terça-feira, 2 de junho de 2015

Garimpeiros desafiam a polícia em balsas para procurar diamantes em SP

Garimpeiros desafiam a polícia em balsas para procurar diamantes em SP


Em balsas improvisadas, cobertas de lona e movidas a motor de caminhão, garimpeiros clandestinos desafiam a polícia e insistem em procurar diamantes no fundo do rio Grande, no trecho entre Colômbia e Guaraci, no noroeste do Estado de São Paulo.
Diariamente, a cerca de uma hora de barco de uma vila de pescadores em Colômbia (a 467 km de São Paulo), duas barcaças percorrem o rio em busca da "sorte grande".  flagrou dez homens no local.
Anos atrás, o rio já abrigou centenas de balsas, com mais de mil homens. Fiscalizações e dificuldade em encontrar pedras preciosas fizeram cair o número de garimpeiros.



Garimpeiro dorme em balsa no rio Grande, interior de São Paulo
Garimpeiro dorme em balsa no rio Grande, interior de São Paulo
Mas a atividade persiste, sem que os que se aventuram no desafio revelem quanto ganham por ele. Entre as lendas contadas nas margens do rio está a de que já foi encontrado um diamante rosa no valor de mais de R$ 1 milhão.
Para as autoridades, além de ilegal, o sistema de garimpo tem condições de trabalho deficientes.
No tempo em que permanecem no rio -até dois meses-, os homens que praticam a atividade vivem em situação precária.
Em uma das balsas, homens dormem em redes, ao lado de uma barulhenta esteira improvisada por onde passam as pedras.
Para garimpar, eles mergulham no fundo do rio. São mantidos com uma bomba de oxigênio horas debaixo da água. De lá, sugam as pedras que passam pela esteira.
Se encontrar uma pedra preciosa, o garimpeiro leva para casa 35% do valor da venda no mercado ilegal.
A outra parte vai para o dono da balsa, que ninguém diz quem é. "Antigamente aqui era melhor. Muita gente foi para o Norte [do país]", disse um garimpeiro, que já foi levado algemado pela polícia em uma operação. Nenhum dos garimpeiros ouvidos pela Folha quis se identificar.
"É o que sei fazer. Não tenho profissão", afirmou outro que, aos 14 anos, foi em busca de ouro a Serra Pelada, no Pará, no maior garimpo a céu aberto do mundo.
riscos
Segundo o tenente da Polícia Ambiental de Barretos Rodrigo Antonio dos Santos, ao sugar as pedras, os garimpeiros causam assoreamento do rio, danificam a flora e usam substâncias que podem matar peixes. O óleo do motor também polui o rio.
Investigações do Ministério Público Federal resultaram em uma ação em 2007, que espera decisão da Justiça.
Entre os réus, há donos de balsas e garimpeiros. "É muito complicado punir os garimpeiros. São pessoas que vivem disso, não sabem assinar o próprio nome", diz o procurador André de Menezes.
Para a Polícia Federal, o garimpo ilegal deve ser coibido pela Polícia Ambiental. "Não temos condições de ficar 24 h de plantão no rio", diz o delegado Jackson Gonçalves.
Já o agente do Ibama Carlos Egberto Júnior disse que o local é monitorado, "mas existe um ar de impunidade".
Segundo o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), há sete autorizações para pesquisa no rio.
Anos atrás, uma permissão de exploração foi dada a uma cooperativa de garimpeiros, mas ela expirou e não foi renovada posteriormente.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

All Ore (aore) - Fato Relevante - Alteracao De Denominacao Social

All Ore (aore) - Fato Relevante - Alteracao De Denominacao Social


ALL ORE (AORE) - Fato Relevante - Alteracao de Denominacao Social ALL ORE (AORE) Fato Relevante - Alteracao de Denominacao Social
Enviou o seguinte fato relevante:
A All Ore Cosmetics S.A. ("Companhia") informa a seus acionistas e ao mercado em geral que, nesta data, o Conselho de Administracao da Companhia aprovou, por unanimidade, a alteracao da denominacao social da Companhia.
Referida alteracao esta inserida no contexto da aquisicao dos negocios de producao e distribuicao de cosmeticos e produtos de beleza e as atividades de franquia operadas atualmente pela Sweet Distribuidora Importacao e Exportacao de Cosmeticos Ltda. - ME, inscrita no CNPJ/MF sob o n. 13.406.983/0001-02 e demais empresas afiliadas a ela ("Aquisicao" e "SweetHair"), objeto de avisos de fato relevante divulgados em 27 de janeiro de 2015 e 11 de fevereiro de 2015.
Conforme aprovado, pela totalidade dos acionistas presentes, na Assembleia Geral Extraordinaria da Companhia de 31 de marco de 2015, ficou facultada ao Conselho de Administracao da Companhia a alteracao da denominacao social para "Sweet Cosmetics S.A." ate 31 de marco de 2016, sem a necessidade de nova aprovacao pela Assembleia Geral.
Dessa forma, a nova denominacao social da Companhia, a partir desta data, passa a ser "Sweet Cosmetics S.A.".
Sao Paulo, 1 o. de junho de 2015.

domingo, 31 de maio de 2015

Veja onde estão guardados os maiores depósitos de ouro do mundo

Veja onde estão guardados os maiores depósitos de ouro do mundo

Em Fort Knox, estão depositadas as reservas de ouro do Estados Unidos, avaliadas em US$ 549 bilhões


Divulgação
Fort Knox, onde estão guardadas as reservas de ouro dos EUA, as maiores do mundo
Analistas internacionais avaliam que os preços do ouro, que alcançaram o recorde de US$ 1.600, ainda podem atingir US$1.750 a onça até o fim do ano. Alguns já falam até mesmo em US$ 2.200. Uma onça-troy equivale a apenas 31,103 gramas. Os países e as instituições financeiras, como FMI, guardam algumas toneladas do metal precioso, que valem bilhões de dólares.
O maior estoque de ouro de mundo, mantido pelo governo americano, está guardado em Fort Knox, no estado de Kentucky, sob um forte esquema de segurança. Lá, está depositada grande parte das reservas de quase 9 mil toneladas mantidas pelos EUA, avaliadas em US$ 550 bilhões.
Saiba onde estão os maiores estoques de ouro do mundo, segundo um levantamento feito pela CNBC com as informações fornecidas pelo World Gold Council.
1. Estados Unidos
Valor das reservas : US$ 549 bilhões
Estoque : 8.965,6 toneladas
O The United States Bullion Depository em Kentucky, também conhecido como Fort Knox, é o depósito mais famoso de ouro do mundo e onde está guardada a maior parte das reservas dos Estados Unidos.
2. Alemanha

Getty Images
Deutsche Bundesbank, o banco central da Alemanha
Valor das reservas : US$ 192 bilhões Estoque : 3.747,9 toneladas

Sede do Banco Central Alemão, que administra a segunda maior reserva de ouro do mundo






3. Fundo Monetário Internacional (FMI)
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Christine Lagarde em seu primeiro dia de trabalho na sede do Fundo Monetário Internacional, em Washington
Valor das reservas : US$ 159 bilhões Estoque : 3.101.3 toneladas
O Fundo Monetário Internacional, que é formado por membros de 185 países, mantém grandes estoques do metal para estabilizar os mercados internacionais.






3. Itália
Getty Images
Sede da Banca d'Italia em Roma
Valor das reservas : US$ 138 bilhões Estoque: 2.701.9 toneladas
As reservas de ouro do país são administradas pelo Banca D'Italia.






5. França

Getty Images
Sede do banco Societe Generale SA em Paris, na França
Valor das reservas : US$ 137 bilhões Estoque: 2.683,8 toneladas
O Banque De France hospeda as reservas de ouro do país







6. China
Getty Images
Sede do Banco do Povo da China em Pequim
Valor das reservas : US$ 59 bilhões Estoque : 1.161,6 toneladas
O país mais populoso do mundo já detém a sexta maior reserva de ouro do planeta






7. Suíça
Getty Images
Sede do Banco Nacional da Suíça em Berna
Valor das reservas: US$ 59 bilhões Estoque: 1.146,2 toneladas
As reservas de ouro do país são administradas pelo Swiss National Bank






8. Rússia
Getty Images
Kremlin de Moscou
Valor das reservas: US$ 47 bilhões Estoque : 915,2 toneladas
O Kremlin ("fortaleza" em russo) de Moscou, sede do governo russo






9. Japão
Getty Images/Reprodução
Imagem de Tóquio, com o Monte Fuji
Valor das reservas: US$ 43 bilhões Estoque: 843,3 toneladas








10. Holanda
_CSEMBEDTYPE_=inclusion&_PAGENAME_=economia%2FMiGComponente_C%2FConteudoRelacionadoFoto&_cid_=1597097963130 &_c_=MiGComponente_CValor das reservas: US$ 34 bilhões
Estoque: 674,9 toneladas








11. Índia
Valor das reservas: US$ 31 bilhões
Estoque: 614,6 toneladas
Em novembro de 2009, a Índia ampliou suas reservas com a aquisição de 200 toneladas de ouro do FMI.
12. Banco Central Europeu (BCE)
Valor das reservas: US$ 28 bilhões
Estoque: 553,3 toneladas
Estabelecido em 1998, o Banco Central Europeu está sediado em Frankfurt.
13. Taiwan
Valor das reservas: US$ 24 bilhões
Estoque: 466,8 toneladas
14. Portugal
Valor das reservas: US$ 21 bilhões
Estoque: 421,5 toneladas
15. Venezuela
Valor das reservas: US$ 21 bilhões
Estoque: 403,1 toneladas

Potencial Geológico do Brasil


 Potencial Geológico do Brasil
A geologia do território brasileiro é pouco conhecida quando comparada a quantidade e qualidade das avaliações geológicas de outros países com tradição minerária como o Canadá, a Austrália e os Estados Unidos.
A despeito dessa carência de informações básicas, o Brasil destaca-se internacionalmente pela diversidade de ambientes geológicos, pelo volume de reservas minerais já identificadas, bem como pela variedade dos bens minerais presentes nas províncias e distritos minerais do país, como mostra o mapa abaixo.
Apesar das dimensões continentais e das notórias reservas do país, o potencial mineral brasileiro é subaproveitado, o que faz o mercado brasileiro ser praticamente inexplorado. Segundo o IBRAM, estima-se que menos de 30% do território brasileiro tenha sido mapeado geologicamente em escala apropriada.
Em 2009 e 2010, a participação do Brasil no total mundial de investimentos em exploração mineral alcançou tímidos 3%, taxa bem abaixo das obtidas pelos líderes do setor - Canadá (18%) e Austrália (13%) - e inferior aos apresentados por países sem a mesma tradição no segmento e extensão territorial, como Peru (4%) e Colômbia (2%).
A falta de estudos permite à All Ore considerar alta a probabilidade de que sejam encontradas novas reservas minerais de boa qualidade quanto mais investimentos em prospecção forem conduzidos.

O nióbio e a realidade brasileira


O nióbio e a realidade brasileira

Sei que você já deve estar cansado de ler e ouvir falar sobre o nióbio e sobre uma teoria da conspiração propagada, frequentemente, na mídia. Sei, também, que você deve se perguntar se tudo isso é verdade.

Será que o nióbio sozinho pode levar o Brasil e seu PIB aos píncaros da glória como o falecido Enéas Carneiro e muitos falam e escrevem?

Será que o mundo todo está comprando o nióbio contrabandeado da Amazônia e se locupletando com os lucros assombrosos desse contrabando enquanto o Brasil mal consegue adicionar valor à sua economia, mesmo sendo o maior exportador mundial deste produto?

Apesar de tudo o que se propaga sobre o nióbio, que o metal é muito estratégico e nobre, com preços elevadíssimos e que a procura é tão grande que ele está sendo contrabandeado, em pequenos aviões, de Seis Lagos para fora do Brasil, você vai ver que a realidade mostra-se bem diferente.

A principal aplicação do nióbio é na indústria siderúrgica. Ele é um metal importante, pois os aços com nióbio tem uma maior resistência e tenacidade e melhor soldabilidade. Mas, como veremos a seguir, o metal ainda está longe de ser tudo aquilo que se propaga na internet e que nos faz, muitas vezes, ficar indignados.

Quando falamos de nióbio falamos, obrigatoriamente da brasileira controlada pelo Grupo Moreira Salles, a CBMM.

A  Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, CBMM, é a maior produtora de nióbio do mundo. Ela é, também, a detentora das maiores reservas de pirocloro, o principal mineral de nióbio e extraído em 97% dos jazimentos de nióbio do mundo.



A foto acima mostra a operação a céu aberto da CBMM em Araxá, onde é lavrado o pirocloro.

Mas o que a teoria da conspiração mais fala é sobre o Complexo Carbonatítico de Seis Lagos, um gigadepósito de nióbio que, segundo se fala, está enriquecendo compradores fantasmas de todo o mundo enquanto o Brasil patina no seu terceiro-mundismo.

O Carbonatito de Seis Lagos, localizado próximo a São Gabriel da Cachoeira, no meio da floresta amazônica, atiça a curiosidade pública e é o ponto mais controverso do assunto nióbio no Brasil.

Os recursos de Seis Lagos (imagem satélite), empiricamente testados pela CPRM, aparentam ser gigantescos. Um cálculo muito preliminar feito pela CPRM mostra um jazimento de mais de 2 bilhões de toneladas com teores de Nb2O5 acima de 2%. Se esses números forem confirmados a jazida tem condições de mudar o panorama do nióbio inundando o mundo com esse metal. Se esse for o caso o nióbio continuará tão valioso quanto hoje?

O que nós realmente sabemos sobre esse depósito é, ainda, muito pouco.

Foi no final da década de 60, com uso das imagens do RADAMBRASIL, que os geólogos da CPRM fizeram a descoberta de uma estrutura semi-circular com mais de 8.000m de eixo maior, imediatamente apelidada de Seis Lagos.

Nesta época a CPRM ainda fazia pesquisa mineral relevante.

Na fase inicial da pesquisa em Seis Lagos a CPRM plotou 4 furos exploratórios que intersectaram lateritas, gnaisses e carbonatitos. A laterita, que tinha espessura variando entre 9 a 255m, apresentava zonas enriquecidas em nióbio e terras raras. Esta cobertura laterítica, que é o minério de Seis Lagos, foi subsequentemente estudada pela CPRM que fez  apenas quatro novos furos com 60 metros de profundidade cada e cubou uma imensa jazida de nióbio.

A CPRM chegou a conclusão de que Seis Lagos era um depósito de 2,89 bilhões de toneladas com teor médio de 2,81% de Nb2O5. Essa reserva, sozinha, se existente, é muitas vezes maior do que todas as demais reservas de minério de nióbio conhecidas no mundo.

Será que esses números são reais?  Qual a confiabilidade que esses cálculos devem ter?

É muitíssimo improvável que eles se aproximem da realidade, pois são cálculos primários que jamais deveriam ter sido publicados da forma como foram.

Sabemos, através de estudos posteriores, que foram descobertos níveis estéreis, sem nióbio, dentro da laterita. Tratar, portanto, a laterita de Seis Lagos, como uma unidade única e homogênea é uma generalização que leva a erros que irão, provavelmente, inflacionar as reservas.

Mais ainda, cubar um jazimento de grande área, sem mapeamentos geológico e topográficos de ultradetalhe e sondagem em malha de alta densidade, onde os todos os furos devem atravessar a mineralização é, com certeza, uma imensa inferência que nunca será certificada por nenhum protocolo usado fora do Brasil como o Jorc ou NI-43101.

Em outras palavras, quando se fala em números, Seis Lagos ainda é apenas um sonho que pode se transformar em pesadelo após um trabalho técnico adequado.

Isso sem falar na metalurgia, de que nada sabemos.

Ainda não foram feitas rotas econômicas para a extração do nióbio do rutilo de Seis Lagos. Não sabemos os custos da metalurgia desta jazida, que, com certeza, irão ser um importante componente no fluxo de caixa da mina.

A resposta a essas perguntas está logo ali, com a CPRM e com o MME. O Governo, que é o dono atual da jazida, deve à sociedade brasileira um trabalho de qualidade, que possa ser aceito pelo país, pelo mercado e pelos profissionais e empresas da área.

Enquanto isso não for feito qualquer numerologia ligada a Seis Lagos será mera especulação.

Mas, infelizmente, Seis Lagos está em terras indígenas e pertence ao Governo Brasileiro que parece não ter nenhum interesse em desenvolvê-lo.

Esse sim nos parece um crime de lesa-pátria, em um país que ainda luta para acabar com a pobreza. Não é dos contrabandistas fantasmas de nióbio que temos que ter medo, mas sim do Governo que se omite e nada faz.

Existe, agora, uma nova chance criada pelo novo Código Mineral, ainda não aprovado, que faz da CPRM a grande pesquisadora nacional. Talvez a CPRM volte ao Projeto Seis Lagos e finalize aquilo que começou, e nunca terminou, há quase 50 anos atrás. É o mínimo que o Governo deve fazer pela sociedade.

Este desinteresse do nosso Governo, junto com o possível tamanho de Seis Lagos nos leva a perguntar sobre os porquês.

Por que o Brasil não desenvolve essa jazida que dizem estar sendo dilapidada por contrabandistas que usam os índios e até a Funai para extrair o nióbio?

Esta história nos parece muito fantasiosa e não tem respaldo econômico.

Contrabandear minério de 2% dos confins da Amazônia, sem logística, em pequenos aviões é, com certeza, sonho de quem não entende de economia mineral.

Talvez o contrabando de concentrado de columbita-tantalita de alguns pegmatitos da Amazônia esteja nas raízes desta teoria da conspiração. A columbita é um mineral de nióbio que se associa à tantalita e tem um bom preço no mercado. É esse preço que permite o contrabando de concentrados de columbita-tantalita para fora do Brasil a partir, principalmente do Amapá.

No gráfico abaixo vemos que o preço do metal está se mantendo constante, em torno de US$30/kg nos últimos anos.


 Já o minério de Seis Lagos, que é a base de um rutilo com Nióbio na estrutura, um mineral cuja metalurgia pouco ou nada se conhece, com apenas 2% de Nb2O5, com certeza não pode ser economicamente contrabandeado.

Imagine transportar um produto com apenas 2% de Nb2O5, que vale pouco mais de US$0,6/kg em um avião que transporta apenas 500 quilos de carga...

O preço desta carga não paga nem o custo do combustível. Vai ser muito difícil encontrar um piloto kamikaze, burro o suficiente, que faria uma operação ilegal e perigosa sem lucro como essa... ou um comprador disposto a investir em caros estudos metalúrgicos para processar centenas de quilos... Sonho!

Se hoje as grandes produtoras já não conseguem vender todo o seu nióbio o que acontecerá quando novas minas entrarem em produção e a oferta for muito maior?

Os preços cairão!

A realidade é que a própria CBMM, a maior produtora do mundo, está exportando abaixo de sua capacidade. A crise de 2008 ainda não acabou para o nióbio.

A produção da CBMM vem caindo sistematicamente desde 2008, quando superou as 70.000 toneladas do metal. Em 2013, apesar dos esforços, a empresa exportou apenas 68.000t, 22.000 toneladas abaixo da capacidade instalada de 90.000t por ano.

Este é um ponto interessante, que coloca o assunto nióbio na devida perspectiva: a produção total de um ano da CBMM equivale a menos do que a Petrobras fatura em apenas dez dias. Ao contrário do que alguns pensam o nióbio não é ouro...e a procura, hoje, é menor do que a oferta.

Infelizmente o nióbio não tem a força que irá projetar o nosso país ao lugar de maior do mundo, como muitos “experts” propagam. Mesmo se Seis Lagos for tão grande quanto a CPRM inferiu...

Mesmo assim o negócio é bom, e a CBMM, com teores bem abaixo dos existentes em Seis Lagos, tem excelentes lucros fazendo do nióbio o terceiro item da pauta mineral de exportação do Brasil

As previsões para o futuro fazem a CBMM prever, com otimismo, um aumento de sua capacidade para 150.000t, em 2016. Se continuar como hoje o mercado pode não absorver esse excesso de oferta.

A CBMM, entretanto, espera poder criar novas aplicações para o nióbio através de seu Centro de Tecnologia e dos programas que ela financia em institutos e universidades.

Nada é de graça: é através de muito investimento e pesquisa de ponta que, aos poucos, se desenvolvem novas aplicações que permitem o crescimento do mercado.

No caso do nióbio a demanda se relaciona diretamente aos seus usos na indústria.

Se os preços caírem em decorrência de uma maior oferta é provável que o nióbio comece a substituir outros metais como o próprio cobre. No outro lado desta moeda, se os preços subirem, serão necessários novos usos, onde só o nióbio pode ser utilizado, para que haja a manutenção dos preços.

Parece lógico que se os preços melhorarem novos projetos de mineração (veja a lista abaixo) serão viabilizados. Afinal o nióbio não existe somente em solos brasileiros...

Certamente esse excesso de produção irá enfraquecer o mercado criando mais um componente importante neste jogo de força.


Como você já deve ter percebido, a realidade é bem mais dura do que parece.

Sabemos que o nióbio tem um bom preço, mas sabemos também que o mercado está saturado e não consegue absorver maiores quantidades, o que obriga a líder de mercado, a CBMM, a investir 2% de seu faturamento na pesquisa de novos usos e aplicações necessários para garantir as suas vendas no futuro.

Com a entrada de uma grande jazida, tipo Seis Lagos, em produção serão deslocadas, em primeiro lugar, aquelas mineradoras que produzem o nióbio com custos mais elevados. O excesso de produção só poderá ser assimilado se a indústria usar o nióbio em novas aplicações e ligas. Mesmo assim o preço irá cair em função do aumento de produção.

Fica claro que a teoria da conspiração do nióbio é mais um conto de fadas da internet já que, infelizmente, o nióbio não tem todo o valor que querem lhe atribuir.

Mesmo não tendo a força do minério de ferro e do petróleo o nióbio é, obviamente importantíssimo. Não é aceitável que o nosso país jogue no lixo do esquecimento reservas potenciais como Seis Lagos. É preciso equacionar definitivamente esse problema.

Cabe ao Governo Brasileiro uma explicação adequada sobre o assunto e sobre as riquezas minerais que ele gerencia.

Afinal, como vamos construir uma sociedade melhor, mais rica e mais justa se abandonarmos jazidas como Seis Lagos que nos colocam como líderes mundiais de um metal que ainda pouco se conhece?

O Brasil tem que:

-finalizar os cálculos de reservas e os estudos metalúrgicos de Seis Lagos
-estudar melhor o metal e seus usos na indústria, maximizando este bem mineral que nos coloca em posição de vantagem a nível mundial.
-usar o nióbio para o seu crescimento e desenvolvimento.