terça-feira, 22 de setembro de 2015

Presidenta Dilma, existe vida além dos impostos... A Mineração pode...

Presidenta Dilma, existe vida além dos impostos... A Mineração pode, se apoiada pelo seu governo, gerar grande parte da receita que o Brasil tanto precisa



Publicado em: 22/9/2015 19:00:00

Presidenta, nunca em nenhum momento da nossa história a mineração e a pesquisa mineral foram tão abandonadas por um governo brasileiro.

Ao meu ver esse é um paradoxo inexcusável, já que, como Vossa Excelência bem sabe, não estamos nadando em rios de dinheiro.

O Brasil precisa urgentemente de recursos para poder florescer e voltar a crescer: a nossa única saída.

Não será através do aumento de impostos e do arrocho que Vossa Excelência fará esta mágica. Da mesma forma que não será somente através dos cortes de despesas, tão diminutos, que o seu Governo está propondo.

Precisamos crescer e, por incrível que pareça nós da mineração, uma das molas fundamentais de qualquer economia mundial, estamos engessados.

Nos últimos anos deixamos de investir bilhões.

Um capital que iria gerar novas riquezas e receitas tão escassas...

Os investidores fugiram do Brasil como o diabo da cruz. Não somente pelo Código de Mineração, que está sendo debatido e retalhado nos últimos cinco anos, mas, também, pela imensa falta de investimentos e de seriedade no setor.

O Brasil, Presidenta, rasgou contratos e com isso afugentou o capital.

Nós não investimos mais nem em nossas instituições consagradas como o DNPM, mostrando ao mundo quão pouco valor damos à mineração e a pesquisa mineral, fontes permanentes de novas receitas, medidas em trilhões ao longo dos anos..

Mensagens como estas, Presidenta, facilitam o nosso rebaixamento pelas agências de rating.

Vossa Excelência sabia que, segundo o novo Diretor Geral do DNPM, Celso Luiz Garcia, existe no órgão máximo da mineração um “gargalo intransponível”?

São “4.000 empresas esperando o DNPM” para que possam entrar em atividade...

Atividade, Presidenta, é geração de recursos, os mesmos que estão em falta no nosso país.

Seria do seu conhecimento que o DNPM não tem pessoal para atender essa demanda, contando com apenas três Geólogos e um Eng de Minas neste setor, segundo Garcia?

Somente em MG existem 1.000 planos de aproveitamento econômico aguardando o DNPM que não tem estrutura e verbas para atender.

Sabemos que a situação do DNPM vai piorar bem mais, pois o orçamento de 2015 é menor do que o 2014 e será muito menor em 2016 graças aos cortes do seu Governo.

Presidenta, o nosso país está afundando.

Estamos em recessão, o seu orçamento de 2016 vai estourar em dezenas de bilhões, o povo está nas ruas, o desemprego aumenta e os políticos da oposição estão atrás do seu cargo.

Como abandonar a mineração e a pesquisa mineral neste momento?

Afinal, nós somos parte da solução!

China preocupa: ações das mineradoras despencam

China preocupa: ações das mineradoras despencam



Publicado em: 26/6/2015

O mundo acordou com novas preocupações. O mercado acredita que a pisada no freio da economia chinesa irá afetar drasticamente as commodities e os países em desenvolvimento.

Em decorrência destas expectativas negativas os preços das commodities caem e levam consigo as ações das mineradoras.

O mercado de commodities está seriamente afetado e a queda do cobre derrubou os maiores produtores.

A Glencore, por exemplo, está sendo uma das mais atingidas. As más notícias levaram a uma fuga dos investidores que vendem grandes volumes de ações. Os preços da ação da mineradora despencaram 15%.

A Kaz Minerals a maior produtora de cobre do Cazaquistão caiu 22% a americana Freeport-McMoran dona de uma das maiores jazidas do mundo a Grasberg, caiu 7%.

Aqui no Brasil o cenário é o mesmo.

Petrobras cai 5,7%, Vale 4,08%, Usiminas 8,22% e a CSN afunda 12,32%.

Afetado por notícias da China e, também, da instabilidade política brasileira o Ibovespa cai 2,46%.

Mãe primária rica pode formar filhos secundários pobres e mãe pobre filhos ricos.

Mãe primária rica pode formar filhos secundários pobres e mãe pobre filhos ricos.

O ouro das aluviões vem dos primários (filões ou outros tipos), mas não há relação direta de teores, volumes e granulometria entre mãe primária e filhos aluvionares

A maior parte do ouro produzido no Brasil foi de aluvião. Quanto a este tipo de jazida há uma discussão a respeito da origem do ouro. Axell de Ferran verificou que na região do Lourenço, no Amapá, as drenagens que circundam o morro do Salamangone, eram auríferas. Ele pesquisou na biblioteca de Cayenne e observou que os aluviões foram trabalhadas por três vezes no período de 1894 a 1900. Nos anos 1930 ocorreu nova extração e nos anos 1980 com o boom do preço do ouro foram garimpados de novo. Os dados mostram que a mesma área foi trabalhada por três vezes em um século.
O autor destaca ainda que o ouro eluvial do salamangone tinha 50% ou mais de ouro finíssimo, de poucas micras, que não foi aproveitado mesmo que muitos processos tenham sido tentado. O ouro devido a forma lamelar das partículas flutua na lama nos equipamentos usados. Os outros 50% se referem a ouro de concentração residual, que foi aproveitado por jigagem e posteriormente por centrifugas Knelson.
O ouro que chega as drenagens deve ser oriundo em grande parte da fonte finíssima que forma um halo de dispersão no morro, pois, o ouro mas grosseiro está limitado às proximidades dos veios ( devido sua grande densidade ouro grosso não caminha muito).
Já o ouro dos aluviões é grosseiro, a parte finíssima representando menos de 30% do total.
A conclusão que se pode tirar é de que o ouro finíssimo alcança as drenagens e sofre aglutinação ( recristalização) em ouro  mais grosseiro, capturavel na bateia.
De acordo com Ziegers (comunicação verbal), haveriam áreas na África Equatorial onde o mesmo reconheceu o mesmo fenômeno de recristalização e regeneração de ouro em aluviões.
A observação do Salamangone permite se idealizar um modelo para aluviões, que pode ser descrito como, decomposição da jazida primaria, formação de ouro finíssimo no saprolito, carriamento em suspensão (ou dissolução) para os aluviões, e por fim nucleação ( recristalização, aglutinação) do ouro no aluvião.
Uma observação interessante referente ao modelo, é o caso das aluviões diamantíferas e auríferas no sul da Venezuela, próximo a Roraima. Há ouro junto com diamante na drenagem atual, porem, o diamante está concentrado apenas no cascalho da base do aluvião, diferente do comportamento do ouro que se distribui em toda a seção, embora a base seja mais rica, justamente por ser mais permeável. È de se admitir que se o ouro tivesse origem detritica, ele deveria apresentar comportamento de mineral pesado e se concentraria, junto com os diamantes, apenas na base do pacote, no cascalho.
Da mesma maneira, se observarmos os aluviões de grandes rios auríferos, como por exemplo, o Madeira, que atravessa regiões estéreis em ouro por centenas de quilômetros, não tem como não admitir que o ouro é transportado na forma finíssima em suspensão, ou na forma dissolvida na água do rio.
Quando comparado o ouro com minerais pesados como a cassiterita, por exemplo, vemos que enquanto a cassiterita anda na drenagem por centenas de metros até no máximo cerca de quatro quilômetros a partir da fonte, o ouro migra dezenas a centenas de quilômetros. Por este motivo não é raro no Brasil termos aluviões auríferos sem o menor vestígios de fonte primaria, como no caso do rio Piranga-MG, do Rio Madeira RO, Apuí AM.
A formação de pepitas é outra evidencia de precipitação química do ouro em condições físico-químicas favoráveis, principalmente em presença de manganês, como no caso das jacutingas de Minas Gerais e no caso de Serra Pelada. A formação de pepitas nos lateritos é também um fenômeno de concentração química, muito comum, por exemplo, na região do Gurupi, limite do Pará com o Maranhão.
Em conclusão, é defendido um transporte em suspensão/dissolução do ouro, com posterior precipitação e nucleação em pequenas pepitas, de preferência nas partes mais permeáveis do aluvião.
No caso dos aluviões, a formação de pepitas pode estar relacionada muitas vezes à presença de matéria orgânica, por esse motivo ocorrem pepitas junto às raízes da arvores. 
Porque estamos observando aluviões riquíssimas como o de Rosa de Maio no Tapajós e as pesquisas não encontram primários condizentes? Porque se o ouro primário for largamente distribuído e em teores baixíssimos na massa da rocha da bacia fonte das aluviões, não haverá primários econômicos, mas haverá imensa fonte para a drenagem do ouro ate as aluviões e se os primários mesmo ricos estiverem afastados dos cursos d´água, não levarão o ouro ate as aluviões 
e portanto não há relação direta entre mãe primária e filhos aluvionares

No Tapajós, fácil é ficar milionário, difícil é manter essa condição

No Tapajós, fácil é ficar milionário, difícil é manter essa condição

A primeira das regras para ficar milionário no garimpo: tapar os ouvidos ao canto das sereias.

Filhas de Achelous e da musa Terpsícore, tal como as harpias, as sereia habitavam os rochedos entre a ilha de Capri e a costa da Itália. Eram tão lindas e cantavam com tanta doçura que atraíam os tripulantes dos navios que passavam por ali para estes colidirem com os rochedos e afundarem. Odisseu, personagem da Odisseia de Homero, conseguiu salvar-se porque colocou cera nos ouvidos dos seus marinheiros e amarrou-se ao mastro de seu navio, para poder ouvi-las sem poder aproximar-se. As sereias representam na cultura contemporânea o sexo e a sensualidade.
No garimpo, representam  tanto o chamado das fofocas como o chamado do prazer merecido após muita luta e a consequência é a mesma: o blefo
Já tratamos em diversas ocasiões do fenômeno da fofoca no garimpo; a fofoca é a reuniões de uma grande quantidade de pessoas que não tapam os ouvidos ao canto das sereias.
O canto das sereias fala de um ouro mítico e momentâneo, fala da riqueza de um e canta a esperança de todos.
Se observarmos os verdadeiros milionários do Tapajós, a história de vida de cada um deles, poderemos verificar que eles não seguiram os cantos das sereias ou se seguiram, foi só uma vez para apreender.
Ficaram milionários não ao tirar toneladas de ouro em poucos meses, mas centenas de quilos em muitos anos, trabalhando nos custos, administrando com competência e evitando gastar e não escutando as noticias de fofocas.
Eles transformaram as fases de bamburros em bois e usaram esses bois como poupança para as fases de blefo
Isto não é uma visão só para garimpeiros mas para todas as profissões

Para que serve a mineração?

Para que serve a mineração?

Para as muitas pessoas que acham que mineração é só destruição da natureza e seria melhor voltar a viver nas árvores

A mineração foi a primeira atividade do homem depois que desceu das arvores. Antes de fazer agricultura o homem usava pedras para se defender, as atirando nos inimigos e caças, e para derrubar alimentos, e claro não era qualquer pedra, tinha que ter tamanho e formato adequado as suas mãos e forças, assim, obrigatoriamente havia uma seletividade das pedras a ser usada, isso é o inicio da mineração.
Importância dos recursos minerais





Os bens minerais têm uma importância significativa para a sociedade, a tal ponto que as fases de evolução da humanidade são divididas em função dos tipos de minerais utilizados: idades da pedra, do bronze, do ferro, etc. Nenhuma civilização pode prescindir do uso dos bens minerais, principalmente quando se pensa em qualidade de vida, uma vez que as necessidades básicas do ser humano - alimentação, moradia e vestuário - são atendidas essencialmente por estes recursos.

Uma pessoa consome direta ou indiretamente cerca de 10 toneladas/ano de produtos do reino mineral, abrangendo 350 espécies minerais distintas. A construção de uma residência é um exemplo desta diversidade.

Sua casa vem da mineração 


Elemento construtivo
Principais substâncias minerais utilizadas
tijolo
argila
bloco
areia, brita, calcário
fiação elétrica
cobre, petróleo
lâmpada
quartzo, tungstênio, alumínio
fundações de concreto
areia, brita, calcário, ferro
ferragens
ferro, alumínio, cobre, zinco, níquel
vidro
areia, calcário, feldspato
louça sanitária
caulim, calcário, feldspato, talco
azulejo
caulim, calcário, feldspato, talco
piso cerâmico
argila, caulim, calcário, feldspato, talco
isolante - lã de vidro
quartzo e feldspato
isolante - agregado
mica
pintura - tinta
calcário, talco, caulim, titânio, óxidos metálicos
caixa de água
calcário, argila, gipsita, amianto, petróleo
impermeabilizante - betume
folhelho pirobetuminoso, petróleo
pias
mármore, granito, ferro, níquel, cobalto
encanamento metálico
ferro ou cobre
encanamento PVC
petróleo, calcita
forro de gesso
gipsita
esquadrias
alumínio ou ligas de ferro-manganês
piso pedra
ardósia, granito, mármore
calha
ligas de zinco-níquel-cobre ou fibro-amianto
telha cerâmica
argila
telha fibro-amianto
calcário, argila, gipsita, amianto
pregos e parafusos
ferro, níquel

e outros equipamentos e bens que nos garantem qualidade de vida também

Rodovia, ferrovia, hidroelétrica, termoelétrica, computador, televisão, fogão, geladeira, combustível, alimentos - corretivo de solo, fertilizante, defensivo agrícola, lápis, papel, borracha, giz, louças, talheres, panelas, martelo, serra, torno, automóvel, avião, barco, medicamento, perfumaria, água ...

Desenvolvimento social e econômico

A atividade mineral disponibiliza para a sociedade recursos minerais essenciais ao seu desenvolvimento, sendo a intensidade de aproveitamento dos recursos um indicador social. Tomando como exemplo o consumo per capita de agregados para a construção civil (areia + brita), este reflete a real intensidade estrutural de uma sociedade, pois está associado diretamente às vias de escoamento de produção, obras de arte, como viadutos e pontes, saneamento básico, hospitais, escolas, moradias, edifícios, energia elétrica e toda sorte de elementos intrínsecos ao desenvolvimento econômico e social de um povo.

O crescimento sócio-econômico implica em maior consumo de bens minerais, tornando importante garantir a disponibilidade dos recursos demandados pela sociedade. Existe portanto, uma relação direta entre desenvolvimento econômico, qualidade de vida e consumo de bens minerais.

O caráter pioneiro da mineração resulta em novas fronteiras econômicas e geográficas, abrindo espaço para o desenvolvimento e gerando oportunidades econômicas. Como indústria de base, induz à formação da cadeia produtiva, do processo de transformação de minérios até os produtos industrializados. Na medida que proporciona a interiorização da população, cria demandas por infra-estrutura e serviços, induz a instalação de indústrias de transformação e de bens de capital, gera empregos e renda, reduzindo as disparidades regionais.

A mineração é reconhecida internacionalmente como atividade alavancadora do desenvolvimento, tendo grande participação no desenvolvimento econômico de muitas das principais nações do mundo, como. Canadá, Austrália e Estados Unidos.

Meio ambiente

A imagem da mineração como uma atividade agressiva ao meio ambiente e aos interesses do desenvolvimento sustentado tem suas raízes na intensa demanda pelos bens minerais que vigorou no passado, associada à falta tanto, de soluções tecnológicas adequadas, quanto de prioridade para a conservação ambiental na agenda dos governos. Esta combinação de fatores induziu o desenvolvimento de uma indústria mineral predatória, bastante generalizada no Brasil até épocas recentes da nossa história.

A realidade atual está mudando, entretanto, principalmente por efeito de uma fiscalização ambiental cada vez mais eficiente e priorizada pelo poder público, bem como pela disponibilidade de tecnologias de controle e recuperação ambiental mais adequadas às necessidades da indústria mineral. Ambas, fiscalização e tecnologia, são favorecidas pelo fato de que a mineração afeta geralmente pequenas extensões geográficas, dentro de áreas controladas pelo governo federal. Todas as áreas de concessão mineral em operação no Brasil abrangem menos de 0,15% do território nacional, localizadas de forma praticamente pontual em concessões do DNPM e liberadas mediante aprovação de um plano de controle e recuperação dos impactos ambientais, pelos órgãos específicos de fiscalização. Outras atividades econômicas, tais como a agricultura e a implantação de infra-estrutura urbana, afetam mais fortemente a integridade dos ecossistemas, aplicando produtos químicos e erradicando espécies em escala regional, o que as torna mais agressivas e de difícil recuperação.

Temos, portanto, que a mineração não apenas é uma atividade econômica de impactos ambientais essencialmente localizados, como ainda apresenta maiores possibilidades de gestão do risco e facilidade de fiscalização por parte do poder público. À medida que a indústria mineral se modernizar e que o controle se tornar mais efetivo, esta imagem tornar-se-á coisa do passado.