sábado, 23 de agosto de 2014

Diamante amarelo de 110 quilates vai a leilão em Genebra

Diamante amarelo de 110 quilates vai a leilão em Genebra

Uma das estrelas do leilão anual de joias em Genebra é um diamante amarelo de 110 quilates.
Chamado de Gota de Sol, deve ser leiloado por pelo menos US$ 11 milhões. A pedra pode ser uma das maiores deste tipo e uma das mais perfeitas já leiloadas.
Diamante amarelo tem 110 quilates (BBC)
Diamante amarelo foi chamado de Gota de Sol e tem 110 quilates
David Bennett, leiloeiro da Sotheby's, afirma que "entre US$ 11 milhões e US$ 15 milhões é uma boa estimativa para o preço do diamante".
Para os que se espantam com o preço, Bennett lembra que no ano passado a casa leiloou um diamante por US$ 46 milhões, o que demonstra que existem compradores para estas pedras raras.
Desde o começo da crise econômica, em 2008, o setor de vendas de pedras raras está aquecido, o que demonstra que alguns negociantes ainda têm o dinheiro e querem investir em bens considerados mais seguros como arte e joias.

Disputa com mineradora em vilarejo na Amazônia

Disputa com mineradora em vilarejo na Amazônia testa direitos de garimpeiros

Vilarejo de São José (Nayana Fernandez)
Ouro é usado como moeda em estabelecimentos de São José (PA)
Na extraordinária corrida que se seguiu à descoberta do ouro na bacia do rio Tapajós, em 1958, dezenas de milhares de garimpeiros se instalaram no local.
Apenas alguns enriqueceram. Mas a maioria conseguiu melhorar de vida, tendo lucrado mais do que se tivesse continuado extraindo borracha, pescando ou investindo na agricultura de subsistência.
Apesar de a atividade de ter diminuído nos últimos anos, muitos homens ainda trabalham de forma primitiva em minas de ouro ainda não cadastradas.
A descoberta de vastas reservas do metal precioso no subsolo coloca os garimpeiros em pé de guerra com as grandes empresas mineradoras, que reivindicam o direito de tocar essas riqueza, inacessíveis pelos métodos artesanais.
A aldeia de São José, que fica às margens do rio Pacu, no sul do Pará próximo ao Amazonas, está no centro de um conflito entre garimpeiros e a companhia Ouro Roxo Participações.
Há alguns anos, a Ouro Roxo Participações – parte do grupo de mineração canadense Albrook Gold Corporation – garantiu os direitos de exploração do subsolo na mina de Paxiuba, onde garimpeiros ainda extraem ouro com métodos tradicionais.
Em março de 2010, a Polícia Federal e autoridades do governo chegaram a ordenar a saída dos garimpeiros.
Após uma relutância inicial, eles acataram as ordens, mas argumentaram que suas famílias haviam vivido na região por mais de meio século e durante este tempo haviam adquirido direitos sobre a terra.
Bordel  (Nayana Fernandez)
Cidade tem quatro bares que funcionam como bordéis nos fins de semana
O líder garimpeiro José Gilmar de Araujo diz que desde então eles vêm tentando legalizar as atividades de mineração, tendo levado seu pleito até Brasília.
"Mas não estamos chegando a lugar nenhum", disse.

Vida de minerador

São José não é mais tão agitada como antigamente, mas continua sendo um local onde os garimpeiros se encontram com prostitutas ou para beber no final do dia.
As lojas em torno da praça central, que funciona também como campo de futebol, vende produtos a preços inflacionados.
Comerciantes cobram mais de R$10 por um quilo de cebolas, usando pequenas balanças para medir o pagamento em ouro.
Há quatro bordéis. Durante a semana, mulheres entediadas passam o tempo em torno dos bares, servindo bebidas.
Mas no final de semana, as casas ganham vida.
Os garimpeiros chegam das minas próximas e, depois de extraírem seu ouro, gastam o dinheiro ganho com suor.
No início, havia muita violência em São José, segundo os residentes. "Quando cheguei em 1986, alguém era morto quase todo dia", relembra Ozimar Alves de Jesus, dono de um bordel.
Mas hoje o lugar é bastante tranquilo. Traficantes são convidados a deixar o local, e associações de moradores se reúnem com frequência para resolver qualquer problema da comunidade.
A prostituição é aceita. Há muitos casos de mulheres que chegam para trabalhar nos bordéis, casam com garimpeiros e abrem pequenos negócios na cidade.

Cassino

O trabalho dos garimpeiros é árduo e imprevisível. Para muitos, é esse o aspecto mais sedutor da vida de um garimpeiro. "É meio como ir a um cassino", confessa um deles, ao contar como volta diversas vezes à mesma mina, na esperança de encontrar algo.
O principal problema deles é o futuro incerto da mina - e o poder das grandes mineradoras.
Atividade mineradora  (Nayana Fernandez)
Garimpeiros reclamam da dificuldade para conseguirem se regularizar
"Essas empresas chegam e todas as portas se abrem", diz o garimpeiro José de Alencar. "Eles conseguem regularizar a situação do dia para noite. Parece que há uma lei para as grandes mineradoras e outra para nós."
Depois da expulsão de 2010, os garimpeiros passaram três anos tentando obter permissão para retornar à mina Paxiuba.
Em 12 de junho de 2013, eles cansaram de esperar e decidiram agir, retomando o controle do lugar.
Gilmar Araújo, o líder garimpeiro, disse que a decisão foi tomada por "necessidade econômica".
"Colocamos todo o nosso dinheiro nessa mina. Seria o nosso fim se não pudéssemos produzir nenhum ouro."
E desde então eles continuam trabalhando na mina. Enquanto isso, a Ouro Roxo Participações está perdendo dinheiro - e está irritada.
"Se eles permaneceram lá, vão tornar o projeto todo inviável para nós, por conta do dano que estão causando lá", disse Dirceu Santos Frederico, um dos acionistas da empresa.
"Os garimpeiros não evoluem. Eles estão presos na cultura da pobreza, da prostituição e das drogas."
Frederico atua como representante da Ouro Roxo na região. Em documentos obtidos pela reportagem, ele assina em nome da empresa.
A BBC também ligou duas vezes para o escritório que a Ouro Roxo mantém na cidade de São Paulo, sem conseguir contato com nenhum outro representante da companhia até o fechamento do reportagem, além de tentar contato com a Albrook no Canadá, que não quis fazer comentários.

Tensão

Atividade mineradora  (Nayana Fernandez)
Acionista de mineradora diz que garimpeiros estão 'presos na cultura da pobreza'
De acordo com o advogado dos garimpeiros, Antônio Joâo Brito Alves, o conflito está enfrentando uma escalada. Ele afirma ter sofrido ameaças de Frederico, que teria dito que o advogado e sua família "sofreriam as consequências" se ele não desistir do caso de Paxiuba.
Frederico nega com veemência a acusação.
As ramificações desse conflito, no entanto, têm implicações que vão muito além das margens do rio Pacu.
Se os garimpeiros ganharem, ou se receberem uma considerável indenização por terem de deixar a mina, muitas outras comunidades garimpeiras podem fazer a mesma demanda.
Assim, o vilarejo de São José tem se tornado um improvável teste de uma batalha muito mais ampla sobre o direito dos garimpeiros.

Os prós e contras do gás de xisto no Brasi

Os prós e contras do gás de xisto no Brasi

De uns anos para cá, o tema gás de folhelho, popularmente conhecido como gás de xisto (shale gas, em inglês), tem ganhado maior relevância. O uso dessa fonte não convencional vem sendo apontado como um elemento promissor para a indústria. Com o potencial de trilhões de metros cúbicos espalhados em bacias ao redor do planeta, a vantagem econômica desse insumo é o fato de ser mais barato que o petróleo, o que poderá acarretar uma  mudança profunda na matriz energética no mundo todo. Com relação a esse assunto, dois tópicos suscitam debates e opiniões controversas: seu potencial produtivo e os possíveis riscos ao meio ambiente.
Com a extração e produção do gás de xisto já em estágio avançado, os EUA têm produção em escala comercial, o que desencadeou uma revolução na oferta do produto onde ele é ofertado a preços competitivos, o que forçou outros países a se enquadrarem a essa nova realidade. Já o Canadá oferece aos investidores um pacote de incentivos fiscais para acelerar a produção. Na América Latina, a Argentina já vem fazendo investimentos nessa área. Aqui no Brasil, onde o pré-sal é a estrela do momento e das próximas décadas, o País ainda está engatinhando e despertando para o assunto.
Mesmo não sendo possível afirmar com exatidão qual é o volume de suas reservas, acredita-se que tenha chances de se tornar um importante produtor de gás não convencional, ficando entre os dez maiores e se tornando autossuficiente em longo prazo. O primeiro aceno do governo nesse sentido foi a realização no ano passado da 12ª rodada de licitação exclusivamente para gás de xisto. Na ocasião, 12 empresas apresentaram ofertas vencedoras, foram arrecadados R$ 165,2 milhões em bônus de assinatura e foram arrematados 72 dos 240 blocos ofertados.
De acordo com a Agência Nacional de Petróleo (ANP), apenas três das sete bacias dos blocos oferecidos têm vocação para apresentar recursos não convencionais, conforme estudos geológicos e sísmicos: do Recôncavo (Bahia), de Sergipe, de Alagoas e de São Francisco (Minas Gerais). Por ser um assunto relativamente novo no Brasil, tanto o governo quanto os investidores ainda buscam respostas mais concretas para questões como o alto nível de risco exploratório e dilemas ambientais. Nesse caso, vale citar gargalos como a falta de infraestrutura e logística nas regiões onde se localizam os blocos e a ausência de rede de gasodutos, fatores estes que podem ter impactos na rentabilidade do produto, consequentemente encarecendo o investimento.
Nessa lógica, como ainda não é possível estimar o custo de produção, não há como prever o preço final do insumo. Mas a questão aqui no Brasil não é apenas econômica. Mesmo nos EUA há pontos controversos, como a questão ambiental, que também é uma preocupação dos ambientalistas brasileiros. A exploração dessa fonte requer um grande aparato tecnológico para realizar a extração do gás, que é feita por fraturamento hidráulico, método de perfuração do subsolo para atingir as camadas de xisto e extrair gás das rochas. Essa técnica gerou questionamentos sobre o impacto nos lençóis freáticos dos produtos químicos usados, o tratamento da água de superfície, aumento da emissão de gases de efeito estufa, o uso intensivo de água e a possibilidade de abalos sísmicos.
Pensando nisso, a ANP publicou no Diário Oficial, no último dia 11, a Resolução nº 21/2014 que regulamenta essa atividade de perfuração. Nesse contexto, é importante frisar que o Brasil não deve ficar de fora dessa discussão, que pode alterar radicalmente o cenário do mercado mundial de energia e já deu um primeiro passo no sentido de superar os obstáculos de exploração, estudar a viabilidade do negócio, buscar respostas mais precisas sobre o potencial brasileiro e dimensionar como e de que forma será prospectado o gás de xisto. Sempre levando em conta as questões geopolíticas e ambientais locais, como impostos, regulação e mão de obra.

Vale e Petrobras podem viabilizar terras-raras



Vale e Petrobras podem viabilizar terras-raras


A Vale poderá ter como garantia de investimento na exploração de terras-raras um contrato de fornecimento de longo prazo com a Petrobras, acordo que viabilizaria a produção dos compostos minerais no Brasil, disseram duas fontes com conhecimento do assunto.

A Petrobras atualmente importa da China a matéria-prima utilizada no processo de refino de petróleo.
Como parte de um protocolo de intenções recém-formalizado entre as duas companhias para projetos de interesse comum, Vale e Petrobras estudam como tornar viável a exploração de grandes jazidas de terras-raras herdadas pela mineradora depois da compra de ativos da Bunge.
A Vale não quis comentar o assunto, de acordo com a assessoria de imprensa. A Petrobras não quis dar mais detalhes sobre o acordo com a mineradora anteriormente.
A maior produtora de minério de ferro do mundo desenvolve estudos de viabilidade para a exploração dos compostos minerais em Araxá (MG) e Catalão (GO), onde estão as maiores reservas brasileiras, ainda inexploradas.
O fornecimento da matéria-prima usada na elaboração catalizadores indispensáveis à produção de gasolina se tornou uma preocupação da Petrobras depois que a China, a maior produtora do mundo, decidiu limitar as exportações de terras-raras.
Para refinar petróleo, a Petrobras depende de catalizadores produzidos a partir de 900 toneladas anuais de óxido de lantânio, um dos 17 compostos que compõem o grupo das terras-raras, segundo relatório do Ministério de Minas e Energia e Ministério de Ciência e Tecnologia sobre minerais estratégicos.
O preço da tonelada do lantânio, segundo o relatório, passou de 5,7 mil dólares para 50 mil dólares após a China, responsável por 97 por cento da produção mundial de terras-raras, limitar a exportação por cotas, no final de 2010.
O preço pago pela Petrobras hoje estaria em torno de 20 mil dólares a tonelada, segundo uma das fontes, que pediram para não ser identificadas.
De acordo com relatório do ministério, a limitação no fornecimento de terras-raras pela China poderia impedir as refinarias brasileiras de produzirem plenamente, com "eventuais restrições no atendimento à demanda de gasolina e GLP".
As terras-raras também são utilizadas na produção em uma ampla gama de bens, desde telefones celulares a telas de TV.

Você quer esse diamante? É só viajar para Lincolnshire na Inglaterra e participar da caça ao tesouro

Você quer esse diamante? É só viajar para Lincolnshire  na Inglaterra e participar da caça ao tesouro
Milhares de pessoas estão entrando em uma das mais loucas caças ao tesouro do século. Este diamante, avaliado em vinte mil dólares foi colocado em um balão de hélio e, quando atingiu a altitude de 30km foi lançado dentro de uma caixa ao solo.

Segundo o ex-proprietário a joalheria London jeweller 77 Diamonds, o diamante de 1,14 quilates é de quem encontrar.

Sabe-se que ele caiu nas proximidades da vila de Lincolnshire  na área rural Inglesa onde a cobertura de celular é quase inexistente.