sexta-feira, 23 de maio de 2014

Pascua-Lama: Barrick enfrenta processo de seis bilhões de dólares

Pascua-Lama: Barrick enfrenta processo de seis bilhões de dólares
A mineradora Barrick Gold está sendo processada por vários grupos de advocacia canadenses. Os reclamantes alegam que a mineradora canadense não alertou sobre os riscos da operação do projeto de ouro, cobre e prata de Pascua-Lama, na fronteira do Chile e Argentina. A Barrick é acusada de ter causado excesso de custos no projeto de US$8,5 bilhões de CAPEX. Segundo a mineradora o projeto estaria produzindo 850.000 onças de ouro a partir do primeiro ano que seria 2014.

A promessa não se concretizou. O projeto está suspenso e os investidores enfrentam a dúvida de uma perda total.

Poucas empresas podem aguentar um prejuízo deste tamanho. Será que a Barrick consegue? 

Pascua-Lama: mais um forte golpe na economia Argentina
Após a Vale ter saído do projeto de potássio Rio Colorado desempregando milhares a situação volta a se repetir com a Barrick Gold. Após ter sido multada pela agência ambiental a canadense está engajada na resolução de 23 problemas ambientais encontrados, mas está também,  demitindo 1.900 funcionários da sua jazida de Pascua-Lama.
Pascua-Lama, uma jazida de ouro, prata e cobre é o primeiro jazimento binacional do mundo (o pit atravessa a fronteira da Argentina e Chile) e é controlado pela canadense Barrick Gold. O projeto é cercado de controvérsias graças a sua proximidade das geleiras. As estimativas da Barrick é que o jazimento tenha 17 milhões de onças de ouro, um world class, que pode, agora, estar a perigo.
Com a paralisação do projeto a Barrick também cancelou contratos com 20 empresas empreiteiras o que está levando o fantasma do desemprego, novamente, à região de Mendoza e San Juan. A mineradora está investindo 8,5 bilhões de dólares no projeto que deveria começar a produzir ainda em 2014. Com essa estratégia a Barrick coloca pressão no Governo e força uma agilização do processo.

Minério na China tem maior sequência de queda desde 2012

Minério na China tem maior sequência de queda desde 2012

Preço foi afetado pela oferta ampla e um mercado fraco de aço na China

Trem realizando o transporte de minérios de Ferro da Vale na mina de Brucutu, em Barão de Cocais
Ferro: minério de ferro para entrega imediata na China perdeu 1,3%
Sigapura - O preço do minério de ferro, afetado pela oferta ampla e um mercado fraco de aço na China, teve a sexta queda semanal consecutiva na sua maior série de baixas desde maio de 2012 e está em risco de deslizar ainda mais.

A queda da matéria-prima para uma mínima de 20 meses abaixo de 100 por tonelada nesta semana ajudou a retomar o interesse de compra para cargas pontuais no mercado físico da China, mas uma fraqueza dos preços do aço chinês coloca as compras em xeque.
O preço precisa cair abaixo de 90 dólares/tonelada para tirar alguns fornecedores e "equilibrar o mercado", disse um trader de minério de ferro na província oriental chinesa de Shandong.
"Essa é a única maneira que eu posso ver para o minério de ferro se recuperar, uma vez que o mercado siderúrgico da China não está indo bem", disse.
O minério de ferro para entrega imediata na China perdeu 1,3 por cento, fechando a 97,50 dólares por tonelada na sexta-feira. A commodity registrou uma queda de 3 por cento na comparação com a sexta-feira da semana passada.
No preço atual, as principais mineradoras da Austrália e do Brasil ainda estão conseguindo retorno dado o seu custo tão baixo quanto 20 dólares por tonelada. Mas outras mineradoras, incluindo aquelas na China, que gastam cerca de 100 dólares a tonelada, estão agora em risco de serem excluídas do mercado.
O minério de ferro --principal fonte de receita para produtores globais como Vale, Rio Tinto e BHP Billiton-- perdeu mais de um quarto do valor este ano, e está entre as commodities industriais mais atingidas.

Meio ambiente: empresa de mineração norueguesa planeja colocar rejeitos no mar

Meio ambiente: empresa de mineração norueguesa planeja colocar rejeitos no mar
A Nussir, uma mineradora norueguesa de cobre recebeu a permissão para lançar seus rejeitos de lavra e processamento no mar. A decisão está revoltando populares e grupos ambientalistas que estranham o fato dos rejeitos não serem estocados em terra como é usual.
O processo adotado pela mineradora é o de misturar a água do mar aos rejeitos fazendo uma polpa que será bombeada para o oceano. Processo semelhante já é utilizado, na região, pela mineradora de minério de ferro Sydvaranger que lança, também, solução contaminada por produtos químicos como o Magnafloc 1707.
Os Finlandeses estão monitorando as emissões  da mina que são lançadas no fjord Kirkenes. A região da Noruega e Finlândia afetada pelas emissões é famosa pelo seu salmão.

Outros países que aceitam essa solução que pode causar um sério impacto ao meio ambiente, são a Turquia, Indonésia e a Nova Guiné.


Foto: mina de minério de ferro de Sydvaranger

Maracás inaugura uma nova era na mineração brasileira

Maracás inaugura uma nova era na mineração brasileira
A Vanádio Maracás, mina de vanádio da junior company Largo Resources é a primeira mina de vanádio a entrar em operação na América do Sul. A mina entrou em operação ontem e tem uma capacidade de 9,6 mil toneladas de óxido de vanádio por ano. Para compensar a inexistência de expertise a  empresa importou o seu Diretor de Operações da África do Sul, um país com grande know-how na lavra e concentração do vanádio.
O projeto tem recursos de 12,1 milhões de toneladas a 1,11% de óxido de vanádio.

O empreendimento mineiro, localizado na Bahia, está sendo financiado pelo BNDES e já recebeu mais de R$556 milhões que irão gerar 700 empregos diretos e 1.600 indiretos.

Apesar da insegurança causada pelo atraso do Marco Regulatório da Mineração, com possíveis penalizações vindas da CFEM, a mineradora prosseguiu com o seu investimento e espera recuperar todo o investimento em dois anos e meio. O otimismo se deve aos baixos custos operacionais e elevados teores: uma combinação ganhadora que blinda a operação contra flutuações de preços.