segunda-feira, 3 de março de 2014

Diamante: Ellendale 4, o retorno

Diamante: Ellendale 4, o retorno
Ellendale 4 é um dos primeiros lamproitos diamantíferos descobertos na história da geologia. Esses lamproitos foram descobertos na região de Kimberley no Oeste da Austrália. Logo após foi feita a descoberta do maior depósito de diamantes do mundo o lamproito Argyle.
Ellendale entrou em produção, mas em 2009 a mina foi paralisada pela sua dona a Gem Diamonds. No entanto, graças aos seus diamantes extraordinários e as boas perspectivas futuras, Ellendale foi vendida, em 2013, para junior australiana Kimberley Diamonds que agora vai reativá-la.  A produção anual prevista será de quase 800.000 quilates  por ano no Distrito.
Uma longa história para um dos marcos da geologia do diamante.

Minério de ferro: previsões otimistas para 2014

Minério de ferro: previsões otimistas para 2014
A China, que é a verdadeira locomotiva do mundo atual, deverá continuar comprando minério de ferro a níveis surpreendentes. Essa é a expectativa de muitos mineradores e analistas apesar dos rumores de que a indústria do aço será afetada pela política governamental antipoluição. Hoje a China compra 63% de todo o minério de ferro produzido no mundo e espera-se que esse número cresça em torno de 6-7% em 2014.  Os maiores fornecedores da China são a Vale, BHP e a Rio Tinto que juntas perfazem 70% do minério importado pela China. Não é preciso dizer mais sobre a interdependência das mineradoras e do país. Um realmente, nas condições atuais, não vive sem o outro.
No lado da mineração os chineses são os maiores produtores de minério de ferro do mundo, mas produzem com custos muito elevados, em torno de US$80 por tonelada, mais do que o dobro dos custos de uma Vale ou Rio Tinto. É exatamente aí que se encontra a trava que impede que os chineses forcem uma queda de preços substancial, alardeada por muitos. Se isso ocorresse eles estariam condenando toda a mineração chinesa ao extermínio enquanto que seria criada uma oportunidade para os mineradores estrangeiros de aumentar a produção em várias centenas de milhões de toneladas que seriam comprados pela China, naturalmente. Isso é, obviamente, uma estratégia que os chineses não cogitam.
O que os chineses podem fazer é comprar mais jazidas de minério de ferro e minas em operação reduzindo a dependência e aumentando os lucros no processo.
A pergunta que deve ser esclarecida é: por que será que eles estão entrando na África, apesar dos altos riscos, em busca de oportunidades e não no Brasil?

Sem manutenção teto do DNPM em Cuiabá desaba

Sem manutenção teto do DNPM em Cuiabá desaba 
Nesta madrugada desabou parte do teto do DNPM no Jardim Primavera em Cuiabá. Não houve feridos.
A possibilidade de um acidente havia sido denunciada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Mato Grosso há meses que acusa o Governo de descaso. A verdade é que a falta de verbas e de manutenção ocasionou o desabamento que poderia ter custado várias vidas se ocorresse no horário comercial. Tudo leva a crer que o mesmo descaso do MME com as pequenas e médias empresas de mineração está se alastrando a órgãos como o DNPM que sofre de uma falta crônica de verbas. É mais um dos inúmeros contrastes do Brasil: enquanto faltam verbas para a mineração parece sobrar quando o assunto é o MST que recebeu meio milhão de reais do governo para fazer arruaças em Brasília.

CSN está otimista para 2014

CSN está otimista para 2014
O ano de 2013 foi um ano de recuperação de margens, no setor do aço, para a CSN, de 22% para 32%.
Para 2014 a CSN prevê um CAPEX de R$2,8 bilhões com maior concentração na mineração. No último trimestre a empresa teve um prejuízo de R$487 milhões, abaixo do esperado. Assim como a Vale, a CSN teve o seu lucro de R$362 milhões esperado, destroçado pela adesão ao Refis e pagamento de dívidas ao Governo.
A empresa vendeu em 2013, 1.448 .000 de toneladas de aço e 7.807.000t de minério de ferro.

Analistas do Citi dizem que o minério de ferro vai despencar para US$80/t

Analistas do Citi dizem que o minério de ferro vai despencar para US$80/t
Os analistas do Citi realmente acreditam que o minério de ferro vai cair aos US$80/t e já fizeram o downgrade da BHP e Tio Tinto para neutro.
Eles acreditam que os chineses vão aumentar a reciclagem de ferro velho e que os Indianos devem voltar ao cenário do minério de ferro colocando mais de 100 milhões de toneladas novas no mercado.
A ideia desses analistas parece boa, caso não existissem alguns pontos básicos que eles esqueceram:
- o minério de ferro indiano é péssimo, caro e pouco competitivo: a baixa qualidade do minério indiano foi o motivo que fez o próprio Governo Indiano a fechar as minas de Goa e Karnataka, verdadeiros garimpos indianos. Nessas “minas” os garimpeiros indianos produzem com altos custos (acima de US$80/t) um produto sem controle de qualidade. Como esse minério vai competir com os da Vale, Rio e BHP? Nunca!

-a produção chinesa de minério de ferro, que é a maior do mundo, tem um custo médio superior a US$80/t. Ou seja, se o preço cai a US$80/t todos os produtores chineses e suas minas irão para o sal... Como quem faz os preços é o comprador, a China, é pouco provável, que os espertos chineses vão dar um tiro no próprio pé e matar a própria indústria de mineração.

Esses analistas vão errar, mais uma vez, assim como eles erraram em 2013 quando advogaram a queda do minério de ferro para os US$80/t. O que se viu foi uma média em torno de US$130 ao longo do ano. Um pequeno erro de quase 70% que já deveria ter cortado essas cabeças. Erro que  custou muito dinheiro aos coitados que acreditaram neles. 


Publicado em: 3/3/2014 12:45:00