sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Diamante: as duas maiores potencias mundiais se preparam para controlar o mercado

Diamante: as duas maiores potencias mundiais se preparam para controlar o mercado


Na Conferência Mundial do Diamante realizada na semana passada em Nova Deli, na Índia, os representantes da Rússia e da Índia se reuniram e planejaram uma estratégia que vai dividir o mundo do diamante.
A Rússia é a maior produtora de diamantes brutos e a Índia o maior centro de industrialização do diamante mundial. Uma aliança entre as duas potências irá criar uma gigantesca sinergia no comércio e na indústria do diamante mundial que vai desequilibrar a balança.
Foi essa visão que colocou na mesma mesa, Vladimir Putin e o Primeiro Ministro Indiano Narendra Modi.
A ideia de Modi é usar os diamantes da Alrosa, que produz 99% dos diamantes da Rússia, para alavancar a já gigantesca indústria de diamantes indiana. Desta forma a partir de 2016 a Alrosa vai suprir diretamente os lapidários indianos e joalherias, em um negócio orçado em US$2,1 bilhões até 2017.
As principais empresas de mineração do mundo poderão também importar e exportar diamantes se participarem da Zona Especial a ser criada na Índia. Com a nova legislação os russos poderão exportar diamantes brutos para a Índia e importar os diamantes lapidados sem o pagamento de taxas. 

Diamantes em reservas de Rondônia pode render US$ 3,5 bilhões



Diamantes em reservas de Rondônia pode render US$ 3,5 bilhões


A extração de diamantes das terras indígenas de Roosevelt, Parque Indígena Aripuanã e Serra Morena, no sul do estado de Rondônia e oeste do Mato Grosso pode render cerca de US$ 3,5 bilhões por ano caso seja regulamentada. “Pelo que já se encontrou de diamantes e pelo tamanho da área de incidências geológicas, mostram que poderíamos estar diante de uma das maiores reservas de diamante do mundo”, disse, nesta terça-feira, o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto.
Atualmente, a extração de pedras preciosas em reservas indígenas no Brasil é proibida, mas é intenção do governo federal regulamentar o garimpo na terra dos índios Cinta-Larga, a partir de um processo gradativo, envolvendo os Ministérios da Justiça, Minas e Energia e da Fundação Nacional do Índio (Funai), responsável pelo acompanhamento do impacto que a exploração teria sobre os índios e a natureza.
Apesar do alto valor que poderá ser conseguido com a regulamentação do garimpo, o secretário alerta que será um processo demorado, e que as pedras não serão colocadas no mercado de forma imediata, para não afetar o preço dos diamantes. “O diamante é muito sensível, até a exploração você tem que medir, porque se nós tirarmos todo aquele diamante de uma vez e vendermos no mercado externo, o diamante teria preço de vidro”, destacou o secretário.
Ele estima que a capacidade total da reserva mineral seja de 15 kimberlitos, ou seja, 15 vezes maior do que a capacidade da maior mina de diamantes do mundo que fica na África, que possui de um a dois kimberlitos. “Há estudos de satélites que mostram incidências magnéticas, que seriam, mais ou menos, locais onde poderia haver diamantes”, revelou Barreto.
O secretário-executivo ressaltou que para chegar a essa etapa, primeiro será necessário evitar mais conflitos na região, onde foram mortos 29 garimpeiros, que entraram na reserva clandestinamente, no início do ano. São 1.200 indígenas que vivem no local e cerca de 6.000 garimpeiros interessados nas pedras. “Seria uma terceira etapa de regulamentação desse procedimento de maneira sistemática, razoável e controlada pelo Estado brasileiro”, lembrou ele.
Para isso, uma medida provisória publicada no Diário Oficial da União (DOU) determina que os índios entreguem, dentro de 15 dias, todos os diamantes que estão sob seu poder para que os técnicos da Caixa Econômica Federal possam avaliar e depois realizar um leilão. “São dois peritos em diamantes e estão levando equipamentos manuais que permitem com precisão saber se uma pedra é ou não é diamante”, explicou ele.
As pedras serão enviadas ao Rio de Janeiro, onde passarão por uma avaliação mais profunda e depois serão levadas à leilão de maneira coordenada pelos especialistas da Caixa. O dinheiro será revertido em benefício da própria comunidade indígena. Barreto explicou que os índios vão ter todas as garantias possíveis sobre a propriedade das pedras.
“Os índios tem a garantia sim de que essas pedras serão lacradas na sua frente, identificadas por técnicos da Caixa que estão no local e a partir daí terá a assinatura da Funai, da Caixa Econômica e do próprio índio”, garantiu.

Geológos identificam jazidas de diamantes

Geológos identificam jazidas de diamantes

Uma equipe de geólogos do governo federal identificou dezenas de novas áreas pelo país potencialmente ricas em diamantes. A maioria está no Mato Grosso, Rondônia, Amazonas e Pará. Até então, informações oficiais sobre esses pontos eram escassas ou não existiam. Os detalhes dos achados ainda são mantidos em reserva. A previsão é que sejam divulgados em 2016. O governo avalia que os dados poderão atrair empresas e levar a um aumento da produção de diamantes no país.
Os trabalhos fazem parte do projeto Diamante Brasil, do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), órgão vinculado ao Ministério das Minas e Energia. As pesquisas de campo começaram em 2010 e desde então geólogos visitaram cerca de 800 localidades em todo o país, recolhendo amostras de rochas, fazendo perfurações e levantando informações sobre as gemas de cada um dos pontos.
O objetivo, segundo o geólogo Francisco Valdir Silveira, chefe do Departamento de Recursos Minerais do CPRM e coordenador do projeto é fazer uma espécie de tomografia das áreas diamantíferas no território brasileiro. É um levantamento inédito.
O ponto de partida da equipe foi uma lista que a De Beers, gigante multinacional do setor de diamantes, deixou com o governo após anos de investimentos e atividades no Brasil. Da lista constavam coordenadas geográficas de 1.250 pontos, entre os quais muitos kimberlitos, mas nada de detalhes sobre quantidades, qualidade e características das pedras dessas áreas. Kimberlito é um tipo de rocha que serve como um canal do subsolo até a superfície e na qual em geral os diamantes são encontrados.
“O projeto Diamante Brasil não foi concebido para descobrir novas áreas de diamantes. Mas a grande surpresa foi que conseguimos registrar novos kimberlitos e áreas com potencial para que outros kimberlitos sejam descobertos”, disse Silveira ao Valor.
“O projeto já descobriu e cadastrou mais de 50 corpos [possíveis depósitos de diamantes no subsolo]”, disse. Em praticamente todos os Estados, segundo ele, a equipe identificou áreas com potencial para produção de diamantes. Várias delas não constavam nem do documento da De Beers. Caso, por exemplo, de um kimberlito descoberto no Rio Grande do Norte. Mas as maiores novidades estão no Norte e Centro-Oeste (Mato Grosso, Rondônia, Amazonas e Pará).
Este ano, com o trabalho de campo praticamente concluído, os geólogos do Diamante Brasil passam a se dedicar mais à descrição dos minerais encontrados e às análises dos furos das sondas. O projeto se encerra em 2016.
O diagnóstico ajudará a atrair investimentos de mineradoras e eventualmente ajudar a mobilizar garimpeiros em cooperativas. E com isso, aumentar a produção de diamantes no país. Hoje, a produção nacional é pequena e em grande parte ilegal, diz. Brasil é signatário do Processo de Certificação Kimberley, um acordo internacional chancelado pela ONU, que exige dos países participantes documentação que ateste procedência em áreas legalizadas.
Todo o diamante que sai do Brasil é ainda produzido em áreas de aluvião – pedras retiradas de leitos de rio ou do solo. Minas Gerais, Rondônia e Mato Grosso são alguns dos Estados com atividade garimpeira expressiva. O país não tem mina aberta extraindo diamante em rocha primária, no subsolo, onde estão depósitos maiores e as pedras mais valiosas. Os novos achados podem abrir caminho para potenciais novas minas.
Reservas dos chamados diamantes industriais e também de gemas (para uso em joias) se espalham pelo país, segundo Silveira. Estes últimos são os que fazem girar mais dinheiro.
Um diamante pode ser vendido em um garimpo do Brasil por R$ 2 milhões. Depois, um atravessador de Israel ou da Europa paga R$ 10 milhões pela pedra. E ela pode chegar a Antuérpia, por exemplo, para ser lapidada, ao preço de R$ 17 milhões, R$ 20 milhões.
Esses diamantes brutos, grandes e valiosos, também estão no radar do CPRM. O projeto ainda não conseguiu desvendar um mistério sobre a origem dos maiores diamantes do Brasil. O alvo principal é o município de Coromandel e região, no leste de Minas Gerais, onde foram encontrados nas últimas décadas grandes exemplares. Vários acima dos 400 quilates.
Silveira diz que os geólogos do CPRM vão testar novos métodos para tentar encontrar os kimberlitos que dão origem a essas pedras.

Reservas de ouro da China aumentam 60% em seis anos

Reservas de ouro da China aumentam 60% em seis anos

As reservas de ouro da China aumentaram quase 60% nos últimos seis anos, segundo novas estatísticas, que não eram publicadas desde 2009. No final de junho, o estado tinha 1.658 toneladas de ouro, anunciou o Banco Central chinês (PBOC), um aumento de 57% comparado com as 1.054 toneladas que tinha em abril de 2009.
A China é o maior produtor mundial de ouro, depois de superar a África do Sul. No ano passado, perdeu, no entanto, seu posto de primeiro consumir mundial por causa da Índia. As compras de ouro do Estado chinês desde 2009 alcançam um nível apenas superado pela Rússia, segundo a agência Bloomberg, citando cifras do PBOC e do Fundo Monetário Internacional.
Fonte: Exame

Empresa russa encontra jazidas de ouro no Sudão

Empresa russa encontra jazidas de ouro no Sudão


“A companhia russa descobriu grandes reservas de ouro em duas províncias — Mar Vermelho e Rio Nilo”, declarou Al-Karouri durante uma cerimônia no palácio presidencial. O ministro comunicou que as jazidas podem conter cerca de 46 mil toneladas do metal precioso, com valor aproximado de US$ 298 bilhões.
O evento no palácio contou com a presença do presidente do Sudão, Omar Hasan Ahmad al Bashir, e o chefe da empresa russa, Vladimir Zhukov. Com o acordo, o Sudão terá direito a 75% das ações da futura empresa, enquanto a parte russa ficará com 25% e financiará a construção de uma fábrica de processamento do mineral — a primeira deste tipo no continente africano.
Zhukov classificou como imprescindíveis os investimentos na construção da usina, que produzirá cerca de 50 toneladas de ouro anualmente, estimadas em cerca de 240 milhões de euros. O líder do Sudão, por sua parte, destacou a presença de empresas russas que extraem minerais no país e garantiu que o novo acordo contribuirá para o crescimento econômico da nação africana.
Fonte: Sputnik Brasil