segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Folhas fósseis? Não, imagem das drenagens congeladas de Marte

Folhas fósseis? Não, imagem das drenagens congeladas de Marte




Uma linda imagem da superfície congelada de Marte mostrando, nitidamente, a cabeceira de drenagens, talvez resultantes do fluxo de água em um passado remoto.

Durante a estação mais fria do planeta são comuns imagens como essa onde se veem os vales parcialmente cobertos por gelo. O gelo visto na imagem não é de água, mas, provavelmente de CO2 (gelo seco).

Essas ocorrências são comuns nas latitudes mais elevadas do hemisfério sul do planeta.

Acredita-se que esse gelo possa criar atividade superficiais, inclusive deslizando e erodindo as drenagens como a da foto.

A imagem foi tirada no dia 11 de abril de 2015 pela HiRISE, uma câmara de alta resolução a bordo da nave da NASA que orbita Marte. Esta câmara está monitorando esta região em busca de mudanças no comportamento do gelo.

domingo, 30 de agosto de 2015

Geológos identificam jazidas de diamantes no Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso

Geológos identificam jazidas de diamantes no Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso







Geólogos do governo federal identificou várias novas áreas distribuídas pelo país que são potencialmente ricas em diamantes. A maior parte dessas áreas está presente no Pará, Amazonas, Rondônia e no Mato Grosso.

Os detalhes desses achados ainda são mantidos em sigilo e a previsão é que a esses dados podem atrair empresas e levar a um aumento da produção de diamantes no Brasil.

Essas pesquisas fazem parte do projeto Diamante Brasil, do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), órgão vinculado ao Ministério das Minas e Energia. As pesquisas de campo começaram em 2010 e desde esse ano as equipes de geólogos visitaram cerca de 800 localidades em todo Brasil, recolhendo amostras de rochas, fazendo perfurações e levantando informações sobre as gemas encontradas.
 
Segundo o geólogo Francisco Valdir Silveira, chefe do Departamento de Recursos Minerais do CPRM e coordenador do projeto, o objetivo dessa pesquisa é realizar uma espécie de tomografia das áreas diamantíferas no país. 

O ponto inicial da equipe de pesquisa foi uma lista que a De Beers, gigante multinacional do setor de diamantes, deixou com o governo brasileiro após anos de investimentos e atividades no país. Nessa lista constavam coordenadas geográficas de 1250 pontos, muitos deles kimberlitos, mas não constavam nada de detalhes sobre quantidades, qualidade e características das pedras. Kimberlito são rochas que servem como um canal do subsolo até a superfície, em que geralmente os diamantes são encontrados.
 
"O projeto Diamante Brasil não foi concebido para descobrir novas áreas de diamantes. Mas a grande surpresa foi que conseguimos registrar novos kimberlitos e áreas com potencial para que outros kimberlitos sejam descobertos", comentou Silveira.

"O projeto já descobriu e cadastrou mais de 50 corpos (possíveis depósitos de diamantes no subsolo)", acrescentou. Segundo Silveira, em praticamente todos os Estados a equipe identificou áreas com potencial para produção de diamantes. Várias delas não constavam no documento da De Beers, como por exemplo um kimberlito descoberto no Rio Grande do Norte. No entanto, as maiores novidades estão no Norte e Centro-Oeste (Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso).
 
Agora em 2013, com o trabalho de campo praticamente concluído, os geólogos do Diamante Brasil vão se dedicar mais à descrição dos minerais encontrados e às análises dos furos das sondas e o projeto vai ser finalizado no ano que vem.

Esse levantamento ajudará a atrair investimentos de mineradoras e ajudar na mobilização de garimpeiros em cooperativas. Com isso, vai haver um aumento na produção de diamantes no Brasil.

Atualmente, a produção nacional de diamantes é pequena e, em grande parte, ilegal, disse Silveira. É importante saber que o país é signatário do Processo de Certificação Kimberley, um acordo internacional chancelado pela ONU, que exige dos países participantes documentação que ateste procedência em áreas legalizadas.
 
Além disso, todo o diamante que sai do país é  produzido aindaem áreas de aluvião e Minas Gerais, Rondônia e Mato Grosso são alguns dos Estados com atividade garimpeira expressiva. O país não tem mina aberta extraindo diamante em rocha primária, no subsolo, onde estão depósitos maiores e as pedras são mais valiosas. Assim, os novos achados podem abrir caminho para potenciais novas minas.
 
De acordo com Silveira, reservas dos chamados diamantes industriais e também de gemas, para uso em joias, se espalham pelo país, que são os mais rentáveis.
 
Para se ter uma idéia de valores, um diamante pode ser vendido em um garimpo no Brasil por R$ 2 milhões. Posteriormente, um atravessador de Israel ou da Europa paga R$ 10 milhões pela mesma pedra e ela pode chegar a Antuérpia, por exemplo, para ser lapidada, ao preço de R$ 17 milhões ou até R$ 20 milhões.

Esses diamantes brutos, grandes e valiosos estão no radar do CPRM e esse projeto ainda não conseguiu desvendar um mistério sobre a origem dos maiores diamantes do país. O alvo principal é o município de Coromandel e região, no leste de Minas Gerais, onde foram encontrados nas últimas décadas grandes diamantes, vários com mais de 400 quilates.
 
Silveira finaliza que os geólogos do CPRM vão testar novos métodos para encontrar os kimberlitos que dão origem a essas pedras preciosas.

sábado, 29 de agosto de 2015

Minerador inglesa vai explorar diamante em Goiás

Minerador inglesa vai explorar diamante em Goiás


A mineradora Five Star, com sede em Londres, vai operar uma mina para exploração de diamantes no Estado de Goiás, com investimento de R$ 190 milhões.
A unidade ficará localizada entre os municípios de Catalão e Ouvidor (distante cerca de 300 quilômetros da capital), em uma mina desativada, e será a primeira em funcionamento da empresa, fundada no ano passado.
O Brasil foi escolhido por causa do potencial de exploração e pela segurança política do país.
“Pelo fato de a maioria das minas estarem relacionadas a problemas de guerrilha e ditadura na África, os investidores buscam fontes limpas do diamante”, diz Luís Maurício Azevedo, diretor-executivo da Five Star no Brasil.
Todo o aporte será destinado à aquisição de maquinários –80% deles nacionais– para fazer, por exemplo, a captação e a identificação do mineral por meio de raio-x e a separação das pedras.
A unidade deverá entrar em operação ainda neste ano, com 60 funcionários, e projeta produzir até dezembro 3.000 quilates.
A partir de 2016, a mineradora prevê que a produção anual atinja 400 mil quilates, dos quais cerca de 60% serão destinados à exportação.
A empresa pretende atuar somente no Brasil, com foco em Goiás, entretanto, tem sondagens em andamento também no Pará e na Bahia.

Turmalina Paraíba

Turmalina Paraíba


GENUINAMENTE BRASILEIRA E PARAIBANA.
A gema mais cara que o diamante!




As turmalinas são pedras brasileiras com uma enorme variedade de cores. As Turmalinas Paraíba estão entre as gemas mais raras e cobiçadas do mundo. Um grama da turmalina paraíba pode custar mais de US$100 mil. Cada quilate chega a valer US$50 mil.
Mas, afinal, o que significa a palavra "paraíba"? Uma reportagem do jornal inglês "Financial Times" revela que sua coloração incandescente e única deve-se a uma combinação de traços de cobre e manganês dentro da pedra. Assim, "paraíba" tornou-se denominação de um tipo de azul neon único, no mineral encontrado por aqui.







A Turmalina Paraíba foi encontrada pela primeira vez no distrito de São José da Batalha, no interior da Paraíba. O Brasil é rico em turmalinas, de diversas cores, mas a variedade de um azul único surgiu da obstinação do mineiro Heitor Dimas Barbosa, que escavou durante sete anos, até que, em 1989, achou um punhado de turmalinas. Estranhou a cor e mandou para análise no maior laboratório de gemas do mundo, o "Gemological Institute of America". Eram pedras únicas no planeta. O Instituto ficou tão impressionado que publicou uma reportagem de nove páginas em sua revista. De um azul profundo e hipnotizante, dizem os entendidos que esse tipo de gema é capaz de acender à noite. Outra coisa interessante em relação à Turmalina Paraíba, é que comumente ela possui em seu interior uma boa quantidade de ouro. De qualquer forma é o cobre que dá à ela o seu brilho inconfundível e as cores azul turquesa e verde, enquanto os tons de violeta e vermelho são causados pela presença do manganês. É importante ressaltar que as turmalinas paraíba mostram a sua magnífica cor somente quando lapidadas.

A beleza e raridade dessas gemas fascinaram o mercado. O fundador da H.Stern, Hans Stern, falecido em 2007, tinha as turmalinas como suas pedras preferidas. Era tão aficcionado pela gema que deixou uma coleção particular de turmalinas, a maior e mais importante do planeta, aberta à visitação pública na matriz da joalheria, no Rio. Hans Stern era um caçador de turmalinas, investindo e rastreando até que a coleção chegasse às espantosas 971 pedras de hoje.




O mercado das gemas acreditava ser a Paraíba a única produtora do mundo, quando em 2001 apareceram no mercado as turmalinas lapidadas, oriundas da Nigéria, muito semelhantes às brasileiras, mas o nome "paraíba" foi mantido, por ser a primeira ocorrência desse tipo de pedra no estado de mesmo nome.








A turmalina paraíba é utilizada pela grifes brasileiras Arrigoni, Amsterdan Sauer e H. Stern, além das internacionais Dior e Tiffany & Co UK












Uma Turmalina Paraíba de 191,87 quilates e lapidação oval está aguardando a sua inclusão na edição 2011 do Guiness Book of World Records. Ao ser incluída neste livro seu valor irá dobrar (leia-se alguns milhões de dólares).



A TURMALINA PARAÍBA

A TURMALINA PARAÍBA





            A novela Flor do Caribe tornou conhecida de milhões de brasileiros uma gema da qual pouca gente ouvira falar até então, a turmalina Paraíba. Isso não é de estranhar, porque a principal característica dessa gema é a raridade.

            Para início de conversa, a turmalina Paraíba só se tornou conhecida em 1989, quando foi descoberta na Paraíba (daí seu nome), na localidade de São José da Batalha, município de Salgadinho. Nos anos seguintes, foi descoberta também no Rio Grande do Norte (a divisa com a Paraíba fica bem perto de São José da Batalha), em dois locais do município de Parelhas.

          
              Após mais algum tempo, descobriu-se que havia turmalina Paraíba também na África, na Nigéria e em Moçambique. E só. Por enquanto, é o que se sabe em termos de ocorrência, e com um agravante: as jazidas brasileiras estão esgotadas e as africanas, até onde eu sei, também estão acabando. O que me deixa desolado; são cada vez mais remotas as chances de eu ter uma turmalina Paraíba na minha coleção de gemas...

        Existem turmalinas azuis (indicolita), verdes (verdelita), rosa, vermelhas (rubelita), incolores (acroíta) e pretas (schorlita).  Os cristais de turmalina são prismáticos ou colunares e muitas vezes mostram metade com uma cor e a outra metade com cor diferente. Outras vezes são três as cores, uma em cada ponta e uma terceira no centro do cristal. Mas, tem mais: alguns cristais são verdes externamente e vermelhos no centro (turmalina-melancia). Com toda essa profusão de cores, o que menos se esperava era a descoberta de uma turmalina de cor diferente de todas as conhecidas. Pois a turmalina Paraíba surpreendeu exatamente por isso, com uma cor azul muito diferente, que vem sendo chamada de azul elétrico, azul néon ou azul fluorescente. Pode também ser verde ou verde-azulada, mas também em matizes diferentes daquele da verdelita ou da indicolita.

        Mas, não são só a escassa distribuição geográfica e a cor inusitada que tornam essa gema rara. Contribui também para sua raridade o fato de raramente aparecer com boa transparência, tendo geralmente abundantes fissuras. Além disso, forma cristais pequenos: a grande maioria deles pesa menos de um grama e o maior cristal com qualidade gemológica encontrado até hoje tinha apenas vinte gramas.


            Com tudo isso, não é de se admirar que a turmalina Paraíba seja uma gema tão cara. Para se ter uma ideia, gemas lapidadas pesando entre 5 e 10 quilates (1 a 2 gramas), de excelente qualidade custam até 120 dólares por quilate se foram turmalinas comuns de cor rosa; até 200 dólares por quilate se forem verde a verde-azuladas; até 300 dólares se forem vermelhas e até 350 dólares se tiverem cor azul. Já as turmalinas Paraíba verde néon de mesma faixa de peso e mesma qualidade (excelente) valem até 10.000 dólares por quilate e as de cor azul-néon podem atingir 20.000 dólares o quilate. Se tiverem 10 quilates, o preço dispara para 35.000 dólares por quilate. Lembremos que são necessários cinco quilates para totalizar apenas um grama...


          Na novela Flor do Caribe, antes de descobrirem as turmalinas, Cassiano e Duque encontraram, na mina, um veio de cobre.  As jazidas brasileiras não têm esse veio, mas ele não chega a ser um absurdo geológico, já que o que dá a cor verde e azul à turmalina Paraíba é a presença de pequena porcentagem daquele metal (até 1,92%). Se houver também manganês, com pouco cobre, a turmalina Paraíba fica violeta. 

            As duas primeiras fotos são de Marcelo Lerner e estão no excelente livro Minerais e Pedras Preciosas do Brasil, dos meus amigos Andrea Bartorelli e Carlos Cornejo, onde os interessados podem encontrar informações adicionais sobre a mais valiosa turmalina brasileira.  A segunda é uma turmalina da coleção de Luiz Alberto Dias Menezes.
            A ultima foto são anéis da griffe Yael.