domingo, 31 de agosto de 2014

Ouro: geólogos buscam minas em 4 regiões no Pará

Ouro: geólogos buscam minas em 4 regiões no Pará

Para as pesquisas geológicas, os anos 90 foram quase uma década perdida, com poucos investimentos. Porém, nos últimos anos, o trabalho foi retomado e hoje há uma espécie de caça ao tesouro em quatro grandes regiões do Pará. São levantamentos geológicos com grande detalhamento que alimentam a esperança de encontrar novas províncias minerais no Estado, mantendo o Pará no mapa da mineração por mais uma centena de anos.

Entre as regiões estudadas está a do Tapajós, que atraiu milhares de pessoas no final dos anos 70 e ao longo da década de 80, quando entrou em decadência com o esgotamento dos garimpos.

Estão sendo feitos levantamentos também no entorno do antigo garimpo de Serra Pelada, numa região que se estende pelos municípios de Novo Repartimento, Marabá, Itupiranga, Pacajá e Anapu, somando mais de 18 mil quilômetros quadrados.

ESTUDOS

O nordeste do Estado também está na mira dos geólogos. Há estudos nos municípios de Viseu, Cachoeira do Piriá, Nova Esperança do Piriá, Santa Luzia do Pará, Garrafão do Norte, Bragança, Capitão Poço e Ourém.

Todos esses estudos são feitos pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), entidade que ontem comemorou 40 anos com sessão especial na Assembleia Legislativa do Pará. Parte do trabalho está prevista para terminar a partir do final do ano que vem. Até lá será possível indicar quais regiões do Estado poderão fomentar um novo ciclo do ouro nas próximas décadas. Os recursos para esses estudos já somam mais de R$ 20 milhões e vêm de convênios e também do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Autor do requerimento para realização da sessão, o deputado Airton Faleiro disse que o objetivo era apresentar à sociedade o importante trabalho da CPRM, ainda pouco conhecido do grande público. A CPRM é responsável por levantar e também organizar conhecimento geológico sobre o território brasileiro. A entidade acaba de concluir, por exemplo, um banco de dados com informações geológicas do Estado que será apresentado hoje na Universidade Federal do Pará.

A sessão teve a presença do superintendente da CPRM no Pará, Manfredo Ximenes, e do diretor-presidente, Agamenon Dantas.

ÁREAS

Entre as regiões estudadas está a do Tapajós. Estão sendo feitos levantamentos também no entorno do antigo garimpo de Serra Pelada, numa região que se estende pelos municípios de Novo Repartimento, Marabá, Itupiranga, Pacajá e Anapu.

Há estudos nos municípios de Viseu, Cachoeira do Piriá, Nova Esperança do Piriá, Santa Luzia do Pará, Garrafão do Norte, Bragança, Capitão Poço e Ourém e Altamira.

Começa o segundo ciclo do ouro no Pará

Começa o segundo ciclo do ouro no Pará

OEstado do Pará ganhou notoriedade nacional e internacional, na segunda metade do século passado, graças à sua extraordinária produção de ouro. Primeiro com os milhares de garimpos espalhados no vale do Tapajós,Altamira, etc., tendo como polo de referência a cidade de Itaituba. Acredita-se que tenham sido extraídas da região, a partir de 1950, cerca de 500 toneladas de ouro. Mais tarde, já na década de 1980, a notoriedade ficou por conta de Serra Pelada, que, com seu formigueiro humano, foi na época internacionalmente reconhecido como o maior garimpo de ouro do planeta.
No final da década de 1990, com o declínio da atividade garimpeira, o que fez despencar também os números da produção, parecia ter-se acabado o ciclo do ouro no Pará. Esta era, porém, uma percepção equivocada. Na verdade, o Pará, detentor de alguns dos mais importantes distritos auríferos do país, está iniciando precisamente agora o segundo ciclo do ouro, este com uma importância econômica provavelmente muito superior ao primeiro.
O que muda, neste novo cenário, são as características da atividade extrativa: em vez da garimpagem manual, com o emprego de mão de obra intensiva e em condições brutais de trabalho do garimpo, entra em cena a mineração empresarial, com seu arsenal tecnológico, a lavra mecanizada e as técnicas mais sofisticadas de extração de metais. Sobrevivendo residualmente, os garimpos convencionais passam a ter importância secundária. A tendência é de aumento progressivo dos volumes de produção e de significativa redução dos impactos ambientais. A bateia e o mercúrio, símbolos do garimpo no século passado, ocupam página virada na história da produção de ouro no Pará e na Amazônia.
Em Belém, o Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM), vinculado ao Ministério de Minas e Energia, dispõe de números que confirmam a nova corrida ao ouro no Estado do Pará. Num levantamento ligeiro, limitado somente às áreas com alguma tradição garimpeira, o Departamento confirmou, na sexta-feira, a existência de quase duas centenas de autorizações de pesquisa específicas para exploração de ouro em alguns municípios do Pará. Entre eles está Altamira, com 18 autorizações, Eldorado dos Carajás com 8, Marabá com 17 e Parauapebas com 15.
AUTORIZAÇÕES
Um caso especial é o município de Itaituba, no vale do Tapajós, região oeste do Pará. Berço da mais intensa atividade garimpeira do mundo durante quatro décadas (1950/1990), Itaituba conta hoje com 86 autorizações expedidas pelo DNPM só para pesquisa de ouro. No município de Itaituba já está confirmada a descoberta de pelo menos duas jazidas de classe mundial e se encontra em operação a única mina de exploração mecanizada hoje existente no Pará, a Serabi Mineração. Antes dela, o Pará só teve uma mina mecanizada de ouro – a do Igarapé Bahia, explorada pela Vale em Carajás na década de 1990, com produção realizada de quase 100 toneladas. A próxima será a Nova Serra Pelada, em Curionópolis.
Quando o assunto é ouro, aliás, Itaituba sempre é capaz de surpreender e impressionar. Além da única mina mecanizada e do grande número de autorizações de pesquisa, o município concentra também o maior quantitativo de Permissão de Lavra Garimpeira (PLG). Esse tipo de autorização é concedido pelo DNPM a empresas e pessoas físicas exclusivamente para a extração de ouro em depósitos secundários, através de processo manual ou mecanizado, em áreas não superiores a 50 hectares.
De acordo com o superintendente em exercício do DNPM no Pará, Raimundo Abraão Teixeira, existem hoje cerca de quatro mil PLG’s expedidas para o município de Itaituba. Ele lembra, porém, que por volta de 1993 a 1995, quando o Ministério de Minas e Energia autorizou essas permissões, houve uma verdadeira avalanche de pedidos para aquele município. “Nós chegamos a ter naquela época mais de 40 mil requerimentos somente para Itaituba”, finalizou.

Chalco tem prejuízo de US$4,1 bilhões no semestre

Chalco tem prejuízo de US$4,1 bilhões no semestre



A chinesa Chalco é a maior produtora de alumínio da China e uma das maiores do mundo. No semestre a Chalco teve um prejuízo assustador , causado, segundo ela, pela queda dos preços de 11%. Outro fator negativo é que em 2013 a Chalco teve grandes lucros em ganhos de capital, o que não ocorreu em 2014.

Esses dois fatores levaram a empresa a declarar um prejuízo líquido de 4,01 bilhões de dólares.

A empresa produziu no semestre 6 milhões de toneladas de alumina e 1,63 milhões de toneladas de alumínio, uma queda de 20%.


Preço do minério de ferro é o menor em dois anos: ações da Vale despencam

Preço do minério de ferro é o menor em dois anos: ações da Vale despencam




O mercado reagiu negativamente com a queda dos preços do minério de ferro 62% na China. O preço da tonelada atingiu US$87. A Vale foi duramente atingida e fechou com queda de 4,1%.

As mineradoras estão enfrentando um prejuízo de mais de US$30 bilhões, só por conta da queda de 36% dos preços do minério de ferro neste ano.

Esta queda ainda não assusta empresas que lavram a baixíssimo custo como a Vale, que aos poucos, vai conquistando o mercado das empresas menos competitivas. No entanto, ela é suficiente para fechar grande número de minas que lavram a alto custo e baixo teor.

Eliezer Batista sai da MMX

Eliezer Batista sai da MMX




Renuncia melancolicamente hoje, do conselho de administração da MMX, o engenheiro Eliezer Batista da Silva o pai de Eike, um ex-presidente da Vale, e um dos principais responsáveis pela meteórica carreira de Eike Batista.

 O geólogo Carlos Gonzales, o presidente da MMX, sai também e será substituído por Ricardo Guimarães, um dos diretores da empresa.

A MMX, em processo de pulverização,  com ações em queda livre, já paralisou a sua única mina em produção, a Serra Azul. Os empregados da Serra Azul estão com férias compulsórias enquanto Eike Batista o ex-bilionário, tenta escapar da falência.