quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Será, finalmente, a recuperação do ouro?

Será, finalmente, a recuperação do ouro?
Após um ano de quedas o ouro começa uma inflexão que pode ser o prenúncio de uma subida maior e contínua (veja o gráfico de 30 dias). Será possível que estejamos no momento da virada da mesa?
Como sempre tudo o que se fala sobre o futuro não passa de mera especulação. Infelizmente ainda não temos a bola de cristal e, portanto, não iremos tentar prever o imprevisível. Mas, é possível ler nas entrelinhas do mercado e “sentir” as tendências. São essas tendências que irão ditar o futuro de forma irreversível.
Aqui no Portal do Geólogo é o que fazemos: focar nos pontos fundamentais que são a causa das quedas e das subidas.
Um ponto importantíssimo, que não deve ser deixado de fora da equação é, como sempre, a China. Os chineses não só criam as tendências como às tornam realidade. E por isso ser uma verdade queremos dividir contigo uma informação vital nesta equação: a China está dobrando a sua reserva oficial de ouro! Em 2009 as reservas chinesas eram de 1.054 toneladas e hoje já atingiram 2.170 toneladas, segundo Jeffrey Nichols o Diretor do American Precious Metals Advisors. O Governo Chinês, que não reporta desde 2009, se mantém calado.
Somente em 2013, a China que é a maior compradora de ouro do mundo, tendo superado a Índia, comprou 622 toneladas de ouro.
Isso nos faz perguntar: por que os chineses estão calados enquanto realizam imensas compras de ouro? A resposta é simples. Eles estão comprando barato em um momento que o ouro tem a maior queda em décadas. Neste caso, cutucar o leão com vara curta, ou em outras palavras, informar ao mercado que a China teve um aumento dramático de suas reservas de ouro, só pode fazer somente uma coisa: uma rápida subida no preço do ouro e isso não deve interessar aos compradores no momento. Você não concorda?
Talvez os chineses ainda não querem que essa subida ocorra. Afinal eles são os maiores consumidores e compradores do metal do planeta o que significa que, em algum momento, muito próximo, a queda será revertida e o ouro voltará a brilhar. Ninguém compra tanto, de forma sub-reptícia, sem ter um único objetivo: o aumento dos preços e a adição de riquezas. É isso que os chineses estão fazendo.
Pense nisso e se posicione!

O uso de plantas de cracking na produção de terras-raras faz Molycorp aumentar produção

O uso de plantas de cracking na produção de terras-raras faz Molycorp aumentar produção
A Molycorp é a dona da Mountain Pass, uma mina a céu aberto na Califórnia que já foi a maior produtora de terras-raras do mundo. Trata-se de um carbonatito com 8% de óxidos de terras-raras, principalmente na forma de bastnesita. A bastnesita era separada por flotação e o concentrado sofria calcinação e lixiviação ácida que gera um concentrado de cério. Os demais elementos eram concentrados através de processos químicos e de extração por solventes.
Esses métodos, usados pela Molycorp, tem uma recuperação bastante baixa o que obrigou a empresa a implantar uma planta de cracking onde o minério é processado em vários estágios de extração química que aumentará a recuperação para 90% e reduz os custos operacionais. A primeira planta de cracking entrou em produção no mês passado e os resultados indicam um forte crescimento da produção de Mountain Pass. Em função da nova planta a empresa deverá produzir 23.000t de óxidos de terras-raras em 2014. Quase 50% dessa produção será de óxido de cério que não tem a mesma importância econômica dos demais elementos do Grupo das Terras-Raras. Isso obriga a Molycorp a desenvolver tecnologias e novos usos para o elemento.

A importância da mineração no Canadá

A importância da mineração no Canadá
Quando se fala da mineração existe uma tendência de relacioná-la a problemas e não ao crescimento da qualidade de vida.
Isso não é uma verdade. A mineração é uma peça fundamental no crescimento econômico de muitos países, inclusive, o Brasil.
O Canadá, por exemplo, é um dos melhores países do mundo quando o assunto é qualidade de vida e a distribuição de renda. Com apenas 35 milhões de habitantes e uma área 16% maior do que a do Brasil e um PIB de 1,5 trilhão de dólares, ele tem a mineração como um dos seus principais pilares de sustentação.
  Até pouco tempo atrás não se sabia a verdadeira dimensão da mineração no Canadá até que a Associação dos Mineradores Canadense produziu um relatório que desvenda a relação da mineração com os vários segmentos da economia. A mineração está totalmente interligada com as indústrias canadenses sendo peça fundamental na economia do país.
Veja abaixo alguns pontos que comprovam a importância da mineração no Canadá:
- 1 em 41 Canadenses é empregado pela mineração ou empresa ligada à mineração
-a mineração contribui com $61 bilhões de dólares para o PIB Canadense. Quarenta por cento desse valor vem das junior companies.
-mais de 20% das exportações canadenses vem da mineração
-um empregado da mineração recebe um salário médio de R$3.800,00 por semana. Salário maior do que a maioria dos outros setores.
-A Bolsa de Toronto que praticamente é controlada pela mineração, fez 70% do dos financiamentos e IPOs do mundo em 2012
Esses fatos mostram, de forma indubitável, a enorme importância da mineração e das junior companies no Canadá.
No futuro imediato estima-se que será a mineração uma das maiores responsáveis pelo emprego de novos funcionários e pelo crescimento da infraestrutura canadense.

Diamantes: Braúna recebe licença prévia

Diamantes: Braúna recebe licença prévia
O kimberlito Braúna é um dos 22 corpos kimberlíticos descoberto pela De Beers na Bahia. Eles são hipoabissais do tipo 2 com flogopita de idade Proterozóica. A história mostra que esses kimberlitos passaram por várias empresas, que pouco fizeram para coloca-los em produção. A última a abandonar a área foi a Vaaldiam Resources.
Somente agora a Lipari Mineração está em vias de colocar em produção o Braúna 03 o maior dos 22 encontrados. A Lipari será a primeira mineradora de diamantes em rocha primária do Brasil e da América do Sul. Segundo os estudos o B3 tem 1.781.706 quilates de recursos indicados e 926.401 quilates inferidos. A empresa planeja produzir a partir de 2015, em mina a céu aberto, uma média de 225.000 quilates por ano.
No dia 25 a Lipari recebeu a LP, licença prévia que é a aprovação do estudo de impacto ambiental EIA/RIMA. A mina terá uma vida útil de 7 anos.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Mergulhada em dívidas Petrobras vê sua imagem deteriorar

Mergulhada em dívidas Petrobras vê sua imagem deteriorar
A situação da Petrobras é complicada. Com seu valor de mercado em queda constante nos últimos meses, sem ter como recuperar as perdas e mergulhada na maior dívida do mundo de mais de meio trilhão de reais , a empresa tenta se equilibrar em uma corda bamba impossível. Some-se a esse cenário um ano eleitoral onde o Governo não deve optar por um reajuste real da gasolina e veremos que as chances da petroleira reverter essa fase horrível se tornam ainda menores.
Conforme a boa e velha lei de Murphy, quando não pode piorar aí mesmo que piora, o mais recente problema surgiu com a declaração da Halliburton de que a Petrobras não conseguirá atingir as suas metas de perfurações para compensar as perdas decorrentes do combustível subsidiado.
Esta declaração atingiu o mercado que, em rápida resposta, vendeu mais ações o que desvalorizou mais ainda a Petrobras.
Será um bom momento para comprar?  Ou o melhor é vender e partir para um ativo menos complicado?
Alguns bancos, como o Merril Lynch, já estão comprando grandes lotes de Petrobras acreditando que o fundo do poço esteja perto. Outros, no entanto, acreditam que o buraco é bem mais embaixo. Esses preconizam que o dólar pode subir acima de R$2,60 o que seria um verdadeiro desastre para a Petrobras que continua importando, cada vez mais, petróleo.
O que se vê é um caso clássico de lógica circular onde a Petrobras não investe mais por não ter dinheiro e não tem dinheiro por não ter investido mais, ficando a mercê de uma política governamental demagógica e ao sabor dos movimentos especulativos da bolsa.