quarta-feira, 23 de julho de 2014

Novas licenças de exploração para exploração do fundo submarino são emitidas

Novas licenças de exploração para exploração do fundo submarino são emitidas. Loteamento marinho atinge mais de 1,2 milhões de quilômetros quadrados
A ISA, International Seabed Authority  concedeu 7 novas licenças de exploração do fundo do mar para metais como cobre, ouro e manganês. As áreas concedidas são simplesmente enormes. Somente a área concedida à inglesa UK Seabed Resources é maior do que a área da Grã-Bretanha.

Duas das novas concessões, dadas para empresas da Alemanha e Índia estão localizadas em estruturas profundas com manifestações vulcânicas e com vents hidrotermais ricos em metais.

A nossa CPRM também foi agraciada com uma concessão de 3.000km2 no Elevado do Rio Grande onde pretende investigar os nódulos de manganês, conforme matéria já publicada no Portal do Geólogo.




No total a ISA já concedeu mais de 1,2 milhões de quilômetros quadrados de solo marinho coberto por 26 concessões. A área concedida é imensa e  levanta dúvidas sobre os impactos que essas operações podem causar bem como se a ISA tem, realmente, autoridade para distribuir essas concessões.

A primeira lavra submarina deverá ocorrer na Nova Guiné onde a Nautilus Minerals irá lavrar área coberta por vents hidrotermais.

China foca nos recursos marinhos

China foca nos recursos marinhos
A economia derivada do mar está crescendo apenas 5% nos últimos anos, um crescimento tímido nada compatível com a história desenvolvimentista do país.

Isto está para mudar.

A exploração dos mares começa a crescer. Em 2013 subiu 7,6%, gerando um retorno de US$876 bilhões, o que ainda corresponde a menos de 10% da economia chinesa.

Nos próximos anos os chineses irão investir mais no aproveitamento dos recursos marinhos com o foco na expansão dos recursos minerais, petróleo, recursos biológicos e farmacêuticos assim como a energia renovável das marés e ventos.

Vale vai financiar ferrovia entre Carajás e Serra Sul por debêntures

Vale vai financiar ferrovia entre Carajás e Serra Sul por debêntures
Assim que o projeto Serra Sul entrar em produção a Vale irá consolidar a sua posição de maior produtora de minério de ferro do mundo que pode já estar ameaçada, em 2015, pela Rio Tinto. A estratégia de financiamento escolhida será a emissão de debêntures incentivadas, já aprovadas pelo Governo.
O trecho de ferrovia a ser construído é de 102 quilômetros entre a Serra Sul (S11D) e o Carajás devendo custar aos cofres da Vale um valor adicional de 2 bilhões de dólares.
O Projeto S11D deverá custar a bagatela de 19,6 bilhões de dólares. O elevado CAPEX se deve a uma série de inovações como o peneiramento a seco com redução de 93% no consumo de água e a implantação de um sistema truckless, através de correias transportadoras, com redução de 77% no consumo de diesel. Desta forma, quando em operação, o S11D terá um custo operacional mais baixo ainda do que o OPEX das jazidas similares.
Serra Sul é o maior jazimento de minério de ferro da Província Mineral do Carajás com mais de 10 bilhões de toneladas de minério. O jazimento é conhecido desde a época do descobrimento de Carajás. Na fase atual prevê-se uma produção, somente de Serra Sul, de 90 milhões de toneladas por ano que irão somar-se as 140 milhões de Carajás.

Ouro: Serabi volta a produzir

Ouro: Serabi volta a produzir
A Serabi Gold dona da mina do Palito no Pará voltou a produzir ouro em escala comercial.

A mineradora produziu 3.242 onças de ouro no segundo trimestre. O ouro foi extraído de 15.808 toneladas de minério com um teor médio de 11,36g/t de ouro.

Encontro imediato de primeiro grau: em agosto será primeira vez na história que uma espaçonave terrestre terá um encontro com um cometa

Encontro imediato de primeiro grau: em agosto será primeira vez na história que uma espaçonave terrestre terá um encontro com um cometa
O  67P/Churyumov-Gerasimenko é um cometa como nenhum outro. Ele tem uma forma que nos leva a crer que ele é o resultado de dois cometas soldados pela gravidade.

O cometa está sendo estudado em detalhe pela OSIRIS, uma câmara que está a bordo da espaçonave Rosetta. A Rosetta é um projeto da Agência Espacial Europeia, lançado da Guiana Francesa em março de 2004, e já se encontra a 14.000km do cometa. A nave será a primeira da história a ter um encontro com um cometa.

Os estudos a serem feitos pela Rosetta poderão trazer alguma luz no que se refere a composição mineralógica do cometa e os motivos de ele ter esses dois núcleos geminados.

Espera-se que Rosetta atinja o seu objetivo no dia 6 de agosto, depois de uma viagem de uma década, quando as imagens serão transmitidas aos cientistas e convidados.