sábado, 26 de setembro de 2015

Os diversos tipos de depósitos de diamantes acessíveis ao garimpeiro. Os depósitos secundários

Os diversos tipos de depósitos de diamantes acessíveis ao garimpeiro. Os depósitos secundários



Neste desenho apresentado por Antônio Liccardo da Ufop, podemos verificar 7 tipos de depósitos sendo um totalmente primário (número 2-em pipes kimberlíticos ou lamproitos), outro primário mas que já foi objeto de fenômeno de transporte antigo (número 1: em metaconglomerados) e os demais secundários em graus variáveis e cada vez mais jovens (número 3: conglomerados, 4 colúvios, 5 terraços, 6 planicies aluvionares e 7 leito ativo atual

Os números 7, 6, 5 e 4 são acessíveis aos garimpeiros, na ordem de facilidade, os números 3, 2 e 1 por constituírem rocha dura são acessíveis tão somente para a indústria mineral.

O desenho ainda mostra num encarte, as diversas idades geológicas dos depósitos secundários no Brasil.

Uma amostra de lamproíto encontrada e descrita no Tapajós

Uma amostra de lamproíto encontrada e descrita no Tapajós

Em 2013, foi encontrada por um geólogo, num rejeito de dragas do rio Tapajós, uma amostra de rocha de características totalmente alheias ao ambiente geológico local. Mesmo considerando o possível transporte por não ser uma amostra “in situ”, a descrição da lâmina delgada abaixo com características lamproiticas associada à presença inconteste ha alguns quilómetros de distância de diamantes deixa vislumbrar uma possível ligação entre estes e a amostra encontrada.
Descrita por nós espontaneamente e as nossas custas, estamos compartilhando a descrição para conhecimento público, e aproveitamos para fazer um chamado para informações a respeito de eventual conhecimento de amostra similar na região.
A descrição será apresentada em português e inglês para atender nossos leitores de fora do Brasil

Descrição da amostra

Trata-se de uma rocha ígnea de jazimento hipoabissal a subvulcânica com grau de visibilidade afanítica a subfanerítica, em que a relação geométrica entre seus cristais é panidiomórfica ou lamprofírica. A rocha tem o índice de coloração mesocrático exibindo uma trama hialopilítica a fluidal e composição química de natureza intermediária ou insaturada em relação à sílica. A rocha apresenta-se com intensa e generalizada alteração por fluidos hidrotermais não mais permitindo a identificação dos seus componentes minerais originais. O arranjo textural mostra grãos maiores ou fenocristais completamente sericitizados, porém mantendo o seu idiomorfismo original. Esses fenocristais além de apresentarem seus contornos euédricos exibem um zoneamento magmático interno reliquiar ou remanescente. Esses fenocristais completamente alterados a agregados microcristalinos de sericita orientam-se preferencialmente segundo uma direção fluidal-magmática. Esses fenocristais estão imersos em uma matriz clorito-sericitica que se dispõe segundo uma direção fluidal de natureza primária a qual se associam abundantes e diminutos grânulos opacos sob a forma cristalina do sistema cúbico ou isométrico. Nessa matriz esverdeada as palhetas de clorita comportando-se como se fossem microlítos se associam intimamente a abundantes cristais prismáticos de uma falsa zeolita do tipo prehnita. Não obstante a intensa alteração hidrotermal dos seus componentes minerais, a textura panidiomorfica porfiritica numa matriz fluidal microcristalina são indicativos que apontam,  num primeiro momento, para uma rocha resultante de líquidos lamprofíricos, com possível vinculação genética e espacial a uma fase de magmatismo shoshonitico inserido faciologicamente no magmatismo representado pelo Granito Maloquinha ou pelo Vulcanismo Iriri, integrantes do Supergrupo Uatumã. Para melhor caracterizar a importância metalogenética dessa rocha é imperativa a sua análise química para confirmar, sobretudo o seu teor potássico para possíveis indicações ou especializações de mineralizações do tipo Au-sulfetos. A vinculação dessas rochas com complexos vulcânicos shoshoniticos com superposição de expressiva de voláteis e fluidos hidrotermais pode também caracterizar sua relação com sistema tipo Pórfiro ou Au epitermal. Os lamprofiros quando intimamente e geneticamente relacionados às rochas lamproíticas e kimberlíticas podem ser indicativos de importância metalogenética para ocorrência de diamante. Melhores estudos e mais seguras caracterizações dessa rocha serão possíveis sobre tipos que deverão ser amostrados em melhores condições de inalterabilidades superficiais, intempericas e hidrotermais. A natureza e a caracterização lamprofírica contida nessa descrição estão muito prejudicadas pela intensa alteração da amostra coletada e estudada na escala microscópica.

Sample description

It is an igneous rock from a hipoabissal to subvolcanic deposit with  visibility degree of aphanytic to subphanerytic , in which the geometric relationship between its crystals is panidiomórphic or lamprophyric . The rock has the index mesocrátic staining displaying a hialopilytic to fluidal grid and chemical composition of intermediate or unsaturated about silica. The rock display an intense and pervasive alteration by hydrothermal fluids not allowing identification of their original mineral components . The textural arrangement shows larger grains or phenocrysts completely sericitized while maintaining its original morphology. These phenocrysts in addition to presenting their euhedral outlines exhibit reliquiar or remaining internal magmatic zoning. These phenocrysts completely altered to sericite microcrystalline aggregates are oriented preferably according to a magmatic fluidal - direction. These phenocrysts are immersed in a chlorite - sericitic matrix that provides preferential direction according to a fluidal primary nature which are associated with abundant tiny opaque granules that are in crystalline form and cubic or isometric system. In this greenish chlorite matrix, chlorite vanes behaving as if they are microliths are intimately associated with abundant prismatic crystals of a false zeolyte  type of prehnyte. Despite the intense hydrothermal alteration of its mineral components, the porphyritic and panydiomorfic texture in a microcrystalline fluidal matrix is indicative, at first, that is a rock resulting from lamprophyric liquids with spatial and possible genetic linkage to a phase of shoshonitic magmatism faciologically inserted inside magmatism represented by Maloquinha granite or at Iriri Volcanism, both members of the Uatumã Supergroup. To better characterize the metallogenic importance of this rock it is imperative to confirm its chemical analysis, especially its potassium level for possible indications of mineralizations or specializations. Linking these rocks with shoshonitic volcanic complexes with overlapping expressive volatile and hydrothermal fluids can also characterize their relationship with porphyry type or epithermal Au system. The lamprophyres when and genetically closely related to kimberlite and lamproítyc  rocks may be indicative of metallogenic significance for the occurrence of diamond. Best and safest studies and characterizations are necessary on this rock types to be sampled in better surface, weathering and hydrothermal inalterability . The lamprophyric characterization contained in this description is damaged by the intense alteration of the sample collected and studied in the microscopic scale
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As viúvas de MARIDOS VIVOS do garimpo e os ÓRFÕES DE PAIS VIVOS

As viúvas de MARIDOS VIVOS do garimpo e os ÓRFÕES DE PAIS VIVOS



A vida do garimpo é balizada pela produção de ouro e a vida social, afetiva e sexual do garimpeiro e das mulheres é diretamente decorrente do “timing” desta produção. Esta vida social formou nas zonas garimpeiras uma sociedade diferenciada com células familiais atípicas.



Bonito de frente VS feio de frente, terminologia garimpeira que significa que esta bonito quando tem ouro e esta feio sem.
Os garimpeiros profissionais experimentam diversas fases de belezas e feiuras durante a sua vida no trecho e a cada fase de beleza arranja mulher nova e bonita na proporção de sua própria beleza.
O relacionamento que devera perdurar o mesmo tempo que a sua própria boa fase ira criar diversas famílias com filhos a cada momento áureo; intercalados a estas fases áureas, há as fases críticas, das vacas magras e feiura e a mulher seguira naturalmente para outras belezas momentâneas.
Destas fases nascem filhos, geralmente um ou dois e há garimpeiros que somam mais de 20 filhos com mais de 12 mulheres fixas.
Da mesma maneira, raras são as mulheres que tem filhos do mesmo homem e raros são os filhos criados pelas próprias mães.
Não se pode jogar a culpa só nas necessidades de sobrevivência das mulheres, também existem homens que simplesmente esquecem-se da mulher e dos filhos, arrumam outra mulher, que não raro largam para trás também, e tal qual um serial killer saem espalhando um monte de VIUVAS DE MARIDOS VIVOS e ÓRFÕES DE PAI VIVO.
Felizmente, tratando-se de mães, a cada mãe ausente nasce uma mãe alternativa, dentro da família desta e às vezes ate fora dela. No caso dos pais, difícil é encontrar pai alternativo a não serem os padrastos.
Entretanto, nem todos os garimpeiros abandonam os filhos, alguns ajudam e até formam os filhos, mas há muitos casos, infelizmente de abandono total, uns ate se escondendo no garimpo para fugir das cobranças tanto dos filhos como dos oficiais de justiça; há também casos de AFETO RETARD, essencialmente em direção aos filhos já adolescentes que são chamados pelos pais aos garimpos para ajuda lós e as mães os mandam com alegria para afasta lós do problema das drogas nas cidades. E o ciclo recomeça com netos órfãos de avôs vivos.
A mãe também não esta presente, pois fica no garimpo no intuito de conseguir o dinheiro que remete para uma tia ou avo das crianças na cidade e só se comunica com eles via radio.
No fundo, ambos,homens e mulheres estão espalhando órfãos do garimpo, formandofamílias mais parecidas de clãs onde todos são meio irmãos e esses meio irmãos se relacionam com outros meio irmãos de outros pais ou mães da mesma grande família.
A liderança deste clã esta momentaneamente nas mãos do garimpeiro por ora bonito de frente e bamburrado que consegue ajudar ló e dos funcionários públicos em funções nas cidades periféricas do garimpo e amantes ocasionais das mulheres mais novas do clã;
Se pode ocorrer afeto e transferência de conhecimento paterno dentro desses clãs, jamais há transferência de  valores a não ser os valores da sobrevivência.
Há uma similaridade na sua distribuição com meio irmãos com as tribos muçulmanas do oriente médio, só que as tribos muçulmanas baseiam se numa lei religiosa fortíssima com uma liderança clara do patriarcado e transferência rigorosa dos valores ancestrais, o que não é o caso dos nossos clãs do garimpo.
Esses clãs familiais são muito mais fortes do que se imagina, com ajuda mútua entre meios irmãos e tios e se um dos membros for preso, todos se unirão para ajudar a revelia da lei, da própria razão e independentemente da culpa do membro preso.
Não é mais a imagem da célula familial tradicional ao redor da mesa de jantar, mas dezenas de pessoas de origem diferente ao redor de uma churrasqueira no fim de semana.
O resultado disto não mostra sempre uma conclusão óbvia de miséria financeira, pois há muitas formas de escapa, muita entre ajuda, muito dinheiro circulando originado do ouro, da política ou da corrupção, tanto para a mulher que pode arranjar outro companheiro, se prostituir ou conseguir ajuda, como para os filhos, mas os resultados nas formas psicológicas nas crianças e adolescentes resultantes destes casamentos temporários são escancarados nos índices de evasão escolar, estupros de adolescentes por padrastos, baixo rendimento da aprendizagem, indisciplina, dependências sucessivas, alcoolismo, drogas e prostituição nas escolas das cidades paraenses próximas aos garimpos e nas cidades maranhenses fornecedoras de garimpeiros, mas isto é um assunto que iremos tratar especificamente em postagem ulterior com especialistas escolares, inclusive psicólogos das escolas municipais e estaduais destas cidades.

Felizmente, observamos que alguns filhos, empurrados pelos seus próprios esforços e talvez por causa da adversidade e das características da VIDA REAL se sobressaem e conseguem criar um lugar ao sol e ate ajudar o clã todo de onde eles se destacaram. Não seria de nada impossível alguns grandes homens ou mulheres emergir destes clãs primitivos ligados ao garimpo

Estórias fantásticas ou fantasiosas? Ou a necessidade de sonhar

Estórias fantásticas ou fantasiosas? Ou a necessidade de sonhar


O Tapajós e outras regiões da Amazônia produzem estórias maravilhosas de riquezas míticas, de americanos, ingleses, franceses, padres ou mesmo velhos garimpeiros que no passado tiraram muito ouro ou diamantes e tiveram que abandonar a lavra de repente por motivos alheios as suas vontades e deixaram os tesouros no local. Há sempre testemunhas, que participaram como carregadores, mecânicos, barqueiros e hoje já envelhecidos contam e vendem essas estórias maravilhosas para quem quiser ouvir e pagar as diárias para ir mostrar os locais e os buracos antigos alagados. Alguns fazem até parte do roteiro turístico da cidade, guardam objetos, mapas e fotos amareladas como provas e são apoiados pela comunidade com ícones da sua história.
Ninguém imagina que aconteceu o que todos já experimentaram no garimpo. A mancha do ouro ou dos diamantes acabou de repente!
Não pensam que essas estórias maravilhosas são o produto de mentirosos e que quem as escutem e gasta para saber mais é inocente ingênuo. Quem fala realmente acredita nas estórias porque as repassou e aumentou com o tempo e acredita nelas. Não estão mentindo, a não ser a si mesmo.
Quem as escutam e vai atrás, às vezes gastando milhões, precisa acreditar como uma fé em si própria e não quer ouvir a razão ou ler os relatórios negativos já produzidos por outras equipes anteriores, sempre consideradas incompetentes ou o fracasso explicado por falta de dinheiro, brigas, intervenções do IBAMA, PF ou mortes por não ter continuado os trabalhos.
Queremos acreditar, afinal, que pelo menos uma dessas muitas estórias fantásticas não seja uma estória fantasiosa, porque mesmo se fosse fantasiosa não deixa de ser bonita e todos nós precisamos sonhar.

3.2 bilhões de anos. Os diamantes são realmente eternos!

3.2 bilhões de anos. Os diamantes são realmente eternos!




Datados com a análise das suas inclusões, a idade dos diamantes é variável.
Os diamantes que mostram inclusões de peridotitos tem idade entre dois a trêsbilhões de anos, os mais velhos encontrados são de 3.2 bilhões de anos, enquanto os que contêm eclogitos são mais recentes, entre um a um e meio bilhões de anos. Os diamantes que contém inclusões muito profundas, como a perovskita são raros demais para conseguirmos data-los.
A maioria dos diamantes são de 3.2 bilhões de anos
Os diamantes são elevados até a superfície através de episódios vulcânicos cíclicos que começaram há dois bilhões de anos.

Amostras de diamantes com inclusões estão sendo coletadas no Tapajós para ser enviadas para uma universidade federal do sul do país para datação