quarta-feira, 22 de maio de 2013
Pedras preciosas no Brasil
Pedras preciosas no Brasil
O Brasil é um país muito rico em pedras preciosas. As mais presentes
nessa região são o diamante, opala, água-marinha, esmeralda,
alexandrita, ametista, ágata, citrino, topázio e turmalina.
Os garimpos são muito conhecidos e numerosos por aqui, o que faz de
nosso país um dos maiores produtores de pedras preciosas do mundo, em se
tratando de quantidade, variedade e qualidade.
O que faz com que nossa região seja rica nessas gemas é o fato do
território brasileiro ser repleto de superfícies de rochas
pré-cambrianas, com vários cortes de pegmatitos e rochas metamórficas.
Durante 141 anos, o Brasil liderou a produção mundial de diamantes.
Atualmente, encontra-se em 5º lugar no ranking de produção mundial de
diamante bruto, segundo pesquisa do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral).
A opala é bastante encontrada no Piauí, principalmente na região da
Serra dos Matões. A água-marinha pode ser encontrada em diversas
regiões, fazendo com que o Brasil seja o maior produtor mundial dessa
espécie de gema.
A esmeralda, desde a década de 80, também tem sido bastante encontrada,
o que fez com que o Brasil se tornasse, desde essa época, um dos
maiores fornecedores dessa pedra. A maior região de garimpo da esmeralda
é em Carnaíba, na Bahia.
A alexandrita, uma das pedras preciosas mais valiosas, foi descoberta
em Minas Gerais, no município de Malacacheta. A partir dos anos 70, o
Brasil se tornou um dos maiores produtores dessa gema.
A ametista, bastante encontrada na região sul
do país, também faz com que o Brasil leve o título de maior produtor
da espécie de gema. Uma cidade do Rio Grande do Sul, Ametista do Sul,
foi até batizada com o nome da pedra.
A ágata foi descoberta em jazidas na Bahia, Rio Grande do Sul, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraíba e Minas Gerais.
O citrino, topázio e a turmalina também são gemas encontradas em muita quantidade no Brasil.
terça-feira, 21 de maio de 2013
Diamantes mineiros são exportados legalmente pela primeira vez
Diamantes mineiros são exportados legalmente pela primeira vez
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segunda-feira, 20 de maio de 2013
Diamantes serão extraídos diretamente da rocha
Produção brasileira vem basicamente dos leitos dos rios; mina de Nordestina será a primeira no Brasil onde os diamantes serão extraídos diretamente da rocha
19 de maio de 2013
ESTADÃO
João Villaverde - O Estado de S.Paulo
Valdecir é loiro, tem olhos azuis, e pouco menos de 1,80
metro de altura. À exceção do sobrenome, que não quis revelar ao Estado,
Valdecir contou tudo. Nascido em Americana (SP), onde hoje ainda moram
seus pais e sua ex-mulher, Valdecir deixou sua vida de comerciante no
fim de 2010 e foi para o sertão em busca de ouro. Hoje, aos 48 anos, é
um dos 600 garimpeiros no distrito do Rio Seco, em Nordestina."Ouvimos falar do diamante, mas nada supera o ouro. Ninguém aqui é vaqueiro ou 'encostado', então de agricultura ou Bolsa Família ninguém aqui quer viver. Enquanto existir ouro aqui, vamos fazer isso", disse Valdecir, acompanhado de outros garimpeiros.
Os garimpeiros de Nordestina têm vendido, em média, R$ 200 por semana. Por meio do garimpo é possível retirar apenas 40%, no máximo, do ouro encravado na terra, mesmo depois de moída por máquinas que todos eles têm. Assim, a terra restante é vendida a terceiros, que misturam cianureto ao conteúdo, liberando o ouro restante. São seis compradores de terra dos garimpeiros em Nordestina, entre eles, o filho do prefeito Wilson Costa.
Entre a cidade e a favela onde fica o maior garimpo de Nordestina há uma extensa zona rural, onde a principal cultura é o sisal. Nordestina pertence à Região Sisaleira, que se confunde com o sertão baiano - a Bahia tem o maior polo produtor de sisal do mundo. É dessa cultura que saiu a maior parte dos garimpeiros. Em 1990, quando o município completou 5 anos, um grupo de trabalhadores dos campos de sisal encontrou por acaso grande quantidade de ouro. Imediatamente largaram a zona rural e formaram garimpos.
A área dos diamantes não fica distante dos garimpos. Mas o cenário é completamente diferente. Enquanto o ouro encravado na terra moída por máquinas precárias é levado dos garimpos em carretas e até nas costas de jegues, o diamante preso em rochas com bilhões de anos é carregado em caminhões que suportam até 25 toneladas.
O diamante anima Nordestina e muitos municípios próximos. Mas não os garimpeiros. "Larguei tudo para vir para a Bahia. Fui do MST e, desde que comecei no garimpo, meus problemas de saúde passaram. Eu não troco isso aqui", disse Valdecir.
Na pequena Nordestina, de apenas 12,4 mil habitantes, encravada no meio do sertão baiano, a mineradora belga Lipari se prepara para iniciar a exploração da primeira mina de diamantes extraídos diretamente da rocha (fonte primária do mineral) na América Latina.
A companhia, comandada pelo geólogo canadense Kenneth Johnson, já aplicou R$ 60 milhões na unidade e planeja aplicar mais R$ 30 milhões ao longo deste ano para acelerar as pesquisas e iniciar a comercialização do minério já no fim de 2014. O dinheiro que financiou toda essa operação saiu dos controladores da Lipari - a companhia Aftergut & Zonen, da Bélgica, e o fundo Favourite Company, de Hong Kong.
Ainda em fase de pesquisas, o geólogo que coordena o trabalho da Lipari no sertão baiano, Christian Schobbenhaus, afirmou ao Estado que estima em pouco mais de 2 milhões de quilates de diamante a capacidade total das minas em Nordestina, que fazem parte do projeto Braúna. Um quilate de diamante de rocha kimberlítica é negociado, hoje, a cerca de US$ 310.
O kimberlito é uma rocha rara, que forma o manto da terra. Chega à superfície após uma erupção vulcânica. Foi nessas explosões, ocorridas há bilhões de anos, que o kimberlito trouxe para próximo da superfície terrestre os diamantes.
Desde então, por meio da erosão natural do solo, os diamantes podem se soltar e chegar até aluviões de rios, onde são encontrados na maior parte das vezes.
Produção atual. O Brasil, até agora, tem "produzido" diamantes dessa forma, tendo produção anual de 47 mil quilates, estimada pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), cerca de 0,04% de todo o diamante explorado no mundo. Agora, apenas a produção de Nordestina deve multiplicar por cinco a oferta nacional de diamantes, aumentando também o valor do minério, uma vez que não é oriundo de aluviões, mas de fonte primária - da própria rocha.
Há apenas 20 minas de kimberlito em atividade no mundo. O grupo de países do qual o Brasil vai fazer parte é pequeno: as minas estão no Canadá, em países no sudoeste africano e na Rússia. O bloco de rocha kimberlítica no qual está a pequena Nordestina pertence ao cráton (bloco de rocha com mais de 1 bilhão de anos) do São Francisco, que ficava junto ao cráton do Congo, na África, antes da separação dos blocos em continentes.
Profundidade. Em Nordestina, o diamante está a cerca de 3 quilômetros da superfície, e a pesquisa total da área só deve ser concluída no fim do ano. Dada a complexidade da operação - as máquinas que tiram os diamantes das rochas são importadas da África do Sul e operadas por técnicos qualificados em mineração de diamantes -, a comercialização do minério de Nordestina só deve começar no último trimestre do ano que vem, ganhando força a partir de 2015. A Lipari estima em sete anos a vida útil da mina na cidade.
Praticamente todo o diamante de Nordestina será exportado para Dubai, Bélgica, Israel e Canadá, onde o comércio do minério é concentrado e tradicional. Assim, a companhia aposta que, até 2015, quando a produção estará a todo vapor, a recuperação da economia mundial terá ficado mais consistente e, com isso, os preços do diamante devem aumentar, puxados por uma demanda mais firme.
"Para um geólogo, esta é uma oportunidade inacreditável. Estamos trabalhando na primeira mina de diamante oriundo diretamente do kimberlito de toda a história da América Latina", disse Schobbenhaus, que mora em Nordestina desde 2010, quando as pesquisas se intensificaram.
O governo da Bahia deve licenciar a produção ainda neste ano, e o pedido de lavra feito pela Lipari ao DNPM também deve ser concedido. Segundo o diretor de fiscalização do departamento, Walter Lins Arcoverde, a mina da Lipari é "a confirmação de que o Brasil tem, de fato, a primeira mina de diamante oriundo de kimberlito na América Latina, e o segundo em todo o continente, atrás apenas do Canadá, que é um dos maiores produtores do mundo". Até este ano, apenas Brasil, Guiana e Venezuela produziam diamantes na região, mas todos os minérios eram de fontes secundárias, isto é, de aluviões de rios.
domingo, 19 de maio de 2013
Qual a diferença entre diamantes coloridos e gemas coloridas?
Qual a diferença entre diamantes coloridos e gemas coloridas?
Existem duas
categorias usadas no comércio de pedras preciosas: pedras preciosas,
incluindo os diamantes, rubis, esmeraldas e safiras; e pedras
semipreciosas, representando as demais. Essas últimas incluem pedras
como ametista, berilo, granada, lápis-lazúli, topázio, turmalina,
turquesa, zircão e muitas outras. Embora cada variedade de gema tenha
uma cor característica, quase todas elas podem ocorrer em variadas
cores.
Diamantes e suas cores
Os diamantes são encontrados em
apenas um único tipo de rocha, o kimberlito, que se formou ao longo de
bilhões de anos a partir da erupção de vulcões. Eles também podem ser
encontrados no cascalho de leitos de rios, devido à pedras de kimberlito
erodidas que foram arrastadas rio abaixo. O diamante é uma forma de
carbono puro cristalizado, formando a substância natural mais dura que
existe. Os diamantes mais caros e puros são transparentes ou brancos.
Existem certos oligoelementos dentro da estrutura cristalina do diamante
que podem dar à gema algumas cores diferentes. Por exemplo, a presença
do boro pode resultar em uma cor azul, e a presença do nitrogênio pode
resultar em um tom amarelado. As cores também podem ser consequência da
irradiação (diamantes verdes) ou da deformação plástica da estrutura
cristalina, podendo ocasionar tonalidades de castanho, cor de rosa e
vermelho.
Esmeraldas, rubis e safiras
As esmeraldas são derivadas do
mineral berilo, ou berílio silicato de alumínio. A cor verde é derivada
de oligoelementos como o crômio ou o vanádio. A cor pode variar de um
amarelo esverdeado até a um verde azulado. Somente as gemas de tons
médios a escuros são consideradas esmeraldas. As demais são
classificadas como ouro berilo quando forem de cor amarela ou dourada,
morganite quando rosa, e água-marinha quando azul ou verde-azulado.
Rubis e safiras são variedades do mineral coríndon, um óxido de
alumínio. Quando o coríndon é vermelho escuro, ele é chamado de rubi, e
quando é de outra cor qualquer, é chamado de safira. As safiras podem
variar em cor desde o rosa claro até o violeta, sendo que a cor depende
da presença de elementos como crômio, titânio e ferro.
Pedras semipreciosas
Do mesmo jeito que as pedras
preciosas, todas as pedras semiprecioas têm uma cor mais comum com a
qual elas são frequentemente associadas. As ametistas são, em geral,
naturalmente violetas, mas podem perder sua cor quase completamente sob
luz solar intensa. As granadas são geralmente de um vermelho mais
escuro, podendo possuir as cores laranja ou verde, mas nunca azul. O
topázio, um silicato de alumínio e flúor, é quase sempre de um marrom
amarelado, mas pode ser verde, azul, azul claro, rosa e até vermelho. Em
todos os casos, a cor das diferentes "espécies" de cada gema depende de
traços de elementos que se combinaram com os cristais. As cores de
muitas das pedras podem ser melhoradas ou até mesmo mudadas na presença
de calor ou irradiação.
Valor
O valor de um diamante depende
da cor, do corte, da limpidez e da quantidade de quilates. Quanto mais
transparente um diamante for, mais raro e caro ele será. A limpidez tem
tudo a ver com a cor.Além disso, um diamante mal cortado não será tão
valioso quanto um bem cortado, e quanto mais quilates, mais caro. Como
os diamantes, outras pedras preciosas também são avaliadas de acordo com
os quatro "c". As pedras preciosas (esmeraldas, rubis e safiras) são de
uma classe diferente em relação às pedras semipreciosas, mas mesmo
assim elas dependem dos 4 cês. A cor de uma pedra preciosa pode ser
alterada pela irradiação, e, usando disso, alguns vendedores sem
escrúpulos podem alterar a cor de uma pedra para que ela pareça mais
atraente e valiosa.
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