quinta-feira, 10 de setembro de 2015

NO CARIRI: São José da Batalha é o berço da turmalina azul

NO CARIRI: São José da Batalha é o berço da turmalina azul




Localizado no Cariri paraibano, o Distrito de São José da Batalha é o berço da uma das pedras mais belas e cobiçadas do mundo – a Turmalina Paraíba. De um azul intenso, a pedra registra cotação superior a dos diamantes por sua raridade, chegando a custar US$ 50 mil por grama.
Grifes como Dior, Tiffany e H.Stern chegaram a vender jóias de até R$ 3,07 milhões com apenas uma turmalina. Embora a pedra seja tida como escassa em São José da Batalha, a possibilidade de encontrar novas jazidas alimenta o sonho de muitos garimpeiros na região e é confirmada pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
A Turmalina Paraíba, também chamada de turmalina azul, foi encontrada pela primeira vez há cerca de 25 anos. Seu descobridor, o mineiro Heitor Barbosa, é um dos detentores da lavra de São José da Batalha, juntamente com familiares do deputado João Henrique. Após a descoberta, a intensidade do azul apresentado pelas Turmalina Paraíba conquistou o mercado internacional, virando modismo principalmente na Europa. A raridade, cor e brilho da pedra são os principais responsáveis por sua alta cotação, de acordo com a Companhia de Desenvolvimento de Recursos Minerais da Paraíba (CRDM).

“A coloração incandescente e única deve-se a uma combinação de traços de cobre e manganês na estrutura cristalina deste mineral, tornando-se de um tipo de azul único encontrado por aqui”, afirma o diretor-presidente da CDRM, Geraldo Nobre. Hoje, no entanto, a mina de São José da Batalha está em fase de exaustão e a exploração está praticamente paralisada, conforme CRDM. Mas para o superintendente substituto do DNPM, José Toledo, há chances de haver jazidas inexploradas por conta da existência irregular de pegmatitos – rocha que é fonte da turmalina –, na região.
“A ocorrência de gemas preciosas em rochas pegmatíticas é errática e teoricamente não há como afirmar em ‘reservas esgotadas’. Se os pegmatitos existem, e ocupam uma grande região entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte, existe sempre a possibilidade de se encontrar gemas preciosas. Esta é a eterna esperança que move o garimpeiro”, afirma José Toledo.

Enquanto as novas jazidas não são descobertas, os mineradores buscam alternativas na Paraíba. Segundo a CDRM, a exploração dos pegmatitos da meso região do Seridó paraibano, está voltada atualmente para a extração de quartzo, feldspato e mica (minérios industriais). “A extração de metais e de gemas (principalmente nióbio, tântalo, estanho, águas marinhas e turmalinas), fica como uma atividade secundária”, explica o diretor-presidente da Companhia.
Outras gemas preciosas, incluindo variedades de turmalinas são também encontradas na Paraíba como água marinha, ametista e quartzo róseo.
Temos a maior produção de rutilo e ilmenita no Brasil
Das dunas de Mataraca, no litoral paraibano, sai a maior produção de rutilo e ilmenita – minerais aplicados na fabricação de tintas – do país. A multinacional Millennium Mineração Ltda é responsável pela extração do minério do grupo Cristal Global no Brasil. A mina, cuja produção de ilmenita foi iniciada em 1983, é explorada sem causar danos à natureza, segundo o diretor de operações da CRDM, José João Correia de Oliveira.

“Antes da descoberta desta mina, o Brasil importava este produto da Austrália. Agora, a multinacional manda estes minérios para a Bahia onde é processado junto às fábricas de tinta, abastecendo o mercado brasileiro”, informou o diretor de operações. Oliveira destaca ainda a produção de cimento paraibana, que é uma das maiores do Nordeste e está concentrada em João Pessoa, Bayeux e Caaporã. “Também produzimos a bentonita, que é utilizada na perfuração de poços de Petróleo, tendo a Petrobras como principal compradora”, destaca.
O diretor lembra que a existência de ouro em Princesa Isabel, onde uma tonelada e meia foi medida há 30 anos, ainda desperta interesses fora da Paraíba. “Este ouro era superficial, os garimpeiros foram tirando e chegaram a uma profundidade tal, que agora só é possível explorar através de sondagens. E existem várias empresas interessadas na área, uma delas é da Bahia”, revelou.

Outra grande variedade de minérios é destacada pelo superintendente substituto do DNPM, José Toledo. “A Paraíba produz argilas para a indústria cerâmica, bem como vermiculita e rochas ornamentais exóticas de grande aceitação no mercado. Além disso, pesquisas de minério de ferro vem sendo realizadas em diversos municípios paraibanos. Nos últimos cinco anos, com o aumento desta commodity no mercado internacional, o numero de áreas requeridas vem aumentado significativamente”, afirmou.
Diante de tantas potencialidades, Toledo lamenta a insuficiência de estudos que poderiam contribuir com o desenvolvimento do setor. “A economia mineral da Paraíba carece de maiores estudos para que possa apresentar dados atualizados, e acabar com a clandestinidade, bem como com as lavras ilegais o que somente beneficia os grandes consumidores, prejudicando o trabalhador”, afirma.

Tia Maria sob ataque

Tia Maria sob ataque



 
Desde maio deste ano o projeto da Southern Copper, Tia Maria está sob ataque.

O conflito com os habitantes locais é violento. Os locais acreditam que a mina irá drenar e acabar com a água, necessária à agricultura e poluir os suprimentos.

Tia Maria, no Peru, é um dos gigantescos jazimentos de cobre que ainda espera o desenvolvimento. O projeto é do interesse do Governo que participa ativamente das negociações.

Estima-se que Tia Maria tenha 641 milhões de toneladas a 0,39% Cu.

A proprietária, a americana Southern Copper, pretende investir US$1,4 bilhões em CAPEX e iniciar a produção ainda em 2018. No entanto os conflitos recentes estão atrasando as obras e, aos poucos, começam a inviabilizar o investimento.

Nas últimas manifestações três pessoas foram mortas. Apesar dos esforços dos negociadores não existem sinais de acordos ou paralisação das hostilidades no curto prazo.

Ao que tudo indica a mina de Tia Maria vai ser adiada por muito tempo...

Novos estímulos na China fazem preço do cobre subir

Novos estímulos na China fazem preço do cobre subir



 
Após as autoridades chinesas informarem ao mercado que novos estímulos à economia serão criados, os preços do cobre reagiram.

O mercado futuro para dezembro, o mais negociado, subiu para US$2,44 a libra, um dia depois da maior subida em dois anos.

O cobre já está com o maior preço em sete anos.

O reflexo nas mineradoras foi imediato.

A Glencore subiu 4,8%, a Freeport McMoRan 3,17%, a Rio Tinto 3% e a BHP 2%

A Vale está subindo  2,26% no momento...

Corpos no cometa 67P?

Corpos no cometa 67P?



 
Os Ufologistas não descansam.

A última teoria é que o cometa 67P, que está sendo orbitado pela Nave Rosetta, foi um dia utilizado para enterrar corpos de aliens humanoides.

Segundo Scott Waring da UFOSightingsDaily esta imagem do cometa mostra corpos de aliens gigantescos que deveriam ter, quando em pé, mais de 80 metros de altura.

Waring vai mais longe e acredita que esses corpos têm muito a ver com a música vinda do 67P que foi detectada pelos instrumentos da Rosetta.



 



Você concorda com Scott Waring?

O interessante é que funerais no espaço já existem. A nave New Horizons que passou por Plutão há poucas semanas carrega as cinzas de Clyde Tombaugh o astrônomo que descobriu o planeta anão.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Anglo vende a maior mina de platina do mundo

Anglo vende a maior mina de platina do mundo



 
A jazida de platina de Rustenburg está encravada no Complexo Ígneo do Bushveld. Trata-se de um depósito com geologia única, de grande porte, associado a um nível de norito pegmatoide de apenas 45cm de espessura média: o Merenski Reef.

Este nível é rico em metais do grupo da platina, cobre, níquel, cobalto, cromo e ouro.

O interessante é que o Merenski é contínuo por centenas de quilômetros tanto lateralmente como em profundidade. Esta excepcional continuidade o tornou no mais importante jazimento de platina do mundo.

A Jazida, que era lavrada pela Amplats, controlada pela Anglo American, vinha perdendo dinheiro nos últimos anos.

Os prejuízos ocorriam graças aos preços menores da platina e aos incessantes problemas entre a empresa, os sindicatos e os mineiros.

Depois de anos de negociações a Anglo percebeu que Rustenburg era um problema que ela não estava em condições de resolver.

É aí que entrou a Sibanye Gold.

Para quem não sabe a Sibanye é a maior produtora de ouro da África do Sul e uma das dez maiores do mundo. A mineradora emprega mais de 44.000 funcionários, a vastíssima maioria da África do Sul e 29% de países vizinhos.

A Sibanye, uma derivada da Gold Fields, conseguiu o improvável. A empresa transformou as minas de baixa performance da Gold Fields em minas lucrativas em apenas dois anos. O segredo foi baixar os custos mantendo 35.000 mineiros empregados.

É este retrospecto que pode fazer a Sibanye Gold conseguir o que a Anglo não mais conseguia: tornar a mina de Rustenburg em uma unidade lucrativa.

Rustenburg Platinum Mines ainda tem uma reserva de 88 milhões de onças de metais do grupo da platina o que tornará a Sibanye em uma líder mundial multi-commodity com foco nos metais preciosos.

O valor do negócio é de US$330 milhões sendo US$110 milhões à vista.

As ações da Sinbanye subiram mais de 10% no anúncio.