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quarta-feira, 7 de junho de 2017

PÉROLAS 1ª parte - Etimologia        

PÉROLAS1ª parte - Etimologia               



Iniciaremos uma série de artigos sobre as pérolas, começando por sua etimologia. Antes de mais nada, é importante frisar que, de acordo com as normas nacionais e internacionais vigentes no setor de gemas e joias, o termo pérola sem descrição adicional refere-se tão somente à pérola natural, formada sem a intervenção humana.

A imensa maioria das gemas possui origem mineral, portanto inorgânica. Uma parcela menor deste vasto universo das gemas é formada com a participação de seres vivos. São as denominadas gemas orgânicas, das quais a pérola é a principal representante.
Não se sabe ao certo a origem da palavra pérola, mas há várias hipóteses. Segundo uma delas, o étimo seria o vocábulo latim perna – que é um tipo de concha com esta forma – do qual teria sido empregado seu diminutivo, perula.  Curiosamente, a palavra perna ainda hoje é utilizada para referir-se à pérola nos dialetos da Sicília e Nápoles.
De acordo com outra hipótese, o termo derivaria do latim perula, significando pequena pera, em razão da forma desta fruta ser frequente entre as pérolas ao longo da História, inclusive durante o Período Romano, quando recebeu esta denominação.
Segundo uma terceira hipótese, o termo derivaria de pirula, uma corruptela de pílula, significando uma pequena esfera, em alusão ao aspecto das pérolas.
Se nos detivermos à nomenclatura da pérola, observaremos que nos idiomas ocidentais modernos os nomes são muito parecidos: perla  em Italiano e Espanhol, perle em Francês e Alemão, pearl em Inglês e paarl em Holandês e Sueco.
Menina com Brinco de Pérola (1665 - 1667)
Johannes Vermeer (1632 – 1675)
Fonte: www.essentialvermeer.com
Isto pressupõe que esta gema era totalmente exótica na Europa e os termos usados para descrevê-la não muito antigos, provavelmente de origem renascentista, já que seu nome clássico era margarita, vocábulo grego que ainda aparece nos idiomas europeus como arcaísmo. Este palavra derivaria de um termo babilônico, poeticamente significando “criança do mar”, proveniente, por sua vez, de uma palavra persa através do sânscrito.
Por outro lado, a variedade de nomes nos países mais próximos às zonas produtoras é grande. Assim, temos os termos aljofar em Árabe, zhemchug em Russo, provavelmente derivado do Persa, lulu na África Oriental e shinju em Japonês; todos indícios de que o uso deste material é autóctono nestas regiões.
Alguns nomes de origem romana, tais como “Unio” e “Pina” são aplicados para descrever alguns gêneros de moluscos produtores de pérolas.

Fontes:
ANDERSON, B. W.: Gem Testing.

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