricação do urânio metálico.
Mina de urânio
O presidente da INB anunciou também que será retomada neste ano a exploração de urânio na Mina do Engenho, localizada em Caetité (BA). Atualmente, está sendo feito o trabalho de decapeamento, que é a etapa anterior à lavra do minério, prevista para começar até novembro.
"Nesse decapeamento, devemos retirar umas 70 toneladas de urânio. Depois de transformado em yellow cake, o produto é exportado e transformado em UF6 [urânio enriquecido] fora do País. Parte desse UF6 volta para ser enriquecido no Brasil, e outra parte é enriquecida lá fora. Hoje, nossa capacidade de enriquecimento chega a 40% do consumo da usina de Angra 1," detalhou.
A INB também busca novos parceiros para investimentos na exploração de urânio nas reservas ainda exploradas de Caetité (BA) e de Rio Cristalino (PA).

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