sábado, 22 de agosto de 2015

Como Descobrir se o Ouro é Real

Como Descobrir se o Ouro é Real


O ouro falso possui menos de 10 quilates. Leve sua joia a um joalheiro para descobrir precisamente a veracidade de seu material. Se você quiser verificar por si mesmo, eis uma lista de testes para descobrir se o ouro é verdadeiro.
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Método 1 de 6: Inspeção Visual

A primeira coisa a ser feita para checar se o ouro é real é observá-lo. Procure por sinais particulares que apontem se o material é verdadeiro.
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    Procure marcas oficiais na peça. Uma estampa indicará a fineza dele (1-999 ou .1.-.999) ou os quilates (10K, 14K, 18K, 22K ou 24K). Tudo menos de 10K não é considerado ouro verdadeiro. Uma lupa facilitará este processo.
    • Um pedaço mais velho pode não ter uma marca visível devido a desgastes.
    • O ouro falso pode exibir uma marca que pareça autêntica; mais testes serão necessários.
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    Procure por descolorações notáveis. É importante procurar descoloração em áreas que demonstrem fricção constante (tipicamente ao redor de bordas).
    • Você provavelmente possui um artigo que é apenas folheado a ouro caso o material esteja se desgastando e demonstre um metal diferente abaixo dele.
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Método 2 de 6: Teste da Mordida

Nós todos já vimos um filme em que um prospector morde um pedaço de ouro para testá-lo. Também vimos atletas Olímpicos morderem a medalha de “ouro” ao recebê-la. A utilidade dessa última atitude, porém, é desconhecida.
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    Morda o ouro com pressão moderada.
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    Examine as marcas deixadas no material. Na teoria, ouro real exibirá as marcas de seus dentes; marcas mais profundas indicam ouro mais puro.
    • Este teste normalmente não é recomendável, visto que você pode danificar os dentes. Sem mencionar que o chumbo é mais macio do que ouro – e peças folheadas a ouro poderão parecer reais ao serem mordidas.
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Método 3 de 6: Teste do Ímã

Este é um teste fácil, mas não é algo garantido ou infalível. Algo fraco como um ímã de geladeira não será útil, mas ímãs mais fortes encontrados em lojas especializadas e em objetos comuns como trancas de bolsas femininas, brinquedos infantis ou Discos Rígidos antigos serão fortes o suficiente para a realização do teste.
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    Posicione o ímã acima do objeto. O ouro não é um metal magnético, portanto ele é falso se for atraído ou ao grudar-se no ímã. Entretanto, a falta de reações nem sempre indica a consistência do material, pois metais não-magnéticos são utilizados na falsificação de joias.
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Método 4 de 6: Teste de Densidade

Existem poucos metais mais densos do que o ouro. A densidade de um ouro puro de 24K é cerca de 19.3 g/ml, o valor mais alto entre a maioria dos outros metais. Medir a densidade de seus objetos pode ajudá-lo a determinar se o ouro é real. Como regra geral, quanto maior a densidade, mais puro é o ouro. Certifique-se de realizar o teste em joias que não possuam gemas. Veja os avisos abaixo para mais informações importantes acerca do teste de densidade.
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    Pese o ouro. Um joalheiro normalmente pode fazer isso gratuitamente caso você não tenha uma balança. Você precisará pesá-lo em gramas.
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    Encha um frasco com água.
    • Um frasco com marcações de mililitros no lado é útil, visto que isso pode facilitar as medidas para o teste.
    • Não importa quanta água você use desde que o frasco não se encha completamente. O nível da água subirá assim que o ouro for imerso nela.
    • Também é importante anotar a exata quantidade do nível de água antes e depois da imersão.
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    Coloque o ouro no frasco. Anote o novo nível de água e calcule a diferença entre esses dois números em mililitros.
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    Use a seguinte fórmula para calcular a densidade: Densidade = deslocamento entre massa/volume. Um resultado próximo de 19 g/ml indica ouro real ou um material com densidade semelhante. Eis um cálculo de exemplo:
    • Seu objeto de ouro pesa 38 g e desloca 2 mililitros de água. Usando a fórmula de [massa (38g)]/[deslocamento de volume (2 ml)], seu resultado seria de 19 g/ml, algo muito próximo à densidade do ouro.
    • Mantenha em mente que diferentes níveis de pureza terão diferentes resultados por g/ml:
    • 14K – 12.9 a 14.6 g/ml
    • 18K amarelo – 15.2 a 15.9 g/ml
    • 18K branco – 14.7 a 16.9 g/ml
    • 22K – 17,7 a 17,8 g/ml
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Método 5 de 6: Teste do Prato Cerâmico

Este é um jeito fácil de descobrir a autenticidade do ouro. Mantenha em mente que o seu item pode acabar arranhado.
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    Encontre um prato cerâmico não vidrado. É possível comprar uma peça em quase qualquer loja de artigos domésticos.
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    Arraste seu objeto pela superfície do prato. Uma mancha preta indica que o ouro não é real, enquanto que uma mancha dourada indica a genuinidade do objeto.
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Método 6 de 6: Teste do Ácido Nítrico

É daqui que nasceu o termo “teste ácido”, e é um método espetacular de testagem. Porém, devido às dificuldades relativas à aquisição do ácido e aos riscos de segurança inerentes à prática, é melhor deixar este teste para o joalheiro.
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    Posicione o pedaço de ouro em um pequeno recipiente de aço inoxidável.
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    Coloque uma gota de ácido nítrico em seu ouro e observe qualquer ação que disso decorrer.
    • Uma reação verde indica que seu objeto é um metal base ou folheado a ouro.
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    • Uma reação da cor do leite indicaria um material de prata folheado a ouro.
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    • Se não houver reação, então é provável que você esteja lidando com ouro real.
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Dicas

  • As marcações são um pouco diferentes nas joalherias europeias e indicam a pureza do item. As marcações tipicamente possuem três dígitos e são como o seguinte:
    • Marcação 10K 417: pureza do ouro é 41.7%
    • Marcação 14K 585: pureza do ouro é 58.5%
    • Marcação 18K 750: pureza do ouro é 75%
    • Marcação 22K 917: pureza do ouro é 91.7%
    • Marcação 24K 999: pureza do ouro é 99.9%
  • Quando dizemos ouro de 24 quilates ou 24K, queremos dizer que todas as 24 partes do ouro são compostas pelo material puro e sem traços de outros metais. O material, então, é considerado 99.9% puro. Ouro de 22K significa que 22 partes da joia são de ouro enquanto que outras 2 partes são feitas de outros metais. Isto é considerado 91.3% puro. Ouro de 18K significa que 18 partes do ouro são puras enquanto que as outras 6 partes são feitas de outro metal. Isto é igual a um material 75% puro. A pureza baixa a partir daí, sendo que cada quilate equivale a 4.1625%.
  • Em Portugal, o ouro é tipicamente 80% puro, ou perto de 19.2K, e aparece em três cores diferentes:
    • Amarelo – Composto de 80% de ouro puro, 13% de prata e 7% de cobre.
    • Vermelho – Composto de 80% de ouro puro, 3% de prata e 17% de cobre.
    • Cinza ou branco – Composto de 80% de puro ouro ligado com paládio e outros metais; quase sempre níquel.
  • Os outros metais que dão a consistência e a cor ao ouro com menos de 24K. Nós podemos indicar que 24K é o material mais macio e que o de 10K é o mais duro, pois 10K teria apenas 41.6% de ouro, enquanto que o resto seria composto por outros metais mais resistentes. A cor dos outros metais embeleza a joia, algo visível no ouro branco, amarelo, vermelho, etc.
  • 24K é ouro puro, mas ele é geralmente macio demais para ser utilizado em joias ou moedas. Por causa disso, outros metais são adicionados para criar consistências, o que gera diferentes densidades.

Avisos

  • Aviso sobre o Teste de Densidade: Muitas joias robustas são, de fato, ocas. Se ar estiver acumulado dentro da joia, isto IRÁ invalidar o teste de densidade, pois o ar adicionará flutuabilidade e aumentará o volume do objeto imerso na água. O teste de densidade é válido apenas para objetos sólidos, ou para objetos cujo ar tenha sido expelido de forma que a água possa preencher toda a cavidade interna. Uma pequena bolha de ar deixada dentro da joia criará um resultado impreciso.
  • Aviso sobre o Teste de Densidade: Devido aos cálculos precisos necessários para a realização do teste de densidade, o processo será muito impreciso se você não possuir um frasco que exiba a dosagem líquida em mililitros e uma balança precisa.
  • Aviso sobre o Teste de Densidade: O teste de densidade não é o jeito mais preciso de se descobrir se o ouro é real. Para ser preciso, você terá de saber quais materiais compõem seu ouro e a quais densidades os mesmos estão associados.
  • Aviso sobre o Teste com Ácido Nítrico: O ácido nítrico é uma substância altamente corrosiva. Precauções devem ser tomadas caso tal material seja utilizado para os testes. O ouro em si é seguro, pois é insolúvel em ácido nítrico. Entretanto, objetos que não sejam de ouro podem ser danificados quando testados no ácido nítrico.

Materiais Necessários

  • Lupa (Para Inspeção Visual)
  • Imã (Para o Teste do Imã)
  • Balança (Para o teste de Densidade)
  • Frasco (Para o Teste de Densidade)
  • Calculadora (Para o Teste de Densidade)
  • Prato cerâmico não vidrado (Para o Teste do Prato Cerâmico)
  • Ácido Nítrico (Para o Teste com o Ácido Nítrico)
  • Recipiente de Aço Inoxidável (Para o Teste com Ácido Nítrico)

Como Identificar um Diamante Verdadeiro

Como Identificar um Diamante Verdadeiro


Descobrir se o seu diamante é verdadeiro ou não é um desafio tentador – afinal, quem não tem interesse em descobrir se comprou gato por lebre? A melhor (porém mais cara) solução para esse problema é pagar um joalheiro de boa reputação e de confiança para avaliar a joia sem danificá-la. Mas você também pode ser capaz de detectar a diferença entre um autêntico e uma imitação. Com um pouco de luz, água, uma baforada e uma lupa, isso é possível. Confira o primeiro passo para mais detalhes e informações sobre o maravilhoso mundo dos diamantes.

Método 1 de 5: Testando em Casa Diamantes Cravados em uma Jóia

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    Use o “bafômetro”. Coloque o diamante na frente da boca e solte o ar pela boca, da mesma forma que você faz com o espelho quando quer escrever com o dedo nele. Se a pedra continuar embaçada passados 2 segundos, é muito provável que se trate de uma falsificação. Um diamante de verdade dispersa o calor instantaneamente, ou seja, ele deixa de ficar embaçado em questão de instantes, muito mais rapidamente do que uma imitação.
    • Use um diamante que você já sabe que é verdadeiro e compare com a pedra suspeita. Bafeje nas duas ao mesmo tempo, repetidas vezes. Você verá a sua expiração sendo condensada na falsa, enquanto a verdadeira vai continuar sem embaçar.
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    Fique de olho no metal que acompanha o diamante na jóia. É muito pouco provável que um diamante verdadeiro esteja acoplado a um metal barato. O quilate do metal gravado na parte de dentro da jóia é um bom sinal (10K, 14K, 18K, 585, 750, 900, 950, PT, Plat). Já as iniciais "C.Z." representam a zircônia cúbica (usada para imitar diamantes).
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    Uma lupa de joalheiro pode identificar imperfeições encontradas em diamantes de verdade. Essas imperfeições vêm do processo de mineração. Já diamantes fabricados em laboratório e aqueles feitos com zircônia cúbica NÃO apresentam nenhuma imperfeição. Os verdadeiros geralmente têm pequenas imperfeições que ocorrem naturalmente, que são chamadas de "inclusões", as quais podem ser vistas com uma lupa. Olhe para as pequenas manchas de minerais ou alterações de cor bem sutis. Estes são os dois sinais de que você está lidando com um diamante autêntico, ou seja, naturalmente imperfeito.
    • As imitações de zircônia cúbica e diamantes cultivados em laboratório geralmente não têm imperfeições. Isso porque eles são cultivados em ambientes estéreis em vez de produzidos por acaso na Natureza. Uma joia que é muito perfeita apresenta grandes chances de ser uma fraude.
    • É possível, no entanto, que um verdadeiro diamante seja absolutamente perfeito. Não use imperfeições como o fator decisivo para determinar se o seu diamante é verdadeiro ou não. Use sempre os outros testes primeiro.
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Método 2 de 5: Testando em Casa Diamantes Soltos

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    Observe como a luz reflete na pedra. Os diamantes têm um alto poder de refração, ou seja, eles conseguem “dobrar” os raios de luz que passam por eles. É graças a essa propriedade que eles brilham tanto. O vidro e o quartzo usados em imitações têm o poder de refração muito menor, mesmo que tenham sido lapidados de forma a imitar um diamante. Confira abaixo alguns testes que você pode fazer em casa:
    • O método do jornal: Teste a distorção ótica com o método do jornal. Caso o seu diamante esteja solto (ou seja, não está preso a um anel ou brinco, por exemplo), você pode fazer o seguinte teste: coloque-o em cima de uma folha de jornal. Se você conseguir ver as letras impressas através do diamante, é provável que ele seja falsificado (a não ser que o diamante tenha um corte bastante assimétrico, o que permitirá a visualização das letras através de determinados pontos).
    • O teste do ponto preto: Teste a distorção refrativa ótica fazendo um ponto com uma caneta. Desenhe um ponto preto em uma folha de papel. Coloque o diamante em cima desse ponto. Caso dê para enxergar um reflexo circular preto através do diamante, é porque ele é uma imitação.
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    Observe os reflexos de luz da pedra. Os reflexos de um diamante de verdade tem tons de cinza. Caso você encontre reflexos coloridos, é porque o diamante em questão é de baixa qualidade ou, pior ainda, uma falsificação
    • Confira a cintilação do diamante. Um diamante autêntico cintila muito mais do que uma imitação de vidro ou de quartzo. Se puder, leve com você essas imitações quando for fazer compras. Assim você poderá usá-las como referência.
    • Não confunda brilho com refratividade. O brilho consiste na intensidade com que a luz é refletida pelo corte da gema. Já a refratividade tem a ver com a cor da luz que é refratada. Então, fique de olho em um brilho 'intenso', e não um brilho colorido.
    • Porém, existe uma pedra que brilha tanto quanto um diamante: A moissanite. Essa pedra é tão parecida com o diamante que até joalheiros têm dificuldade em distingui-los. Para conseguir ver a diferença, mantenha a pedra perto de seu olho. Use uma lanterna (o ideal é usar uma lanterna clínica, daquelas que os médicos usam) e segure-a acesa contra a pedra. Se você ver as cores do arco-íris, isso é um sinal da dupla refração, ou seja, que a pedra se trata de um exemplar de moissanite, mas não de diamante.
    • Deixe o diamante cair em um copo de água. Devido à sua alta densidade, um diamante genuíno vai afundar. Já uma imitação vai ficar boiando na superfície ou no meio do copo.
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    Submeta a pedra a um "teste de resistência". Aqueça a pedra suspeita com um isqueiro por 30 segundos. Logo em seguida, deixe a pedra cair dentro de um copo de água. A rápida expansão e contração vai sobrecarregar a força de tensão de materiais mais frágeis como o vidro ou quartzo. Já o diamante é forte o suficiente para passar por esse teste.
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Método 3 de 5: Testes Profissionais

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    Peça à joalheria que realizem um teste com sonda termoelétrica. A Presidium Gem Tester é uma das marcas no mercado. Os diamantes verdadeiros dispersam calor rapidamente e não vão esquentar com a sonda. A vantagem deste método é que ele não danifica as pedras como outras formas de teste existentes.
    • O teste de calor age seguindo os princípios do teste de resistência das pedras. Mas, em vez de verificar se a gema se rompe após o aquecimento e súbito resfriamento, a sonda termoelétrica vai medir quanto tempo o diamante retém a temperatura.
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    Peça na joalheria uma combinação de testes para diamantes e moissanites. Muitos joalheiros mantêm equipamentos especializados que diferenciam os diamantes dos moissanites. O resultado é rápido.
    • Um teste de sonda de calor tradicional não será capaz de identificar a diferença entre moissanite e um diamante verdadeiro. Confira se o teste está sendo realizado com uma sonda de condutividade elétrica e não um testador térmico.
    • Se você estiver testando vários diamantes ao mesmo tempo em casa, há testadores que usam uma combinação de métodos diferentes e que podem ser comprados na internet ou em lojas especializadas em pedras preciosas.
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    Exame microscópico. Com a ajuda de um microscópio, a pedra é examinada de cabeça para baixo. Se houver reflexos alaranjados quando se move a pedra, você está lidando com uma imitação. Agite suavemente o diamante para frente e para trás com uma pinça. Se você ver um ligeiro reflexo alaranjado ao longo das facetas, as chances de se tratar de zircônia cúbica são grandes, ou de que esse material foi utilizado para preencher as imperfeições dentro do diamante.
    • Para obter a melhor visualização do diamante, procure usar um microscópio com a capacidade de aumento de 1200 vezes.
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    Submeta o diamante a uma pesagem de alta precisão. Como a zircÔnia cúbica pesa aproximadamente 55% a mais que os diamantes de mesmo formato e tamanho, uma balança capaz de medir até o nível de quilates ou grãos é necessária para revelar se a pedra é um diamante verdadeiro ou não.
    • A única forma de realizar este teste com precisão é usando um diamante autêntico com o mesmo tamanho e forma da pedra suspeita. Sem a pedra verdadeira para servir de referência, você vai ter dificuldade em determinar se o peso está equivalente ou não.
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    Inspeção de luz ultra-violeta. Muitos (mas nem todos) diamantes autênticos exibem um reflexo azul-fosforescente debaixo de luz ultra-violeta ou de uma lâmpada de luz negra. Porém, a ausência de azul não significa que uma pedra é necessariamente falsa; alguns diamantes não apresentam fluorescência sob a luz ultra-violeta. A moissanite, por sua vez, apresenta uma fluorescência esverdeada, amarela ou cinza sob a luz ultra-violeta.
    • Apesar do teste com a luz ultra-violeta ser útil para identificar um diamante verdadeiro, ele não pode ser o único a ser levado em conta. Como mencionado acima, alguns diamantes fluorescem sob luz ultra-violeta, mas outros não. Também é possível encontrar diamantes adulterados de modo que exibam o brilho esperado sob esse tipo de luz.
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    Exame de raio X. A estrutura molecular dos diamantes os torna invisíveis ao raio X. Já os materiais como o vidro, cristal e zircônia cúbica usados em imitações vão aparecer nitidamente.
    • Para o teste com raios X, seria necessário contatar um profissional do ramo de pedras preciosas ou conversar com a administração de um laboratório que realiza radiografias.
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Método 4 de 5: Obtendo Provas de que seu Diamante é Verdadeiro

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    Encontre um avaliador confiável. A maioria das joalherias contratam seus próprios gemólogos e avaliadores, mas muitos consumidores acham que é melhor solicitar uma terceira avaliação vinda de um profissional independente, o qual não irá lucrar com a venda.
    • Uma avaliação compreende duas etapas principais: em primeiro lugar, identificar e avaliar a pedra em questão. Em seguida, atribuir o devido valor à mesma. Ao procurar avaliadores independentes, verifique o número de registro no conselho de classe, incrição municipal e titulação.
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    Faça as perguntas certas. Além de ser capaz de descobrir se uma pedra é realmente preciosa ou não, um bom avaliador pode responder a uma variedade de perguntas sobre a qualidade de sua pedra para se certificar de que você não está sendo passado para trás. E essa segurança é ainda mais importante se você já comprou ou herdou uma pedra. O gemólogo deve ser capaz de dizer se:
    • A pedra foi produzida pela Natureza ou lapidada pelo homem;
    • A coloração da pedra foi alterada;
    • A pedra recebeu um tratamento de efeito temporário ou permanente;
    • A pedra corresponde à documentação de classificação fornecida por uma joalheria de boa reputação.
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    Exija um certificado de avaliação. Independentemente dos testes que você escolher para submeter a sua pedra, a forma mais confiável de saber se um diamante é verdadeiro é conferindo a papelada e falando com o gemólogo ou o avaliador. Esse cuidado se faz ainda mais necessário caso você esteja adquirindo a pedra pela Internet. Peça sempre um certificado.
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    Um certificado confiável inclui os seguintes itens:
    • Nome e CNPJ do estabelecimento emitente;
    • Número de registro no conselho de classe, incrição municipal, titulação e assinatura do gemólogo autônomo (responsável técnico);
    • Número e registro do certificado e data. Caso esteja interessado/a em mais detalhes sobre certificados de autenticidade de pedras preciosas, vale a pena visitar o site da GEM LAB - Gemologia e Engenharia Mineral.
    • Os certificados geralmente contêm muitas informações sobre o seu diamante, tais como o peso em quilates, medidas, proporções, grau de clareza, grau de cor e grau de corte.
    • Os certificados também podem apresentar informações extras, tais como:
      • Fluorescência , ou a tendência do diamante emitir um brilho discreto quando exposto à luz ultravioleta.
      • Polimento, ou o quanto a superfície da pedra é lisa.
      • Simetria, ou o quanto cada faceta se espelha uma na outra de maneira perfeita.
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    Registre o seu diamante. Uma vez que você tiver certeza de que o diamante é verdadeiro, seja por meio de uma avaliação independente ou um laboratório de avaliação, providencie o registro de autenticidade do mesmo.
    • Assim como os humanos, cada diamante é único. Uma nova tecnologia está permitindo que gemólogos consigam quantificar essa singularidade, produzindo uma espécie de "impressão digital" da sua jóia. O registro pode ser de grande valia na hora de fazer um seguro contra roubo. Se um diamante roubado aparece em um banco de dados internacional, você ppoerá recuperá-lo mostrando a documentação que comprova que ele é seu.
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Método 5 de 5: Dinstinguindo Diamantes de Outras Pedras

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    Muito cuidado com diamantes sintéticos. Eles são feitos em laboratório e conseguem passar nos testes. Eles custam uma fração do preço de um diamante autêntico e apresentam uma composição química idêntica aos dos verdadeiros. Para saber qual é o verdadeiro e qual é o sintético, só mesmo um perito profissional.
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    Saiba identificar a moissanite. É difícil encontrar diferenças entre um diamante e uma moassanite, mas essa última brilha um pouco mais, além de produzir uma refração dupla, a qual passa despercebida por olhos não treinados. Você pode experimentar um foco de luz através de uma pedra, e se ela emitir um brilho muito mais colorido e intenso do que um diamante conhecido, então você saberá que se trata da moissanite.
    • O diamante e o moissanite são muito fáceis de serem confundidos. Ambos têm condutividades térmicas semelhantes. Caso sejam testados apenas com o teste para diamantes, o resultado dará verdadeiro mesmo que você tenha um moissanite. A melhor opção é pedir para um joalheiro profissional usar um teste combinado para diamantes e moissanites.
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    Fique de olho no topázio. O topázio branco é outra pedra que pode enganar os leigos. No entanto, ele é muito menos duro do que o diamante. A dureza de um mineral é determinada pela sua capacidade de arranhar e ser riscado por outros materiais. Uma pedra que pode arranhar outras facilmente sem ser arranhada é considerada dura. Diamantes verdadeiros são alguns dos minerais mais duros do planeta. Preste atençao se há riscos em torno das facetas da sua pedra. Se ela parece estar um pouco "arranhada", é porque se trata de um topázio branco ou outra imitação.
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    Saiba identificar uma safira branca. Ao contrário da crença popular, safiras não são apenas azuis. Na verdade, essas jóias estão disponíveis em praticamente todas as cores. Variedades brancas de safira são muitas vezes utilizadas como substitutos do diamante. No entanto, essas pedras não contêm o acentuado contraste entre as áreas claras e escuras que os diamantes verdadeiros apresentam.
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    Saiba reconhecer a zircônia cúbica. Ela é uma pedra sintética nuito parecida com um diamante. A maneira mais fácil de detectar uma zircônia cúbica é pela cor dele é pelo brilho alaranjado quen ela emite. Sua origem artificial também pode resultar em uma aparência "perfeita demais", pois os diamantes verdadeiros muitas vezes contêm manchas e pequenas imperfeições.
    • A zircônia cúbica também é famosa por apresentar um maior espectro de cores no brilho do que os diamantes verdadeiros quando a luz é focada na pedra. O brilho e o reflexo de um diamante autêntico devem ser em grande parte incolores, enquanto a zircônia cúbica pode projetar brilhos coloridos.
    • Um teste bastante usado é usar a pedra para riscar vidro. Segundo a crença popular, se a pedra conseguir riscar o vidro sem ficar arranhada, trata-se de um diamante verdadeiro. No entanto, algumas zircônias cúbicas de alta qualidade também conseguem arranhar o vidro e saírem intactas. Logo, este teste não é realmente uma maneira definitiva para determinar se um diamante é autêntico ou não.
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Dicas

  • Curta o prazer de exibir diamantes. Se ele é verdadeiro ou falso, isso só importa na hora de comprar e vender as jóias. Nas outras situações, relaxe.
  • Caso decida levar suas jóias para serem avaliadas profissionalmente, o IBGM - Instituto Brasileiro de Gemas e Metais preciosos cobra aproximadamente 120 reais por hora.
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Avisos

    • Não raspe um diamante para testá-lo. Mesmo sendo verdadeiro, ele pode acabar soltando um pedaço pequeno - os diamantes são duros, mas quebráveis. Pode-se usar uma lixa, mas ela não é uma forma confiável de teste. Além disso, você pode acabar estragando uma pedra que, mesmo não sendo um diamante autêntico, se parecia bastante com um.
  • A única maneira de ter 100% de certeza de que um diamante é verdadeiro é se ele vier com um certificado válido. Comprar diamantes sem poder verificar a procedência deles significa correr o risco de pagar muito caro por imitações.

Diamantes – Lágrimas da terra

Diamantes – Lágrimas da terra

Diamantes
Diamantes
Carbono puro, isso mesmo, essa é a composição dessa pedra tão fascinante e desejada.
Cristalizado sob altas pressões e temperaturas, nas mais profundas entranhas da terra há bilhões de anos.
Para se ter uma idéia, a mais jovem rocha vulcânica da qual se extrai diamantes possui a idade de 70 milhões de anos.A origem do nome, "Adamas", é grega. Significa invencível, indomável.
Foram trazidos à superfície por erupções vulcânicas, ficaram depositados nos locais de onde atualmente podem ser extraídos por métodos economicamente viáveis.
As jazidas são encontradas, portanto, em terras vulcânicas, no entanto a maioria delas está localizada em depósitos aluvionais, formados pelas correntezas de rios. Em média 250 toneladas de minério são extraídas para que se obtenha 1 quilate de diamante lapidado.
Seu sistema de cristalização pode ser monoclínico ou cúbico, de simetria normal. Os cristais exibem faces curvas ou estriadas e com depressões triangulares sobre as faces. A clivagem é octaédrica perfeita e fratura concóide. Sua dureza na escala de Mohs é 10. É a substância mais dura que se conhece. A outra única substância conhecida de igual dureza é o nitreto de boro (borazon) obtido artificialmente. O peso específico do diamante varia de 3,516 a 3,525. Pode apresentar uma variedade de cores partindo do incolor, amarelo, vermelho, alaranjado, verde, azul, castanho e preto. Seu índice de refração é 2,4195.
Se for submetido a altas temperaturas em presença de oxigênio, será convertido em CO2. Sem o contato com oxigênio transforma-se em grafita, a 1900ºC.
Dizem os especialistas que não existem dois diamantes iguais. Cada um é único e exclusivo, com suas características próprias.
Têm-se notícia do surgimento dos primeiros diamantes por volta de 800 a C., na Índia.
Um diamante passa por diversos processos até chegar à forma na qual costumamos vê-los em jóias. É preciso lapidá-lo para que adquira o brilho intenso tão característico.
Diamantes
Foram os hindus quem descobriram que somente um diamante poderia cortar o outro. No entanto, esse povo apenas acentuava algumas "falhas" naturais da gema bruta, por receio na redução de peso.
Mas um diamante só estará devidamente aproveitado em seu brilho quando totalmente lapidado.
Com a lapidação a gema perde uma boa parte de seu peso, isso é inevitável para que se melhore seu efeito ótico, seu brilho e sua capacidade de decompor a luz branca nas cores do arco-íris.
O mais belo corte (lapidação) para o diamante é o chamado brilhante, criado pelo joalheiro veneziano Peruzz, no final do século XVII. Essa lapidação tem a forma redonda e compõ-se de 58 facetas. Cada faceta é simétrica e disposta num ângulo que não pode variar mais de meio grau.
As pessoas costumam errar ao dizer que querem comprar uma peça com brilhantes. A gema é diamante, brilhante é apenas o nome da lapidação. O diamante pode ser lapidado em diversas outras formas e lapidações e então não será mais "brilhante".
Para ser lapidado um diamante deve ser primeiramente entregue a um especialista que examinará cuidadosamente a pedra buscando o melhor aproveitamento possível conjugado à valorização da pedra sob todos os aspectos.
Diamantes
De início a gema deve ser clivada ou serrada.
A clivagem é feita por meio de uma batida sobre uma lâmina. A gema será dividida.
A pedra também pode ser serrada em partes, se assim indicar o especialista. Serrando diamente
Depois dessa fase o diamante segue para as mãos de outros profissionais, aquele que dá o formato básico da pedra, e os abrilhantadores que definem as facetas da pedra. Em geral esse serviço é especializado, há aqueles que fazem as facetas da parte de cima e a mesa; há os que fazem a parte de baixo (pavilhão) e há os profissionais que fazem a cintura da pedra.
Diamantes
Esquema de lapidação
Quando a lapidação começou a ser desenvolvida, alguns lapidários acreditavam que o maior número de facetas daria maior brilho à gema, esse pensamento não é correto. A lapidação brilhante é a que explora ao máximo a capacidade de brilho e dispersão de luz (arco-íris) nessa gema.
Podem ser lapidados em outras formas como gota, navete, baguete, coração, etc.
Hoje em dia encontramos diferentes lapidações, graças ao surgimento do laser, são cabeças de cavalo, estrelas, luas, entre outros.

Avaliação

Seria uma falha grave deixar de mencionar o clássico padrão para classificação e avaliação de um diamante.
São os 4 C’s:
C – Color (cor)
C – Clarity (pureza)
C – Cut (lapidação)
C – Carat (peso) (quilates)
Fonte: www.joia-e-arte.com.br
Diamantes
Diamantes

Origem do Nome

Diamante, do grego 'adamas', significa invencível e 'diaphanes', que significa transparente. Durante a Idade Média, acreditava-se que um diamante podia reatar um casamento desfeito. Era usado em batalhas como símbolo de coragem. Os antigos o chamavam de pedra do sol, devido ao seu brilho faiscante e os gregos acreditavam que o fogo de um diamante refletia a chama do amor. Sugere, portanto, a força e a eternidade do amor.

O Diamante como Jóia

Só a partir do século XV, o diamante foi caracterizado como a jóia da noiva. Sendo Mary de Burgundy a primeira mulher a receber um colar de diamantes como um símbolo de noivado com o Arqueduque Maximilian da Austria em Agosto de 1477. Dos séculos XVII a XIX, usavam-se argolões como anéis de noivado. No século XX, ficou em moda o estilo "chuveiro", mais tarde o anel fieira. Depois o solitário, o estilo mais usado atualmente.

Exploração

A exploração das minas de diamante começou na Índia, entre os anos 800 e 600 A.C. Durante 2.000 anos, o Oriente produziu todos os diamantes conhecidos, incluindo o "Koh-i-Noor", o russo "Orloff", o "Esperança" e outros diamantes célebres.
O seu uso era reservado às cortes reais e aos dignitários da igreja. As espadas, os colares das ordens, os cetros e as coroas usadas nas cerimônias eram ornadas de diamantes.

Os Mais Famosos Diamantes do Mundo

O CULLINAN, o maior dos diamantes já encontrados, pesava 3.106 quilates quando bruto e originalmente um pouco menos de 1 libra e meia. Ele foi cortado em 9 pedras principais e 96 pedras menores.

O Estrela da África

É a maior das pedras cortadas do Cullinan. é um dos doze mais famosos diamantes do mundo e pertence à COROA INGLESA. Ele pesava 530,20 quilates, tem 74 facetas e ainda é considerado como o maior diamante lapidado do mundo.

Koh-I-Noor ("Montanha de Luz")

Foi mencionado pela primeira vez em 1304, pesando 186 quilates. Uma pedra de corte oval. Acredita-se ter estado, certa vez, engastado no famoso trono de pavão do Xá Jehan como um dos olhos do pavão. Relapidado no reinado da Rainha Vitória, encontra-se hoje em dia entre AS JÓIAS DA COROA INGLESA e pesa atualmente 108,93 quilates.

O Olho do Ídolo

Uma pedra no formato de pêra achatada e do tamanho de um ovo de galinha. O seu tamanho lapidado é de 70,20 quilates. Um outro diamante famoso que uma vez foi colocado no olho de um ídolo antes de ter sido roubado. A lenda também diz que ele foi dado como resgate da Princesa Rasheetah pelo "Sheik" da Kashmir ao Sultão da Turquia qua a tinha raptado.

O Excelsior

A segunda maior pedra já encontrada é o Excelsior, que era de 995,2 quilates quando bruto. Alguns dizem que o Braganza é a segunda maior pedra já encontrada, mas não há registros de sua existência e muitos acreditam ser mitológico ou nem mesmo um diamante.

O Regente

Um diamante verdadeiramente histórico descoberto em 1701 por um escravo índio perto de Golconda, pesava 410 quilates quando bruto. Quando pertencente a William Pitt, primeiro-ministro inglês, foi cortado em um brilhante no formato de uma almofada de 140,5 quilates e, até ter sido vendido para o Duque de Orleans, Regente da França, quando Luís XV ainda era uma criança em 1717, era chamado de "O Pitt". Foi então rebatizado como "O Regente" e colocado na coroa de Luís XV para a sua coroação. Após a Revolução Francesa, foi possuído por Napoleão Bonaparte que o colocou no cabo de sua espada. Atualmente está exposto no Louvre.

O Blue Hope (Esperança Azul)

Mais famoso do que qualquer outro diamante, o Hope foi uma vez possuído por Luís XV, sendo oficialmente designado de "o diamante azul da coroa". Roubado durante a Revolução Francesa, tornou a aparecer em Londres, em 1830 e foi comprado por Henry Philip Hope, razão pela qual atualmente tem esse nome. Foi em poder da família Hope que este diamante adquiriu a reputação horrível de trazer azar. Toda a família morreu na pobreza. Uma infelicidade similar ocorreu com um proprietário posterior, Sr. Edward McLean. Atualmente, encontra-se na Instituição Smithsonian em Washington.

O Grande Mogul

Foi descoberto no século XVII. A pedra tem esse nome em homenagem ao Xá Jehan, que construiu o Taj Mahal. Quando bruto, diz-se ter pesado 793 quilates. Atualmente encontra-se desaparecido.

O "Sancy"

Pesava 55 quilates e foi cortado no formato de uma pêra. Primeiramente pertenceu a Charles, o Corajoso, Duque de Burgundy, que o perdeu na batalha em 1477. A pedra de fato tem esse nome devido a um dono posterior, Senhor de Sancy, um embaixador francês na Turquia no final do século XVI. Ele o emprestou ao rei francês Henry III que o usou no gorro com o qual escondia sua calvície. Henrique VI da França, também pegou emprestado a pedra de Sancy, mas ela foi vendida em 1664 a James I da Inglaterra. Em 1688, James II, último dos reis Stuart da Inglaterra, fugiu com ele para Paris. O "Sancy" desapareceu durante a Revolução Francesa.

Taylor - Burton

Com 69,42 quilates, este diamante no formato de uma pêra foi vendido em leilão em 1969 com a pressuposição de que ele poderia ser nomeado pelo comprador. Cartier, de Nova York, com sucesso, fez um lance para ele e imediatamente o batizou de "Cartier". Entretanto, no dia seguinte, Richard Burton comprou a pedra para Elizabeth Taylor por uma soma não revelada, rebatizando-o de "Taylor-Burton". Ele fez seu debut em um baile de caridade em Mônaco, em meados de novembro, onde Miss Taylor o usou como um pendente. Em 1978, Elizabeth Taylor anunciou que o estava colocando à venda e que planejava usar parte da renda para construir um hospital em Botswana. Somente para inspecionar, os possíveis compradores tiveram que pagar $ 2.500 para cobrir os custos de mostrá-lo. Em junho de 1979, ele foi vendido por quase $ 3 milhões e a última notícia que temos dele é que se encontra na Arábia Saudita.

O Orloff

Acredita-se que tenha pesado cerca de 300 quilates quando foi encontrado. Uma vez foi confundido com o Grande Mogul, e atualmente faz parte do Tesouro Público de Diamantes da União Soviética em Moscou. Uma das lendas diz que "O Orloff" foi colocado como olho de Deus no templo de Sri Rangen e foi roubado por um soldado francês disfarçado de hindu.

Hortensia

Esta pedra cor de pêssego, de 20 quilates, tem esse nome em honra de Hortense de Beauharnais, Rainha da Holanda, que era filha de Josephine e a enteada de Napoleão Bonaparte. O Hortensia fez parte das Jóias da Coroa Francesa desde que Luís XIV o comprou. Junto com o Regente, atualmente está em exposição no Louvre, em Paris.
Entre os mais novos diamantes famosos está o "Amsterdã", uma das pedras preciosas mais raras do mundo, um diamante totalmente negro. Proveniente de uma parte do Sul da África, cujo local se mantém em segredo, tem peso bruto de 55.58 quilates. A belíssima pedra negra tem um formato de uma pêra e possui 145 faces e pesa 33.74 quilates.

LAPIDAÇÃO DE DIAMANTES..


     
  Lapidação de Diamantes
 
 
  Todos têm dentro de si um diamante de um milhão de dólares. Precisamos apenas lapidar as imperfeições para encontrá-lo.

A Mishná (Ética dos Pais 4:3) nos ensina: [Ben Azzai] estava acostumado a dizer: "Não zombem de pessoa alguma, e não desdenhem de alguma coisa, pois não há pessoa sem sua hora, e não há coisa sem seu lugar."

O Rebe Shalom Dov de Lubavitch demonstrava grande afeição pelas pessoas simples. Certa vez, um chassid que era mercador de diamantes perguntou ao rabino quais virtudes ele via nessas pessoas sem instrução.

O rabino perguntou ao chassid se por acaso ele tinha consigo algumas de suas mercadorias, e o negociante mostrou-lhe um pacote de diamantes. O rabino apontou para uma pedra grande e disse: "Este de fato é um belíssimo diamante."

O chassid sorriu. "Não, Rabino" – disse ele – "este está cheio de defeitos."

"Mas é mais bonito que as outras pedras" – disse o rabino.

O chassid explicou: "Por acaso é maior que os outros, mas devido aos seus defeitos, que podem ser vistos com uma lupa, vale muito menos. Veja aqui" – continuou – "esta é uma pedra menor, que pode não parecer tão brilhante quanto as grandes, mas é perfeita, e muito valiosa. Veja, Rabino, para conhecer o valor dos diamantes é preciso ser um especialista."

"Entendo" – disse Rabino Shalom Dov – "mas o mesmo é verdade sobre conhecer o valor das pessoas, onde também se deve ser um expert.’

A pedra de um milhão de dólares

Há muitos anos, pude avaliar a verdade das palavras do rabino. Eu tinha começado um projeto em Israel para reabilitar ex-condenados que tinham se afastado da lei devido a sua necessidade de sustentar seus hábitos com as drogas. Ao encontrar o primeiro grupo, tentei enfatizar que pessoas com um bom senso de auto-estima têm menor probabilidade de fazer coisas que as possam prejudicar, assim como alguém que possui um belo automóvel novo toma cuidado para não amassá-lo ou arranhá-lo.

Nesse ponto, um dos clientes me interrompeu, exclamando: "Você espera que eu tenha um senso de auto-estima? Tenho 34 anos, e passei 16 anos de minha vida na prisão, tendo sido condenado oito vezes. Quando saio da cadeia, ninguém quer contratar-me por causa de minha folha corrida, e não consigo arrumar um emprego para sustentar-me. Quando minha família é informada de que serei libertado da prisão, eles ficam preocupados. Sou um fardo e motivo de constrangimento para eles. Tenho certeza de que preferiam me ver morto! Como posso ter auto-estima quando todos no mundo me consideram um inútil, e nada além de excesso de bagagem da qual gostariam de se livrar?"

Fiquei chocado pelo desespero e pela aparente verdade contida nas suas palavras, mas disse: "Avi, você já viu uma vitrine de joalheria? Ali existem diamantes que valem milhares de dólares. Você sabe como é a aparência desses diamantes quando são extraídos da mina? Parecem pedaços de vidro sujos, feios, sem brilho e sem valor. Alguém que os julgasse pela aparência os jogaria fora sem pensar. No entanto, há um especialista que examina a rocha, e talvez apanhe uma dessas pedras "sem valor" e diz: ‘Oba! Acho que esta aqui vale um milhão de dólares!"
Um observador diria: ‘Jogue fora aquele pedaço de lixo e lave suas mãos.’ Mas o especialista diz: ‘Espere, vamos ver o que temos aqui.’ Ele então atira a pedra suja no processador da fábrica, e por fim aparece um diamante estonteante, capaz de cegar uma pessoa com seu brilho. Obviamente, não existe uma maneira de alguém colocar tamanha beleza numa pedra suja, O que o processador fez foi lapidar as camadas que ocultavam a beleza, e apenas expor o que estava escondido.

"Avi" – disse eu – "você está dizendo que não tem valor. Sou o especialista que pode ver o diamante precioso dentro de você. Se ficar conosco, nós o ajudaremos a revelá-lo."
Avi permaneceu em tratamento durante três meses, depois foi para uma "casa de transição", conseguiu um emprego e continuou a trabalhar por sua recuperação. Por fim, mudou-se para viver independente.

Um dia Anette, administradora da casa de adaptação, recebeu um chamado de uma família cuja mãe idosa tinha morrido e deixado um apartamento repleto de mobília para a qual eles não tinham utilidade. Queriam doá-la para a casa. Anette chamou Avi para ver se ele encontrava uma forma de retirar a mobília, e Avi disse que arrumaria um caminhão e cuidaria de tudo.

Dois dias depois, Avi telefonou para dizer que levara o caminhão, mas no apartamento tinha visto que a mobília estava velha e estragada, não podendo ser aproveitada. Anette disse que não podia recusar uma doação, e que ele a levasse mesmo assim.

Avi carregou o caminhão, e descarregou tudo na casa de transição. Estava subindo as escadas arrastando um sofá velho e quebrado quando caiu das almofadas um envelope com 5.000 shekels (cerca de 1800 dólares). Avi já tinha furtado bolsas e arrombado casas por menos de dez shekels. Aqui ele tinha em mãos 5.000 shekels, de cuja existência ninguém mais sabia. Não sendo muito versado em Lei Judaica, ele poderia facilmente ter pensado que a lei de "achado não é roubado" se aplicava ali, e que não teria sido crime ficar com o dinheiro.

Avi chamou a família para relatar seu achado. Eles agradeceram, e sugeriram que o dinheiro fosse doado à casa de transição.

Tempos depois, encontrei Avi e disse: "Eu não falei que havia um belo diamante escondido dentro de você? Quantas outras pessoas honestas teriam simplesmente embolsado o dinheiro sem falar uma palavra a respeito? Seu diamante realmente brilha, Avi."

Numa subseqüente viagem a Israel, Anette mostrou-me uma placa que Avi tinha afixado na porta da casa de transição: Está escrito: CENTRO DE PROCESSAMENTO DE DIAMANTES

Rebe Shalom Dov entendia bem a Mishná. Não há pessoa que deva ser menosprezada.

Você precisa apenas ser um especialista.

O DIAMANTE -- O REI DAS PEDRAS PRECIOSAS


     
 
   
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  O Diamante
 
 
  Dentre todas as pedras preciosas, o diamante sem dúvida é o "Rei". Um diamante polido, engastado num anel ou colar, ou até numa coroa real, é uma jóia belíssima; além disso, seu preço é muito alto.

O homem conhece o diamante há milhares de anos. Uma das doze pedras preciosas que o Cohen Gadol (Sumo Sacerdote) usava o Choshen (Peitoral) do Efod (veste do Sumo Sacerdote), representando as doze tribos de Israel, era um diamante.

O diamante é conhecido por ser a pedra mais dura e mais resistente. A palavra "diamante" é derivada de uma palavra grega que significa "inconquistável".

Há cerca de 130 anos, o diamante era bastante raro. Em 1866, os filhos de um fazendeiro na África do Sul encontraram uma pedra tão reluzente que chegava a soltar faíscas, e brincaram com ela, guardando-a entre seus brinquedos. Quando a mãe percebeu a pedra brilhante, deu-a a um vizinho, que a vendeu para um ambulante por alguns trocados. Aquela pedra era um diamante que depois foi classificado como pesando mais de 21 quilates.

As pessoas começaram a encontrar mais diamantes na mesma área. Em 1869, um pastor vendeu um diamante com mais de 83 quilates pelo preço de 500 ovelhas, dez vacas e um cavalo. A notícia do achado destes tesouros espalhou-se como fogo na mata. Logo havia milhares de "caçadores de tesouro" perto do Rio Vaal na África do Sul, onde os diamantes acima mencionados tinham sido encontrados. Alguns anos depois, começou a escavação no agora famoso campo de Kimberly. Ali também, o primeiro diamante foi encontrado por acaso.

Uns poucos "caçadores" chegaram ao local, onde mais tarde seria fundada a cidade de Kimberly. Eles estabeleceram uma fazenda. Isso foi no verão de 1871. Um dos trabalhadores fez algo de errado, e como castigo, foi mandado para cavar num campo das proximidades. Enquanto cavava, encontrou diamantes.

Houve uma corrida até o campo, e cerca de 1600 homens compraram cotas do lugar, embora tivesse apenas 10 acres de tamanho. Todos começaram a cavar em sua propriedade, e carregavam a rocha e a levavam por correntes até a mina na superfície; ai a "rocha" era lavada e filtrada, para fazer surgir os diamantes. O campo da mina foi transformado numa densa rede de correntes; fervilhava como uma colméia, todos trabalhando para si mesmos, não pensando no vizinho. Com freqüência, as finas paredes entre as minas desabavam, porque não havia um sistema de cooperação. Muitas vezes, um ou outro mineiro atingia um regato subterrâneo que inundava sua mina, e também as dos vizinhos.

Dois homens sonhavam criar um monopólio das minas de diamantes para eles próprios. Um deles era um inglês, Cecil Rhodes. Ele iniciou sua carreira alugando bombas de água para vários "escavadores", e pouco a pouco começou a adquirir pequenas cotas nos lucros. Também o outro homem, Barbey Barnatto, começou a comprar mais e mais cotas. Alguns anos depois Cecil Rhodes comprou as cotas de Barney Barnatto, e assim se tornou o único dono das famosas minas "De Beer". Este era o nome de uma família sul africana a quem os campos tinham pertencido originalmente, antes da descoberta dos diamantes.

Rhodes pagou 26 milhões de dólares para se tornar o único dono das minas de diamantes. A empresa que ele formou "Minas Consolidadas De Beer Limitada", atualmente controla a produção e o preço dos diamantes em todo o mundo.

Hoje em dia, 5 toneladas de diamantes são extraídas anualmente, e a maior parte vai para fins industriais, não para joalherias. O diamante pelo seu grau de dureza é usado para diversos propósitos: cortar ferro e aço, serrar pedras, polir, moer e raspar diversos tipos de instrumentos, etc.

O diamante industrial, embora inútil como jóia, é uma parte vital na indústria mecânica, como eletricidade ou outras formas de força. Em 1957, por exemplo, os Estados Unidos importaram 15 milhões de quilates de diamantes. Desse total, menos de 2 milhões de quilates foram para joalherias. O restante – mais de 13 milhões de quilates, ou quase 3 toneladas – eram diamantes industriais.

Como jóia, o diamante custa cerca de U$ 1000,00/quilate, ao passo que um diamante industrial custa apenas U$ 4,00/ quilate.

As minas de diamantes da África do Sul produzem a maioria dos diamantes. O Congo Belga (atual República do Congo, na África Central) tem a maior quantidade de diamantes industriais. Em 1957, 13 milhões de quilates foram extraídos, porém 95% deles eram da qualidade industrial, mais barata, que é moída até virar pó para fins de polimento. A África como um todo produz 97% de toda a produção mundial de diamantes. A produção mundial supera os 23 milhões de quilates por ano. Tanganica, Gana, África Ocidental Francesa e outras partes do Continente Negro também produzem boa quantidade de diamantes, mas todos são vendidos através da empresa De Beer.

Um dos primeiros países onde os diamantes foram descobertos foi a Índia. Ali os diamantes eram conhecidos há mais de 2000 anos. Segundo a lenda, o famoso "Koh-I-Noor" ("montanhas de luz"), que hoje faz parte dos tesouros da Coroa Britânica, foi descoberto na Índia.

Houve certa vez um diamante com uma lenda ligada a ele, chamado "o grande Mogul", e pesava 787 quilates. Há cerca de 300 anos, desapareceu, e foi cortado em pedras menores. Uma dessas partes, pesando 280 quilates foi utilizado para a coroa de um marajá indiano.

Dentre os tesouros russos, há um diamante das jóias da coroa dos antigos czares. É chamado "Orloff", e pesa 220 quilates. Um soldado francês o roubou de um templo hindu, do olho de uma estátua que ali havia. Isso ocorreu em 1700. A pedra mudou de mão muitas vezes, sempre com derramamento de sangue envolvido, até que chegou a Amsterdã em 1774. Ali, um príncipe russo, Orloff, comprou-a (por cerca de meio milhão de dólares) e deu-a de presente à rainha Catarina II. Alguns acreditam que também fazia parte do "Grande Mogul" extraviado.

Um dos diamantes mais famosos é o "Hope", uma pedra enorme, azul, rara. Está envolvido nas mortes trágicas de doze pessoas; também causou tragédias em duas famílias reais. É parte de uma pedra maior, que pertenceu ao rei francês, Luiz XIV. Foi roubado na época da Revolução Francesa. Posteriormente, apareceu na Inglaterra (44 quilates) onde um banqueiro, Henry Thomas Hope, comprou-a em 1800. Mais tarde, um sultão turco, Abdul Al Hamid, comprou-a, e a deu para sua esposa favorita usá-la ao redor do pescoço. Aparentemente o diamante também trazia má sorte, pois ele perdeu o trono. A pedra agora pertence a um mercador de diamantes em Nova York.

O maior diamante do mundo foi encontrado na Mina Premier em Transvaal, na África do Sul. Esta nova mina de diamantes foi descoberta em 1902 por um tal Thomas Cullinan. Três anos depois, o capataz, Frederick Wells, percebeu um raio de luz na lama de uma mina aberta; com seu canivete, ele desenterrou o maior diamante do mundo – 3106 quilates, ou meio quilo de peso.
O Governo de Transvaal presenteou o "gigante" ao Rei Edward VII da Inglaterra. A pedra foi chamada de "Cullinan". O rei escolheu o famoso lapidador, J. Osher de Amsterdã, para cortar a pedra. Este especialista estudou a pedra durante meses. Uma batida no lugar errado poderia partir a o diamante em pedaços.

As responsabilidade e a tensão eram indescritíveis. Algumas vezes ele desmaiou durante o trabalho. Finalmente, partiu com sucesso em nove diamantes grandes, e 100 jóias menores. A pedra maior pesava 530 quilates e foi engastada no Cetro real. A pedra leva o nome de "Primeira Estrela da África".

A "Segunda Estrela da África" do diamante Cullinan pesa cerca de 130 quilates, e enfeita a Coroa Real Britânica, que é usada na Coroação.

Cortar e polir um diamante bruto de tamanho grande pode levar um ano. O especialista precisa de extrema paciência, arte, e nervos de aço. Cada diamante tem suas próprias peculiaridades. O lapidador estuda os "músculos" internos, ou gramatura da pedra, faz diversas linhas demarcatórias ao redor do diamante, de modo a obter a pedra maior e o menor número possível de pedras pequenas; quanto maior a pedra, mais alto é o preço.

Às vezes ocorre que um especialista corte a pedra com uma batida do martelo no ponto exato, como fez J. Osher com o diamante Cullinan (e desmaiou na mesma hora). Ele foi informado mais tarde que o golpe tinha sido perfeito. Atualmente, os diamantes são cortados por serras especiais. São rodas, finas como papel, cobertas com pó de diamante misturado com azeite de oliva, e giram mecanicamente a grande velocidade, serrando o diamante bem lentamente, muitas vezes durante semanas. Somente um diamante pode cortar outro, porque não existe substância mais dura que o diamante.

Mas por que estamos contando sobre a história dos diamantes com tantos detalhes? Por que tudo que é criado no mundo, certamente possuí um propósito Divino.

O Báal Shem Tov, cujo aniversário é a 18 de Elul, declarou que todo judeu é um "diamante", porque possui as qualidades naturais daquela gema; é duro e determinado (um povo que não se dobra), e inconquistável na sua profunda crença interior no Todo Poderoso; os traços e qualidades inatas do judeu reluzem como raios do sol. Porém, assim como um diamante é bruto e opaco quando retirado da terra, e somente após ser lavado, raspado e polido emerge o verdadeiro "diamante", o mesmo ocorre com cada judeu. Suas boas qualidades estão ocultas no seu âmago, sob uma camada de "lama" que precisa ser lavada e limpa, até que sua centelha interior brilhe até a superfície. Aqui também, muita paciência e amor são necessários, grande Ahavat Yisrael (amor ao próximo) para fazer surgir aquilo que há de bom no outro. A pessoa precisa atingir o "ponto" certo.

Da mesma forma que é preciso um diamante para cortar e polir outro diamante, o mesmo ocorre com cada judeu. É somente num ambiente genuinamente judaico, que instila sabedoria de Torá e incentiva o cumprimento das mitsvot, que um judeu pode desenvolver suas qualidades da forma mais pura e elevada.