Busca por vida abaixo da capa de gelo na Antártica é paralisada
Os glaciologistas da Antártica tiveram, neste final de ano, uma péssima
notícia. O projeto de sondagem em andamento no lago subglacial Ellsworth
foi paralisado graças a problemas na sondagem. A tecnologia de sondagem
utilizada, que usa água quente para penetrar no gelo, não permitiu
atravessar a espessa camada de gelo que capeia o lago subglacial.
Acredita-se que demorará anos até que eles tenham um equipamento capaz
de atravessar o gelo e coletar as amostras de água do lago.
O Lago Ellsworth é um dos muitos lagos totalmente cobertos por gelo, que
estão isolados a milhões de anos da superfície. Os geólogos e
cientistas acreditam que eles devem abrigar formas de vida ainda
desconhecidas do homem. O projeto foi planejado por uma década e custou
12 milhões de dólares e, agora, teve que ser paralisado para desgraça
dos pesquisadores. Durante a fase inicial foram feitos estudos de radar
que mostram um lago de 15km com 156m de profundidade coberto por uma
camada de gelo de 3.000m de espessura.
Mas nem tudo está perdido.
Em 2012, cientistas russos conseguiram sondar e amostrar a água do Lago
Vostok, também coberto pelo gelo, usando uma sonda a querosene. No
entanto, as amostras foram contaminadas por bactérias superficiais e os
estudos feitos pela equipe russa estão sendo contestados e desmerecidos
por cientistas ocidentais. Ocorre que nem tudo recuperado pela sondagem
foi de vida microbiana e, com certeza, os seres multicelulares não foram
introduzidos por contaminação.
O Lago Vostok, (veja o diagrama) que foi selado pelo gelo a 15 milhões
de anos, se mantém líquido por atividade geotérmica na sua porção mais
profunda. As amostras coletadas durante a sondagem mostram vários
organismos, que ainda estão sendo estudados, como fungos, bactérias,
artrópodes, pulgas dágua e moluscos. Os cientistas russos acreditam que
ainda existem peixes vivos no lago coberto por 3.700m de gelo.
Diagrama por: Shtarkman et al.
Será que a Coréia do Norte vai virar, de cabeça para baixo, o mercado mundial de terras-raras?
As notícias vindas de Jongjiu na Coréia do Norte estão
deixando muitos americanos de cabelo em pé. Os Estados Unidos precisam
das terras-raras para a sua indústria bélica, seus smartfones, TVs,
mísseis, imãs de alta performance, catalizadores e para se manter a
frente da tecnologia mundial.
A descoberta de o que está sendo chamado de o maior jazimento de
terras-raras do mundo com um potencial de 6 bilhões de toneladas ou de
65 trilhões de dólares de valor pode mudar completamente o cenário das
TR do mundo. Se esse depósito for confirmado ele terá seis vezes mais
terras-raras do que a China que já controla 95% da produção e das
reservas mundiais.
A empresa das Ilhas Virgens a SRE Minerals Limited tem uma joint venture
com o Governo da Coréia do Norte para a exploração dessas terras-raras.
No momento ainda não foram feitos os estudos definitivos de cálculos de
reservas que certifiquem o tamanho real dos depósitos. Portanto os
números falados ainda são especulativos mas tudo leva a crer que os
jazimentos de Jongju sejam fora de escala. O que a SER Minerals publica é
que o alvo tem um potencial para 6,02 bilhões de toneladas de minério
com 216,2 milhões de toneladas contidas de TREO (total de óxidos de
terras-raras) conforme abaixo:
-664.9 Mt @ >9.00% TREO,
-634.0 Mt @ >5.70 ≤ 9.00% TREO,
-2.077 Bt @ >3.97 ≤ 5.70% TREO,
-340.4 Mt @ >1.35 ≤ 3.97% TREO,
-2.339 Bt @ ≤1.35% TREO
Um jazimento dessa proporção ainda não havia nem sido sonhado.
Em abril de 2014 começam os 96.000m de sondagem que serão seguidos por
mais 120.000m da fase 2 que irão criar uma certificação no padrão Jorc,
aceito internacionalmente. O interessante é que ainda existem vários
outros alvos que poderão aumentar ainda mais os recursos coreanos.
Se esse jazimento for confirmado e entrar em produção é possível que a
China seja fortalecida nessa equação. Afinal a China é o único país a
sustentar, auxiliar e proteger a Coréia do Norte nos últimas décadas.
Além disso é a China que detém a tecnologia e o mercado mundial das TR o
que a Coréia do Norte, um país pobre e de baixa tecnologia, está longe
de ter.
É complexa a situação da SER Minerals que ficará pressionada entre a
Coreia do Norte e a China. Possivelmente a SRE Minerals Limited e a
Pacific Century serão engolidas pelas estratégias políticas que irão
ditar todos os passos do projeto à distribuição das TR em Jongju.
A empresa tem a concessão por 25 anos e poderá colocar uma refinaria como parte do negócio.
Aço e o Japão: houve uma época...
Houve uma época que o Japão era um dos maiores produtores de aço do
mundo e que o Brasil era o seu maior fornecedor. Foi nessa época que a
Vale se estabeleceu como uma grande mineradora e exportadora de minério
de ferro.
Essa época passou e hoje, para comparação, a China produziu em 2013,
nada mais nada menos do que, sete vezes mais aço do que o Japão. Em 2013
o mundo todo produziu 1,6 bilhões de toneladas de aço e a China, a
maior produtora, foi responsável por 48% desse montante. Foram 780
milhões de toneladas de aço produzidos em 2013, 7,2% acima da produção
de 2012.
Números maiúsculos que mostram que a revolução chinesa continua em andamento.
O Chairman da Sumitomo Metal Corp Shoji Muneoka diz que a China está
aumentando a sua produção acima da demanda mundial. Enquanto isso o
Japão está paralisado em 100 milhões de toneladas de aço nos últimos 20
anos uma evidente prova de que a economia japonesa já estabilizou.
Mas nem tudo está perdido na indústria do aço japonês. Apesar de uma
produção equivalente a 7% do mercado mundial o aço japonês tem vantagens
competitivas pela qualidade e por produtos com grande valor agregado.
Essa diferença compensa, parcialmente, o não crescimento da indústria.
Os japoneses encontraram nichos onde eles tem pouca competição. Eles
estão concentrando em placas de ferro especiais para a indústria
automobilística e criando novas plantas na Tailândia e México, além de
expandir algumas plantas antigas como a Yawata Works no Japão. É devido a
essa vantagem competitiva, dentro de um nicho de mercado, que os
japoneses acreditam estar livres da competição das siderúrgicas chinesas
nos próximos 5 anos, afirma o Presidente da Kobe Steel Hiroya Kawasaki.
Nós achamos que o Sr. Kawasaki está um pouco otimista demais quando o
assunto é aço e China. Os chineses já mostraram inúmeras vezes, que
eles, quando querem, podem mudar e quebrar todos os paradigmas. Vamos
aguardar.
Foto: wudli
First Quantum vai investir US$6,4 bilhões no Cobre Panamá
O Projeto Cobre Panamá, um enorme cobre pórfiro, localizado a 120 km de
Panama City, tem um total de 4,2 bilhões de toneladas com 0,35% Cu, e
traços de ouro, prata e molibdênio. Trata-se de um corpo granodiorítico
afetado por um stockwork e intensa alteração hidrotermal. A zona de
alteração afeta o granodiorito e as encaixantes vulcânicas formando um
corpo de 9.000m x 4.500m.
A canadense First Quantum, que comprou em 2013 o controle do Projeto
Cobre Panamá da Inmet Mining, informa seus planos de investir um CAPEX
de US$6,4 bilhões. O mina deverá ter uma capacidade de 70 milhões de
toneladas por ano nos primeiros dez anos passando para 100 milhões de
toneladas até o final da vida útil, em 2050.
A empresa está investindo em outros 4 projetos de cobre, níquel, ouro,
zinco e PGM em locais distintos como a Zâmbia, Peru e Panamá.
Petra Diamonds recupera diamante azul raro
A mineradora Petra Diamonds recuperou em sua mina de Cullinan na África
do Sul um raro diamante azul de 29,6 quilates. Espera-se que os preços
deste diamante lapidado irá valer em torno de 3 milhões de dólares o
quilate.
A mina de Cullinan lavra o kimberlito de Premier que é
conhecido por ter produzido o mais famoso diamante do mundo Cullinan.
Este diamante, também azul, foi descoberto em 1905 e tinha 3.106
quilates. Hoje, lapidado, o Cullinan está em Londres na Coroa Inglesa. A
mina já produziu outros diamantes importantes como a Estrela de
Josephine que foi vendido por 9,49 milhões de dólares em 2008.