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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Mato Grosso produz 87,2% do diamante brasileiro e quer implantar escola de design de joias

Mato Grosso produz 87,2% do diamante brasileiro e quer implantar escola de design de joias



Mato Grosso produz 87,2% do diamante brasileiro e quer implantar escola de design de joias
Responsável por 87,2% da produção nacional de diamantes, Mato Grosso deve implantar escola de design e ourivesaria em 2018. De acordo com a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia (MME), o Estado possui garimpos e minas com exploração contínua há cerca de dez anos nos distritos diamantíferos de Juína, Alto Paraguai e Chapada dos Guimarães.

Dados mais recentes do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) revelam que Mato Grosso em 2014 foram produzidos 49.637 quilates (cts), o equivalente a 87,2% dos 56.923 quilates produzidos no Brasil.

Os principais distritos diamantíferos de Mato Grosso, segundo a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), estão localizados nas regiões de Juína, Chapada dos Guimarães, Paranatinga, Nortelândia/Diamantino, Poxoréo, Alto Paraguai, além do Rio das Garças (seu curso percorre municípios como Alto Garças, Guiratinga, Tesouro, General Carneiro, Pontal do Araguaia e Barra do Garças).

Ainda conforme a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), existem 156 garimpos /minas de diamantes de Mato Grosso cadastrados por meio do Projeto Diamante Brasil, além de quatro campos kimberlíticos e 117 corpos kimberlíticos.

“Além de sermos o maior produtor de diamantes, temos potencial enorme de crescimento. Ao contrário de Minas Gerais, por exemplo, nós temos ainda um limite de exploração muito grande. Hoje, produzimos 49 mil quilates, mas já chegamos a produzir 500 mil quilates”, comenta o presidente da Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), Marcos Vinícius Paes de Barros.

Marcos Vinícius comenta que há um projeto para montar em 2018 uma Escola de Design e Ourivesaria. “Na parte de mineração das gemas, como diamante, ametista e quartzo, por exemplo, nós temos uma escola de gemologia, ou seja, lapidação e estamos tentando implantar uma de ourivesaria e design. Seria uma etapa seguinte ao processo de transformação da pedra, agregando muito mais valor a ela”.

O presidente da Metamat comenta que já foram formados 120 lapidários. “São Paulo é o Estado que mais concentra produção de joias do Brasil, gerando 45 mil empregos formais. Mato Grosso produz a pedra e não a joia, ou seja, é o oposto de São Paulo, o que faz com que o produto final volte para nós consumidores com um valor agregado ainda maior”.

O geólogo da Metamat, Wanderlei Magalhães, comenta que há previsão de em 2017 abrir uma turma para qualificar 30 pessoas para transformar gemas em artesanato. Hoje, em Mato Grosso, além do diamante e do ouro, são encontradas gemas como ametista, quartzo, granada, ágata, jaspe e topázio.

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