FENÔMENOS ÓPTICOS OPALESCÊNCIA E IRIDESCÊNCIA Marcos Szuecs |
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Opalescência
Este
termo é utilizado para definir o aspecto leitoso de alguns materiais
gemológicos, especialmente o da opala comum e de algumas
pedras-da-lua.
A
opalescência deve-se ao denominado Efeito Tyndall, que consiste na
dispersão da luz através de pequenas partículas de matéria dispostas em
sua trajetória, no interior da gema, formando um feixe ou nuvem
visível. O fenômeno é exatamente o mesmo que se observa quando um raio
de luz ilumina as partículas de pó dispersas na atmosfera de uma
habitação.
Iridescência
Jogo de cores exibido pelas opalas ditas preciosas ou nobres, mas não pelas opalas comuns.
À
diferença da maior parte das gemas, cujas cores resultam da absorção
seletiva da luz, as cores iridescentes da opala preciosa são causadas
por fenômenos de difração e interferência da luz devidos, por sua vez, à
reflexão e à refração em fissuras ou fraturas no interior da gema.
Por este motivo, as cores iridescentes possuem elevada pureza
espectral.
Iridiscência ou jogo de cores em Opala
Diferentemente
de outras gemas, a opala não é um material cristalino, mas um gel de
sílica endurecido e hidratado, de composição SiO2.nH2O. Embora tenha
assumido o estado sólido, ainda retém quantidades consideráveis de
água, que variam, geralmente, entre 3 e 10%. As variedades desta gema
são translúcidas - raramente transparentes - e, com exceção da opala de
fogo, não devem ser submersas em líquidos densos, devido a sua alta
porosidade.
A
opala ocorre em depósitos primários, preenchendo fraturas em arenitos,
ou em depósitos secundários, e procedem, em sua maior parte, de três
países:
1) Austrália: opalas branca e negra (maior produtor mundial, em volume e qualidade); 2) México: opalas de fogo, branca e de água; 3) Brasil: opala branca e de fogo; pequeníssima produção de opala negra, em Pedro II (Piauí); opala de fogo em Capão Grande e Campos Borges (Rio Grande do Sul) e opala verde amarelada a marrom amarelada, às vezes com efeito olho-de-gato (Bahia) Esfera de Opala - Foto: Super Marina
O
principal tratamento a que se submetem as opalas é o tingimento. O
processo consiste em submergí-las em solução de açúcar ou mel (para
saturar o material) e, em seguida, tratá-las com ácido sulfúrico, para
carbonizar o açúcar e torná-las negras. A impregnação com resinas é uma
prática corrente, utilizada com a finalidade de melhorar a qualidade e
aumentar sua durabilidade.
Embora
a opala sintética seja comercializada desde 1974, os substitutos
encontrados com maior frequência no mercado são as pedras compostas.
Entre os dobletes, o mais comum é formado por opala na parte superior,
geralmente em forma de domo, e ônix ou outro material escuro na
inferior.
Entre
os tripletes, o mais usual está composto de quartzo, vidro ou outro
material incolor na parte superior, em forma de domo, uma fina camada
de opala na porção intermediária e ônix ou outro material escuro na
parte inferior.
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terça-feira, 3 de novembro de 2015
FENÔMENOS ÓPTICOS OPALESCÊNCIA E IRIDESCÊNCIA
TURQUESA
TURQUESA
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Esta
gema deve sua beleza a sua extraordinária cor azul celeste e é
utilizada desde a mais remota Antiguidade. Há relatos de sua aplicação
como pedra ornamental desde aproximadamente 3.000 a.C. e,
possivelmente, antes da Primeira Dinastia do Antigo Egito. Era também
muito apreciada pelas antigas civilizações astecas do México e da
América Central.
O termo turquesa, empregado desde a Antiguidade, tem origem incerta. Uma versão sustenta que deriva do francês arcaico “tourques”, que significa “pedra da Turquia”, não por proceder deste país, mas pelo fato de que as pedras provenientes da Península do Sinai chegavam a Europa através dele.
Outra
versão dá conta de que o termo referia-se a algo estranho ou
distante, como tudo que se referia ao Oriente. O certo é que os turcos
estavam familiarizados com esta gema, especialmete com exemplares
oriundos da antiga Pérsia, o atual Irã.
Em
termos de composição química, a turquesa consiste de um fosfato
hidratado de alumínio e cobre, cuja exeuberante cor deve-se a este
último elemento. Geralmente, parte do alumínio é substituída por
ferro. À medida que isto ocorre, o material tende a uma tonalidade
verde azulada, que geralmente possui menor aceitação comercial.
A
turquesa é uma das gemas que planteia maior dificuldade de
identificação, por conta da existência de minerais de aspecto
semelhante, além de possuir um equivalente sintético e inúmeros
tratamentos e imitações.
Em
geral, admite-se que a turquesa é criptocristalina e sua massa está
constituída por um sem número de diminutos cristais misturadas com
material amorfo e poroso. A textura superficial irregular da turquesa
autêntica é muito característica: o material amorfo de cor azul pálida
aparece salpicado de partículas de cor branca e frequentemente se
observam veios de limonita (um óxido de ferro) escuros.
A
turquesa é opaca a semi-translúcida, possui brilho céreo (presente em
qualquer fratura ou superfície quebrada), dureza 5 a 6, densidade
2,76 (- 0,45 a + 0,08), índices de refração 1,610 - 1,650 (- 0,006),
sendo a leitura do índice médio, pelo método de visão distante, em
torno de 1,61 a 1,62.
O
espectro de absorção da turquesa na região da luz visível apresenta
bandas no azul e no violeta, que são dificilmente observáveis, mesmo
através das bordas dos exemplares traslûcidos com iluminação intensa.
A
turquesa ocorre principalmente em rochas sedimentares, na forma
massiva compacta ou reniforme, no Irã (minas de Nishapur, na Província
de Khorassan), México, China, Perú e EUA (sudoeste do país, nos
Estados do Arizona, Colorado, Nevada, Novo México e Califórnia).
No
Brasil, até onde sabemos, houveram ocorrências sem produção
significativa no Estado da Bahia, na região de Casa Nova, hoje
encoberta pelas águas da barragem de Sobradinho; e em Minas Gerais,
na localidade de Conselheiro Mata.
Sua
alta porosidade permite a impregnação com ceras, resinas, plásticos
ou outras substâncias, com o objetivo de estabilizar a cor e manter o
polimento.
A
turquesa foi obtida por síntese pela primeira vez pelo fabricante
Pierre Gilson em 1972. O material tem uma textura superficial
diferente do natural e cujo aspecto, curiosamente, se assemelha ao do
creme de trigo. Pode ser separado do natural também por meio de
susceptibilidade magnética ou da técnica avançada de espectroscopia de
infra-vermelho.
Vários
tipos de turquesa reconstituída são produzidos a partir de turquesa
natural de baixa qualidade (muito clara e pouco dura) e dela se
diferenciam pelas ausências da típica textura superficial e do
espectro de absorção, bem como pela menor densidade e maior
porosidade.
A
turquesa é mais comumente lapidada em cabochões de diversas formas,
além de contas, sendo também utilizada em esculturas e outros objetos
de adorno.
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O ESPODUMÊNIO E SUAS VARIEDADES
O ESPODUMÊNIO
E SUAS VARIEDADES |
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A atraente e rara hiddenita, igualmente transparente, possui uma coloração verde-esmeralda intensa, devida a impurezas de cromo, sendo sua designação uma homenagem a William E. Hidden (1853 – 1918), seu descobridor e um eminente colecionador de minerais em seu tempo. A trifana, amarela pálida, cuja cor se atribui a impurezas de ferro, foi a primeira variedade gemológica de espodumênio a ser descoberta, em Minas Gerais, por volta de 1870, nove anos antes que a hiddenita fosse identificada na Carolina do Norte (EUA). A designação trifana não é consensual no meio gemológico, de modo que a tendência atual é designar as variedades com o nome do mineral, seguido pelo sufixo correspondente a sua cor, tal como espodumênio amarelo ou amarelo esverdeado. As variedades kunzita (rosa) e hiddenita (verde produzido pelo cromo) são exceções, pois tratam-se de termos consagrados. Ainda assim, na prática comercial diária, é difícil determinar se um espécime contém ou não cromo, de forma a designá-lo como hiddenita ou simplesmente espodumênio verde. O espodumênio é um silicato de lítio e alumínio, incolor em seu estado puro. Cristaliza-se no sistema monoclínico e ocorre em característicos cristais prismáticos alongados, com terminações achatadas, muitas vezes de tamanhos consideráveis; possui seção freqüentemente quadrada ou retangular e faces longitudinais estriadas, com numerosas figuras de corrosão na forma de triângulos escalenos. Sua dureza varia de 6½ a 7, apresenta clivagem perfeita em duas direções paralelas às faces prismáticas e quase perpendiculares entre si, o que faz com que seja uma pedra de difícil lapidação. Apresenta brilho vítreo (nacarado nas superfícies de clivagem), sendo que a kunzita geralmente exibe fluorescência de cor alaranjada a rosa dourada à luz ultravioleta, muito mais intensa sob comprimentos de onda longos e, adicionalmente, pode apresentar fosforescência. A kunzita e a hiddenita possuem pleocroísmo intenso, perceptível até mesmo à vista desarmada, pela simples rotação dos exemplares, principalmente os mais saturados. A cor mais intensa corresponde a direção paralela à do comprimento do cristal e, para melhor aproveitar o efeito ao lapidar-se a gema, deve-se orientar a faceta principal (mesa) perpendicularmente a esta direção. Por apresentar-se sempre em tonalidades claras, o espodumênio costuma ser lapidado com a maior profundidade possível para obter-se a máxima retenção da cor, procurando-se, contudo, resguardar as proporções esteticamente corretas, o que resulta em gemas de rara beleza. Ao contrário de muitas gemas coradas, que são lavradas principalmente em depósitos secundários, o espodumênio é mais comumente extraído de suas fontes primárias, os pegmatitos graníticos. Os principais países produtores de kunzita e hiddenita são, atualmente, Afeganistão, Brasil, Madagascar, Myanmar, Sri Lanka e EUA. A produção brasileira de espodumênio tem se mostrado irregular nos últimos anos, sendo que os principais depósitos estão localizados no estado de Minas Gerais, nos municípios de Galiléia, Conselheiro Pena, Resplendor, Água Boa e Barra do Cuité. As principais inclusões observadas nos espodumênios são as fásicas, os finos tubos de crescimento com aspecto de agulhas, os planos de geminação e de clivagem, além das inclusões que comprovam sua origem pegmatítica, tais como muscovita, feldspato e minerais de argila. O fascinante matiz lavanda das kunzitas deve-se a traços de manganês, mas esta variedade pode empalidecer se exposta à luz por longos períodos de tempo. A cor pode ser restaurada por irradiação, que deve ser seguida de tratamento térmico a temperaturas entre 200oC e 250oC ou por exposição à luz, com o objetivo de remover os componentes verdes e marrons que simultaneamente se formam. Como a autêntica hiddenita é muito rara, espodumênios de cor verde intensa devem ser vistos com extrema reserva, pois não é raro nos depararmos com material com esta coloração obtido por irradiação, de praticamente qualquer natureza, a partir de espécimes originalmente rosas. A coloração verde-esmeralda resultante deste tratamento é instável e o empalidecimento extremamente rápido, ocorrendo, às vezes, em menos de uma hora. Não há qualquer centro de cor envolvido nesta mudança, mas sim uma alteração no estado de valência do manganês, que passa de Mn3+ a Mn4+. | |
CRISOBERILO
CRISOBERILO
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Uma das mais importantes gemas produzidas no país é o crisoberilo, cujo nome deriva das palavras gregas chrysos (dourado, obviamente em alusão a sua cor) e beryllos (berilo), pois em tempos remotos se imaginava que tratava-se de uma variedade de berilo. Em realidade, o crisoberilo foi identificado como espécie mineral distinta em 1789 e tem em comum com o berilo apenas o fato de ambos apresentarem o elemento berílio em sua composição. O crisoberilo é a terceira gema de maior dureza (81/2), inferior apenas às do diamante e do coríndon (rubi e safira) e não requer qualquer tipo de tratamento para melhorar seu aspecto, seja para intensificar sua cor ou realçar um efeito óptico. Apresenta densidade elevada (~3,73 g/cm3) e cristaliza-se no sistema ortorrômbico. São frequentes as maclas com formas triangulares ou pseudo-hexagonais cíclicas e menos usuais os cristais estriados de hábito tabular ou os cristais de hábito prismático. O olho-de-gato pode confundir-se com algumas gemas de ampla ocorrência no Brasil, sendo o quartzo olho-de-gato seu substituto mais comum, embora não apresente o raio ondulante tão bem definido nem seu polimento alcance a excelência do material genuíno. Os termos "crisoberilo propriamente dito" e "olho-de-gato" são, às vezes, erroneamente designados por crisólita e crisoberilo, respectivamente. A denominação crisólita era utilizada na antiga nomenclatura mineralógica para designar a espécie mineral olivina, conhecida na gemologia como peridoto. As principais inclusões encontradas no crisoberilo são os tubos de crescimento finos, de forma acicular, as inclusões minerais (micas, actinolita acicular, quartzo e apatita) e as fluidas (bifásicas e trifásicas). Os planos de geminação com aspecto de degraus são também importantes rasgos internos observados nos crisoberilos. No Brasil, o crisoberilo ocorre associado a outros minerais de berílio, em depósitos secundários, formados pela erosão, transporte e sedimentação de materiais provenientes de jazimentos primários, principalmente pegmatitos graníticos. Esta fascinante gema é conhecida em nosso país desde 1805 e foi lavrada em grandes quantidades em Minas Gerais, nos municípios de Minas Novas, Crisólita e Araçuaí. Atualmente, as ocorrências brasileiras mais significativas localizam-se nos estados de Minas Gerais (Malacacheta/Córrego do Fogo e Padre Paraíso/Vales dos Rios Americana e Santana), Espírito Santo(Colatina, Vila Pancas e Itaguaçú) e Bahia(Jaqueto). Os principais países produtores de "crisoberilo propriamente dito" e olho-de-gato são, atualmente, Sri Lanka(Ratnapura e diversas outras ocorrências), Brasil, Tanzânia (Tunduru), Madagascar (Ilakaka) e Índia (Orissa e Andhra Pradesh). | |
ALEXANDRITA
ALEXANDRITA
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A
mais rara e valiosa variedade de crisoberilo exibe as cores verde e
vermelha, as mesmas da Rússia Imperial, e seu nome é uma homenagem a
Alexandre Nicolaivich, que mais tarde se tornaria o czar Alexandre II;
de acordo com relatos históricos, a sua descoberta, nos Montes Urais,
em 1830, deu-se no dia em que ele atingiu a maioridade.
Como
uma das mais cobiçadas gemas, esta cerca-se de algumas lendas, a mais
difundida das quais diz que o referido czar teria ordenado a execução
de um lapidário, depois que este lhe devolveu uma pedra de diferente
cor da que lhe houvera sido confiada para lapidar.
Esta
instigante mudança de cor deve-se ao fato de que a transmissão da luz
nas regiões do vermelho e verde-azul do espectro visível é
praticamente a mesma nesta gema, de modo que qualquer cambio na
natureza da luz incidente altera este equilíbrio em favor de uma delas.
Assim sendo, a luz diurna ou fluorescente, mais rica em azul, tende a
desviar o equilíbrio para a região azul-verde do espectro, de modo que
a pedra aparece verde, enquanto a luz incandescente, mais rica em
vermelho, faz com que a pedra adote esta cor.
Este
exuberante fenômeno é denominado efeito-alexandrita e outras gemas
podem apresentá-lo, entre elas a safira, algumas granadas e o
espinélio. É importante salientar a diferença entre esta propriedade e
a observada em gemas de pleocroísmo intenso, como a andaluzita (e a
própria alexandrita), que exibem distintas cores ou tons, de acordo com a
direção em que são observadas e não segundo o tipo de iluminação a
qual estão expostas.
Analogamente
ao crisoberilo, a alexandrita constitui-se de óxido de berílio e
alumínio, deve sua cor a traços de cromo, ferro e vanádio e, em raros
casos, pode apresentar o soberbo efeito olho-de-gato, explicado
detalhadamente no artigo anterior, no qual abordamos o tema do
crisoberilo.
As
principais inclusões encontradas na alexandrita são os tubos de
crescimento finos, de forma acicular, as inclusões minerais (micas,
sobretudo a biotita, actinolita acicular, quartzo, apatita e fluorita) e
as fluidas (bifásicas e trifásicas). Os planos de geminação com
aspecto de degraus são também importantes características internas
observadas nas alexandritas.
Atualmente,
os principais países produtores desta fascinante gema são Sri Lanka
(Ratnapura e diversas outras ocorrências), Brasil, Tanzânia (Tunduru),
Madagascar (Ilakaka) e Índia (Orissa e Andhra Pradesh).
No
Brasil, a alexandrita ocorre associada a minerais de berílio, em
depósitos secundários, formados pela erosão, transporte e sedimentação
de materiais provenientes de jazimentos primários, principalmente
pegmatitos graníticos. Ela é conhecida em nosso país pelo menos desde
1932 e acredita-se que o primeiro espécime foi encontrado em uma
localidade próxima a Araçuaí, Minas Gerais. Atualmente, as ocorrências
brasileiras mais significativas localizam-se nos estados de Minas
Gerais (Antônio Dias/Hematita, Malacacheta/Córrego do Fogo, Santa
Maria do Itabira e Esmeralda de Ferros), Bahia (Carnaíba) e Goiás
(Porangatú e Uruaçú).
A
alexandrita é sintetizada desde 1973, por diversos fabricantes do
Japão, Rússia, Estados Unidos e outros países, que utilizam diferentes
métodos, tais como os de Fluxo, Czochralski e Float-Zoning, inclusive
na obtenção de espécimes com o raro efeito olho-de-gato.
A
distinção entre as alexandritas naturais e sintéticas é feita com
base no exame das inclusões e estruturas ao microscópio e, como ensaio
complementar, na averiguação da fluorescência à luz ultravioleta,
usualmente mais intensa nos exemplares sintéticos, devido à ausência de
ferro, que inibe esta propriedade na maior parte das alexandritas
naturais.
Na
prática, a distinção por microscopia é bastante difícil, seja pela
ausência de inclusões ou pela presença de inclusões de diferente
natureza, porém muito semelhantes, o que, em alguns casos, requer
ensaios analíticos mais avançados, não disponíveis em laboratórios
gemológicos standard.
O custo das alexandritas
sintéticas é relativamente alto - mas muito inferior ao das naturais
de igual qualidade - pois os processos de síntese são complexos e os
materiais empregados caros. O substituto da alexandrita encontrado com
mais frequência no mercado brasileiro é um coríndon sintético
“dopado” com traços de vanádio, que também exibe o câmbio de cor
segundo a fonte de iluminação sob a qual se observa o exemplar.
Eventualmente, encontram-se, ainda, espinélios sintéticos com mudança de
cor algo semelhante à das alexandritas. | |
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