domingo, 12 de abril de 2015

Turmalina

Turmalina


Pedra preciosa com maior diversidade de cores e tons, que podem variar de um exemplar para outro ou estar presentes, simultaneamente, em uma única pedra, matizando-a de uma extremidade à outra ou do centro para a periferia. Isto se deve a sua complexa composição química, que permite a alternância e combinação de diferentes elementos.
Além de gemas lapidadas de beleza singular, fornece formidáveis espécimes de coleção. Seu nome deriva do cingalêsturmali, significando pedras preciosas misturadas.
A turmalina é, em realidade, um grupo de minerais e, quimicamente, trata-se de silicatos de boro e alumínio.
Em estado bruto apresenta forma prismática, com estrias longitudinais. Sua seção transversal apresenta quase invariavelmente uma forma triangular caracteristicamente arredondada.
Existem nomenclaturas de turmalinas que utilizam critérios mineralógicos e de cor, porém as seguintes designações comerciais são as mais utilizadas: rubelita (rosa a vermelha), indicolita ou indigolita (azul), verdelita (verde), schorlita (preta), dravita (marrom) e acroíta (incolor).
Diz-se que para qualquer cor que se deseje uma pedra preciosa, haverá sempre uma turmalina que atenda a este gosto.
O Brasil, notadamente os Estados de Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Norte, Bahia e Espírito Santo, bem como diversos países da África, são responsáveis pela maior parte da produção mundial. Em Minas, a denominada Província Pegmatítica Oriental concentra 3 regiões mundialmente famosas como fontes desta cobiçada gema:
a) Araçuaí-Jequitinhonha-Salinas-Virgem da Lapa;
b) Malacacheta-Rio Urupuca-São José da Safira;
c) Conselheiro Pena-Divino das Laranjeiras-Galiléia.



Jade

Jade


Jade é um termo genérico utilizado para designar duas espécies minerais, a jadeíta e a nefrita. Geralmente, estes minerais ocorrem na forma opaca, embora eventualmente haja exemplares translúcidos.
Empregado pelos chineses há milhares de anos, o jade tem importância cultural, reputação e apreciação quase inescrutáveis no Oriente. Todo o material utilizado pelos chineses na forma de entalhes até o século XIII trata-se de nefrita, sendo que a jadeíta, oriunda da antiga Birmânia, passou a ter aplicação apenas mais tarde, principalmente a partir do século XVIII.
Na América Central, a jadeíta já era utilizada pela Civilização pré-colombiana Maia e pelos povos Olmecas que habitavam a planície costeira do Golfo do México, uma vez que uma de suas principais fontes, histórica e atual, é a Guatemala.

Embora a cor verde seja a mais característica e valorizada na jadeíta, esta ocorre numa ampla gama de matizes, entre eles branco, lavanda, preto, alaranjado e castanho, geralmente mosqueados. Possui brilho reluzente a oleoso.
A nefrita apresenta uma estrutura fibrosa e possui quase sempre a cor verde-espinafre, embora possa ocorrer também nos matizes branco, preto e amarelado.
A jadeíta de melhor qualidade é comercialmente denominada “imperial”; vai de translúcida a semi-transparente, e possui uma cor verde esmeralda vívida e brilhante. Este material é considerado o padrão de excelência a partir do qual são classificados todos os demais jades, incluindo a nefrita.

Topázio

Topázio

Algumas teorias procuram explicar a origem do termo topázio e a mais plausível é que derive do vocábulo sânscritotapas, significando fogo. Dotado de brilho intenso e grande dureza, sua lapidação resulta em exemplares facetados de rara beleza.
O topázio ocorre nas cores azul clara, incolor, amarela, verde clara, laranja, laranja-róseo(salmão), róseo e vinho arroxeado, as quatro últimas características da variedade imperial.
Descoberto por volta de 1760, o exuberante topázio imperial é a variedade mais valorizada desta espécie mineral e ocorre unicamente na região de Ouro Preto, em diversos depósitos numa área de aproximadamente 150 km2. Acredita-se que esta singular variedade tem origem hidrotermal, relacionada ao último evento vulcânico ocorrido na região.
A designação imperial foi atribuída à gema em homenagem a D. Pedro I que, segundo relatos históricos, teria se encantado com a exuberância dos matizes e tons de alguns exemplares de topázio que lhe foram oferecidos durante uma estada na antiga Vila Rica, em Minas Gerais, de onde foram extraídos.
Em termos de composição química, o topázio é um silicato de alumínio e flúor, incolor em seu estado puro. Acredita-se que as cores do imperial se devam à presença de elementos de transição e de terras raras dispersos na rede cristalina do mineral.
Existem topázios de cores algo similares ao imperial provenientes de outras fontes no mundo, porém a produção é pequena e descontínua, como em Katlang (Paquistão) e Solwesi (Zâmbia); ou apresenta importância apenas histórica, como a outrora proveniente da Rússia, onde o jazimento encontra-se praticamente esgotado.
Outros importantes produtores de topázios são Nigéria, Madagascar, Paquistão, Sri Lanka e Rússia, entre outros.

O topázio imperial pode ser submetido a tratamentos, por meio de técnicas amplamente utilizadas e aceitas no mercado internacional de gemas, visando melhorar o seu aspecto e tornar suas cores ainda mais atraentes, com o consequente aumento do seu valor monetário. O método mais usual é o tratamento térmico, através do qual obtêm-se gemas rosas a partir de exemplares alaranjados ou amarelo amarronzados. Este tratamento é estável e, geralmente, a melhor coloração é obtida após um lento aquecimento até uma temperatura de aproximadamente 450oC.
O topázio incolor adquire cor azul por irradiação, seguida de tratamento térmico; a saturação da cor resultante depende da intensidade da irradiação e não da cor original ou do tempo de exposição. Este tratamento é estável, não deixa qualquer radioatividade e não é nocivo à saúde, porém sua presença deve obrigatoriamente ser revelada ao público consumidor.
Quase sempre se pode intuir se um topázio azul tem cor natural ou induzida empiricamente, observando seu grau de saturação. Isso é possível porque mesmo os melhores topázios de cor azul natural apresentam coloração menos intensa que a da maior parte dos azuis tratados.

Rubi

Rubi



Uma aura de mistério e fascinação envolve o rubi, a variedade vermelha do mineral coríndon e uma das mais encantadoras gemas. Seu nome deriva do latimruber, em alusão a sua cor, sendo a exuberante tonalidade vermelha levemente purpúrea, denominada sangue de pombo, a mais apreciada.
Sua cor deve-se ao elemento cromo, presente como impureza, ainda que em proporções diminutas; e o rubi se constitui de óxido de alumínio (Al2O3), possuindo dureza muito elevada, inferior apenas à do diamante.
O rubi pode apresentar um fenômeno óptico denominado asterismo ou efeito-estrela, que consiste no aparecimento de 3 raios sedosos e ondulantes, dando lugar a uma estrela de 6 pontas, devido à reflexão total da luz em inclusões do mineral rutilo.
As principais fontes de rubis, tanto atuais como históricas, estão situadas no Oriente e, em particular, em Mianmar, a antiga Birmânia, onde são encontrados os exemplares de melhor qualidade, principalmente nas localidades de Mogok e MongHsu, além do Cambódia e da Tailândia. As gemas procedentes da Índia e da África (Tanzânia, Quênia e Madagascar) destinam-se à produção de cabochões, por geralmente serem menos transparentes.
O rubi adquire cor mais intensa mediante diversos tipos de tratamentos, corriqueiramente realizados nos próprios países de origem, sobretudo na Tailândia, seu principal centro de comercialização. Estes tratamentos provocaram um forte impacto no mercado de rubis, uma vez que praticamente toda pedra bruta pode a eles ser submetida, o que tem ocasionado um excesso de oferta e conseqüente queda de preços.
O rubi é obtido também por síntese, desde 1904, e exemplares desta natureza são vistos com enorme frequência no mercado de gemas sintéticas brasileiro, apesar de não serem produzidos no país. Os rubis sintéticos são produzidos por vários métodos e o principal deles fornece exemplares que se diferenciam dos naturais pela presença de linhas de crescimento curvas e bolhas de gás nos primeiros.

Safira

Safira



As safiras de melhor qualidade ocorrem nas montanhas da Cachemira, região de conflito entre a Índia e o Paquistão, e têm uma cor azul aveludada absolutamente incomparável às de quaisquer outras procedências.As safiras ocorrem regularmente também na Tailândia, Cambódia, Vietnã, Mianmar, Sri Lanka, Tanzânia, Madagascar, Austrália, EUA (Montana) e China.O Brasil não tem tradição na exploração de safiras.Há ocorrências com qualidade para joalheria em Minas Gerais (Malacacheta e Indaiá, perto de Caratinga) e Mato Grosso do Sul, no entanto a produção é pequena e irregular.As safiras são frequentemente tratadas para intensificação de suas cores por meio de diversas técnicas, além de serem sintetizadas desde 1910.