domingo, 20 de julho de 2014

Ouro: em quem confiar quando o assunto é investimento?

Ouro: em quem confiar quando o assunto é investimento?
Se você acha que o momento para investir em ouro é bom e está disposto a colocar o seu suado dinheiro no metal amarelo, o melhor a fazer é investir, não no ouro metal, mas sim em uma mineradora que seja uma grande produtora de ouro. Se houver uma subida como você espera e a mineradora for sólida e palatável ao mercado a chance de você ter um excelente retorno é muito grande.

A receita do sucesso está em um simples fato: como escolher a mineradora que vai dar o maior retorno quando o ouro subir. Parce simples não é?

Muitos dirão que você deve escolher uma mineradora grande que produza muito ouro. Outros que você deve escolher aquela que tem as maiores reservas e ponto final.

Mas não é nada disso. Veja os exemplos a seguir:

1- Escolher uma Kinross, por exemplo, que vale mais de 6 bilhões de dólares e tem a maior mina de ouro do Brasil juntamente com excelentes reservas.

2- Ou, quem sabe, uma Yamana que tem acionistas brasileiros e grandes minas no Brasil?

Em situações  como acima fica realmente difícil escolher a melhor oportunidade. No entanto, com o AISC tudo fica bem mais fácil.  A resposta está no all-in sustaining cost da mineradora, o AISC.

O que isso quer dizer no nosso mundo cheio de acrônimos?

Trata-se de um número que significa todos os custos necessários para produzir uma onça de ouro. O AISC considera não somente os custos operacionais diretos para que a mineradora produza uma onça de ouro mas, também, todos os demais custos variáveis inerentes a produção deste ouro ao longo da vida da mina.

A partir de junho de 2013 o Conselho Mundial de Ouro adotou essa métrica que todas as mineradoras de ouro devem, também, adotar.

Desta forma ficará facílimo ao investidor escolher a mineradora mais eficiente e lucrativa que é aquela que terá o menor AISC.

Na pergunta que foi feita acima se vale a pena investir na Kinross ou na Yamana assim que o AISC for informado (veja a tabela), veremos que a Yamana tem um AISC de US$800 por onça e a Kinross entre US$1.100 a US$1.200/oz. Ou seja a Yamana consegue produzir uma onça de ouro até quatrocentos dólares mais barata do que a Kinross o que a torna muito mais lucrativa e segura.

A resposta então é clara: a Yamana, por ser mais eficiente e lucrativa é a empresa que terá a maior chance de retorno em um cenário de alta ou estabilidade. Mesmo em um cenário de quada a Yamana ainda será a melhor pedida entre a maioria das mineradoras de ouro do mundo.

Na tabela das grandes mineradoras vemos que a Yamana é a mais lucrativa seguida pela Randgold e Barrrick.

Da mesma forma, vemos que a Goldfields já começa a entrar no vermelho. A Goldfields é uma mineradora Sul Africana com minas na Austrália e África do Sul que vem enfrentando sérias greves e outros problemas de gerenciamento nas suas minas, nos últimos anos.

Com o ouro sendo negociado a US$1.310/oz e a Goldfields, com um AISC de US$1.360/oz percebe-se, que neste cenário, só resta a Goldfields reduzir os seus custos ou simplesmente quebrar.

A partir de agora lembre-se. Nunca invista sem antes saber o all-in sustaining cost (AISC) da mineradora. Isso vale para todas as mineradoras independentee do minério.

Bons retornos!

Opala, o mineral que não é um cristal.

Opala, o mineral que não é um cristal.

  Você cava o buraco e dá uma olhada lá pra dentro. O que você vê parece saído de um filme de sci-fi (malfeito) dos anos 50:
485343 474086139319102 1136965089 n Opala, o mineral que não é um cristal.    Curiosidades
Será o cocô fossilizado de um unicórnio?
Não. Trata-se da Opala. Curiosamente, esse mineralóide, como é chamado, só é encontrado com qualidade em dois lugares do mundo: Austrália e… Piauí! Isso mesmo, aqui no Brasil, na cidade de Pedro II está uma das maiores e mais importantes jazidas de Opala (claro que existem outras jazidas e Opala no mundo, sobretudo na África) da Terra.
Segundo a wikipedia:
O mineralóide Opala é sílica amorfa hidratada. Neste material, o percentual de água pode chegar a 20%. Por ser amorfo, ele não tem formato de cristal, ocorrendo em veios irregulares, massas, e nódulos. Tem a fratura conchoidal, brilho vítreo, dureza na escala de Mohs de 5,5-6,6, gravidade específica 2,1-2,3, e uma cor altamente variável. A opala pode ser branca, incolor, azul-leitosa, cinza, vermelha, amarela, verde, marrom e preta. Frequentemente muitas dessas cores podem ser vistas simultaneamente, em decorrência de interferência e difração da luz que passa por aberturas regularmente arranjadas dentro do microestructura do opala, fenômeno conhecido como jogo de cores ou difração de Bragg. A estrutura da opala é formada por esferas de cristobalita ou de sílica amorfa, regularmente dispostas, entre as quais há água, ar ou geis de sílica. Quando as esferas têm o mesmo tamanho e um diâmetro semelhante ao comprimento de onda das radiações da luz visível, ocorre difração da luz e surge o jogo de cores da opala nobre. Se as esferas variam de tamanho, não há difração e tem-se a opala comum. O termo opalescência é usado geral e erroneamente para descrever este fenômeno original e bonito, que é o jogo da cores. Na verdade, opalescência é o que mostra opala leitosa, de aparência turva ou opala do potch, sem jogo de cores. As veias de opala que mostram jogo de cores são frequentemente muito finas, e isso leva à necessidade de lapidar a pedra de modos incomuns. Um doublet de opala é uma camada fina de opala colorida sobre um material escuro como basalto ou obsidiana. A base mais escura ressalta o jogo de cores, resultando numa aparência mais atraente do que um potch mais claro. O triplet de opala é obtido com uma base escura e com um revestimento protetor de quartzo incolor (cristal de rocha), útil por ser a opala relativamente delicada. Dada a textura das opalas, pode ser difícil obter um brilho razoável. As variedades de opala que mostram jogo de cores, as opalas preciosas, recebem diversos nomes; do mesmo modo, há vários tipos de opala comum, tais como: opala leitosa (um azulado leitoso a esverdeado); opala resina (amarelo-mel com um bilho resinoso); opala madeira (formada pela substituição da madeira com opala); Menilite (marrom ou cinza) e hialite, uma rara opala incolor chamada às vezes Vidro de Müller. A opala é um gel que é depositado em temperatura relativamente baixa em fissuras de quase todo tipo de rocha, geralmente sendo encontrado nas formações ferro-manganesíferas, arenito, e basalto. Pode se formar também em outros tipos de materiais, como nós de bambus. A palavra opala vem do sânscrito upala, do grego opallos e do latim opalus, significando “pedra preciosa.” A opala é um dos minerais que podem formar fósseis, por substituição. Os fósseis resultantes, embora possam não ser especialmente valiosos do ponto de vista científico, atraem colecionadores por sua beleza. A maior parte da opala produzida no mundo (98%) vem da Austrália. A cidade de Coober Pedy, em particular, é uma das principais fontes. As variedades terra comum, água, geléia, e opala de fogo são encontradas na maior parte no México e Mesoamérica. Existem opalas sintéticas, que estão disponíveis experimental e comercialmente. O material resultante é distinguível da opala natural por sua regularidade; sob ampliação, as áreas com diferentes cores são arranjadas em forma de “pele de lagarto” ou padrão “chicken wire”. As opalas sintéticas são distinguidas das naturais mais pela falta de fluorescência sob luz UV. São também geralmente de densidade mais baixa e frequentemente mais porosas. Dois notáveis produtores do opala sintética são as companhias Kyocera e Inamori do Japão. A maioria das opalas chamadas sintéticas, entretanto, são denominadas mais corretamente de imitações, porque contêm substâncias não encontradas na opala natural (por exemplo, estabilizadores plásticos). As opalas Gilson vistas frequentemente em jóias vintage são, na realidade, um vidro laminado. fonte
Dá uma olhada na beleza desse material sensacional:
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Esta é uma amostra de opala assim que é escavada numa jazida asutraliana.
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Então as amostras são ensacadas em estado bruto e enviadas para lavagem e posterior lapidação. É aqui que a verdadeira  “mágica” acontece. 

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É após a lapidação que o material passa a ser vendido para os artistas que farão jóias com ele.
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Algumas opalas bem legais:


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Os aborígines da Austrália têm uma lenda. Eles dizem que o Criador veio para a Terra em um arco-íris para dar uma mensagem de paz para toda a humanidade. O lugar onde o pé do Criador tocou a terra era repleto de rochas e tornou-se vivo, começou a brilhar em todas as cores do arco-íris. E é assim que Opalas foram criadas.
Talvez isso explique porque o nome Opala é derivado da palavra sânscrita “upala”, que significa “pedra preciosa”. Esta provavelmente é a raiz da palavra para o termo grego “opallios”, que se traduz como “mudança de cor”. Até 1920 as Opalas eram bastante incomuns. Antes da descoberta da jazida da Austrália de 1849, as únicas fontes de opala eram o Brasil e a Hungria. Quando as Opalas australianas surgiram, elas eram tão espetaculares e sua diferença foi tão marcante que os donos das minas na Hungria espalharam o boato que opalas australianas não eram opalas reais.
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Graças ao boato, a opala australiana não apareceu no mercado mundial até 1890. Ninguém comprava porque acreditaram nos boatos.
Por muito tempo ninguém sabia porque as opalas da Austrália eram tão lindas. Na década de 1960 uma equipe de cientistas australianos analisaram as amostras de Opalas com um microscópio eletrônico. Eles descobriram que pequenas esferas de gel de sílica produziam interferência na passagem da luz, causando as incríveis refrações, que são responsáveis ??pelo jogo fantástico de cores dentro do material.
Em outras palavras, como a opala é formada de sílica, ela deixa a luz atravessar, e é essa entrada de luz e consequente divisão dela em micro-prismas, que dá às Opalas sua cor.
Entre as diversas formas de opala existente, (há as mais transparentes, as leitosas, as esverdeadas, é uma quantidade enorme de variações) estão as Opalas negras.
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A opala negra é a mais rara e valiosa de todas as opalas. Estas gemas sempre tem a cor de fundo escura, que contrasta lindamente com os brilhos multicoloridos naturais da Opala.
Quanto mais brilhante e mais nítidas as cores contrastantes, o mais valiosa a amostra de Opala negra.
A opala negra é rara, ao ponto de algumas pessoas colecionadoras de gemas a considerarem como “o Santo Graal da Opalas”.
Por sua inacreditável variação visual e beleza, as opalas são muito usadas para a produção de jóias. Algumas opalas de jazidas no México, chamadas Opalas de fogo,  são tão sensacionais que lembram até rubis:
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Há também a opala azul peruana, que é a pedra nacional do Peru. Eles dizem que ela tem a cor do mar do Caribe.
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Corporação programa visita à mina de fluorita

Corporação programa visita à mina de fluorita Imprimir E-mail
O Comando Geral do Corpo de Bombeiros programou uma visita técnica à empresa EMITANG, que faz exploração de minério de fluorita, no município de Tanguá.
Esta não será a primeira vez que a Corporação faz visita à mina. Cadetes do 3º ano do Curso de Formação de Oficiais participaram de instrução no local, guiados pelo Professor Antônio Veloso, Geólogo e instrutor da disciplina de “Ciências do Ambiente” da Academia de Bombeiros Militar Dom Pedro II.
De acordo com o Professor, que novamente foi responsável pelo agendamento e participará da visita, a instrução será muito importante, pois a mina já possui dimensão bem maior que a das primeiras visitas.
- A EMITANG é a maior mina de fluorita do país. Os impostos oriundos de sua atividade representam mais de 50% da arrecadação do município de Tanguá. Quando fizemos as primeiras visitas, a mina possuía uma profundidade de 60 metros. Hoje, essa profundidade já é de 110 metros – disse ele.
Desta vez, a visita terá dimensão ainda maior. Diferentemente das duas oportunidades anteriores, ela não será feita por Cadetes do Curso de Formação de Oficiais, mas sim por uma comitiva chefiada pelo Coronel Pedro Marco, Comandante Geral do CBMERJ. 
Os Oficiais que participarão da instrução agendada, são unânimes quanto à prioridade que o assunto requer:
- Em nosso programa de instrução anual, precisamos estar atentos aos assuntos de maior complexidade. Algumas operações requerem pleno conhecimento do problema a ser enfrentado. O resgate em minas requer grande capacidade técnica e de organização logística apurada. Basta vermos o exemplo do que aconteceu no Chile. Por estar sempre atento a esses aspectos, o Comandante Geral determinou a organização da visita – explicou o Chefe da 3ª Seção do Estado-Maior Geral, Coronel Fábio Osawa.

Veja as fotos das visitas anteriores:

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Maior esmeralda do mundo é exibida na Colômbia

Maior esmeralda do mundo é exibida na Colômbia

Esmeralda em estado bruto é exposta em Bogotá, na Colômbia. Segundo seus proprietários, a pedra que pesa quase dois quilos e meio e com 11 mil quilates é a maior do mundo
Esmeralda em estado bruto é exposta em Bogotá, na Colômbia. Segundo seus proprietários, a pedra que pesa quase dois quilos e meio e com 11 mil quilates é a maior do mundo
Aquela que, segundo os proprietários é a maior esmeralda do mundo, está em exposição em Bogotá pela primeira vez desde que foi extraída, há 12 anos, das profundezas de Muzo, na região esmeraldífera da Colômbia. A pedra, ainda em estado bruto, tem quase dois quilos e meio e 11.000 quilates.

"Seu valor é incalculável", diz Santiago Soto, porta-voz da feira Minergemas , realizada em Bogotá e que apresenta a gema de propriedade da empresa Coexminas. De um verde opaco intenso, a pedra foi encontrada em uma das minas da cidade de Muzo, departamento (província) de Boyacá (centro-leste), há doze anos, mas é a primeira vez que é exibida publicamente.

"Fura", como foi batizada em homenagem a uma bela indígena que, segundo uma lenda histórica morou nessa região, está exposta dentro de uma urna de vidro sob severas medidas de segurança.

Fica sozinha em um pequeno salão ao qual têm acesso, paulatinamente, grupos de não mais de quinze pessoas, que a podem observar por alguns minutos a metros de distância e sob o olhar atento de cinco guardas à paisana. Cerca de 4.000 pessoas a visitaram até este sábado, quando termina a feira, disse Soto.

Muzo, junto com as localidades vizinhas de Chivor, Coscuez e Santa Bárbara (em Boyacá), integram a zona esmeraldífera da Colômbia, de onde brotam as mais belas gemas do mundo. A Colômbia fornece 55% do mercado mundial de esmeraldas, com exportações da ordem de 200 milhões de dólares anuais.

sábado, 19 de julho de 2014

Indonésia: mineradoras aceitam novas taxas e voltam a exportar concentrados

Indonésia: mineradoras aceitam novas taxas e voltam a exportar concentrados
A queda de braço entre as mineradoras e o Governo da Indonésia foi ganha, no primeiro estágio, pelo Governo.

A Indonésia havia subido as taxas de exportação de produtos com baixo processamento (concentrados de minério) de 20% para 60%. As mineradoras acharam as novas taxas inaceitáveis e paralisaram as exportações de concentrados. Foi assim com as grandes Freeport MacMoran e Newmont que ainda não exportaram uma única tonelada de concentrados de suas gigantescas minas de cobre. Essas estão litigando nas mesas de tribunais. A Newmont foi obrigada a declarar force majeure.

No entanto duas empresas, a Sebuku Iron e a Lumbung Sentosa aceitaram os novos impostos e foram as primeiras a exportar concentrados em 2014.

Desta forma, pela primeira vez no ano, a Indonésia, um país exportador de minerais, exportou 100.000 toneladas de minério de ferro e 8.000 toneladas de concentrado de zinco e chumbo.

A medida por mais polêmica que possa ser conseguiu despertar uma onda de investimentos na Indonésia. Existem hoje 76 novos plantas metalúrgicas sendo construídas no país.

Quando essas novas plantas estiverem em funcionamento o governo terá ganho uma batalha monstruosa que, no final, vai adicionar muitos bilhões de dólares novos na economia.