quinta-feira, 31 de julho de 2014

Kinross tem queda de 72% nos ganhos do segundo trimestre

Kinross tem queda de 72% nos ganhos do segundo trimestre
A produção da mineradora atingiu 680.000 onças de ouro que foram negociadas a um preço médio de US$742/oz. O AISC (all-in sustaining costs ) foi de US$976/oz uma queda de 6%.

Os ganhos líquidos do T2 foram de US$32,9 milhões uma queda de 72,4% em relação ao mesmo período de 2013. A Kinross volta aos lucros o que não ocorreu em 2013 quando teve um prejuízo líquido de $2,5 bilhões .

Vale: lucro melhor que 2013, mas abaixo das expectativas

Vale: lucro melhor que 2013, mas abaixo das expectativas
O lucro da Vale no segundo trimestre, foi de US$1,43 bilhões, melhor do que o lucro no mesmo período de 2013. A mineradora teve um desempenho afetado pelos ajustes de desvalorização de ativos. O Projeto Simandou pesou e a Vale teve que declarar um prejuízo de US$774 milhões.

No período a empresa exportou 76,9 milhões de toneladas de minério de ferro e pelotas, um crescimento de 6,6%. O preço médio do minério vendido foi de US$84,60 por tonelada demonstrando que nem tudo é minério de alta qualidade...

O EBITDA da Vale caiu 16% no período para US$4,1 bilhões. Mesmo assim o número foi acima do que os analistas esperavam.

Outro ponto que chamou a atenção foi a queda dos investimentos em 28,3% mostrando uma nova estratégia que visa focar no seu core business. 

Yamana: melhor do que as expectativas

Yamana: melhor do que as expectativas
O balancete trimestral publicado pela Yamana mostrou surpresas positivas. A mineradora conseguiu se superar, aumentando a produção em 20% e reduzindo os seus custos.

Esse desempenho foi a causa de um crescimento extraordinário de 84% no cash flow do segundo trimestre. A produção no trimestre atingiu 331.765 onças de ouro. O AISC (all-in sustainig costs) por onça equivalente foi de US$915, 6% menor do que o do primeiro trimestre.

A Yamana mostrou ser uma das grandes empresas de mineração fazendo tudo certo e calando a boca dos bancos, como o HSBC, que prematuramente depreciou as suas ações.

HSBC deprecia Yamana Gold prematuramente

HSBC deprecia Yamana Gold prematuramente
O banco HSBC depreciou as ações da Yamana que estavam em neutro. A Yamana respondeu dizendo que as suas ações deveriam estar sendo recomendadas ao contrário do que o banco propagou.

Amanhã, dia 30,  a Yamana deverá publicar o seu balancete trimestral que poderá trazer surpresas fazendo a avaliação do HSBC se mostrar prematura e errada.

Espera-se que o AISC (all-in sustaining cost) da Yamana permaneça próximo aos US$820 por onça do primeiro trimestre. Da mesma forma pode haver uma produção acima do esperado o que projetaria uma produção anual acima dos 1,4 milhões de onças projetados.

Se o AISC for menor e a produção maior teremos excelentes motivos para esperar uma alta. 

As ações da Yamana estão sendo negociadas a $9,10 com alta de 0,44%.

STJ proíbe mineração na Reserva Roosevelt

STJ proíbe mineração na Reserva Roosevelt
A reserva indígena Roosevelt está no foco das discussões desde que a De Beers, há mais de 30 anos, descobriu os diamantes e kimberlitos na região do Rio Roosevelt.

Em um único projeto foram descobertos dezenas de kimberlitos no Roosevelt, Juína e Pimenta Bueno, que até hoje, mesmo mineralizados, ainda não foram desenvolvidos.

Desde então hordas de garimpeiros invadiram a região iniciando a produção de diamante em uma das grandes províncias minerais do Brasil.

Até os índios, corrompidos pela cobiça do Homem Branco, se lançaram na garimpagem. (foto)

Com o diamante vieram os conflitos armados e as mortes.

Na reserva habitam os Índios Cintas-largas, os principais prejudicados pelas invasões que em 2004 retaliaram e massacraram 29 garimpeiros. Nesta semana o STJ concedeu uma liminar que proíbe a extração de diamantes dentro da reserva. A liminar ainda deverá ser confirmada. Mesmo assim a mineração deverá ser paralisada até que o STJ aprecie o recurso impetrado pelo réu o DNPM.