quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Boas notícias da China animam mercados. Petrobras sobe mais de 6%

Boas notícias da China animam mercados. Petrobras sobe mais de 6%




O Ibovespa está em alta assim como a maioria das ações das mineradoras que negociam com a China. É um dia de festa e a Petrobras sobe alavancando o Ibovespa.

O motivo por trás deste surto de otimismo são, principalmente, as notícias positivas vindas da China. Por lá o governo chinês está criando novos estímulos para alimentar a economia em desaceleração. Com a ajuda do governo e com a depreciação do Yuan as empresas chinesas estão menos dependentes do dólar.

As boas notícias da China, somadas a subida do preço do barril e um aumento de 3,1% na produção própria de petróleo fizeram as ações da Petrobras ultrapassar 6%.

Outras notícias que afetam positivamente o Ibovespa se referem a saída de Mercadante da Casa Civil e a substituição de Tombini no Banco Central: mudanças consideradas excelentes pelo mercado.

Geológos identificam jazidas de diamantes

Geológos identificam jazidas de diamantes

Uma equipe de geólogos do governo federal identificou dezenas de novas áreas pelo país potencialmente ricas em diamantes. A maioria está no Mato Grosso, Rondônia, Amazonas e Pará. Até então, informações oficiais sobre esses pontos eram escassas ou não existiam. Os detalhes dos achados ainda são mantidos em reserva. A previsão é que sejam divulgados em 2016. O governo avalia que os dados poderão atrair empresas e levar a um aumento da produção de diamantes no país.
Os trabalhos fazem parte do projeto Diamante Brasil, do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), órgão vinculado ao Ministério das Minas e Energia. As pesquisas de campo começaram em 2010 e desde então geólogos visitaram cerca de 800 localidades em todo o país, recolhendo amostras de rochas, fazendo perfurações e levantando informações sobre as gemas de cada um dos pontos.
O objetivo, segundo o geólogo Francisco Valdir Silveira, chefe do Departamento de Recursos Minerais do CPRM e coordenador do projeto é fazer uma espécie de tomografia das áreas diamantíferas no território brasileiro. É um levantamento inédito.
O ponto de partida da equipe foi uma lista que a De Beers, gigante multinacional do setor de diamantes, deixou com o governo após anos de investimentos e atividades no Brasil. Da lista constavam coordenadas geográficas de 1.250 pontos, entre os quais muitos kimberlitos, mas nada de detalhes sobre quantidades, qualidade e características das pedras dessas áreas. Kimberlito é um tipo de rocha que serve como um canal do subsolo até a superfície e na qual em geral os diamantes são encontrados.
“O projeto Diamante Brasil não foi concebido para descobrir novas áreas de diamantes. Mas a grande surpresa foi que conseguimos registrar novos kimberlitos e áreas com potencial para que outros kimberlitos sejam descobertos”, disse Silveira ao Valor.
“O projeto já descobriu e cadastrou mais de 50 corpos [possíveis depósitos de diamantes no subsolo]”, disse. Em praticamente todos os Estados, segundo ele, a equipe identificou áreas com potencial para produção de diamantes. Várias delas não constavam nem do documento da De Beers. Caso, por exemplo, de um kimberlito descoberto no Rio Grande do Norte. Mas as maiores novidades estão no Norte e Centro-Oeste (Mato Grosso, Rondônia, Amazonas e Pará).
Este ano, com o trabalho de campo praticamente concluído, os geólogos do Diamante Brasil passam a se dedicar mais à descrição dos minerais encontrados e às análises dos furos das sondas. O projeto se encerra em 2016.
O diagnóstico ajudará a atrair investimentos de mineradoras e eventualmente ajudar a mobilizar garimpeiros em cooperativas. E com isso, aumentar a produção de diamantes no país. Hoje, a produção nacional é pequena e em grande parte ilegal, diz. Brasil é signatário do Processo de Certificação Kimberley, um acordo internacional chancelado pela ONU, que exige dos países participantes documentação que ateste procedência em áreas legalizadas.
Todo o diamante que sai do Brasil é ainda produzido em áreas de aluvião – pedras retiradas de leitos de rio ou do solo. Minas Gerais,(Diamantina), Rondônia e Mato Grosso são alguns dos Estados com atividade garimpeira expressiva. O país não tem mina aberta extraindo diamante em rocha primária, no subsolo, onde estão depósitos maiores e as pedras mais valiosas. Os novos achados podem abrir caminho para potenciais novas minas.
Reservas dos chamados diamantes industriais e também de gemas (para uso em joias) se espalham pelo país, segundo Silveira. Estes últimos são os que fazem girar mais dinheiro.
Um diamante pode ser vendido em um garimpo do Brasil por R$ 2 milhões. Depois, um atravessador de Israel ou da Europa paga R$ 10 milhões pela pedra. E ela pode chegar a Antuérpia, por exemplo, para ser lapidada, ao preço de R$ 17 milhões, R$ 20 milhões.
Esses diamantes brutos, grandes e valiosos, também estão no radar do CPRM. O projeto ainda não conseguiu desvendar um mistério sobre a origem dos maiores diamantes do Brasil. O alvo principal é o município de Coromandel e região, no leste de Minas Gerais, onde foram encontrados nas últimas décadas grandes exemplares. Vários acima dos 400 quilates.
Silveira diz que os geólogos do CPRM vão testar novos métodos para tentar encontrar os kimberlitos que dão origem a essas pedras.

Mineração: por que devemos investir no diamante do Brasil?

Mineração: por que devemos investir no diamante do Brasil?


O tempo de comprar é “quando houver sangue nas ruas”. Esta é a frase de um banqueiro, o Barão de Rotschild, feita no século 18 após a derrota de Napoleão na Batalha de Waterloo.
Ele estava certo e ganhou fortunas se beneficiando do pânico que seguiu a derrota da França.
Nós hoje estamos chegando a mais um momento de quase pânico entre os investidores que não sabem o que fazer com o seu precioso dinheiro.
De um lado temos a guerra dos preços do minério de ferro que está arrasando, a nível global, projetos, minas e mineradoras. Do outro os preços do petróleo, também em queda, fazem o mesmo com as empresas de energia e com as economias exportadoras.
Empresas como a Petrobras, que já foi uma das três maiores do mundo, podem virar lixo, um penny stock com preços abaixo de US$5 por ação sendo listadas somente em bolsas especiais para as empresas nanicas…
No meio deste tiroteio os investidores correm, atabalhoadamente, para o ouro na expectativa de que as quedas possam ser revertidas em 2016.
Será que isso vai ocorrer?
Entretanto, a maioria esquece que o diamante está se consolidando como um dos melhores investimentos da década e que nós no Brasil temos uma gigantesca região cratônica, favorável, que produziu milhões de quilates onde ainda não existem minas primárias de diamante.
O que faz o diamante tão interessante?
Simples. A produção mundial está caindo e o consumo mundial só faz aumentar criando um descompasso que faz os preços subirem exponencialmente .
No gráfico de preços por tamanho observa-se que os preços sobem em função da procura por um específico tamanho de pedra. De 2010 para cá as pedras com tamanho entre 3 a 4 quilates foram as que mais subiram. São elas que irão propiciar a lapidação de diamantes de 1 a 2 quilates tão procurados pelas joalherias, cujas pedras atingem, quando excepcionais, até US$33.000 por quilate.
Preço diamante por tamanho
Os diamantes pequenos, que são quase todos lapidados na Índia também estão tendo uma grande procura.
O mais interessante é que esta tendência não está sendo revertida, pois para que isso ocorra, é preciso que as novas descobertas consigam superar a demanda: isso está muito longe de acontecer.
Quando observamos  a localização dos principais produtores do mundo vemos que 70% deles estão na África (Congo,Botswana, Angola, Zimbabwe, África do Sul e Namíbia), o restante no Canadá, Rússia e na Austrália.
Produtores de diamante
No mapa mundi vemos, com clareza, que a produção de diamante mundial está, principalmente associada às regiões cratônicas.
São nessas regiões geologicamente estáveis e frias que ocorrem na África, Canadá, Austrália, Rússia e Brasil que o foco da exploração e pesquisa mundial para diamantes está concentrado. Em todas essas regiões, com exceção do Brasil  existem importantes minas primárias de diamante.
Por que não no Brasil?
É que as empresas que investiram na exploração mineral (De Beers e Rio Tinto) e que descobriram a grande maioria dos mais de 1.500 kimberlitos brasileiros, mesmo tendo encontrado vários pipes com teores econômicos, nunca evidenciaram um depósito que elas considerassem de classe mundial.
Ou seja, o que elas descobriram foi, na época, considerado pequeno.
As grandes multinacionais, é lógico, também não tinham nenhum interesse em colocar em produção novas minas brasileiras que iriam competir com as suas próprias minas já em produção. Era muito mais interessante “sentar em cima” do que desenvolver. Foi o que a Rio Tinto e a De Beers fizeram.
Eventualmente elas foram embora do Brasil deixando para trás inúmeros kimberlitos interessantes sem um bom trabalho de detalhamento. Somente agora, que a crise de 2008 passou,  e os preços subiram, alguns poderão ser lavrados economicamente.
É o caso do kimberlito Braúna descoberto, muitas décadas atrás, pela De Beers na Bahia, em um cluster com outros 21 corpos. O Braúna foi retomado pela junior Lipari e, somente agora, está sendo promovido à mina.
O Braúna deverá produzir em torno de 225.000 quilates de diamantes por ano, por 7 anos e será o primeiro kimberlito a ser lavrado em toda a América do Sul.
Casos similares ocorrem em todas as regiões cratônicas do Brasil, onde são produzidos anualmente grandes quantidades de diamantes, quase todos fora do radar do DNPM. Para o Brasil se tornar um grande produtor de diamantes primários é só uma questão de fomento e investimento.
É óbvio que algumas coisas deverão ser mudadas na legislação, com a aprovação de um novo Código Mineral justo, que fomente e incentive a pesquisa mineral no país, mantendo os direitos de prioridade e protegendo aqueles que investem.

Diamante mais valioso da história é leiloado por US$ 83,2 milhões

Diamante mais valioso da história é leiloado por US$ 83,2 milhões

Arremate ocorre horas após obra de Francis Bacon ser leiloada por US$ 142,4 milhões, o maior valor da história


Precioso. Com forma ovulada, diamante rosa é a principal atração do leilão de outono da Sotheby’s
Foto: EFE
Precioso. Com forma ovulada, diamante rosa é a principal atração do leilão de outono da Sotheby’s - EFE


GENEBRA - O mais valioso diamante do mundo – a Estrela Cor-de-Rosa – oval, sem falhas e de um intenso cor-de-rosa – foi leiloado ontem por US$ 83,18 milhões em 4 minutos e 45 segundos – um recorde para diamantes ou qualquer outra joia já vendida. O homem que comprou, Isaac Wolf, um famoso talhador de diamantes em Nova Iorque, anunciou ontem mesmo ter batizado a pedra com um novo nome: Pink Dream (Sonho Cor-de-Rosa). No salão de um luxuoso hotel em Genebra, lotado de compradores potenciais, convidados elegantes e mulheres com anéis de diamantes nos dedos, houve frisson quando o leiloador, David Bennett, presidente da divisão de joalheria para a Europa e Médio Oriente da Sotheby’s, anunciou o preço:
- É o recorde mundial de venda de diamante. Felicitações ! – disse Bennett.
A venda foi celebrada ao som da trilha sonora do desenho animado Pantera Cor-de-Rosa e com champanhe rosé Laurent Perier à vontade. Bennett discorreu sobre a rararidade de um diamante cor-de-rosa como este, que pesa 59,6 quilates – bem acima dos 5 quilates habituais. O diamante foi talhado de uma pedra bruta de 132,5 quilates descoberto na África em 1999 pela multinacional sul-africana De Beers. Foram necessários dois anos para talhar e polir a pedra, que recebeu a nota mais elevada em termos de cor e clareza do Instituto Gemológico da América. E bateu o recorde do Graff Pink, um diamante de 24,78 quilates vendido também pela Sotheby’s por US$ 46,2 milhões em 2010.
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- Foi uma venda excepcional. Eu não tenho nenhuma hesitação em dizer: este diamante cor-de-rosa é realmente uma pedra real. Perfeito para qualquer coleção ou museu. Não há nenhuma pedra neste tamanho e cor no mundo - afirmou Bennett. Duas pessoas representando o comprador nova iorquino, um deles com o kipa judaico, estavam na sala, “o que é raro nos dias de hoje”, comentou Bennett. O leilão começou às 21h16m (horário local), com o preço de 47 milhões de francos suíços. Quatro pessoas deram lance. O último a dar o lance antes de Isacc Wolf arrebatar a pedra por uma fortuna foi provavelmente um comprador chinês, que era representado pela presidente da Sotheby’s na Ásia, que falava com ele por telefone em mandarin. O preço final do diamante, segundo Bennett, se explica pela raridade:
- Estimamos em mais de US$ 60 milhões. Mas não tinha nenhuma expectativa (quanto ao preço final). É uma grande soma, mas não acho que esta pedra tenha um preço.
A Sotheby’s bateu o recorde não apenas deste diamante raro: num momento de economia continua morosa no mundo por conta da crise, a casa de leilão conseguiu a realizar “a maior venda de joias da História”: quase US$ 200 milhões. A Suíça não cobra IVA, imposto sobre valor agregado sobre joias vendidas no país a um estrangeiro, o que explica, segundo analistas, vendas excepcionais como esta.
O arremate ocorre poucas horas após a obra “Três estudos de Lucian Freud”, assinada por Francis Bacon, ser leiloada por US$ 142,4 milhões, quase o dobro do preço do “Pink Star”, alcançando o maior valor para um leilão de história.

Minerador inglesa vai explorar diamante em Goiás

Minerador inglesa vai explorar diamante em Goiás

A mineradora Five Star, com sede em Londres, vai operar uma mina para exploração de diamantes no Estado de Goiás, com investimento de R$ 190 milhões.
A unidade ficará localizada entre os municípios de Catalão e Ouvidor (distante cerca de 300 quilômetros da capital), em uma mina desativada, e será a primeira em funcionamento da empresa, fundada no ano passado.
O Brasil foi escolhido por causa do potencial de exploração e pela segurança política do país.
“Pelo fato de a maioria das minas estarem relacionadas a problemas de guerrilha e ditadura na África, os investidores buscam fontes limpas do diamante”, diz Luís Maurício Azevedo, diretor-executivo da Five Star no Brasil.
Todo o aporte será destinado à pesquisas e maquinário– para fazer, por exemplo, a captação e a identificação do mineral por meio de raio-x e a separação das pedras.
A unidade deverá entrar em operação ainda neste ano, com 60 funcionários, e projeta produzir até dezembro 3.000 quilates.
A partir de 2016, a mineradora prevê que a produção anual atinja 400 mil quilates, dos quais cerca de 60% serão destinados à exportação.
A empresa pretende atuar somente no Brasil, com foco em Goiás, entretanto, tem sondagens em andamento também no Pará e na Bahia.