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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Moody's piora perspectiva de rating do Brasil para "negativa", ante "estável"

Moody's piora perspectiva de rating do Brasil para "negativa", ante "estável"

sexta-feira, 26 de maio de 2017 19:05 BRT
 


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SÃO PAULO (Reuters) - A agência de classificação de riscos Moody's alterou a perspectiva do rating do Brasil para negativa, ante estável, citando as incertezas em torno do ritmo de reformas após a mais recente crise política. A Moody's, que manteve nota de crédito do país em "Ba2", citou ainda como fator para a piora da perspectiva do país a consequente ameaça à recuperação econômica e à força econômica de médio prazo do país. "Seja qual for o seu resultado, a crise política que surgiu no Brasil na semana passada provavelmente prejudicará a agenda de reforma do governo e paralisará a passagem de futuras reformas, incluindo a seguridade social", disse a Moody's em nota. A agência afirmou ainda que isso deve afetar negativamente a confiança dos investidores e levará a uma maior volatilidade do mercado, "ameaçando o ímpeto macroeconômico positivo observado desde que o presidente (Michel) Temer começou a avançar as reformas". A turbulência afetou o Palácio do Planalto na semana passada após a denúncias contra Temer, na esteira de divulgação de conversa com um dos sócios da empresa de alimentos JBS. A Moody's é a última das três principais agências de classificação de riscos a se posicionar em relação ao rating do Brasil desde o início da crise política. Na segunda-feira, a Standard & Poor's colocou em observação negativa a perspectiva da nota de crédito soberano do Brasil, hoje em "BB". Já a Fitch reafirmou na sexta-feira passada o rating do Brasil em "BB" com perspectiva negativa. Após a decisão da Moody's, o Ministério da Fazenda reafirmou seu compromisso com a continuidade da implementação da agenda de reformas estruturais necessárias à recuperação econômica, destacando a "manutenção de intenso diálogo e coordenação com o Congresso Nacional, sinalizando o empenho para alcance da estabilidade da política econômica". (Por Flavia Bohone)

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