sábado, 22 de agosto de 2015

Mineradora faz prospecção para extrair ouro

Mineradora faz prospecção para extrair ouro


A companhia Água Nova Pesquisas Minerais Ltda vai realizar pesquisas para sondagem de minério de ouro no município de Onça do Pitangui, na região Central do Estado. A empresa obteve licença de operação (LO) junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) na última reunião da Unidade Regional Colegiada do Alto São Francisco do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), realizada no dia 18. Não foi divulgado o valor do investimento.
De acordo com o relatório aprovado pelo órgão ambiental, a pesquisa mineral será feita em uma área conhecida como Jaguara, localizada em Onça do Pitangui. O estudo de pesquisa e mineração, sem guia de utilização, tem validade de três anos e será feito através de furos de sondagem.
Segundo a empresa, para a identificação do minério na superfície e subsuperfície existem diversas técnicas e metodologias para diferentes fases da pesquisa. Primeiro, será feito o mapeamento geológico.
“Tal pesquisa é a etapa que precede a iniciativa de implantação de um projeto minerário, onde a existência de minério é estudada, sendo que nesta fase o corpo de minério é delimitado e quantificado, a fim de verificar que se é ou não técnica e economicamente viável”, informou a empresa em relatório enviado à Semad.
Já a sondagem é a etapa intermediária e avançada da pesquisa mineral e consiste na perfuração do solo para a coleta de amostras para análises químicas para identificação das substâncias e teores presentes.
Viável
Ainda de acordo com o relatório, a pesquisa mineral procede qualquer iniciativa de implantação de um projeto minerário e os resultados obtidos na fase de prospecção definirão a existência de uma jazida, ou se esta é ou não técnica e economicamente viável.
“Ressalta-se que a atividade de sondagem é necessária para compor os resultados a serem contemplados no Relatório Final de Pesquisa que a empresa deverá apresentar ao DNPM antes do vencimento de seu alvará de pesquisa”, destacou a Água Nova Pesquisas Minerais no documento.
Findado o prazo de três anos, as etapas que se seguem são compostas por detalhamento de sondagem, confirmação de existência de reserva lavrável, avaliação de viabilidade do projeto, para somente então definir a implementação de um empreendimento minerário.
Para essa primeira etapa exploratória de sondagem, onde as ocorrências são inicialmente testadas, foram programadas 179 furos de sondagem. Além disso, a empresa informou que para a instalação do equipamento é necessária a supressão da vegetação de uma área de cerca de 225 metros quadrados. A sonda ficará instalada de cinco a 10 dias.
A empresa prevê que para a realização das atividades serão necessários 22 profissionais, entre operadores de sonda, auxiliares de sondagem, supervisor, geólogos, técnicos de mineração, entre outros. A sondagem será realizada em dois turnos de oito horas cada.

Cotação deve ficar acima de 1.200 dólares em 2015

Cotação deve ficar acima de 1.200 dólares em 2015


Se estiverem corretas as previsões de Martin Murenbeeld, da Dundee Capital Markets, a cotação média do ouro em 2015 será de 1.237 dólares por onça, evoluindo para 1.315 dólares por onça em 2016. Porém, ele faz uma ressalva: tudo vai depender da evolução do cenário político mundial (em 2014, a crise da Ucrânia puxou a cotação do ouro 100 dólares para cima).
Para justificar suas previsões, feitas durante a convenção PDAC, ele se baseou em alguns fatores, como o aumento da taxa de juros pelo FED americano, a continuação do fortalecimento do dólar, a fraqueza da economia mundial (os preços das commodities caem quando o PIB mundial cresce menos que 4%) e a manutenção de uma política monetária que favorece as bolsas.

Fezes contêm ouro e metais preciosos, diz estudo

Fezes contêm ouro e metais preciosos, diz estudo



Fezes humanas contém ouro e outros metais preciosos que poderiam valer centenas de milhões de dólares – afirmaram especialistas. Agora o truque é saber como recuperá-los – um ganho potencial que poderia também ajudar a salvar o planeta. “O ouro que encontramos foi no nível de um depósito mineral mínimo”, afirmou Kathleen Smith, da US Geological Survey, após sua equipe descobrir metais como platina, prata e ouro em resíduos tratados.
Um estudo recente realizado por outro grupo de especialistas na área constatou que os resíduos de um milhão de americanos poderiam conter até 13 milhões dólares em metais. Encontrar uma maneira de extrair os metais poderia ajudar o meio ambiente ao reduzir a necessidade de mineração e reduzir a liberação indesejada de metais no meio ambiente. “Se for possível se livrar de alguns dos incômodos metais que atualmente limitam o quanto desses biossólidos podemos usar em campos e florestas, e ao mesmo tempo recuperar metais valiosos e outros elementos, temos uma situação em que todos saem ganhando”, disse Smith.
“Há metais em todos os lugares – em seus produtos para cabelo, detergentes, até mesmo nanopartículas que são colocadas nas meias para evitar maus odores”. Mais de sete milhões de toneladas de biossólidos saem das instalações de águas residuais dos Estados Unidos a cada ano: cerca de metade é usada como fertilizante nos campos e nas florestas e a outra metade é incinerada ou enviada para aterros sanitários.
Smith e sua equipe estão em uma missão para descobrir exatamente o que está em nossos resíduos. “Nós temos uma abordagem em duas frentes”, explicou Smith. “Em uma parte do estudo, nós estamos olhando para a remoção de alguns metais regulamentados de biossólido que limitam a utilização para aplicação no solo”.
“Na outra parte do projeto, estamos interessados em recolher metais valiosos que poderiam ser vendidos, incluindo alguns dos metais mais importantes tecnologicamente, como o vanádio e o cobre, presentes em telefones celulares, computadores e ligas metálicas”. Os resultados foram apresentados no 249º Encontro Nacional & Exposição da American Chemical Society (ACS), a maior sociedade científica do mundo, que acontece na cidade de Denver até a próxima quinta-feira.

Garimpeiros e mineradora canadense travam disputa por ouro de Belo Monte

Garimpeiros e mineradora canadense travam disputa por ouro de Belo Monte

A hidrelétrica de Belo Monte ganhou um forte aliado para alimentar as polêmicas que envolvem a exploração dos recursos naturais da Amazônia. Desta vez, porém, o interesse não está nas águas do Xingu. Agora, o alvo é o ouro. Nos pés da barragem de Belo Monte, a apenas 14 km do paredão erguido pela barragem da hidrelétrica, uma guerra foi deflagrada entre garimpeiros que vivem na região e a empresa canadense Belo Sun. A companhia, que não tem nenhum vínculo com a usina, quer transformar o local no maior projeto de exploração de ouro do Brasil. Mas as ambições minerais viraram caso de polícia.
A Belo Sun denunciou os garimpeiros de terem mexido em terras da região sem a devida autorização ambiental, justamente na área onde a empresa pretende instalar sua planta industrial para extrair ouro nas margens do rio Xingu, no município de Senador José Porfírio (PA).
A Polícia Civil abriu inquérito e partiu para cima dos garimpeiros. Há três semanas, a Divisão Especializada em Meio Ambiente (Dema), vinculada à Polícia Civil, convocou 16 garimpeiros para prestarem esclarecimentos na delegacia. Se condenados por crime ambiental, podem ser obrigados a prestar serviços sociais ou a pagar cestas básicas.
A população local ficou indignada. Os garimpeiros, que trabalham no local há mais de 60 anos, acusam a Belo Sun de querer expulsá-los sem direito a indenizações. Cerca de 2 mil pessoas da região vivem do garimpo. “As pessoas só querem ter seus direitos reconhecidos. A empresa não ofereceu nada para o povo. Estamos falando de gente que nasceu e se criou no lugar, e que não sabe fazer outra coisa”, disse Valdenir do Nascimento, presidente da Cooperativa dos Garimpeiros da região.
O ouro de Belo Monte está encravado no subsolo de uma região conhecida como Volta Grande do Xingu. A licença ambiental que os garimpeiros tinham para atuar na região venceu em dezembro do ano passado. Eles alegam que pediram renovação do documento para a Secretaria do Meio Ambiente do Pará, mas que esta deu uma autorização de lavra para uma área completamente fora do local onde eles atuavam, um pedaço de terra que não tem ouro. “Quando reclamamos que a demarcação estava errada, disseram que a gente não queria autorização nenhuma e cancelaram a licença. Ficamos sem ter onde trabalhar”, afirmou Nascimento.
O delegado Waldir Freire Cardoso, chefe de operação da Dema, disse que a polícia constatou a lavra de ouro sem autorização. “A denúncia envolvia pessoas e pequenas empresas que atuavam numa área que a Belo Sun diz que é dela. Para nós, não interessa se a denúncia vem da Belo Sun ou de quem quer que seja. A autuação foi motivada por conta de constatação do dano ambiental”, disse.
Licenças
Há três anos a Belo Sun busca o licenciamento para o seu garimpo industrial, processo que é tocado pelo governo do Pará. A empresa já tem a licença prévia do projeto e se prepara para pedir a licença de instalação, documento que libera efetivamente a extração do ouro.
O Ministério Público Federal questionou o Ibama sobre a necessidade de o órgão federal assumir a responsabilidade pelo licenciamento, dada a sua proximidade com a hidrelétrica e a potencialização dos impactos socioambientais por conta da mineração, mas o tema não saiu dos escaninhos da secretaria estadual.
A Norte Energia, dona da hidrelétrica, evita falar publicamente sobre os planos da Belo Sun, mas sabe-se que sua diretoria torce o nariz sobre a possibilidade de ter bombas explodindo no subsolo do Xingu, bem ao lado de sua barragem.
A Belo Sun foi insistentemente procurada para comentar o assunto, mas não retornou ao pedido de entrevista. A empresa, que pertence ao grupo canadense Forbes & Manhattan, um banco de capital fechado que investe em projetos de mineração, tem planos de aplicar US$ 1,076 bilhão no projeto “Volta Grande”, de onde sairiam 4,6 mil quilos de ouro por ano, durante duas décadas.
“A Belo Sun não tem mais direito de estar naquela área do que os garimpeiros artesanais, que estão ali há seis décadas. Apesar disso, a empresa age como se fosse proprietária da região, constrangendo os moradores do local e pressionando sua saída”, disse Leonardo Amorim, advogado do Instituto Socioambiental (ISA). “Trata-se de uma mineradora com um mero pedido de lavra e uma licença ambiental sub judice, numa terra pública.”

Subsidiária da Yamana, inclui mina C1 Santaluz, com valor patrimonial de US$ 97 milhões

Subsidiária da Yamana, inclui mina C1 Santaluz, com valor patrimonial de US$ 97 milhões


A Brio Gold, nova subsidiária da Yamana Gold formada pela cisão de ativos da mineradora no Brasil e a na Argentina, terá um valor patrimonial líquido (NAV, na sigla em inglês) estimado de 97 milhões de dólares. O valor inclui as minas Fazenda Brasileiro e C1 Santaluz, na Bahia, e Pilar, em Goiás. A Brio Gold iniciará suas atividades no ano que vem, com um capital inicial de até US$ 10 milhões, fornecido pela Yamana por meio de empréstimo ponte.
Segundo a mineradora, a formação da nova empresa não afetará a situação dos atuais empregados. Procurada pelo NMB, a Yamana informou por e-mail que as empresas terceirizadas “seguem sua rotina normal” e que os empregados da nova empresa “continuarão a atuar de acordo com o que estabelece os Acordos Coletivos de Trabalho vigentes em suas unidades”. De acordo com o analista Steven Green, as minas de ouro brasileiras não são significativas em termos de valor.
No entanto, com a cisão, os ativos podem se financiar e terão uma equipe de gestão exclusiva, segundo o especialista. O valor patrimonial líquido dos ativos que vão integrar a Brio Gold representam 2,1% do NAV total da mineradora canadense. A Yamana tem um valor de mercado de US$ 3,664 bilhões.