terça-feira, 8 de setembro de 2015

Tipos de solo que contêm ouro

Tipos de solo que contêm ouro

Tipos de solo que contêm ouro
Áreas com uma mistura de pedregulhos, cascalho e detritos de uma encosta adjacente são bons lugares para encontrar ouro
Medioimages/Photodisc/Photodisc/Getty Images
O ouro se forma em pedras duras e cristalinas, em depósitos comumente chamados "veias". Um filão é normalmente formado em áreas onde a pedra que contêm as veias foi alterada de alguma maneira. O ouro encontrado em um filão é cercado de sulfureto e telureto. Os minerais são gradualmente destruídos pelas forças da natureza, vento e chuva, deixando somente o ouro para trás. O mineral pode variar de pequenas partículas, como grãos, a pepitas.

Composição do solo

O ouro é frequentemente encontrado em solos que contêm rochas sólidas compostas de cinzas vulcânicas, chamadas tufos calcários. Uma análise revelará que o solo próximo a uma veia de ouro terá quartzo, feldspatos, feldspatoides e outros minerais de cor clara. A área emitirá uma campo magnético podendo, assim, ser encontrada com um detector de metais. Outros minerais associados com uma veia próxima incluem pirita, arsenopirita, pirrotita, galena, calcopirita, scheelita e stibnite. O ouro de alta qualidade será aquele encontrado nessas veias.

Vertente

Depósitos eluviais são compostos de ouro depositados pelo vento ou pela água no solo próximo à nascente de córregos. Correntezas, mudanças na temperatura, movimento da crosta terrestre e crescimento de vegetação também são capazes de remover o minério. De acordo com o site Arizona Outback, os elementos reduzem pedras a cascalho, areia, lodo e argila liberando o ouro. Os depósitos estão normalmente localizados próximos a um bolsão de detritos, que é uma superfície irregular na vertente de um fluxo de água próximo a uma fonte mineral. Em outras palavras, se houve uma mina localizada na região, comece a procurar pelos declives. A aluvião é um depósito formado quando veias foram desintegradas por força de intermpéries. Bolsões formados pela mistura de pedregulho, cascalho e detritos de uma encosta adjacente são lugares ideais para procurar o minério. O ouro encontrado nesses locais é tipicamente inferior e altamente concentrado em rochas.

Lençois d'água

Em um processo chamado de enriquecimento supérgeno, o ouro é carregado por um canal de lodo para os lençóis d'água. Ele é depositado e enriquecido nos depósitos lateríticos ao redor da área do lençol. Laterítico é um tipo de solo rico em ferro e alumínio que é encontrado em regiões tropicais de clima úmido e quente. De acordo com o site Arizona Outback, os primeiros garimpeiros dependiam desses depósitos para tornar as pequenas minas rentáveis. O ouro encontrado nesses locais é de baixa qualidade, mas em grande quantidade. Ouro de baixa qualidade é aquele encontrado próximo ou na superfície. Minas ao ar livre são mais recomendadas para mineração de depósitos lateríticos.

Areia

Chuvas de verão fazem com que o nível de córregos suba rapidamente. Esses córregos levam o ouro por escoadouros e aluviões. Areia e outros detritos são carregados por chuvas mais fracas, e forçam a entrada do ouro nesses fluxos d'água. A próxima chuva que ocorrer poderá varrer os materiais acumulados mais distante do filão. A concentração e movimentação do ouro será irregular graças à chuva, diz o site da Arizona Outback. O minério pode até ser encontrado no fundo de uma valeta temporária, formada durante as chuvas, e às vezes é encontrado em pequenos aglomerados próximo da superfície. O vento pode também descobrir o ouro, movendo areia e pedras leves, deixando exposta uma superfície folheada de ouro e outros minerais, expostos em formas razoavelmente concentradas.

Como reconhecer esmeraldas verdadeiras

Como reconhecer esmeraldas verdadeiras

Como reconhecer esmeraldas verdadeiras
Uma esmeralda genuína tem um matiz característico de verde
Hemera Technologies/AbleStock.com/Getty Images
Uma esmeralda é a versão verde-brilhante da pedra preciosa berilo. As pessoas valorizavam essas gemas fulgurantes desde a antiguidade. A conselho de Plínio, o imperador romano Nero autorizou a moldagem de uma esmeralda excepcionalmente clara através da qual o governante podia "refrescar e restaurar" sua visão enquanto assistia gladiadores em combate. Os aficionados modernos da esmeralda podem escolher uma série de alternativas menos caras à pedra preciosa, mas primeiro devem ser capazes de reconhecer uma esmeralda genuína. Um joalheiro determina primeiramente a autenticidade da esmeralda, depois verifica se é uma pedra natural ou criada em laboratório.


O que você precisa?

  • Lupa de joalheiro

Instruções

    Identificando a esmeralda genuína

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    Examine a cor da esmeralda. Tanto as esmeraldas naturais quanto as criadas em laboratório têm matiz variável, desde verde-pálido a verde-brilhante, chegando até o verde profundo verdadeiro. As pedras com uma coloração amarelada ou amarelo-esverdeada não são esmeraldas, mas provavelmente peridotos ou granadas verdes.
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    Note qualquer fulgor exibido pela pedra. O fulgor, ou o que os gemólogos denominam dispersão, refere-se aos matizes espectrais (flashes luminosos) que uma pedra mostra sob a luz branca. Os diamantes, por exemplo, têm muito fulgor. As esmeraldas naturais têm baixa dispersão e devem exibir pouco fulgor. As gemas verdes rutilantes são provavelmente zircônias cúbicas.
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    Examine as bordas da pedra, assim como a faceta de cima para reconhecer um doblete (vidro). Os fabricantes podem montar um sanduíche com uma camada fina de esmeralda mais pálida entre pedaços de vidro cortado, usando epóxi de cor verde profundo para simular uma esmeralda de alta qualidade. O exame das partes laterais da gema revela essas camadas em sanduíche, detectando-se, assim, as pedras falsas.
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    Fora a cor, o vidro  tem pouco em comum com as esmeraldas
    Jupiterimages/Photos.com/Getty Images
    Olhe a pedra através de uma lupa de joalheiro. Se as bordas das facetas parecerem desgastadas, provavelmente a pedra não é uma esmeralda genuína, mas vidro cor de esmeralda. As esmeraldas naturais e as criadas em laboratório têm uma dureza de 7,5 a 8 na escala de Mohs, maior que a do vidro (a de um diamante é 10). O vidro, relativamente mole, tem uma dureza de 5,5 e perde sua borda aguda rapidamente com o tempo e o uso.

    Identificando a esmeralda natural

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    Note o preço da esmeralda. Ainda que as esmeraldas naturais e as criadas em laboratório tenham os mesmos elementos constituintes, as pedras de formação natural custam centenas ou milhares de reais por quilate, dependendo da clareza e da cor.
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    Examine a gema a olho nu. As esmeraldas naturais geralmente contêm inclusões de líquido, gás ou sólidos minerais que lhe conferem uma aparência turva ou poeirenta. Esmeraldas grandes têm menos probabilidade de exibir boa clareza.
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    Compare a cor da gema com outras, se possível. As esmeraldas criadas em laboratórios exibem um matiz verde-brilhante que os joalheiros valorizam muito em esmeraldas naturais, enquanto aquelas formadas naturalmente têm cor variável. Se uma determinada pedra assemelhar-se perfeitamente a outras no estojo da joalheria, provavelmente é criada em laboratório.
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    Olhe a pedra através da lupa de joalheiro para examinar suas inclusões. Os joalheiros têm um termo para o padrão único de inclusões de cada pedra, chamado "jardin" da esmeralda, o termo francês para jardim. Cada "jardin" de bolhas, penas e fissuras da pedra é tão exclusivo quanto uma impressão digital, e somente as esmeraldas naturais têm essa característica.

Países onde são encontradas esmeraldas

Países onde são encontradas esmeraldas


Países onde são encontradas esmeraldas
Esmeraldas são pedras mais preciosas até do que os diamantes
Hemera Technologies/PhotoObjects.net/Getty Images
Esmeraldas, pedras preciosas verdes raras e luxuosas que têm sido valorizadas por séculos pelos egípcios, incas e astecas. Elas eram vistas como gemas sagradas com propriedades curativas e acreditava-se que elas traziam sorte. Sua dureza na escala de Mohs é entre 7 e 8. Como as esmeraldas são mais preciosas do que diamantes, verifique com um instituto gemológico para se certificar de que são reais.

América do Sul

Os dois principais países na América do Sul onde as esmeraldas são encontradas são a Colômbia e o Brasil. A Colômbia é o maior produtor dessas pedras do mundo. As esmeraldas colombianas são de um verde brilhante, muito valorizadas e estabelece o padrão pelo qual as outras esmeraldas são avaliadas. As três minas famosas que produzem essa pedra na Colômbia são Muzo, Chivor e Coscuez. Em 1963, o Brasil começou a vender esmeraldas e elas também eram consideradas gemas de alta qualidade. As pedras do Brasil variam de tons claros aos raros tons de verde escuro, que são produzidos na mina de Nova Era. O Brasil também produz uma esmeralda única de olho de gato que possui raios em forma de estrelas.

África

As esmeraldas podem ser encontradas em Gana, na África do Sul, Zimbábue, Zâmbia e nas florestas tropicais de Madagascar. Desses, Zimbábue e Zâmbia são internacionalmente reconhecidos como produtores de esmeraldas de alta qualidade. As mais antigas, que são datadas de cerca de 2,600 milhões de anos atrás, vêm do Zimbábue. Elas são pequenas e possuem uma cor verde-amarelada. A Zâmbia possui o segundo maior depósito de esmeraldas, mas a mineração é limitada devido ao uso de ferramentas manuais. As esmeraldas desse país são de um verde escuro e têm tons azulados.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, a Carolina do Norte apresenta uma oportunidade única porque é permitido que o público procure por esmeraldas. Localizada próxima das montanhas Brushy, em Hiddenite, Carolina do Norte, a Emerald Hollow Mine possui mais de 60 tipos de gemas. Muitas das pedras encontradas na mina quebraram recordes como as maiores esmeraldas do mundo. Existem três métodos que os visitantes podem usar para procurar pelas gemas: com água, que envolve lavar baldes de minérios para procurar por elas; procurar na água da montanha que pode ter pedras devido à erosão; e cavando.

Rússia

As esmeraldas têm uma longa história na Rússia. A primeira gema foi encontrada lá em 1830 e a primeira mina, de St. Mary, foi descoberta em 1833. A mineração de esmeraldas parou depois da Primeira Guerra Mundial e só voltou em 2005, quando a companhia de mineração Urals ganhou os direitos sobre um grande depósito de esmeraldas e as reintroduziu no mercado. As gemas da Rússia são em um tom de verde claro ou floresta, com muita limpidez.

Quais são os maiores países produtores de esmeraldas?

Quais são os maiores países produtores de esmeraldas?

Quais são os maiores países produtores de esmeraldas?
A maioria das esmeraldas é usada em joias
Hemera Technologies/PhotoObjects.net/Getty Images
Esmeraldas, e não diamantes, são os melhores amigos da mulher, de acordo com “Gemstone.org”. As gemas são consideradas assim devido à escassez de pedras perfeitas. Ao contrário dos diamantes, uma esmeralda com inclusões (jardins), ou pequenas fraturas dentro da pedra, são consideradas parte da personalidade e são evidências de que a esmeralda é verdadeira. Elas são extraídas em todo o mundo, incluindo a América do Norte, mas a maioria das gemas de qualidade e pedras finas é constantemente encontrada e produzida em poucos locais.

Colômbia

Desde a era dos Incas, a Colômbia lidera o mundo na produção de esmeraldas. Embora haja mais de 140 jazidas de esmeraldas mapeadas, apenas três estão sendo exploradas. As minas mais antigas estão em Muzo e Chivor e estão ativas desde os tempos pré-colombianos. A mina mais lucrativa financeiramente é Coscuez, respondendo por cerca de três quartos da produção da Colômbia. Esmeraldas colombianas são bem valorizadas, devido às suas profundas cores verdes.

Brasil

Descobertas pela primeira vez em 1920, as esmeraldas brasileiras foram consideradas de menor qualidade do que as da Colômbia e da Zâmbia. No entanto, desde 1980, as minas nos estados da Bahia, Minas Gerais e Goiás têm produzido esmeraldas comparáveis às da Colômbia. A mina Nova Era na região de Itabira também produz esmeraldas raras, como a “olho de gato”, e outras ainda mais raras, como a “estrela de seis pontas”. O Brasil atualmente possui uma diversidade de esmeraldas maior do que qualquer outro país.

Zâmbia

A Zâmbia extrai pedras de esmeralda transparentes e verde escuro. A cor é mais profunda do que as esmeraldas colombianas, muitas vezes com leves tons de azul. Essa cor e poucas inclusões nas gemas são responsáveis pela crescente popularidade das esmeraldas zambianas. As melhores pedras são de cor clara, verde-grama, embora tendem a ser menores do que as pedras mais escuras. A maioria das gemas finas é produzida nas minas de Kamakanga e de Kagem, na região nordeste do país.

Zimbábue

Esmeraldas da mina Sandawana no sudoeste do Zimbabwe são algumas das gemas mais antigas do mundo. As esmeraldas foram descobertas pela primeira vez em 1956 e são pequenas, mas de muito boa qualidade. Elas possuem uma cor verde brilhante, muitas vezes com tons amarelados. Uma pedra de três quilates da mina Sandawana foi vendida em 1980 por R$ 120.000. Comparada ao Brasil e à Colômbia, a produção de esmeraldas do Zimbábue é baixa, no entanto a qualidade de esmeraldas extraídas é três vezes maior do que a de diamantes com o mesmo tamanho.

Estados Unidos

A esmeralda vermelha, uma das pedras preciosas mais raras do mundo, é quase quimicamente idêntica à esmeralda verde. Um pequeno vestígio de manganês gera a cor vermelha. Elas são encontradas apenas na encosta oriental das montanhas Wah Wah, em Beaver County, Utah. Atualmente, o maior corte de esmeralda vermelha pesa pouco mais de quatro quilates e as gemas são tão raras que só se extrai uma para cada 150 mil diamantes e 15 mil esmeraldas verdes. O custo de uma esmeralda vermelha facetada é de aproximadamente R$ 20.000 por quilate.

Esmeraldas famosas

A esmeralda NAEM (The North American Emerald Mines), originalmente conhecida como “Rist Mine Emerald”, pesando 1.869 quilates, foi encontrada em 2003, em uma das terras da empresa na Carolina do Norte. Ela é a maior esmeralda já encontrada na América do Norte. “The Sacred Emerald Buddha” (O Sagrado Buda Esmeralda), com 3.600 quilates, descoberta na Zâmbia, em 1994, apresenta um Buda em baixo-relevo esculpido por uma artesã na Tailândia. A esmeralda de 632 quilates, sem cortes, conhecida como “The Patricia Emerald” (A Esmeralda Patrícia), foi encontrada em 1920, na mina de Chivor, Colômbia. Ela foi originalmente conhecida como "Patrizius", em honra ao St. Patrick, da Irlanda.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

O excremento que mudou a geografia do mundo

O excremento que mudou a geografia do mundo



 
Entre os vários legados que os Incas nos deixaram um dos mais impactantes e, mesmo assim, pouco conhecido é o do guano.

Os Incas já utilizavam o guano por mais de 1.000 anos antes da chegada dos conquistadores espanhóis.

O guano é um fertilizante natural riquíssimo em fosfato e nitrogênio, resultante da acumulação de excrementos e urina de pássaros e/ou morcegos ao longo de milhares de anos. Estudos mineralógicos indicam que o guano é fundamentalmente composto por minerais como a hidroxiapatita, apatita, variscita e crandalita.

Os fosfatos estão entre os fertilizantes mais importantes e eficientes e são usados intensivamente na agricultura, pecuária e nas indústrias químicas.

Os Incas sabiam da importância do guano que se acumulava em algumas ilhas como as Chincha, na costa do Peru.

Ilhas Chincha- lavra de Guano Essas três pequenas ilhas graníticas a pouco mais de 20km da costa abrigavam uma população gigantesca de pássaros cujos excrementos, ao longo de milhares de anos, formou uma espessa camada de guano que ultrapassava 45m.

Diziam os espanhóis que o cheiro dessas ilhas (foto) era tão intenso que afastava a maioria dos visitantes.

Nada crescia nas ilhas Chincha.

Mas os Incas sabiam muito bem o valor do guano lá depositado ao longo do tempo geológico.

Os espertos conquistadores espanhóis, em seus relatórios, discutiram o enorme valor que os dirigentes do Império Inca davam ao fertilizante. Segundo eles os acessos às ilhas era proibido e qualquer perturbação aos pássaros era punida com a morte.

Ilhas Chincha- lavra de Guano Somente em 1802 o naturalista e geólogo prussiano Alexander Von Humbolt (autorretrato 1815) iniciou uma pesquisa sobre as propriedades fertilizantes do guano, que atraiu a atenção mundial e detonou o famoso Boom do Guano.

Foi no século 19 que o boom se intensificou e os europeus invadiram as ilhas peruanas e do Caribe depredando quase todos os recursos de guano existentes na costa do Pacífico.

Fortunas foram feitas e a exploração do guano se propagou a todos os cantos da Terra.

Em 1828 um navegador americano descobriu uma ilha na costa da Namíbia coberta por “excrementos de pássaros”. A história foi contada em um livro e gerou uma nova corrida ao guano, tido, então, como o melhor fertilizante do mundo.

Em 1842 uma pequena expedição redescobriu a Ilha de Ichaboe na costa Sul-Africana. A notícia fez milhares de aventureiros se lançarem em busca do guano africano.

Um capitão inglês, Sir John Marshall, escreveu em seu diário o inferno que se tornaram as jazidas de guano africanas: “ imagine uma frota de 233 embarcações, algumas delas velhas e obsoletas, conduzidas por tripulações de bêbados e desqualificados, mais de 3.500 tripulantes da pior espécie...”

Em pouco tempo as ilhas africanas de Ichaboe e outras similares foram literalmente limpas de todo o guano.

Como era de se esperar a riqueza atraiu a atenção das potências e durante a Guerra do Pacífico (1879-1883) o Chile se apoderou de grande parte das jazidas peruanas de guano e salitre.

Em 1856, de olho na riqueza do guano, os americanos, em um ato imperialista clássico, promulgaram o Ato das Ilhas de Guano.

Através deste ato qualquer cidadão americano poderia se apoderar de qualquer ilha com jazimentos de guano em qualquer lugar do planeta...

Esta lei dava ao presidente americano o poder do uso de força militar para proteger os interesses destes americanos e, consequentemente, segurar as jazidas de guano.

Na época os Estados Unidos já importavam quase 800.000 toneladas de guano.

Foi através deste ato que os Estados Unidos “conquistaram” mais de 100 ilhas ao redor do globo, alterando completamente a geografia do planeta.

Algumas destas ilhas do Ato do Guano ainda continuam em litígio.