quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Compradores VIPs de diamantes resistem a preços que aumentaram os lucros da De Beers

Compradores VIPs de diamantes resistem a preços que aumentaram os lucros da De Beers

(Bloomberg) -- Os compradores de diamantes estão deixando de adquirir as pedras e levaram a De Beers, a maior produtora do mundo, a reduzir seus preços.
Depois que 30 por cento de seus diamantes brutos não encontraram compradores na venda de março, inesperadamente a unidade da Anglo American Plc reduziu os preços em cerca de 3 por cento na semana passada. Em fevereiro, a empresa disse que estimava a aplicação de um aumento neste ano.
A inversão é um sinal de que o CEO Philippe Mellier foi longe demais com a estratégia dos últimos quatro anos de aumentar os lucros da empresa exigindo mais dinheiro de seu seleto grupo de compradores. Esse modelo está sendo colocado sob pressão em um momento em que os chamados sightholders -compradores atacadistas autorizados - dizem que estão pagando uma quantia maior pelos diamantes brutos do que aquela pela qual conseguem vendê-los.
"As pessoas estão dando um basta", disse Nurit Rothmann, corretor de diamantes brutos em Israel. "Você não pode comprar com perda só para estar em um clube VIP".
A De Beers preferiu não comentar.
Durante quase um século, ser cliente da De Beers significava ter um assento na mesa principal do setor e uma chance de lucros generosos. A De Beers vendia diamantes brutos abaixo do preço do mercado e em troca era pedido que os sightholders comprassem todas as pedras que lhes eram oferecidas pelo preço de lista. As rejeições eram malvistas e os melhores clientes, recompensados com um presente ocasional, um enorme diamante com grande desconto conhecido como "excepcional".
Engenheiro mecânico
O modelo foi invertido em 2011 com a contratação de Mellier. Engenheiro mecânico, ele passou a maior parte de sua carreira trabalhando com carros e trens, mais recentemente como chefe da unidade de transporte da Alstom SA.
Ele mudou a estratégia da De Beers, aumentando os preços e ao mesmo tempo sendo mais compreensivo quando os compradores rejeitavam algumas pedras. O novo modelo foi baseado na premissa de que se todos os diamantes estavam sendo comprados, a empresa não cobrava o suficiente. A empresa também fechou um acordo, em 2011, para comprar a participação de 40 por cento da família Oppenheimer na produtora de diamantes, por US$ 5,1 bilhões.
A estratégia funcionou. Sob a liderança de Mellier, a De Beers praticamente triplicou seu lucro operacional para US$ 1,36 bilhão no ano passado reduzindo a diferença entre seu preço para as pedras brutas e o mercado secundário à vista.
Pessimismo sobre demanda
A Anglo colheu o benefício porque as receitas da De Beers subiram 11 por cento, para US$ 7,1 bilhões, em 2014. Foi a unidade de melhor desempenho da Anglo, respondendo por mais de 27 por cento dos lucros da empresa de mineração com sede em Londres.
Embora isso tenha reforçado os lucros da Anglo, os maiores players do setor, da Antuérpia a Tel Aviv, estão tirando pouca vantagem de serem sightholders. A De Beers não conseguiu vender 30 por cento das pedras oferecidas em sua venda de março, segundo a publicação comercial Rapaport, em meio a um crescente pessimismo a respeito da demanda neste ano.
"A De Beers tem sido muito agressiva", disse Anish Aggarwal, sócio da empresa de consultoria do setor Gemdax, com sede na Antuérpia. "Você não pode precificar de forma sustentável acima dos fundamentos do mercado, da oferta e da demanda, e eles fizeram isso durante pelo menos três trimestres".
Preços dos diamantes
Enquanto a De Beers elevava seus preços, o mercado registrava um declínio. Os preços dos diamantes brutos caíram 1,2 por cento no primeiro trimestre, segundo dados da WWW International Diamond Consultants, com sede no Reino Unido, após uma queda de 6,9 por cento nos últimos três meses de 2014, maior redução trimestral em mais de dois anos.
Ser um sightholder não rende os retornos de antes, mas pode demorar até que os que estão nessa condição estejam dispostos a renunciar à chance de comprar diamantes do maior nome do setor.
"Trata-se de uma empresa que ainda tem apelo, uma marca realmente prestigiosa do setor, mas já não é algo essencial", disse Aggarwal. "Antes, a meta era conseguir um acordo de fornecimento de diamantes brutos com a De Beers. O que conta hoje é o que fazer com o diamante bruto quando você o tem em mãos".
Título em inglês: VIP Diamond Buyers Resist De Beers Pricing That Boosted Profits

O ouro da Terra está acabando, e isso não é nada bom para a tecnologia

O ouro da Terra está acabando, e isso não é nada bom para a tecnologia

Que o ouro é um material raro ninguém duvida. Presente em apenas 0,005 partes de milhão na crosta terrestre, o componente é um dos mais raros que existem. Tanto que, se juntássemos todo o outro minerado na história, teríamos um cubo de pouco menos de 20 metros de lado.
Para piorar, o ouro está entre os mais importantes na fabricação de aparelhos eletrônicos – pois é, aquelas conexões douradas no seu PC não são todas uma questão estética. Com isso, pense que, de acordo com um relatório do The Wall Street Journal, estamos a apenas duas décadas de distância até que todas as fontes desse valioso material desapareçam da superfície.

“E é por isso que você deve reciclar seus eletrônicos”

Ok, o ouro sempre foi um material escasso durante nossa história. Mas por que devemos nos preocupar com isso agora? O motivo é simples: antes, cada pedacinho do material era reaproveitado. Uma taça de ouro do período romano, por exemplo, pode ter sido “transformada” no adorno de uma espada séculos depois, sendo tempos depois derretido em uma barra de ouro, para então virar um valioso pingente.
Mina de ouro de Kalgoorlie, na Austrália
Agora, vamos lembrar que o ouro atualmente é usado em quase todos os eletrônicos fabricados. Sim, a quantidade é pequena, normalmente não maior do que algumas lascas daquele enorme cubo para um smartphone. Mas é justamente por estarmos falando de uma quantidade tão minúscula que empresas, e principalmente os próprios consumidores, não se dão ao trabalho de reciclar seus dispositivos.

Pior para o seu bolso

Como se isso não fosse suficiente, há também o fato de que encontrar novas fontes de ouro está se tornando uma tarefa absurdamente dispendiosa. Em comparação a antes, quando as minas estavam praticamente no topo da superfície, as que restam são de difícil acesso.
Algumas minas, por exemplo, ficam em profundidades muito maiores, como no caso dos mineradores que mandaram mais de 100 toneladas métricas de rocha pelos ares para chegar a apenas 28 g do componente. Outras estão em territórios árticos, que obviamente são ridiculamente difíceis de serem mineradas.
Não espere ser tão sortudo quanto esse cara e encontrar uma pepita de 5 kg por aí
Se você acha que estamos exagerando, basta citar o relatório da SNL Metals Economics Group, que mostra o número de fontes encontradas pelos anos: em 1995, tivemos 22 depósitos, com pelo menos 56 toneladas de ouro, encontrados; em 2010, foram seis depósitos; em 2011, apenas um depósito; em 2012, nenhum foi descoberto.
E no que você acha que isso vai resultar? Quem disse “aparelhos eletrônicos mais caros” acertou. Então é melhor torcermos que o público passe a reciclar seus dispositivos ou que, em um futuro próximo, um melhor substituto do ouro seja encontrado. Porque, do jeito que a situação está, podemos esperar um futuro nada bom para a tecnologia.

Boa notícia: Fed não aumenta taxas de juros. Ações sobem

Boa notícia: Fed não aumenta taxas de juros. Ações sobem



 
O mercado de ações que estava andando de lado reagiu com força ao saber que o Fed resolveu não aumentar as taxas de juros nos Estados Unidos.

A Vale sobe mais de 5%.

A euforia atinge, também, as bolsas internacionais.

A Dow está 160 pontos acima e a S&P 500 continua acima do nível 2.000

Inglaterra inaugura hoje sua primeira mina nova, depois de 50 anos...

Inglaterra inaugura hoje sua primeira mina nova, depois de 50 anos...



Na Inglaterra só se ouve falar de mina no passado ou em fechamentos recentes. A indústria da mineração parecia coisa de um passado remoto e o país estava satisfeito em importar toda a matéria prima necessária para manter a sua indústria viva.

Até que uma junior australiana a Wolf Minerals, listada na Bolsa de Londres, mudou a história. A junior em apenas dois anos transformou o seu projeto de estanho e tungstênio em uma mina que foi inaugurada hoje: a Drakensland no interior de Devon.

A última mina a ser reativada na Inglaterra foi a mina de estanho Wheal Jane, em 1969. Wheal Jane, localizada em um granito tipo Cornwall, foi vendida algumas vezes antes de fechar em 1992.

A nova mina Drakensland cujo CAPEX é de 130 milhões de libras, vai empregar 200 pessoas.

Minério de ferro: preços podem volatilizar em outubro

Minério de ferro: preços podem volatilizar em outubro




Os preços do minério de ferro voltaram a subir e estabilizar nas últimas semanas. Já faz mais de mês que os preços da tonelada do 62% Fe flutuam entre US$59 e US$57. Esta trégua momentânea deixa os mineradores planejar.

Mas, segundo os analistas do setor, esta estabilidade de preços não deve ter vida longa.

É que em setembro e outubro o consumo de aço na China costuma atingir o pico, graças ao aumento da construção civil.

O que está assustando os analistas é uma possível redução na produção de aço devido a um menor crescimento da economia chinesa. Se eles estiverem corretos, o período do pico de produção de aço será atípico, com vendas menores e, consequentemente, menor consumo de minério de ferro.

O cálculo é fácil de entender. Para cada tonelada de aço produzido são necessárias 1,5 toneladas de minério de ferro. Em cima disso veremos uma pressão baixista graças a grandes volumes de minério de ferro vindos do Brasil e Austrália que poderão ficar paralisados nos pátios a espera da produção de aço que pode não vir.