quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Origem das Minas da Passagem
Origem
das Minas da Passagem
Não
é possível se traçar os rumos da história mundial do ouro sem se
falar do "Ciclo do Ouro" brasileiro. Este período, muito
bem definido na história brasileira, coincide com o Séc. XVIII,
pois iniciou-se em 1965, com a primeira exportação economicamente
significativa e findou por volta de 1800, quando o ouro passou a
ocupar um plano secundário na economia nacional. Durante este período,
a produção mundial de ouro foi de 1.421 toneladas métricas, tendo
a capitania de Minas Gerais, praticamente Ouro Preto e Mariana,
contribuído com 700 toneladas, ou seja, 50% do ouro produzido no
período.
A
interiorização do Brasil se iniciou com a procura de riquezas, principalmente
ouro, esmeraldas e brilhantes, que os homens da época julgavam existir
naquela tão bela e promissora terra. Organizados em grupos denominados
bandeirantes, eles entregavam-se de corpo e alma à procura dos metais
e das pedras preciosas, embrenhado-se pelos sertões. Nos fins
do Séc. XVII, por volta de 1695, uma dessa bandeiras, comandada
por Manoel Garcia Velho, encontra em Tripuí, a oito léguas de Ouro
Preto uma série de granitos cor de aço, que mais tarde, quando examinados,
verificaram tratar-se de finíssimo ouro. A notícia espalhou-se por
toda a parte da colônia e a partir de 1697 se estabeleceu um "rush"
que se avolumou nos anos subsequentes.
Em
1780, João Lopes de Lima manifestava as jazidas de cascalho de N.
S. do Bom Sucesso e, em 1702, João Siqueira dava conhecimento o
sumidouro de Mariana. Durante este período se instalaram dois grupos
mineiros que viriam a constituir as povoações de Mariana e Vila
Rica de Nossa Senhora do Pilar de Ouro Preto. Apesar da pouca distância
que as separava, se ignoraram por longo tempo. Porém, as águas turvas
do Ribeirão do Carmo mostravam para os habitantes de Mariana, que
rio acima, existia uma outra cidade. Na ânsia de manter contato
com elementos civilizados, subiram o Ribeirão do Carmo. Em 1719
fundaram a Vila da Passagem, que se encontra entre as duas cidades.
Durante essa época, os mineiros que iam subindo o rio bateando os
depósitos aluvionares, descobriram o ouro primário de Passagem.
Com
a descoberta e abundância do ouro, no período de 1729 à 1756, fluiu
para a área um grande número de elementos que passaram a explorar
as jazidas concentradas no Morro de Santo Antônio. Os trabalhos
eram realizados a céu aberto e/ou por meio de pequenos serviços
subterrâneos que, geralmente paravam quando era atingido o lençol
freático. Lavrava-se, e recuperava-se, então, apenas o ouro contido
nos itabiritos, na jacutinga e na canga ferro-aurífera. A mão-de-obra
era totalmente escrava e acredita-se que em certa época, cerca de
35 mil escravos povoaram as senzalas do Morro Santo Antônio.
Data
do século VIII a descoberta do Ouro em Passagem. Os bandeirantes
percorreram os veios d`agua da bacia do Rio Doce, atingiram o Ribeirão
do Carmo, no qual localizaram Ouro aluvionar abundante. Subindo
o Ribeirão, em típica prospecção por bateia, descobriram em 1719
as jazidas primárias de Passagem. De 1729 à 1756, vários mineiros
obtiveram concessões para a exploração das jazidas. Com o passar
dos anos, reduziram-se a um único dono. Após sua morte seus herdeiros
transferiram a Mina, a 12 de Março de 1819, ao barão W. L. von Eschwege.
Os
trabalhos até então, se concentravam no Morro Santo Antônio e eram
executados por mão-de-obra servil, a céu aberto ou mediante pequenos
serviços subterrâneos.. Recuperava-se o Ouro contido nos Itabiritos,
na Jacutinga e na canga Ferro-Aurífera. Segundo tradição, povoaram
as zensalas do Morro Santo Antônio, 35 mil escravos. As ruinas ainda
existentes testemunham este remoto passado.Eschewege formou a primeira
empresa mineradora do Brasil, sob o nome de Sociedade Mineralógica
de Passagem. Construiu o engenho, com dez pilões californianos e
estabeleceu o primeiro plano de lavra subterrânea. Somente após
o ano de 1800 é que se descobriu Ouro nos quartzitos, nos Xistos
grafitosos e nos Dolomitos, dando novo rumo a exploração das jazidas.
Após anos de prosperidade, o
Barão Eschewege, atraído por novas atividades na siderurgia pioneira,
desinteressou-se da mineração do Ouro. A Sociedade Mineralógica
passou, a 1o de junho de 1659, às mãos do mineiro Inglês
Thomas Bawden. Este, depois de trabalhar quatro anos, revendeu-a,
a 26 de novembro de 1863, à Thomas Treolar, representante da nova
empresa em formação, a "Anglo Brazilian Gold Mining Company
Limited", que encampou a Socidade Mineralógica de Passagem.
A "Anglo Brazilian" adquiriu diversas conceções vizinhas,
como Paredão e Mata cavalos e trabalhou nas jazidas de 1864 à 1873,
produzindo 753.501 gramas de Ouro ao teor médio de 6.89 gramas por
tonelada de minerio.
De
1874 à 1883, a mina esteve paralizada. Em 14 de março de 1883 foi
vendida a um sindicato francês, que constituiu a "The Ouro
Gold Mines of Brazil Limited" A nova empresa operou com grande
sucesso até março de 1927, quando foi vendida ao grupo Ferreira
Guimarães, banqueiros de Minas Gerais e transformada, em maio do
mesmo ano, na atual Companhia Minas da Passagem. A Companhia Minas
da Passagem operou regularmente até 1954. De então, até 1960 esteve
paralizada. Tentativas de reabertura, de 1959 a 1966, foram infrutíferas.
A conjuntura inflacionária, a falta de capital e de espírito mineiro,
principalmente, o preço irreal do ouro, fixado em 35 dolares a onça-troy,
e finalmente a obrigatoriedade de toda a produção ser vendida ao
Banco do Brasil, tornavam a lavra economicamente inviável.
De
1967 a 19 de dezembro de 1973, o Grupo da Companhia Anglo Brasileira
de Construções adquiriu o controle acionário da Companhia Minas
da Passagem, sem ter sucesso nas tentativas, então desordenadas,
de desenvolver o empreendimento. Em outubro de 1976, os então acionários
majoritários, reconhecendo o insucesso de suas tentativas, retornaram
o controle acionário ao Dr. Walter Rodrigues.
Terras raras: onde estão as minas do Brasil?
Terras raras: onde estão as minas do Brasil?
As Terras raras estão cada vez mais importantes na
indústria de eletrônicos de ponta. A revolução dos celulares, em
andamento, é o principal combustível que acelera o interesse na
mineração das Terras Raras. São mais de quatro bilhões de celulares em
uma população mundial acima de sete bilhões de pessoas.
Com a evolução tecnológica o celular passou a ser um modismo ao invés de um simples equipamento de comunicação. É, também, um símbolo de status e, muito rapidamente, vem substituindo os notebooks, computadores e máquinas fotográficas. O usuário normal tem, não somente um celular, mas vários. E no futuro, ele irá comprar os novos e apetitosos lançamentos aumentando mais ainda a demanda por terras raras.
E, com isso os grandes produtores de terras raras, um importante componente do celular, amealham bilhões e bilhões de dólares nas suas já polpudas contas bancárias.
A China é o maior produtor de TR do mundo. Lá os métodos de lavra variam de obsoletos e precários até os altamente tecnológicos. Apesar desta diversidade a produção chinesa vem crescendo.
E no Brasil, onde estão as nossas minas?
Terras raras no Brasil vem sendo faladas e propagadas por muitas décadas. Nas décadas de 60-70 foram as areias monazíticas que fizeram manchetes. O Brasil até teve uma produção modesta de TR provinda das monazitas de aluviões marinhos.
Posteriormente os grandes complexos carbonatíticos de Araxá, Catalão, Poços de Caldas, Mato Preto, Salitre e vários outros existentes principalmente em Minas e Goiás foram identificados como possíveis fontes de TR. Todos com grandes quantidades de TR. Na Amazônia, permanece o Complexo de Seis Lagos totalmente abandonado apesar de enormes reservas de nióbio e terras raras. Aluviões marinhos ou até mesmo fluviais como os de Pitinga que tem cassiterita e xenotima também podem fornecer quantidades expressivas de TR.
Como se vê bem sabemos onde estão as nossas TR, mas, em nenhum caso, temos uma mina onde as TR são o principal produto. Em alguns casos como em Catalão os teores de TR são elevadíssimos atingindo 10%. Apesar de depósitos grandes e ricos mesmo assim as nossas terras raras continuam no chão a espera de investimentos, tecnologia e de vontade política.
Até quando?
Com a evolução tecnológica o celular passou a ser um modismo ao invés de um simples equipamento de comunicação. É, também, um símbolo de status e, muito rapidamente, vem substituindo os notebooks, computadores e máquinas fotográficas. O usuário normal tem, não somente um celular, mas vários. E no futuro, ele irá comprar os novos e apetitosos lançamentos aumentando mais ainda a demanda por terras raras.
E, com isso os grandes produtores de terras raras, um importante componente do celular, amealham bilhões e bilhões de dólares nas suas já polpudas contas bancárias.
A China é o maior produtor de TR do mundo. Lá os métodos de lavra variam de obsoletos e precários até os altamente tecnológicos. Apesar desta diversidade a produção chinesa vem crescendo.
E no Brasil, onde estão as nossas minas?
Terras raras no Brasil vem sendo faladas e propagadas por muitas décadas. Nas décadas de 60-70 foram as areias monazíticas que fizeram manchetes. O Brasil até teve uma produção modesta de TR provinda das monazitas de aluviões marinhos.
Posteriormente os grandes complexos carbonatíticos de Araxá, Catalão, Poços de Caldas, Mato Preto, Salitre e vários outros existentes principalmente em Minas e Goiás foram identificados como possíveis fontes de TR. Todos com grandes quantidades de TR. Na Amazônia, permanece o Complexo de Seis Lagos totalmente abandonado apesar de enormes reservas de nióbio e terras raras. Aluviões marinhos ou até mesmo fluviais como os de Pitinga que tem cassiterita e xenotima também podem fornecer quantidades expressivas de TR.
Como se vê bem sabemos onde estão as nossas TR, mas, em nenhum caso, temos uma mina onde as TR são o principal produto. Em alguns casos como em Catalão os teores de TR são elevadíssimos atingindo 10%. Apesar de depósitos grandes e ricos mesmo assim as nossas terras raras continuam no chão a espera de investimentos, tecnologia e de vontade política.
Até quando?
Controvérsia: a cratera de Popigai tem a maior reserva de diamantes do mundo?
Controvérsia: a cratera de Popigai tem a maior reserva de diamantes do
mundo?
Popigai é uma cratera de impacto de meteorito listada entre as mais famosas do mundo. Ela se localiza a 880 km de Norilsk, outra estrutura de impacto famosa. Popigai tem 100 km de diâmetro é a sétima maior cratera em tamanho.
O impacto ocorreu a 35 milhões de anos, no Eoceno, quando um meteorito condrítico de 8km de diâmetro se chocou contra o solo causando uma enorme devastação.
O mais interessante é que este astroblema é tido como o maior depósito de diamantes do mundo.
Muitos cientistas Russos afirmam que lá existem trilhões de quilates de diamantes um número quase inimaginável em se tratando de um mineral raro como o diamante.
O diamante de Popigai já foi explorado no passado por prisioneiros dos Gulags durante a época de Stalin e é cercado de mistérios e de controvérsias.
O diamante de Popigai foi formado no impacto do meteorito sobre um granada-grafita-gnaisse Arqueano, rocha metamórfica que aflora regionalmente na área e apresenta extensas evidências de impacto como shatter-cones, coesita, stishovita e outras variedades de quartzo de altíssima pressão.
A pressão e temperatura geradas no impacto foram extraordinárias possivelmente excedendo aquelas necessárias à formação do diamante, na zona do impacto. Calcula-se que a energia liberada foi equivalente a milhões de artefatos nucleares o que causou a fusão de 1.750 quilômetros cúbicos de rocha. Essa rocha fundida é encontrada na área, 35 milhões de anos após o impacto, e é chamada de tagamito.
O impacto, a uns doze quilômetros de distância do centro, transformou a grafita dos gnaisses em diamantes. Esta transformação não ocorreu em toda a área afetada, mas apenas na região cujas condições de P e T foram compatíveis com a transformação da grafita em diamante. Mesmo com essas restrições um grande volume de diamantes foi formado e, possivelmente, Popigai deve conter o maior volume de diamantes do mundo como os Russos apregoam.
Infelizmente as condições para a formação do diamante não foram duradouras. Tudo ocorreu em um tempo bastante pequeno o que não foi o suficiente para que o diamante pudesse crescer e atingir tamanho e qualidade que caracterizam as gemas de grande valor econômico. Estudos geoquímicos mostram que o agente controlador da formação de diamantes nos tagamitos era a água e não necessariamente a grafita. Quanto menor a quantidade de água na rocha maior a chance de formação do diamante.
Os russos, ufanistas, imaginavam que Popigai iria mudar completamente o cenário mundial do diamante e tentaram manter a informação sob segredo, desde as primeiras expedições científicas em 1970.
A maioria dos diamantes ainda tem o formato dos flocos de grafita e são muito pequenos, abaixo de dois milímetros de diâmetro, sendo classificados como micro diamantes.
Bons para abrasivos, mas não para a joalheria.
Os diamantes de Popigai tem características distintas dos demais sendo mais duros e com uma cristalografia própria como os hexagonais (lonsdaleita) descritos em meteoritos
Popigai é uma cratera de impacto de meteorito listada entre as mais famosas do mundo. Ela se localiza a 880 km de Norilsk, outra estrutura de impacto famosa. Popigai tem 100 km de diâmetro é a sétima maior cratera em tamanho.
O impacto ocorreu a 35 milhões de anos, no Eoceno, quando um meteorito condrítico de 8km de diâmetro se chocou contra o solo causando uma enorme devastação.
O mais interessante é que este astroblema é tido como o maior depósito de diamantes do mundo.
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| Cratera de Popigai com 100km de diâmetro |
Muitos cientistas Russos afirmam que lá existem trilhões de quilates de diamantes um número quase inimaginável em se tratando de um mineral raro como o diamante.
O diamante de Popigai já foi explorado no passado por prisioneiros dos Gulags durante a época de Stalin e é cercado de mistérios e de controvérsias.
O diamante de Popigai foi formado no impacto do meteorito sobre um granada-grafita-gnaisse Arqueano, rocha metamórfica que aflora regionalmente na área e apresenta extensas evidências de impacto como shatter-cones, coesita, stishovita e outras variedades de quartzo de altíssima pressão.
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| Geologia da cratera de Popigai mostrando a área de influência dos tagamitos, brechas e ejectas |
A pressão e temperatura geradas no impacto foram extraordinárias possivelmente excedendo aquelas necessárias à formação do diamante, na zona do impacto. Calcula-se que a energia liberada foi equivalente a milhões de artefatos nucleares o que causou a fusão de 1.750 quilômetros cúbicos de rocha. Essa rocha fundida é encontrada na área, 35 milhões de anos após o impacto, e é chamada de tagamito.
O impacto, a uns doze quilômetros de distância do centro, transformou a grafita dos gnaisses em diamantes. Esta transformação não ocorreu em toda a área afetada, mas apenas na região cujas condições de P e T foram compatíveis com a transformação da grafita em diamante. Mesmo com essas restrições um grande volume de diamantes foi formado e, possivelmente, Popigai deve conter o maior volume de diamantes do mundo como os Russos apregoam.
Infelizmente as condições para a formação do diamante não foram duradouras. Tudo ocorreu em um tempo bastante pequeno o que não foi o suficiente para que o diamante pudesse crescer e atingir tamanho e qualidade que caracterizam as gemas de grande valor econômico. Estudos geoquímicos mostram que o agente controlador da formação de diamantes nos tagamitos era a água e não necessariamente a grafita. Quanto menor a quantidade de água na rocha maior a chance de formação do diamante.
Os russos, ufanistas, imaginavam que Popigai iria mudar completamente o cenário mundial do diamante e tentaram manter a informação sob segredo, desde as primeiras expedições científicas em 1970.
A maioria dos diamantes ainda tem o formato dos flocos de grafita e são muito pequenos, abaixo de dois milímetros de diâmetro, sendo classificados como micro diamantes.
Bons para abrasivos, mas não para a joalheria.
Os diamantes de Popigai tem características distintas dos demais sendo mais duros e com uma cristalografia própria como os hexagonais (lonsdaleita) descritos em meteoritos
Gusa-níquel: uma solução economicamente viável para os depósitos de níquel laterítico
Por Pedro Jacobi
Em 2011, quando negociando com chineses, fiquei sabendo uma coisa incrível. Esta empresa chinesa que estava interessada nas nossas áreas, estava transportando, por balsas, o minério de níquel laterítico de 1,5%Ni, sem concentração, da Indonésia para a China. Eu, obviamente, fiquei muito surpreso, pois um dos paradigmas fixos nas mentes dos geólogos ocidentais é que o minério laterítico, por ter baixa densidade e baixo custo por tonelada, não aguenta transporte.
Ao inquirir os chineses sobre a receita desta “mágica” eles simplesmente disseram: gusa-níquel...
Os chineses estavam transportando um minério de níquel que tinha uns 30% de ferro. Aí estava a solução: o minério era processado na China em uma planta de gusa-níquel que recuperava o ferro e o níquel. Portanto somente o ferro pagava toda a operação e o transporte e o níquel era o lucro da operação. Excelente, criativo e inteligente.
As coisas evoluíram e hoje, existem várias firmas chinesas replicando essa receita. As plantas de gusa-níquel proliferam na China, que já é a maior produtora de gusa-níquel do mundo. O gusa-níquel é uma das principais matérias primas das plantas de aço inoxidável da China e, possivelmente, o que faz essas plantas serem econômicas. A produção chinesa de gusa-níquel, em 2013 será acima de 400.000t.
Ocorre que a Indonésia está querendo colocar água na fervura e banir as exportações de minério laterítico, o que pouco agrega ao país. A mensagem foi passada e os chineses começam a implantar as primeiras plantas de gusa-níquel na Indonésia.
E no Brasil? Esta seria uma solução inteligente para os nossos vários depósitos de níquel laterítico que temos no Goiás, Pará, Piauí, Tocantins...
Publicado em: 12/9/2013 12:09:00
Por Pedro Jacobi
Em 2011, quando negociando com chineses, fiquei sabendo uma coisa incrível. Esta empresa chinesa que estava interessada nas nossas áreas, estava transportando, por balsas, o minério de níquel laterítico de 1,5%Ni, sem concentração, da Indonésia para a China. Eu, obviamente, fiquei muito surpreso, pois um dos paradigmas fixos nas mentes dos geólogos ocidentais é que o minério laterítico, por ter baixa densidade e baixo custo por tonelada, não aguenta transporte.
Ao inquirir os chineses sobre a receita desta “mágica” eles simplesmente disseram: gusa-níquel...
Os chineses estavam transportando um minério de níquel que tinha uns 30% de ferro. Aí estava a solução: o minério era processado na China em uma planta de gusa-níquel que recuperava o ferro e o níquel. Portanto somente o ferro pagava toda a operação e o transporte e o níquel era o lucro da operação. Excelente, criativo e inteligente.
As coisas evoluíram e hoje, existem várias firmas chinesas replicando essa receita. As plantas de gusa-níquel proliferam na China, que já é a maior produtora de gusa-níquel do mundo. O gusa-níquel é uma das principais matérias primas das plantas de aço inoxidável da China e, possivelmente, o que faz essas plantas serem econômicas. A produção chinesa de gusa-níquel, em 2013 será acima de 400.000t.
Ocorre que a Indonésia está querendo colocar água na fervura e banir as exportações de minério laterítico, o que pouco agrega ao país. A mensagem foi passada e os chineses começam a implantar as primeiras plantas de gusa-níquel na Indonésia.
E no Brasil? Esta seria uma solução inteligente para os nossos vários depósitos de níquel laterítico que temos no Goiás, Pará, Piauí, Tocantins...
Publicado em: 12/9/2013 12:09:00
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