Ouro sobe e acelera ganhos das mineradoras
A onça do ouro está cotada, no momento, a US$1.133,30. Para muitos isso
pode ser o começo da tão esperada virada de mesa. Afinal, pelo menos
nos últimos dias, existe uma real tendência de alta.
Como não poderia ser diferente as ações das mineradoras de ouro estão,
novamente, experimentando fortes altas: a AngloGold Ashanti passa de
10%, a Yamana Gold supera os 4% e a Barrick e a Kinross tem altas
próximas dos 4%.
Os ganho mais elevados da AngloGold refletem os resultados do último
trimestre, quando foram produzidos 1 milhão de onças de ouro a um AISC
muito baixo de US$718/oz. Esta notícia é música para os investidores que
passam a apostar mais em uma mineradora que mostra qualidade e baixo
custo. Uma combinação quase perfeita.
Um belo dia para a mineração de ouro.
Mineradora descobre jazimento de antimônio quando pesquisava ouro
A mineradora New World Gold
Corporation descobriu um depósito de antimônio quando prospectava ouro
em uma de suas concessões minerais nos Andes.
Sem perder tempo a empresa já está negociando com possíveis compradores
chineses, já que a China é a maior mineradora de antimônio do mundo
produzindo mais de 84% do antimônio do planeta.
O antimônio é utilizado na indústria do aço, em ligas com o estanho e na
microeletrônica. Minerais de antimônio frequentemente se associam ao
ouro em jazimentos ricos em sulfetos e sulfosais.
Imagem: estibinita, sulfeto de antimônio. O principal mineral de antimônio
Ouro em alta...no Brasil. O que esperar da crise?
Se existe algo totalmente aleatório é a previsão do preço de uma
commodity ou ação em um período muito curto, de horas, por exemplo.
Entretanto é sempre fácil entender um gráfico quando olhamos para trás. Aí qualquer um vira um expert.
No caso dos preços do ouro, no entanto, existe uma aposta que parece ser
altamente viável: a de que o grama do ouro em reais, irá subir nas
próximas semanas, podendo facilmente superar os R$150/g.
No gráfico ao lado percebe-se que, aqui no Brasil, os preços do ouro não
param de subir, enquanto que no exterior os preços (em dólar) estão em
baixa ou andando de lado.
O motivo deste fenômeno é a desvalorização do real em frente ao dólar.
A péssima gestão da economia brasileira feita pelo nosso Governo, que
nos levou a perder o grau de investimento, é a grande responsável por
essa desvalorização do nosso país e, consequentemente, da nossa moeda.
É o efeito Brasil que faz o ouro subir aceleradamente.
O dólar sobe e, tudo indica, deverá continuar a subir por um tempo
considerável alavancado pelo mar de escândalos, corrupção e, talvez, por
novos rebaixamentos do rating do Brasil.
Uma boa notícia para os exportadores, que recebem em dólar, e para os investidores que aplicaram no ouro.
Portanto, se você gosta de investimentos de risco considere aplicar no ouro, em reais. As chances, desta vez, estarão do seu lado.
Desgraça de uns...
Petrobras recebe um rating de lixo um dia após rebaixamento do Brasil
A Standard & Poor´s rebaixou a Petrobras a junk (lixo).
A partir de agora a Petrobras perde o grau de investimento passando a
ter o grau especulativo BB, das empresas menores de alto risco para o
investidor.
A agência Moody´s já havia classificado as ações da Petrobras como lixo em fevereiro.
Com esses rebaixamentos os grandes fundos de investimentos não poderão
mais investir na Petrobras, o que deverá criar um processo de vendas e a
consequente queda nos preços das ações da estatal.
É um momento triste para a economia brasileira quando a maior estatal é
considerada alto risco para investimentos, o mesmo grau especulativo que
o Brasil também recebeu a menos de 24 horas.
Brasil é rebaixado para lixo. Quais as consequências na mineração?
O último desastre da Era Dilma se abateu como um gigantesco meteorito sobre o empobrecido Brasil.
O rebaixamento sofrido pelo nosso país é uma desgraça que reflete vários
anos de total irresponsabilidade de um governo que teima em destruir
tudo aquilo que foi conquistado à duras penas.
Lutamos por décadas para promover o Brasil e a sua imagem no exterior.
Todos nós que estivemos envolvidos em incontáveis reuniões na América do
Norte, Europa e Ásia, com empresários, brokers, banqueiros, mineradores
e uma gama de investidores sabemos o quão importante é a imagem do
Brasil no exterior.
Uma imagem não se conquista da noite para o dia. Foram necessárias
décadas de trabalho contínuo para convencer o investidor e apagar o
estigma de corrupto, mau pagador e de inseguro que o nosso país tinha
aos olhos da comunidade mineral internacional.
Os bilhões de dólares que buscamos no exterior, investidos em pesquisa
mineral, era o prêmio evidente de um trabalho bem feito em um país que
tanto nos orgulhava.
Nesta época os investimentos fluíam e a mineração e a exploração mineral
brasileira vicejavam e adicionavam riquezas. Andávamos de cabeça
erguida e tínhamos orgulho de ser brasileiros.
Foi quando o setor viveu o seu melhor momento.
Isto tudo é passado.
Nos últimos anos o Governo abandonou a mineração e a pesquisa mineral
brasileira foi extinta e sucateada. O país, que era seguro para
investimentos estrangeiros, deixou de ser.
Rasgamos os contratos e afugentamos os investidores e, como resultante, colhemos desemprego e a desesperança.
Hoje, em um desdobramento trágico, percebemos que o fundo do poço é, ainda, bem mais embaixo.
A corrupção endêmica, a cleptocracia de Brasília e a notória
incompetência do governo fizeram a Standard & Poor´s rebaixar o
rating do Brasil ao nível de junk, lixo para quem não conhece o jargão.
O Governo, representado pelo seu líder na Câmara, José Guimarães, bem
conhecido pelo caso do “dinheiro na cueca” ao invés de pedir desculpas
pelo gerenciamento irresponsável do nosso País, tentou minimizar este
desastre com uma frase imbecilizante, chamando a Standard & Poor´s,
uma das três maiores agências de risco do planeta, de “ uma agência do
fim do mundo”.
O que o deputado propositalmente omitiu é que agora somos considerados grau especulativo . Fomos lançados na vala comum destinada ao mau pagador, caloteiro e sem confiabilidade.
Desgraçadamente hoje somos BB+
Na cabeça dos investidores o Brasil é alto risco!
Serão esses os rótulos que o Brasil irá receber daqui para frente e que
nos irão anteceder em todas as nossas reuniões internacionais futuras.
A partir de agora o dinheiro será escasso e caro. Os investidores, que
já fugiam do Brasil, irão se retrair mais ainda e só voltarão quando
formos, novamente, confiáveis.
Mesmo quando esse infeliz governo passar teremos que remar tudo de novo para reconquistar a imagem perdida.
Na mineração perderemos, se tivermos sorte, uma década.
Hoje amanhecemos, dezenas de bilhões de dólares mais pobres, e os nossos geólogos mais longe dos seus sonhos.