segunda-feira, 7 de julho de 2014

Múmias Chinchorro: preservadas pela geologia

Múmias Chinchorro: preservadas pela geologia
Você sabia que as múmias Chinchorro são as múmias, artificialmente criadas, mais antigas de todas as encontradas até o momento?

Sabia que elas chegam a ter idades de 7.020 anos AC enquanto que as múmias egípcias não passam de 3.000 anos AC?

 Essas múmias são os restos de indivíduos da cultura Chinchorro que habitava o norte do Chile e sul do Peru. Aparentemente todos os membros da sociedade eram mumificados independente do nível social.

Um estudo feito nas 282 múmias Chinchorro encontradas até hoje mostra que a maioria delas só foi preservada graças a geologia do local.

É que os solos onde elas se encontravam é rico em sais, especialmente os nitratos, que combinados com a aridez do Deserto de Atacama criou o ambiente ideal para uma mumificação natural. As argilas e a gipsita usada no processo de mumificação, também foram fatores importantes na longevidade das múmias. Nessas condições geológicas ideais, sem umidade e sem bactérias, os tecidos dos corpos foram preservados por quase 10.000 anos.

Tapajós: Eagle Graphite amalgama com a Amerix e vende Porto Rico

Tapajós: Eagle Graphite amalgama com a Amerix e vende Porto Rico
A junior canadense Eagle Graphite Corp está fazendo um reverse takeover da Amerix Precious Metals Corp.
A Amerix é conhecida pelo seu envolvimento nos jazimentos de ouro no Tapajós, em especial o Ouro Roxo.

Já a Eagle é uma junior canadense que produz grafita em uma mina com capacidade anual de 4.000t de flocos de grafita de alto conteúdo de carbono por ano.

Como parte do negócio será vendida a Mineração Vila Porto Rico que é a detentora das concessões do Ouro Roxo e Porto Rico no Tapajós.

A amalgamação irá transformar a Eagle em uma subsidiária da Amerix.

Garimpeiros ilegais causam prejuízos em minas de tanzanita

Garimpeiros ilegais causam prejuízos em minas de tanzanita
Quando a pedra preciosa tanzanita foi descoberta, em 1967, ela assombrou o mundo com o seu azul brilhante circundado por uma cor púrpura. As tanzanitas ocorrem em apenas um lugar do mundo: a Tanzânia. Trata-se de uma variedade, extremamente rara, de zoizita que ocorre perto do Monte Kilimanjaro. A tanzanita tem a capacidade de mudar de cor dependendo da orientação do cristal. Para atingir o seu azul-violeta intenso a pedra deve ser tratada com calor.

As pedras são lavradas em poucas minas como as da junior TanzaniteOne Mining. A procura e a raridade fazem da tanzanita uma gema cara o que está atraindo a atenção de garimpeiros que estão invadindo terras e, até mesmo,  propriedades mineiras.

É por causa dessas invasões que a produção da TanzaniteOne caiu em 2013 causando uma queda de $4.5 milhões nas suas vendas. 


Vale, amiga ou inimiga?

Vale, amiga ou inimiga?
Será que a Vale ao exportar 400 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, sem valor agregado, está fazendo um bem ao Brasil?

 Será que a nossa sina é de sermos eternos atores coadjuvantes, exportadores de matéria prima, até o dia em que esgotarmos as melhores e maiores jazidas de minério de ferro do planeta?

A cada dia que passa novas minas de minério de ferro estão sendo fechadas ao redor do mundo em uma rotina que começa a perturbar o sono de muitos.

O que é comum a todos esses empreendimentos mineiros, que estão fechando as portas e sendo exterminados um a um, é o alto custo de produção. Essas minas produzem seu minério de ferro, geralmente de baixa qualidade, acima do preço do mercado.

Esse é um pecado mortal que o nosso mundo capitalista não perdoa.

São exatamente esses pontos, o baixíssimo custo de produção da tonelada de minério de ferro, e a imbatível qualidade do minério de Carajás que serão o pilar de sustentação da Vale, por muitas décadas.

A Vale está montada em cima da maior concentração de minério de ferro de alto teor do mundo: a Serra de Carajás. É lá que afloram bilhões de toneladas de minério com teores de 67% Fe, sem contaminantes: sem nenhuma dúvida uma das maiores riquezas minerais do Brasil.

Um verdadeiro presente da natureza, cujas riquezas, infelizmente, podem não estar sendo tão bem gerenciadas assim.

Parece piada, mas até hoje não sabemos exatamente quais são os recursos totais do minério de ferro de Carajás. No entanto, o que já foi quantificado, 18 bilhões de toneladas, já basta para o próximo meio século de exportações ao nível frenético atual.

E depois? Quando o minério acabar? O que realmente ficará fora as lembranças?

Ah, o minério de Carajás... Um bem com data e hora para acabar.

Sabemos que não é preciso gastar quase nada para melhorá-lo. Enquanto em outras minas o minério é concentrado através de processos e equipamentos caros, em Carajás é só moer e exportar. Uma benção que os executivos da Vale deveriam agradecer, todos os dias, nas suas rezas.

O minério é tão bom que já se constitui em um “brand”, uma marca de qualidade que vai receber o selo do INMETRO, assim como todos os demais produtos brasileiros para exportação.

Os custos totais para produzir esse minério são baixíssimos: em torno de US$21.6/t. Esses custos podem cair ainda mais, abaixo dos US$20/t, o que tornaria a Vale a mais eficiente mineradora de minério de ferro do mundo. O que isso significa? Lucros. Lucros e mais lucros.

Como o minério de ferro da Vale pode, então, perder para o das concorrentes australianas?

O que as gigantes australianas Rio e BHP têm de melhor é, somente uma coisa, a proximidade do maior centro consumidor do planeta: a China. É essa a única vantagem que eles têm sobre Carajás.

 Temos que lembrar que as australianas produzem, também, a custos baixos. A Rio Tinto, por exemplo, consegue produzir o seu minério a US$20,80/t um pouco abaixo da Vale.

A Vale, apesar dos seus novos Valemax, os maiores navios de carga do mundo, e dos centros logísticos na Malásia, ainda tem uma distância maior a percorrer do que os australianos, até os portos chineses. Esse custo adicional no frete é um dos motivos que a torna torna ligeiramente menos competitiva.  É por causa do frete mais elevado que (veja o gráfico) os minérios australianos ainda chegam aos portos chineses com custos um pouco abaixo dos custos do minério da Vale.

O gráfico abaixo mostra que o minério da Vale chega na China, um pouco acima de US$50/t. Essa diferença de poucos dólares será achatada com os custos mais baixos de transporte dos Valemax e tenderá a desaparecer.

domingo, 6 de julho de 2014

O mais valioso diamante laranja do mundo vai a leilão

O mais valioso diamante laranja do mundo vai a leilão

A casa de leilões Christie's leiloa o maior diamante de cor laranja vívido do mundo.
A casa de leilões Christie's leiloa o maior diamante de cor laranja vívido do mundo.

Um diamante laranja de 14,82 quilates é o grande destaque do leilão Magnificent Jewels na filial da casa Christie's em Genebra na Suíça. Entre as jóias raras que serão vendidas hoje à noite, a gema é a mais preciosa.

O valor do raríssimo diamante laranja de forma amendoada é estimado entre de U$ 17 milhões e U$ 20 milhões (R$ 39 milhões e R$ 46,6 milhões). Já em 1883, a pedra apareceu no livro “The Great Diamonds of the World” (os grandes diamantes do mundo, em português) de Edwin Streeter e era descrita como “diamantes de fogo” por causa da pureza e do intenso brilho alaranjado. Há 30 anos, ela pertence ao mesmo colecionador que sempre permaneceu anônimo.
Segundo os especialistas da casa de leilão Christie’s, o diamante foi encontrado na África do Sul. David Warren, responsável da divisão de joalheria da empresa, afirma que “os diamantes coloridos -rosas, azuis ou laranja- são muito mais raros que os diamantes brancos. (…) Quando se trata de um diamante com esse peso, como o que apresentaremos hoje à noite, é uma pedra ainda mais rara”, concluiu.
O GIA (Instituto de Gemologia da América) partilha essa análise. De acordo com a avaliação do instituto, “as experiências em laboratório revelam que, raramente, um diamante colorido tem mais que 3 ou 4 quilates depois de lapidado. Nesse caso, o diamante é quase quatro vezes superior  ao tamanho médio”. O tom colorido dos diamantes é um “acidente” da natureza. Inicialmente, eles são todos brancos, mas agentes entram na gema e mudam a coloração, excplica o GIA.
O mundo da joalheria afirma que a moda, atualmente, aposta em diamantes coloridos. Nesta quarta-feira, a casa de leilões Sotheby's colocará à venda um diamante rosa de 60 quilates estimado em U$ 60 milhões.