domingo, 23 de agosto de 2015

Brasileiros fabricam diamantes usando raios laser

Brasileiros fabricam diamantes usando raios laser

Brasileiros fabricam diamantes usando raios laser
O laser usado emite pulsos muito energéticos em intervalos extremamente curtos, concentrados em uma pequena área do grafite. [Imagem: LNLS]
Como fabricar diamantes
A formação de diamantes na natureza depende da presença de carbono em condições dantescas - pressões de 148 mil atmosferas e temperaturas de 2.500 graus Celsius, por exemplo - que fazem os átomos de carbono se rearranjarem em uma estrutura cristalina diferente.
Essas condições estão presentes naturalmente no interior da Terra, mas reproduzi-las em laboratório pode ser um tanto problemático.
Uma forma bem conhecida para sintetizar diamante é pressionar o grafite (gerando alta pressão) e fazer passar por ele uma corrente elétrica (gerando alta temperatura). É assim que são feitos os diamantes industriais.
Outra forma muito desejada de diamante, devido à dureza e à resistência ainda maiores do que as dos diamantes naturais, é composta por nanocristais - são os nanodiamantes. Eles também já foram produzidos em laboratório, mas por meio de um processo muito caro, por conta dos equipamentos necessários.
Nanodiamantes
Uma alternativa técnica e economicamente viável para a produção de nanodiamantes foi obtida agora por pesquisadores brasileiros.
Os patamares de pressão e temperatura necessários foram alcançados mediante uma onda de choque gerada por pulsos ultracurtos de raios laser.
"Além de gerar pulsos muito energéticos, o laser utilizado os emite em intervalos extremamente curtos [de 25 femtossegundos, isto é, 25×10-15 segundos] e os concentra em uma área extremamente reduzida [com raio de 65 micrômetros, isto é, de 65×10-6 metros]. Todos esses fatores convergem para que possamos alcançar os patamares necessários de pressão e temperatura da onda de choque," explicou o físico Narcizo Marques Neto, pesquisador no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) e idealizador do experimento.
Brasileiros fabricam diamantes usando raios laser
Além dos nanodiamantes, o experimento produziu uma nova fase do carbono, com uma estrutura similar à casca das cebolas, que ainda está sendo caracterizada pelos pesquisadores. [Imagem: Francisco C. B. Maia et al. - 10.1038/srep11812]
"Conseguimos um nanomaterial final altamente desejável para várias aplicações, com recursos relativamente modestos", acrescentou Francisco Carlos Maia, responsável pelos experimentos.
Entre essas aplicações citadas pelo pesquisador, a maioria já demonstrada experimentalmente, estão qubits para computadores quânticos, componentes para nanoeletrônica, transistores fotônicos, chips híbridos, além de revestimento de próteses articulares, marcadores celulares, vetores de fármacos etc.
Além disso, o grafite é usado na fase policristalina, a mais comum, em vez da forma altamente ordenada e bastante cara conhecida como HOPG (grafite pirolítico altamente orientado, na sigla em inglês), usada em outros experimentos. O laser utilizado, apesar de produzir pulsos ultracurtos com alta potência, também é acessível a laboratórios de médio porte, no país e no exterior.
Novas fases da matéria
Por interessante que tenha sido o resultado, os pesquisadores o consideram apenas um primeiro passo rumo a realizações ainda mais ousadas.
"Quando iniciarmos, em 2018, a operação da nova fonte de luz síncrotron, Sirius, teremos condições de alcançar, em experimentos de ondas de choque, pressões e temperaturas mais altas do que 1 terapascal (equivalente a 10 milhões de atmosferas) e 50 mil graus Celsius", enfatizou Narcizo.
A atual fonte de luz síncrotron do LNLS é de segunda geração. O Sirius, que, segundo o cronograma, emitirá seu primeiro feixe de luz em 2018, deverá ser, juntamente com o Max 4, em construção na Suécia, uma das primeiras fontes de luz síncrotron de quarta geração no mundo. Numerosos experimentos hoje impossíveis de serem feitos no país poderão ser realizados com o Sirius.
Dessa forma, o experimento que produziu os nanodiamantes é apenas uma prova de conceito de uma técnica que poderá render muitos outros frutos.
"A síntese e o estudo de novas fases da matéria em altíssimas pressões e temperaturas podem levar à descoberta de materiais com propriedades extraordinárias para aplicação cotidiana," concluiu Narcizo.

Diamantes negros, ou carbonados, têm origem extraterrestre

Diamantes negros, ou carbonados, têm origem extraterrestre

Diamantes negros
Diamantes carbonados, ou diamantes negros, podem ter vindo do espaço. [Imagem: Steve Haggerty]
Diamantes extraterrestres
Se de fato "os diamantes são para sempre," parece que, em relação ao planeta Terra, eles também "o são desde sempre". Geólogos descobriram que os chamados diamantes carbonados, ou diamantes negros, não se originaram na Terra, mas no espaço exterior.
O nome diamante carbonado foi cunhado no Brasil no século XVIII, e é usado internacionalmente ("carbonado diamonds"). Eles só ocorrem aqui no Brasil e na República Centro-Africana.
Cientistas de duas universidades norte-americanas agora descobriram que esse tipo muito específico de diamante, que não é encontrado em nenhuma mina na Terra, tem uma origem extra-terrestre.
"Elementos traço críticos para uma origem 'ET' são o nitrogênio e o hidrogênio," afirma Stephen Haggerty, um dos autores do artigo que descreve a descoberta. A presença de hidrogênio nos diamantes carbonados indica que eles foram formados em um ambiente rico nesse gás, no espaço interestelar.
Diamantes carbonados
Os diamantes tradicionais são minerados a partir de rochas vulcânicas chamadas kimberlitos. Eles também podem ser extraídos de fontes secundárias, chamadas aluviões, que se formam quando os kimberlitos são desgastados pela ação dos agentes naturais e fazem com que os diamantes soltem-se da rocha original e se acumulem, principalmente em cursos d'água.
Essa formação é praticamente idêntica em todas as minas ao redor do mundo. Mas nenhuma delas é compatível com a formação dos diamantes carbonados. Todas as minas de diamante do mundo em conjunto produziram cerca de 600 toneladas de diamantes convencionais desde 1900. Mas nenhuma delas produziu um quilate sequer de diamantes negros.
Segundo os pesquisadores, os diamantes carbonados foram formados em explosões de estrelas chamadas supernovas. Quando chegaram à Terra, eles eram do tamanho de asteróides, medindo até um quilômetro de diâmetro.

sábado, 22 de agosto de 2015

Diamante rosa é vendido pelo preço recorde de US$ 83 milhões

Diamante rosa é vendido pelo preço recorde de US$ 83 milhões

Joia é ovalado, tem 59,6 quilates e está livre de qualquer impureza.
Recorde anterior para um diamante era de US$ 46,2 milhões.

Um diamante rosa de 59,60 quilates foi vendido nesta quarta-feira (13) por US$ 73,9 milhões, quantia que se eleva a US$ 83,2 milhões ao adicionar-se os impostos e comissões que o comprador terá que pagar, informou a casa de leilões Sotheby's.
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Diamante rosa é ovalado, tem 59,6 quilates e está livre de qualquer impureza. (Foto: Reuters)Diamante rosa é ovalado, tem 59,6 quilates e está livre de qualquer impureza. (Foto: Reuters)


Com a venda, o diamante se transformou no mais caro já vendido em um leilão.
Conhecido como Pink Star (Estrela Rosa), o diamante tem o tamanho de uma ameixa, tem uma cor rosa intensa, sua forma é oval e é completamente puro. David Bennett, presidente da divisão de joias da Sotheby's na Europa e no Oriente Médio, bateu o martelo no hotel de Genebra depois de uma intensa disputa de cinco minutos.
Sotheby's afirma que valor obtido é novo recorde para um diamante (Foto: Reprodução)Sotheby's afirma que valor obtido é novo
recorde para um diamante (Foto: Reprodução)
O preço não inclui a comissão da Sotheby's, que os leiloeiros ainda devem revelar.
Três anos atrás, a Sotheby's tinha registrado o recorde anterior de US$ 46,2 milhões para um diamante, com a venda da gema 'Graff Pink'.
A venda do Pink Star foi o momento culminante do leilão de outono da casa Sotheby's em Genebra.
O mundo dos leilões está em efervescência após a venda na véspera da pintura mais cara já leiloada, "Three Studies of Lucian Freud", do pintor anglo-irlandês Francis Bacon, que alcançou os US$ 142,4 milhões. Em apenas quatro horas, a Christie's também vendeu em Genebra o maior diamante laranja do mundo, de mais de 14 quilates, por US$ 35,5 milhões.

Cão engole diamante de US$ 20 mil nos EUA


Cão engole diamante de US$ 20 mil nos EUA

Um cachorro provocou pavor nos seus donos depois de engolir um diamante de US$ 20 mil.
O incidente aconteceu em uma joalheria em Rockville, na região metropolitana de Washington, Estados Unidos.
Um vendedor entrou na loja para negociar um diamante, mas deixou a pedra cair no chão. O cachorro dos donos da loja, Soli, pulou e rapidamente engoliu a pedra preciosa.
Os donos da loja – Robert Rosin e George Kaufmann – levaram o animal a um veterinário para descobrir uma forma de recuperar o diamante. O conselho que receberam foi não fazer nada e deixar a natureza agir.
"Não foi muito agradável. Eu tive que acompanhá-lo. Eu tive que pegar na sua sujeira e revirá-la", disse Kaufmann.
Depois de três dias, o diamante apareceu, para o alívio dos donos da loja.

Esmeralda gigante encontrada na Bahia é disputada em processo de US$ 372 mi nos EUA

Esmeralda gigante encontrada na Bahia é disputada em processo de US$ 372 mi nos EUA

A esmeralda escavada na Bahia
Pedra da discórdia: Gema é uma das maiores já escavadas no mundo
Uma esmeralda gigante descoberta na Bahia é o objeto de uma disputa judicial em Los Angeles, Estados Unidos, onde um juiz está analisando o caso para decidir a quem pertence a gema.
A pedra de 360 kg, um dos maiores minérios preciosos já escavados do mundo, é avaliada em US$ 372 milhões.
Uma das partes do processo, Anthony Thomas, diz que comprou-a por US$ 60 mil de um negociante de pedras preciosas na Bahia pouco após ela ser descoberta, em 2001.
Thomas alega que, após fazer os devidos acertos para despachá-la para os Estados Unidos, foi enganado e levado a crer que a esmeralda fora roubada.
A esmeralda reapareceu pouco antes do Natal do ano passado. E pelo menos cinco partes reclamam a sua propriedade.
Segundo o site Courthouse News Service, há pelo menos duas outras versões para o que ocorreu com a peça.
Uma delas é mantida pelo negociante de jóias Ken Conetto, de San José, na Califórnia, que alega ter acertado com os proprietários originais da esmeralda, Élson Alves Ribeiro e seu sócio Ruy Saraiva, a responsabilidade por vender a pedra nos EUA. O lucro seria dividido entre os envolvidos no negócio.
Segundo o Wall Street Journal, a peça foi enviada em 2005 para Conetto em San José. De lá, ele enviou a gema para Nova Orleans, onde julgava ter encontrado um comprador.
No entanto, o furacão Katrina inundou o galpão onde a gema estava guardada e a venda nunca foi concluída.
Outra parte no processo alega ter recebido a gema de um negociante como garantia para uma operação de venda de diamantes pagos e nunca recebidos. Para saldar o negócio, ele teria retirado a pedra do depósito em que ela estava guardada e tentava vendê-la quando a polícia entrou no caso.
Uma foto divulgada em 2008 pelo xerife de Los Angeles mostra a pedra bruta, negra, da qual saem grossos cilindros verdes. Especialistas dizem que minerais como esse, em estado bruto, são extremamente raros.
O juiz do Superior Tribunal de Justiça de Los Angeles, John A. Kronstadt, disse que tomará a decisão sobre a propriedade da pedra apenas depois de avaliar uma a uma as alegações de propriedade da esmeralda baiana.