quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O ouro como remédio

O ouro como remédio

Os mais antigos registros sobre o uso medicinal do ouro vêm da Alexandria, Egito. Há 5.000 anos, os egípcios ingeriam ouro para a purificação da mente, corpo e espírito. Os antigos acreditavam que o ouro, no corpo, trabalhava para a estimulação da vida e aumentava o nível de vibração em todos os níveis.
Os Alquimistas de Alexandria desenvolveram um “elixir”, feito de ouro líquido. Acreditavam ser o ouro um metal místico que representou a perfeição da matéria, e que sua presença no corpo poderia estimular, rejuvenescer, além de curar uma série de doenças, bem como restaurar a juventude e a saúde perfeita.
Aproximadamente há 4.500 anos, os egípcios já usavam ouro em odontologia. Arqueólogos modernos têm encontrado notáveis exemplos dos antigos usos do ouro. Hoje, ainda a favor do ouro como material ideal para o trabalho dentário, aproximadamente 13 toneladas desse metal são usadas, a cada ano, para a confecção de coroas, pontes, restaurações e dentaduras. O ouro é ideal para tais aplicações porque é não-tóxico, pode ser facilmente modelado e nunca se desgasta, corrói ou perde o brilho.
Na Roma antiga, pomadas (unguentos) feitas com ouro eram usadas para o tratamento de úlceras na pele, e, hoje em dia, finas folhas de ouro têm também papel importante no tratamento de úlceras crônicas.
Na Europa medieval, pílulas revestidas de ouro e “águas de ouro” eram extremamente populares. Alquimistas misturavam ouro em pó nas bebidas, para confortar os afetados por dores nas pernas. O uso do ouro em pó para combater dores causadas pela artrite foi passado através dos séculos e, ainda hoje, é usado no tratamento da artrite reumatoide, tendo sua eficácia confirmada por pesquisas da medicina moderna.


Durante a Renascença, o grande alquimista, considerado fundador da medicina moderna, Paracelso, desenvolveu vários medicamentos, altamente bem-sucedidos, partindo de minerais metálicos incluindo ouro. Um dos maiores alquimistas/químicos de todos os tempos, fundou a escola de Iatroquímica, a química da medicina, a qual é precursora da farmacologia.

Nos anos 1900, cirurgiões implantavam peças de ouro de US$ 5 dólares sob a pele próxima a uma junta inflamada, tal como joelho ou cotovelo. Como resultado, a dor, com freqüência, diminuía ou cessava.

Na China, as propriedades reconstituintes do ouro são ainda reconhecidas nas cidades do campo, onde camponeses cozinham o arroz colocando na panela uma moeda de ouro, a fim de ajudar a reabastecer o ouro em seus corpos, e alguns restaurantes chineses utilizam folhas de ouro de 24 quilates em suas preparações.

Ouro coloidal
Se o ouro metálico é dividido em finas partículas (tamanhos atingindo de um a uma centena de bilionésimos do metro, portanto 1-100 nanômetros), e as partículas estão permanentemente suspensas em solução, o mineral torna-se conhecido como ouro coloidal, exibindo, então, novas propriedades, devido à extensa área superficial contendo grande quantidade de ouro.

Após estudar os trabalhos de Paracelso, o renomado químico inglês Michel Faraday preparou o ouro coloidal em estado puro, em 1857, e muitos usos foram encontrados para suas soluções de “ouro ativado”.


Em 1890, o conceituado bacteriologista alemão, Robert Koch, obteve o Prêmio Nobel, por ter descoberto que compostos feitos com ouro inibiam o crescimento das bactérias que causavam a tuberculose.
No Século 19, o ouro coloidal foi comumente usado nos Estados Unidos no combate ao alcoolismo (então chamado dipsomania, definida como sendo um impulso mórbido e irresistível, que leva a pessoa a ingerir grande quantidade de bebida alcoólica), e hoje ele é usado para reduzir a dependência de álcool, cafeína, nicotina e de carboidratos.
Nos Estados Unidos, desde 1885, o ouro é conhecido por suas capacidades curativas sobre o coração e melhora da circulação sanguínea. Desde 1927 tem sido usado no tratamento de artrite.
Os europeus estão atentos aos benefícios do ouro no sistema e têm adquirido pílulas revestidas de ouro e “águas de ouro” (gold waters) a mais de cem anos.
Em julho de 1935, na revista Clinical, Medicine & Surgery, em artigo intitulado “Coloidal Gold in Inoperable Câncer”, escrito por Edward H. Ochsner e colaboradores, é vista a seguinte afirmação: “Quando a condição é desesperadora, o Ouro Coloidal ajuda a prolongar a vida, tornando-a mais suportável para ambos, paciente e os que estão à sua volta, porque encurta o período terminal de caquexia (estado de abatimento profundo, devido à desnutrição, freqüentemente associada a uma doença crônica) e reduz bastante a dor, o desconforto e a necessidade de ópios (narcóticos), na maioria dos casos”.
Os doutores Nilo Cairo e A. Brinckman são autores do best-seller “Matéria Médica” (São Paulo, Brasil, 19a edição, 1965), no qual o Ouro Coloidal aparece listado como o remédio número um contra a obesidade.

 Usos Modernos
Hoje em dia, os usos do ouro em medicina têm se expandido grandemente. Malhas feitas com finíssimos fios de ouro são usadas em cirurgia para corrigir (“remendar”) vasos sanguíneos, nervos, ossos e membranas. Médicos modernos injetam partículas de ouro microscópicas para ajudar a retardar o câncer de próstata no homem; mulheres com câncer no ovário são tratadas com soluções de ouro. Lasers de vapor de ouro buscam encontrar e destruir células cancerosas, sem causar danos às células vizinhas.
Diariamente, cirurgiões fazem uso de instrumentos de ouro para “iluminar” artérias coronárias e, lasers recobertos com ouro, dão nova vida a pacientes com problemas no coração, e que não podem passar por uma cirurgia.
Um novo composto experimental de ouro bloqueia a replicação do vírus em células infectadas e está sendo testado para o tratamento da AIDS.
O ouro vem se tornando uma ferramenta biomédica importante para cientistas que estudam o por quê de o corpo se comportar de determinada forma, em certos eventos médicos. Anexando um marcador molecular em uma peça de ouro microscópica, cientistas podem seguir seu movimento através do corpo, dado o fato de o ouro ser facilmente visível por um microscópio eletrônico. Podem, assim, observar reações em células individualmente.
Alguns pesquisadores estão colocando ouro no DNA para estudar material genético híbrido em células. Outros o estão usando para determinar como as células respondem às toxinas, calor e stress físico. Por ser ele biologicamente benigno, bioquímicos usam-no para produzir compostos com proteínas, criando novas drogas “salvavidas”. O ouro tem sido conhecido através dos anos por seu efeito direto sobre as atividades do coração, auxiliando na circulação sanguínea. Beneficia o rejuvenescimento lento dos órgãos, especialmente o cérebro e o sistema digestivo e tem sido usado nos casos de congestão glandular e nervosa e nas falhas de coordenação.
O mecanismo de estabilização da temperatura do corpo é restaurado com ouro, particularmente em casos de calafrios, ondas de calor e suores noturnos.
O ouro coloidal tem um efeito estabilizante e harmonizador sobre todos os níveis do corpo, mente e espírito. É usado para melhorar atitudes mentais e tratar estados de instabilidade mental e emocional como depressão, melancolia, aflição, medo, desespero, angústia frustração, tendências suicidas, transtorno afetivo, memória fraca, concentração fraca, e muitos outros desequilíbrios da mente, corpo e espírito.
O ouro coloidal aumenta a energia e age positivamente sobre a libido. Ele também auxilia nos distúrbios de déficit de atenção.
De acordo com numerosos estudos, o ouro coloidal aumenta a acuidade mental e a habilidade de concentração. Trabalhos recentes apontam um aumento de 20% no Q.I. de pessoas que ingerem diariamente doses de ouro coloidal, por apenas três semanas O ouro coloidal tem sido pensado para fortalecer o funcionamento mental, pelo aumento da condutividade entre terminais nervosos no corpo e sobre a superfície do cérebro.
Outros tratamentos tradicionais incluem, além da artrite, obesidade, úlceras de pele, ferimentos por picada, danos em nervos (neuropatia), desintoxicação, destreza motora, hiperatividade, visão fraca. É também usado para aliviar a debilitação e desnutrição, associadas a doenças crônicas.
As fabulosas propriedades curativas do ouro estão sendo devagar, mas seguramente descobertas. Modernos cientistas e médicos descobriram o que os antigos já sabiam: o ouro é, sem sombra de dúvida, um metal muitíssimo precioso!

No caso da formação dos diamantes, a imaginação não tem limites

No caso da formação dos diamantes, a imaginação não tem limites

É Final ou um simples capítulo nas indecisões?

É Final ou um simples capítulo nas indecisões?


A Justiça manda tirar garimpeiros das serras auríferas de Pontes e Lacerda. O Juiz Federal Francisco Antônio Moura Jr determinou que a polícia efetue a retirada dos invasores a partir de amanhã, terça-feira. 

Trata-se de mais um triste capítulo que mescla a crise social com a mineração, a política e a economia. 

A notícia do ouro fácil criou um fenômeno explosivo onde milhares de brasileiros largaram tudo para tentar a sorte no garimpo. 

Aventureiros? Nada disso! 

A maioria destes “garimpeiros” são cidadãos comuns afetados pela crise, pelo desemprego e pela desesperança. Eles não tinham outra saída a não ser investir as suas minguadas reservas em algo que eles simplesmente desconhecem: a mineração de ouro. 

Apostaram tudo por viver em um país que não lhes dá quase nada.

O evento Pontes e Lacerda mostra feridas muito mais profundas e sérias que afetam a população, a mineração e a pesquisa mineral do país.

É óbvio que se o Brasil estivesse em crescimento e o desemprego fosse baixo o fenômeno da corrida do ouro não atingiria as proporções que estamos vendo. 

Mas não é tão evidente para a maioria da população aquilo que para nós geólogos de exploração mineral é um gigantesco erro de uma política governamental equivocada. 

Veja os pontos abaixo e entenderá o tamanho desta incompetência: 

O ouro desta serra em Pontes e Lacerda é conhecido pelos mineradores há décadas. A mineração Santa Elina, por exemplo, requereu essas áreas há 16 anos. 

Por que então esta jazida ainda não está em produção? 

Afinal, não existem leis que obrigam o minerador a fazer um relatório final em apenas três anos e partir para a lavra assim que o relatório for aprovado pelo DNPM? 

Leis não estão em falta na mineração. Assim como o descaso, a incompetência e, por que não dizer, o desinteresse do governo. Um governo que simplesmente paralisou a pesquisa mineral no Brasil, há anos, condenando milhões de toneladas de minérios, ferro, cobre, zinco, ouro, terras-raras, fosfatos, areia entre outras centenas de bens minerais a permanecerem enterrados no subsolo sem gerar empregos, riquezas e prosperidade. 

Assim como o ouro de Pontes e Lacerda... 

Este ouro estava lá ao alcance das máquinas e da sociedade, mas por sucessivos entraves permaneceu no chão até que um prospector mudou a história da região para sempre. 

O atraso que vemos em Pontes e Lacerda é mais um entre muitos que afeta a mineração brasileira corroída por ciclos intermináveis de entraves, descaso, mais entraves, burocracia e mais entraves causados ao longo dos anos, por incrível que pareça, pelos mesmos órgãos governamentais que deveriam acelerar e fomentar a mineração. 

É uma interminável teia de problemas, alguns criados por funcionários corruptos achacadores, outros pela mais pura incompetência. Mas todos levam a um único desfecho: o prejuízo da sociedade brasileira. 

As estatísticas são muitas e TODAS mostram uma pesquisa mineral brasileira abandonada pelo Governo, quase falido, que reconhece não ter fundos para pagar as dezenas de equipes técnicas que deveriam estar em atividade no campo fomentando e facilitando a exploração mineral. 

Pontes e Lacerda é apenas um entre outros milhares de jazimentos que ainda permanecem enterrados no subsolo de um Brasil desamparado e desassistido. 

Lembre disso, quando no futuro próximo o Brasil começar a gastar bilhões em importação de minerais, que deveriam ter sido descobertos em nosso próprio solo, mas que não o foram pela falta de pesquisa mineral e de competência de um governo ausente.

O relatorio Rapaport

O relatorio Rapaport

O nome Rapaport - ou Rapa Porto é o nome de uma família italiana de origem judaica de Porto (Modena).
O Relatório de diamante Rapaport é a lista de preços dos diamantes. Atacadistas usam-lo todos os dias para estar ciente das mudanças de preços do diamante.
A Rapaport é emitido toda sexta-feira; ela é usada como base para o preço de diamantes vendidos individualmente. O preço do diamante não muda necessariamente de sexta-feira para outra.
Os diamantes coloridos extravagantes (cor) como o vermelho, azul ou amarelo não são avaliados com o Rapaport como o diamante branco. Muitas vezes, os diamantes coloridos são mais caros por causa de sua raridade.
A Rapaport é composto por várias tabelas que definem a lista de preços.
Somente quem paga um aluguel podem acessar o Rapaport livremente. Os demais só tem direito a duas consultas gratuitas. A cor deste documento é vermelho para prevenir e limitar as fotocópias .
As listas de preços baseiam-se no peso, formato, cor e pureza do diamante.
Cada grelha é constituída por caixas, cada caixa é um número que representa o preço de diamante de acordo com a sua pureza, peso e cor.

Como determinar o preço dos diamantes em bruto na compra, no garimpo? (forma de cálculo)

Como determinar o preço dos diamantes em bruto na compra, no garimpo? (forma de cálculo)

Iremos mostrar progressivamente nesta e em outras postagens, desde a postura de cálculo necessária para a compra até chegar aos preços próximos da realidade do mercado para diamantes brutos , sem esquecer o indispensável processus legal.

Vamos tentar dar-lhe algumas explicações e informações úteis para entender melhor quais são os diferentes critérios que podem intervir no cálculo do preço de diamantes em bruto.

Critérios para ser considerados

Os principais elementos que possam influenciar o preço dos diamantes em bruto na compra são:

O país ou a compra ocorre: África, Europa, EUA, etc ...
O país a que esses diamantes serão exportados: Europa, Israel, EUA, Índia, etc ...
O método de pagamento: transferência bancária, em dinheiro, COD, etc ...
Despesas diversas: passagem aérea, hotel, etc ...
A estrutura cristalina do diamante bruto. Deve ser determinada com muito cuidado para classificar os diamantes das várias classificações existentes: pedras, formas, clivagens, macles, flats.
A classificação correta da estrutura de cristal de diamantes em bruto é decisivo na determinação do preço de compra, de fato todas as formas cristalinas do diamante não tem a mesma produtividade no corte.
Por exemplo, vamos ter, por exemplo, uma vez cortada, uma perda de material de cerca de 50% para um diamante bruto (pedra, octaedro). Em outras palavras, um diamante  que pesa 2 quilates em bruto, pesaria um quilate uma vez cortada. Mas note-se, não terá na realidade  após o corte um diamante de 1 quilate, mas vamos ter 2  diamantes que farão um peso total de um quilate.
O preço de 2 diamantes cortados de 0,50 quilates não é igual ao preço de um corte de diamante de 1 quilate. Portanto, é essencial para não basear os seus cálculos sobre o preço total do quilate que poderia ser obtido, mas para pensar em termos de número de diamantes a ser cortados e o peso que poderá a ser de cada pedra cortada e somadas.
Para um diamante cristalino "forma" ou desempenho "clivagem" é entre 45 e 35%, por um diamante duplo", plana, etc ..." o rendimento não é mais do que 28-25%.

Método de cálculo

OBS:Os valores abaixo não são reais e em artigos posteriores poderemos nos aproximar dos valores reais
Nos  ofereceram uma diamante octaedro de  5 quilates (pedra) perfeitamente formado, cor G  e clareza VS2 .
Sabemos que com esta forma de cristal (pedra), podemos ter um desempenho, uma vez cortada de cerca de 50%:
5 quilates (diamantes em bruto) x 0,50 (50%) = 2,50 quilates cortados.
Nós decidimos cortar dois diamantes idênticos brilhantes neste peso de diamante bruto:
2,50 quilates ÷ 2 = 1,25 quilates (cada qual diamante de corte).
Se o preço Rapaport for de 2 500 euros (mas não é preço correto) por quilate para esta forma de tamanho para o peso e para esta qualidade:
2500 x 1,25 = 3125 euros (para cada diamante).
Isso nos dá um preço total para 2 diamantes cortados de 6 250 Euros (em 3125 x 2).
É altamente aconselhável comprar um mínimo de 40% do preço Rapaport que representa o preço top:
1,25 x 0,60 x 2500 (-40%) = 1.875 euros (para um diamante), total de 3 750 euros (por 2 diamantes de corte). em outra postagem iremos mostrar como conseguir o preço Rapaport.
Para o nosso preço de compra para esse diamante bruto de 5 quilates, terá  então simplesmente que aplicar uma percentagem que corresponde a nossa desejada margem de lucro, independente do desconto de segurança do preço Rapaport, por exemplo, 30% :
A garantia do lucro vai ter que se fazer na compra, pois o mercado com muitos especialistas não vai aceitar comprar esse diamante acima do preço, portanto o preço de compra não podera passar de  3750/1,3 = 2884 euros (esse é o nosso preço de compra desejado para esse diamante bruto), mas o vendedor garimpeiro tambem tem a vontade de vender mais. terão que chegar a um meio termo
Então agora podemos determinar o nosso preço de compra por quilate para este diamante bruto:
2884 ÷ 5 quilates = 576 euros por quilates

Se quiser em R$ , é só multiplicar esses valores pelo preço do dia do euro (aproximadamente 4,3)