domingo, 9 de março de 2014
GARIMPO DE SERRA PELADA
Pepitas de Ouro
O garimpo de Serra Pelada localiza-se no Município de Marabá, no Sul do Estado do Pará, distando 85 km em linha reta da cidade sede do município ( Figura 1). São as seguintes as coordenadas geográficas do garimpo: 05° 66’ 19" de latitude sul e 49° 39’ 55" de longitude oeste.
O acesso rodoviário é feito inicialmente pela rodovia PA-150 , e após percorridos 72 km, toma-se a PA-275 até o km 16, quando então o acesso passa a ser feito por estrada vicinal a direita que demanda ao garimpo.
Por via aérea o acesso é feito por aviões mono ou bimotores com duração média de vôo de 20 minutos a partir de Marabá.
Marabá dispõe de aeroporto servido de linhas aéreas regionais , bem como acha-se interligado ao sistema rodoviário nacional.
O clima da região é quente e úmido, com a estação de chuvas mais intensas ocorrendo de novembro a abril, com a pluviosidade alcançando a média de 1.465 mm, e a umidade nunca é inferior a 80% em todos os meses do ano
A Descoberta
Existem duas versões para a descoberta de ouro em Serra Pelada, fato este ocorrido em janeiro de 1980. A primeira relata que garimpeiros subiram o Rio Vermelho e seus afluentes acabando por atingir a fazenda Três Barras, localizada na referida serra e encontraram ouro nas aluviões do córrego que denominaram de "Grota Rica". A segunda, atribui a descoberta a um técnico que realizava trabalhos de topografia para um fazendeiro da região. Qualquer que seja a verdadeira, o fato é que a notícia espalhou-se feito rastilho de pólvora e pessoas de todo o país, das mais diferentes ocupações, como médicos, engenheiros, advogados, deslocaram-se para a serra, dando início aos trabalhos de garimpagem.
A princípio deu-se pouco crédito à descoberta, mas apesar disso o Governo Federal começou a enviar funcionários de seus órgãos de segurança com a finalidade de manter a ordem. Em março de 1980, com a descoberta de enormes pepitas de ouro no local denominado Morro da Babilônia; com destaque para a maior pepita de ouro em exposição no mundo, com peso de 62,1 quilos e que pode ser vista no Museu de Valores do Banco Central, a população garimpeira chegaria a 30.000 pessoas, direta ou indiretamente envolvidas com o garimpo, havendo a partir daí flutuações nessa população em função das variações climáticas. Ao término de 1981, mais de 10 toneladas de ouro haviam sido retiradas do garimpo.
Aspectos Geológicos de Serra Pelada
A seqüência sedimentar é composta, na sua porção basal por arenitos conglomeráticos, conglomerados e arenitos na base, os quais gradam em direção ao topo para siltitos vermelhos e argilitos.
A mineralização de ouro apresenta controle litológico e estrutural, sendo que a maior concentração de ouro está relacionada ao controle estrutural (Figura 2 ).
A extração de ouro de Serra Pelada era efetuada nas aluviões, e na rocha primária. As aluviões encontradas nas grotas da região eram explorados com abertura de poços e trincheiras até atingir o cascalho aurífero de onde o ouro era recuperado manualmente com auxílio de uma bateia ou eram levados até rudimentares aparelhos concentradores. Já na rocha primária, o desmonte era feito sob a forma de bancadas para evitar desmoronamentos. Apesar disso, as frentes de trabalho dos garimpeiros, por eles denominadas de Babilônia I e Babilônia 2 , foram diversas vezes interditadas para que se fizessem rebaixamentos
Uma característica peculiar do ouro de Serra Pelada é a quantidade de paládio – um elemento do grupo da Platina - que ocorre junto com o ouro e que determinava as variedades comercializadas no garimpo, e que eram respectivamente o ouro amarelo, com 1 a 2% de Paládio: o ouro fino, com 6 a 7% de Paládio e o ouro bombril, com teores superiores a 9% de Paládio.
Mais raramente ocorriam variedades com 25 a 55% de Paládio. Os outros componentes comuns associados ao ouro são: a Prata (Ag) com 0,5% o Ferro com teores variando entre 0,5 a 1,0% e o Cobre (Cu) entre 0,2 a 0,5%.
Aspectos Sócio-econômicos de Serra Pelada
O garimpo de Serra Pelada era dotado de privilegiadas condições sócio-econômicas. Este privilégio decorreu da necessidade do governo de ordenar e até criar condições de vida para a enorme multidão de pessoas que diariamente chegava ao local em busca do seu eldorado. Já em 1980 o garimpo possuía instalações da COBAL- Cia. Brasileira de Alimentação, que instalou um armazém inflável na Serra; CEF- Caixa Econômica Federal ; EBCT- Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, Polícia Federal; Polícia Militar; DNPM- Departamento Nacional da Produção Mineral, e a DOCEGEO - Rio Doce Geologia e Mineração , uma subsidiária da Vale do Rio Doce.
Esta última empresa era, juntamente com a CEF, a responsável pela compra, purificação e repassagem do ouro para o Banco Central.
Face às características de Serra Pelada, uma ocorrência de ouro na superfície da terra, que de morro transformou-se em um enorme buraco os desmoronamentos das frentes de lavra eram freqüentes, trazendo consigo a morte de garimpeiros.
Uma verdadeira cidade surgiu em Serra Pelada e que veio a receber o nome de Curionópolis. Hoje existe no local uma pequena favela com pouco mais de mil habitantes.
Produção e comercialização
A região de Serra Pelada, alcançou sua maior produção de ouro no ano de sua descoberta, qual seja, em 1980, quando somente de maio a novembro; período em que os garimpeiros podiam exercer suas atividades, foram retiradas cerca de 7 toneladas de ouro. Todavia, já em 1981, quando as atividades garimpeiras foram se tornando mais difíceis e perigosas; em função das grandes profundidades alcançadas, a produção caiu para 2,5 toneladas de ouro. Ao final deste ano o garimpo atingiria o lençol fréatico e a água brotou no enorme buraco em que se transformara o garimpo de Serra Pelada
Ao final de 1984, a profundidade do buraco de Serra Pelada já era de quase 200 metros. A produção de ouro passou a declinar violentamente de sorte que em 1990 somente 600 quilos de ouro foi retirado. Esta cifra caiu para 13 quilos em 1991, ano em que através de portaria ministerial, os direitos de lavra de Serra Pelada foram repassados para a Cia. Vale do Rio Doce, a detentora original dos direitos minerários da região de Serra Pelada
Garimpos Brasileiros de ouro
Pepitas de Ouro
Quais são os maiores países produtores de esmeraldas?
Quais são os maiores países produtores de esmeraldas?
A maioria das esmeraldas é usada em joias
Hemera Technologies/PhotoObjects.net/Getty Images
Esmeraldas,
e não diamantes, são os melhores amigos da mulher, de acordo com
“Gemstone.org”. As gemas são consideradas assim devido à escassez de
pedras perfeitas. Ao contrário dos diamantes, uma esmeralda com
inclusões (jardins), ou pequenas fraturas dentro da pedra, são
consideradas parte da personalidade e são evidências de que a esmeralda é
verdadeira. Elas são extraídas em todo o mundo, incluindo a América do
Norte, mas a maioria das gemas de qualidade e pedras finas é constantemente encontrada e produzida em poucos locais.
Colômbia
Desde
a era dos Incas, a Colômbia lidera o mundo na produção de esmeraldas.
Embora haja mais de 140 jazidas de esmeraldas mapeadas, apenas três
estão sendo exploradas. As minas mais antigas estão em Muzo e Chivor e
estão ativas desde os tempos pré-colombianos. A mina mais lucrativa
financeiramente é Coscuez, respondendo por cerca de três quartos da produção da Colômbia. Esmeraldas colombianas são bem valorizadas, devido às suas profundas cores verdes.
Brasil
Descobertas pela primeira vez em 1920, as esmeraldas brasileiras
foram consideradas de menor qualidade do que as da Colômbia e da
Zâmbia. No entanto, desde 1980, as minas nos estados da Bahia, Minas
Gerais e Goiás têm produzido esmeraldas comparáveis às da Colômbia. A
mina Nova Era na região de Itabira também produz esmeraldas raras, como a
“olho de gato”, e outras ainda mais raras, como a “estrela de seis
pontas”. O Brasil atualmente possui uma diversidade de esmeraldas maior
do que qualquer outro país.
Zâmbia
A Zâmbia
extrai pedras de esmeralda transparentes e verde escuro. A cor é mais
profunda do que as esmeraldas colombianas, muitas vezes com leves tons
de azul. Essa cor e poucas inclusões nas gemas são responsáveis pela
crescente popularidade das esmeraldas zambianas. As melhores pedras são
de cor clara, verde-grama, embora tendem a ser menores do que as pedras
mais escuras. A maioria das gemas finas é produzida nas minas de
Kamakanga e de Kagem, na região nordeste do país.
Zimbábue
Esmeraldas
da mina Sandawana no sudoeste do Zimbabwe são algumas das gemas mais
antigas do mundo. As esmeraldas foram descobertas pela primeira vez em
1956 e são pequenas, mas de muito boa qualidade. Elas possuem uma cor
verde brilhante, muitas vezes com tons amarelados. Uma pedra de três
quilates da mina Sandawana foi vendida em 1980 por R$ 120.000. Comparada
ao Brasil
e à Colômbia, a produção de esmeraldas do Zimbábue é baixa, no entanto a
qualidade de esmeraldas extraídas é três vezes maior do que a de
diamantes com o mesmo tamanho.
Estados Unidos
A
esmeralda vermelha, uma das pedras preciosas mais raras do mundo, é
quase quimicamente idêntica à esmeralda verde. Um pequeno vestígio de
manganês gera a cor vermelha. Elas são encontradas apenas na encosta
oriental das montanhas Wah Wah, em Beaver County, Utah. Atualmente, o
maior corte de esmeralda vermelha pesa pouco mais de quatro quilates e
as gemas são tão raras que só se extrai uma para cada 150 mil diamantes e
15 mil esmeraldas verdes. O custo de uma esmeralda vermelha facetada é
de aproximadamente R$ 20.000 por quilate.
Esmeraldas famosas
A
esmeralda NAEM (The North American Emerald Mines), originalmente
conhecida como “Rist Mine Emerald”, pesando 1.869 quilates, foi
encontrada em 2003, em uma das terras da empresa na Carolina do Norte.
Ela é a maior esmeralda já encontrada na América do Norte. “The Sacred
Emerald Buddha” (O Sagrado Buda Esmeralda), com 3.600 quilates,
descoberta na Zâmbia, em 1994, apresenta um Buda em baixo-relevo
esculpido por uma artesã na Tailândia. A esmeralda de 632 quilates, sem
cortes, conhecida como “The Patricia Emerald” (A Esmeralda Patrícia),
foi encontrada em 1920, na mina de Chivor, Colômbia. Ela foi
originalmente conhecida como "Patrizius", em honra ao St. Patrick, da
Irlanda.
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