terça-feira, 11 de agosto de 2015

Será verdade que a mineração é uma “atividade extrativista de safra única” como intensamente divulgado?

Será verdade que a mineração é uma “atividade extrativista de safra única” como intensamente divulgado?



 
À medida que a crise da mineração mundial recrudesce, os nossos ouvidos são bombardeados por várias frases de efeito.

Na maioria das vezes, de tanto ouvirmos esses ” mantras virais” geralmente propalados por políticos, juristas, analistas e até por “especialistas” em mineração, acabamos acreditando sem contestar, em um clássico caso de fecundação pelo ouvido...

A frase que eu quero dissecar aqui de que “ a mineração é uma atividade extrativista de safra única”foi, aparentemente criada pelo Presidente Arthur Bernardes. Essa frase vem sendo repetida, ad nauseam, por milhares como um verdadeiro dogma de fé.

Será que o minério é, realmente, um bem não renovável e quando ele acaba não mais existirá um substituto, ficando somente a lembrança?

Preocupante não é?

Fique tranquilo. Esse conceito não passa de um terrorismo verbal sem nenhum fundamento científico-econômico. Trata-se de uma afirmativa absolutamente equivocada que, na realidade, vem sendo desmentida, a cada dia, ao longo da evolução do Homem.

Para entendermos o gigantesco erro desta frase temos que entender o conceito de minério: minério é um ou mais minerais que podem ser extraídos economicamente.

Quando falamos em minério falamos, sempre, em um conceito econômico.

Aquilo que hoje é considerado minério talvez fosse considerado “lixo” ou estéril há algumas décadas. Da mesma forma, muito do que é considerado estéril (que não pode ser lavrado economicamente) ou “lixo” pelos mineradores de hoje, poderá se tornar minério no futuro próximo.

O minério que estamos lavrando hoje é o que de melhor existe em termos de teores, métodos de extração, processamento e de custos operacionais, tudo dentro dos parâmetros atuais da economia e do conhecimento humano.

Se algum geólogo descobrir uma nova fonte de um determinado mineral, que possa ser lavrada a custos substancialmente mais baixos, aquilo que era considerado, até então, minério passa a ser rejeitado nas minas.

Em casos mais sérios as minas são fechadas por questões econômicas: é quando o minério vira estéril.

É o caso atual das centenas de minas de minério de ferro, fechadas em todo o mundo, especialmente na China, por questões de economicidade.

Já, do outro lado do espectro, assim que um determinado mineral começar a escassear os preços irão subir, graças a uma oferta menor. Os preços mais altos permitirão a lavra econômica de novos tipos de minério, desconsiderados até então.

O petróleo é um bom exemplo.

Antigamente só era econômico a extração de petróleo continental, raso, com custos operacionais baixíssimos, de poucos dólares por barril. À medida que o preço do barril subiu outros tipos de jazidas se tornaram, também, econômicas. É o caso do petróleo de águas profundas como o do pré-sal e aquele encontrado nas areias betuminosas do Canadá cujos custos operacionais ainda são muito elevados.

Este conceito se aplica, literalmente, à todos os tipos de minérios.

Quando os depósitos de minério de ferro de alto teor (>63% Fe) tipo Carajás forem totalmente lavrados os mineradores começarão a minerar aqueles de mais baixo teor. Será a vez dos 58% de ferro, que serão substituídos pelos de 40%, 30% etc...

O interessante é que os volumes de minérios de mais baixo teor são, sempre, maiores do que os de alto teor.

Ou seja: a medida que os minério de alto teor acabarem eles serão substituídos por volumes exponencialmente maiores de minérios de mais baixo teor.

A nova “safra” terá, sempre, uma tonelagem maior do que a anterior...

Isso mostra que a mineração na Terra terá uma longevidade imensa. Mesmo depois de vários séculos ou milênios de mineração, serão raríssimos os minerais que irão se exaurir sem que tenham um substituto economicamente viável.

E, até nestes casos, uma nova janela irá se abrir, a da mineração espacial, e novas “safras” irão se repetir...

asteróide mineral

Asteroide rico em platina e metais nobres alimenta esperança de mineradores espaciais

Asteroide rico em platina e metais nobres alimenta esperança de mineradores espaciais



 
O Asteroide 2011 UW-158, com menos de 1.600 metros de diâmetro, é a manchete do momento.

Segundo astrônomos os estudos de espectrografia preliminares indicam que o asteroide tem na sua composição platina, níquel e outros metais nobres.

A partir desta constatação especuladores afirmam que o núcleo deste asteroide pode ser de platina, podendo ter mais de 100 milhões de toneladas do metal, o que transformaria esse asteroide na maior concentração deste metal conhecida pelo homem.

Um “cofre espacial” contendo trilhões de dólares em platina...O sonho dos exploradores espaciais.

A notícia chegou até a Planetary Resources uma empresa de mineração espacial que pretende lavrar, no espaço, corpos como o 2011 UW-158.

O asteroide vai passar a 2,4 milhões de quilômetros da Terra neste domingo e estará sendo vigiado por inúmeros astrônomos e empresas como a Planetary Resources.

Todos de olho na oportunidade ímpar de iniciar a mineração espacial.

Voisey´s Bay: Vale aprova mina subterrânea

Voisey´s Bay: Vale aprova mina subterrânea



 
A Vale aprovou a construção de uma nova mina subterrânea que irá lavrar a continuidade do corpo sulfetado de níquel de Voisey´s Bay.

Esta nova mina irá aumentar a vida útil de Voisey´s Bay em 15 anos ao lavrar dois novos blocos de minério: o Reid Brooke o Eastern Deeps (ver no diagrama) que não eram conhecidos na época da descoberta.

O novo empreendimento mineiro terá a capacidade de 40.000 toneladas de níquel por ano e irá criar centenas de empregos.

Voisey´s Bay é um mega depósito de níquel sulfetado descoberto em 1993 pela junior Diamond Resources quando pesquisava diamantes na costa leste do Canadá. Os geólogos, inteligentemente, convenceram a empresa a pesquisar sulfetos e, no segundo furo, intersectaram um intervalo de 41 metros com 2,96% Ni, 1,89% Cu e 0,16% Co. Havia sido descoberta a zona ovoide, a mais rica concentração de sulfetos em Voisey´s Bay.

A descoberta teve um enorme impacto na exploração mineral canadense e na região do Labrador.

Posteriormente a jazida foi vendida para a INCO por US$4,3 bilhões.

As reservas de Voisey´s Bay superam as 141 milhões de toneladas a 1,6% de níquel.

Peru aumenta a produção de cobre em 8% no primeiro semestre de 2015

Peru aumenta a produção de cobre em 8% no primeiro semestre de 2015




A produção de cobre peruana no semestre atingiu 740.854 toneladas, 8% a mais do que no primeiro semestre de 2014.

Já a produção de ouro neste período foi de 2.258.481 onças, 7,76% maior do que em 2014.

O Peru é o terceiro maior produtor de cobre do mundo atrás do Chile e da China.

Com a entrada em produção dos grandes projetos como Tia Maria e Las Bambas o país deverá ultrapassar a China já nos próximos anos.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Tanzanita

Tanzanita

Tanzanita


A Tanzanita é uma pedra extraordinária que só ocorre em um único lugar do mundo. Ela é azul e apresenta delicados pontos púrpura. Graças à sua aura incomum e à Tiffany de Nova York tornou-se, rapidamente, uma das pedras mais cobiçadas do mudo! A origem de seu nome é uma referência ao país onde é encontrada, a Tanzânia, na África. Muitas pessoas podem se surpreender ao ouvir o nome África ao lado de pedras preciosas, mas é neste continente onde encontra-se uma grande variedade de pedras excepcionais, entre elas a Tanzanita.
Em 1.967, quando foi descoberta, a Tanzanita foi batizada de " a pedra preciosa do século XX", devido não só à sua beleza  como também ao entusiasmo dos especialistas. Conta-se que seus descobridores perderam o fôlego quando avistaram, pela primeira vez, o azul profundo da Tanzanita.Isso aconteceu no norte da Tanzânia, nos Montes Meralani, perto da cidade de Arusha. Há milhões de anos atrás, xistos metamórficos (nome genérico que se dá a vários tipos de rochas metamórficas), gnaisses (espécie de rocha) e quartzitos formaram uma elevação de topo achatado ( inselberg) sobre uma vasta planície à sombra do Kilimanjaro. Estes cristais preciosos cresceram em depósitos no interior dessas elevações incomuns e, por muito tempo, permaneceram escondidas do olhar humano até que, um dia, pastores que passando por Masai, avistaram o brilho de cristais reluzindo à luz do sol. Os pastores, então, pegaram esses cristais e os levaram para casa. Assim foi o descobrimento da Tanzanita.
O profundo azul da Tanzanita é fantástico e pode variar até uma tonalidade azul-violeta. A mais cobiçada e valiosa cor da Tanzanita é a que apresenta o fascinante efeito azul com toques brilhantes de púrpura, o que acontece, particularmente, nas pedras com mais de dez quilates. Dependendo do ângulo que você olhar para a Tanzanita, ela pode parecer azul, roxa ou marrom amarelado. 

Tonalidades variadas