quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Peixoto de Azevedo, Cidade do Ouro: Dia do Garimpeiro

Peixoto de Azevedo, Cidade do Ouro: Dia do Garimpeiro

ouro
Peixoto de Azevedo é uma cidade em constante transformação. Localizada no norte de Mato Grosso, o município com 28 anos de emancipação político administrativa ocupa o 1º lugar no ranking de produção de ouro no estado e o 2º em todo território nacional.
Estabelecida estrategicamente as margens da rodovia BR-163, a cidade tem se tornado um grande polo regional em diversos setores, tais como: agricultura, pecuária, piscicultura, empresarial, industrial, prestação de serviços e fortemente consolidada na produção mineral.
A reserva garimpeira de Peixoto de Azevedo agrupa na sua contextualização os municípios de Matupá, Novo Mundo, Guarantã do Norte, Terra Nova Norte e Nova Guarita, cujos registros apontam para uma produção de ouro legal da ordem de uma tonelada somente nos primeiros sete meses de 2015. Com essa produção houve uma injeção direta na economia do Vale do Rio Peixoto de recursos financeiros superiores a R$ 120 Milhões, decorrentes da comercialização legal deste metal precioso.
O extrativismo mineral responde pela geração de milhares de empregos diretos e indiretos e impactam positivamente no fortalecimento das empresas de máquinas pesadas, postos de combustíveis, estabelecimentos de venda peças e motores, comércios supermercadistas, revenda de veículos automotores, lojas de materiais de construção, prestadores de serviços, autônomos, empreendedores e principalmente na melhoria da qualidade de vida dos garimpeiros, garantindo-lhes estabilidade econômica.
A administração pública municipal fez gestões políticas e mobilizadoras junto a Assembleia Legislativa, Secretaria de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Companhia de Mineração de Mato Grosso e o Governo do Estado para elaboração de políticas públicas para o setor mineral, providenciando as condições necessárias para a fomentação da atividade garimpeira com foco na legalidade e sustentabilidade ambiental.
Outro fator contributivo para a evolução desta forte alavanca da economia Mato-grossense foi a implantação da Cooperativa de Garimpeiros do Vale do Rio (COOGAVEPE) que conta atualmente com mais de 4.100 cooperados e tornou-se uma referencia nacional em termos de organização, legalização, assistência técnica, tecnificação da mineração e consciência ambiental.
Foi com a somatória de esforços que houve a viabilização da abertura do Escritório Regional da METAMAT em Peixoto de Azevedo e a assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o objetivo de regularizar a atividade de exploração de minérios garimpáveis no estado.
O órgão público trouxe em seu quadro de profissionais, Engenheiros de Minas, Geólogos, Engenheiros Florestais, Biólogos, Técnicos Administrativos, entre outros que trabalhando harmonicamente com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), SEMA, INCRA, Prefeitura Municipal, Coogavepe e o Sindicato das Indústrias Extrativistas de Minérios do Estado de Mato Grosso acabou por legalizar mais de 200 áreas de extrativismo mineral ecologicamente corretas.
Com a implementação de tecnologia e capacitação técnica para exploração de minérios foram diminuídos significativamente os impactos ambientais e em contrapartida observou-se a conscientização e responsabilidade do garimpeiro em promover a recuperação da área degradada através da reutilização das antigas cavas e crateados de garimpo, as transformando em potenciais tanques de piscicultura, além da revitalização por reflorestamento e o projetos de fruticultura.
Diante disso é salutar enaltecer os aguerridos, determinados e pioneiros garimpeiros, que não se acovardaram nas primeiras dificuldades, percalços e transtornos neste ramo de atividade, que erroneamente em alguns casos é descriminado e pouco valorizado. Porém, compete a nós gestores públicos estabelecer meios e instrumentos legais de incentivo a produção de minérios não renováveis de forma sustentável e ecologicamente correta, e ao mesmo tempo agregando neste processo de revitalização a criação de novas oportunidades e alterativas de geração de renda.
Parabéns a todos os desbravadores garimpeiros. Peixoto de Azevedo se orgulha de sua disposição, determinação, coragem, desprendimento e amor a essa terra de tantas riquezas e de um povo heroico e trabalhador.

Motivados pelo preço do ouro, cerca de 5 mil garimpeiros atuam dentro da Terra ..

Motivados pelo preço do ouro, cerca de 5 mil garimpeiros atuam dentro da Terra Indígena Kayapó, um dos últimos redutos de mata nativa no Estado

Alimentado pelos preços em alta do ouro, um novo surto de garimpo ilegal está se alastrando com rapidez e gerando destruição numa das últimas áreas de floresta amazônica no sudeste do Pará. Com máquinas pesadas, os garimpeiros avançam por territórios habitados pelo povo kayapó e assediam os índios, que estão divididos quanto à atividade.

Alguns líderes kayapós passaram a tolerar o garimpo em suas terras em troca de um percentual dos lucros. Eles dizem precisar dos recursos para sustentar as aldeias e cobram do governo políticas que lhes permitam abrir mão das receitas.
A atividade, porém, é ilegal, e seu combate compete ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e à Fundação Nacional do Índio (Funai).
Segundo Thaís Dias Gonçalves, coordenadora geral de monitoramento territorial da Funai, a Terra Indígena (TI) Kayapó, em Ourilândia do Norte, é a área indígena do país onde a atividade garimpeira é mais intensa.
A Funai diz que há por volta de 25 frentes ativas de garimpo dentro da TI. O território – que ocupa cerca de 33 mil quilômetros quadrados, área equivalente à de Alagoas e do Distrito Federal somados – é quase inteiramente coberto por mata nativa.
Surto de garimpo destrói floresta e divide índios no Pará. Foto: Ibama
Surto de garimpo destrói floresta e divide índios no Pará. Foto: Ibama
Surto de garimpo destrói floresta e divide índios no Pará. Foto: Ibama
Surto de garimpo destrói floresta e divide índios no Pará. Foto: Ibama
Surto de garimpo destrói floresta e divide índios no Pará. Foto: Ibama
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A TI Kayapó convive com surtos esporádicos de garimpo há décadas. Segundo a Funai, porém, a atividade alcançou níveis sem precedentes nos últimos meses.
A BBC Brasil acompanhou uma operação contra o garimpo na área na semana passada. De helicóptero ou avião, veem-se as enormes clareiras com lagos artificiais abertos pelas escavadeiras. Algumas frentes de garimpo têm cerca de 40 quilômetros quadrados, o equivalente a dez campos de futebol. Nos rios que cruzam a terra dos kayapó, cerca de 90 balsas reviram o solo em busca do metal.
Os agentes do Ibama e da Funai desceram em algumas minas e deram prazo de dez dias para que os garimpeiros deixassem o local. Os órgãos estimam que haja na terra indígena entre 4 e 5 mil garimpeiros, o equivalente a quase um terço do total de índios na área (16 mil). Segundo os agentes, quem ficar será expulso e terá seus equipamentos destruídos.
Moradores da região dizem que o garimpo poluiu os rios e reduziu drasticamente o número de peixes. Para separar e aglutinar o metal, garimpeiros usam mercúrio e cianeto, duas substâncias tóxicas.
"O garimpo é o ilícito ambiental mais grave que o Ibama enfrenta hoje no país", diz à BBC Brasil o diretor de proteção ambiental do órgão, Luciano de Menezes Evaristo.
Evaristo cita, além da destruição causada pela atividade, suas consequências sociais. "O garimpo traz no seu bojo uma decadência: com ele vêm o tráfico de drogas, a prostituição e a exploração do trabalho infantil."
O diretor do Ibama afirma que os casos de garimpo no país têm se multiplicado, especialmente no Pará. Segundo Evaristo, outro ponto crítico no Estado é a bacia do rio Tapajós, no oeste paraense, onde há pelo menos 3 mil frentes da atividade.
O diretor do Ibama atribuiu o surto ao bom preço do metal. Considerado um investimento seguro em tempos de instabilidade na economia, o ouro valia cerca de US$ 800 dólares a onça (31 gramas) no fim de 2007. Hoje vale US$ 1.297.
Índios divididos
Na semana passada, a BBC Brasil acompanhou uma reunião na sede da Funai em Tucumã em que o Ibama informou autoridades locais e cerca de 15 líderes kayapós sobre a operação contra o garimpo.
Alguns índios se queixaram da ação e disseram que a atividade ajuda a sustentar suas aldeias. Segundo eles, os garimpeiros pagam às comunidades um percentual de seus lucros.
O cacique Niti Kayapó, da aldeia Kikretum, afirmou que o dinheiro do garimpo tem lhe ajudado a pagar o aluguel de tratores usados na colheita de castanha – atividade que, segundo ele, é a principal fonte de renda de sua comunidade.
"Eu preciso ter alguma coisa para a comunidade. Se vocês (governo) disserem que têm um projeto de 300, 500 mil reais para nós, a gente vai lá e tira os garimpeiros. Mas vocês não têm."
Houve um bate-boca quando um índio disse que o garimpo em área vizinha à sua aldeia tinha poluído a água usada por sua comunidade. A maioria dos líderes presentes assinou uma carta pedindo que os garimpeiros fossem expulsos da TI.
Na reunião, os índios também pediram às autoridades que pressionassem a mineradora Vale a executar seu plano de compensação por ter implantado uma mina a 34 quilômetros da TI.
Para mitigar o impacto na área da mina Onça Puma, que produz ferroníquel, a empresa se comprometeu, entre outras ações, a construir uma casa de apoio para indígenas em Ourilândia do Norte e financiar projetos de geração de renda nas aldeias.
Segundo a Funai, as ações, que vêm sendo negociadas há quase uma década, custarão cerca de R$ 3,5 milhões. Nesta semana, 70 índios foram à sede da mineradora em Redenção para reforçar a cobrança. Em nota à BBC Brasil, a mineradora disse que o plano começará a vigorar em agosto.
Os índios também cobram da estatal Eletrobrás e do consórcio Norte Energia que cumpram o compromisso de financiar projetos de geração de renda nas aldeias. O acordo é uma contrapartida pela construção da hidrelétrica de Belo Monte, que fica a cerca de 500 quilômetros da TI Kayapó, rio Xingu abaixo.
Em nota, a Eletrobrás afirmou que os projetos devem ser pactuados com os índios até o fim de 2014 e executados a partir de 2015. Serão destinados R$ 1,5 milhão por ano às ações, ao longo de três anos.
Segundo Thaís Dias Gonçalves, coordenadora geral de monitoramento territorial da Funai, somente serão contempladas pelos programas da Vale e da Eletrobrás/Norte Energia as aldeias que não tenham qualquer envolvimento com o garimpo.
Ela afirma, no entanto, que os programas não serão capazes de competir com o garimpo em volume de recursos.
Para Gonçalves, erradicar a atividade na área de uma vez por todas exige um trabalho de inteligência policial, que identifique quem está lucrando com o negócio. "Tanto o garimpeiro quanto o indígena envolvido são parte muito pequena de uma cadeia fortíssima."

China: extração de metano do carvão continua viável

China: extração de metano do carvão continua viável



Publicado em: 16/9/2015 12:13:00

Apesar da crise mundial e de um crescimento menor da economia chinesa os projetos de extração do metano do carvão no gigante asiático continuam lucrativos.

Quem afirma é Pierce Li o CEO da AAG Energy Holdings Ltd.

A extração de gás não convencional é uma das fronteiras da mineração que vem sendo avaliada em vários lugares do mundo.

No caso da China a extração é feita em camadas de carvão profundas que estão com os poros e fraturas saturados com o gás metano. O metano é um dos riscos na mineração do carvão, causando centenas de acidentes com vítimas no passado.

Agora, através do método coal bed methane, ele é extraído economicamente com custos operacionais baixos.

Os furos de produção produzem menos gás do que os furos convencionais.

Além do aspecto econômico a recuperação do metano das camadas de carvão tem um efeito ambiental positivo, pois esse gás vem escapando para a atmosfera ao longo dos anos aumentando o efeito estufa.

A extração de metano na China, em Shanxi, começou em 2007 e já produz 1,4 milhões de metros cúbicos por dia. Novos campos estarão entrando em produção adicionando 3 milhões de m3/dia, em 2016.

A produção chinesa de metano reduz o consumo de carvão diminuindo drasticamente a poluição do ar.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Americanos encontram tesouro de R$ 33 milhões em navio naufragado

Americanos encontram tesouro de R$ 33 milhões em navio naufragado

Depois de localizar navio com itens avaliados em R$ 430 milhões, Odyssey Marine encontra segundo navio, que afundou em 1917.


A empresa americana Odyssey Marine encontrou um tesouro em um navio naufragado em 1917.
O SS Mantola afundou depois de ser atingido por um torpedo disparado pelo submarino alemão U-81 durante a Primeira Guerra Mundial.
O navio naufragado está a 2,5 mil metros de profundidade, no Atlântico Norte, e robôs submarinos fizeram as imagens.
Os documentos da época indicam que o SS Mantola levava um carregamento de prata que pode chegar a valer US$ 19 milhões, equivalente a mais de R$ 33 milhões.
A Oddyssey ficará com 80% do tesouro.
Em setembro, eles encontraram um carregamento muito maior em outro navio naufragado durante a Segunda Guerra Mundial perto da Irlanda, com itens em um valor total de R$ 430 milhões.
Imagem do SS Mantola feita por robô submarino (Foto: BBC)Imagem do SS Mantola feita por robô submarino
 

Homem encontra diamante de 2,13 quilates em parque nos EUA

Homem encontra diamante de 2,13 quilates em parque nos EUA

Clay Jarvis achou a pedra em parque no estado do Arkansas.
Parque Estadual de Murfreesboro conta mina de diamante pública.


O americano Clay Jarvis, de 54 anos, encontrou um diamante de 2,13 quilates no Parque Estadual de Murfreesboro, no Arkansas. O valor da pedra não foi divulgado, pois o parque não informa o valor estimado de diamantes achados no parque.
Jarvis, que mora em San Antonio (Texas), achou a pedra preciosa enquanto visitava a Cratera de Diamantes do parque, que é a única mina de diamante pública em que os visitantes podem entrar e ficar com qualquer pedra que encontrarem.
Mais de 75 mil diamantes foram encontrados no local desde que os primeiros achados feitos em 1906 por John Huddleston, ex-proprietário da área na época.
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Clay Jarvis encontrou um diamante de 2,13 quilates no Parque Estadual de Murfreesboro (Foto: Crater of Diamonds State Park/AP)Clay Jarvis encontrou um diamante de 2,13 quilates no Parque Estadual de Murfreesboro (Foto: Crater of Diamonds State Park/AP)
Clay Jarvis achou a pedra em parque no estado do Arkansas (Foto: Crater of Diamonds State Park/AP)Clay Jarvis achou a pedra em parque no estado do Arkansas (Foto: Crater of Diamonds State Park/AP)