China: minas de minério de ferro começam a fechar. Grandes mineradoras celebram.
Segundo analistas chineses, a cada dia que passa uma nova mina de
minério de ferro é fechada. Este cenário retira do mercado uma
quantidade substancial de minério de ferro pouco competitivo. O fenômeno
obriga os grupos siderúrgicos chineses a comprar minério de ferro
importado para substituir os locais pouco competitivos.
Chega ser irônico: a queda dos preços, que mata as minas chinesas, que
param de produzir, é a responsável pela alta dos preços que se
aproxima...
Na outra face desta moeda estão as grandes mineradoras que conseguem
produzir minério a baixo custo. Apesar dos baixos preços essas
mineradoras ainda estão nos grandes lucros e aceleram, aumentando
exponencialmente a sua produção, enquanto os menos privilegiados fecham.
Se este cenário perdurar será a extinção da mineração de minério de
ferro chinesa. Elas simplesmente não tem como competir. Segundo
analistas do JPMorgan os custos da Província de Hebei, uma das maiores
produtoras de minério de ferro está ao redor de US$108/t. O custo médio
da China, segundo esses mesmos analistas está em US$105/t o que coloca
quase todas as mineradoras, com honrosas exceções, no prejuízo.
Aqui fica estampada a grande lição da economia mineral: somente aqueles,
que produzem com qualidade e baixíssimo custo, irão sobreviver. Caso
esse não seja o seu caso, venda! Enquanto tiver tempo...
Mirabela continua detonando: sobe 138% somente hoje
A mineradora australiana Mirabela, após voltar a bolsa, está tendo um
desempenho extraordinário, recuperando rapidamente o valor perdido ao
longo do tempo. Ela subiu em três dias 650%. Somente hoje as ações já subiram 138% fechando, na Bolsa de Sydney, a $0,15.
Codelco vai investir bilhões
As minas de cobre da Codelco já renderam muito para o
Chile. No entanto, a idade começa a penalizar as operações e muitas
precisam, urgentemente, de reformas e manutenção. Somente essa
manutenção irá custar, por baixo, 200 milhões de dólares, dinheiro
aprovado pelo Governo do Chile que será retirado do lucro da Codelco.
Além desse investimento a Codelco planeja uma expansão gigantesca na sua mina de Andina, que deverá custar US$6,8 bilhões.
Andina é uma mina de cobre , a 50 quilômetros de Santiago, ranqueada
como a quarta maior do mundo. As reservas de Andina atingem 5,7 bilhões
de toneladas de minério com teor médio de 0,78% de cobre.
Foto de Andina- Codelco
Angola planeja aumentar produção de diamantes
A Angola já é a terceira maior produtora de diamantes da África e, mesmo assim, planeja aumentara sua produção em 20%.
A fórmula para atingir esse objetivo ambicioso será a de otimização da
mina de Catoca responsável pela produção de 87% dos diamantes do país.
Catoca é uma das grandes minas de diamantes do mundo e é controlada por
um consórcio formado pela Endiama (Governo de Angola com 32,8%), Alrosa
(Rússa com 32,8% ) e pela brasileira Odebrecht com 16,4%.
A mina está localizada sobre o kimberlito Catoca cujos diamantes valem, em média, US$100/quilate.
O plano do Governo é de aumentar a produção total para 10 milhões de quilates sendo que 9,5 milhões virá de minas como Catoca.
O diamante contribui com 12% do PIB angolano.
Chile vai fazer mapa geoquímico de todo o país
O Chile avança na prospecção mineral. O governo chileno já está
elaborando o Mapa Geoquímico do Chile, um trabalho de suporte à
mineração e à pesquisa mineral que cobrirá todo o território.
Esse mapa terá 12 cartas e custará US$260 milhões. No processo serão
analisados 59 elementos químicos em uma densidade de 1 amostra por cada
20km2. As cartas serão apresentadas na escala 1:250.000 e cada carta
cobrirá um retângulo de 100 x 130km.
Os chilenos acreditam que cada dólar investido dará um retorno de, pelo menos 11 dólares para o país.
As cartas serão fundamentais para a descoberta de novos jazimentos e
províncias minerais bem como na avaliação do meio ambiente e da
poluição. Uma das novidades é a inclusão dos elementos do grupo
terras-raras entre os 59 elementos.