quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Ouro impõe ciclo de violência em "capital do garimpo" no Pará

Ouro impõe ciclo de violência em "capital do garimpo" no Pará

  • Extração de ouro em garimpo na região do rio Tapajós, no oeste do Estado do Pará
    Extração de ouro em garimpo na região do rio Tapajós, no oeste do Estado do Pará
O garimpeiro Ivo Lubrinna de Castro, 69, marca 16 de abril de 2010 como o dia em que nasceu de novo. Naquele dia, três homens interessados em explorar ouro no oeste do Pará, à revelia do ocupante da terra, armaram-lhe uma emboscada na entrada do garimpo do Piririma e só não consumaram o crime porque se deram conta de que estariam matando ninguém menos que o presidente da Amot (Associação dos Mineradores de Ouro do Tocantins).

Arte/UOL
Itaituba, no oeste do Pará
As armas de grosso calibre que foram apontadas na direção de Ivo Preto, como é conhecido Lubrinna na região que escolheu para trabalhar há 42 anos, não dispararam, mas nem por isso o garimpo de ouro na região ficou menos violento. Itaituba (a 1.696 km de Belém), cidade de 98 mil habitantes que reúne o maior contingente de garimpeiros do Brasil, registrou 38 homicídios e 41 tentativas de homicídio em 2014, de acordo com o Sistema de Informações de Indicadores Sociais do Pará. Como comparação, a taxa de homicídios no Brasil é de 29 para cada 100 mil habitantes. Nos primeiros nove meses deste ano, foram registradas 41 mortes violentas.
"O ouro traz cobiça. Onde tem ouro, a violência é uma realidade", afirma o diretor de Polícia do Interior do Pará, Sílvio Mauês.

Flávio Ilha/UOL
Lavra de ouro no oeste do Pará: ilegalidade da maioria dos garimpos incentiva crimes
A preocupação da polícia é o isolamento de muitas áreas de garimpo no município de Itaituba. A cidade é a 13ª maior em área territorial do país e seus 62.041 km² são superiores em extensão a sete Estados brasileiros – o do Rio de Janeiro, por exemplo, tem 43.780 km². O acesso, em alguns casos, é feito somente por aviões de pequeno porte, inacessíveis para a Polícia do Pará. E também a natureza da atividade, marcada por disputas internas envolvendo áreas de exploração e por um índice de educação formal baixo, que segundo Mauês "influencia o comportamento violento".
O ouro traz cobiça. Onde tem ouro, a violência é uma realidade
Silvio Mauês, diretor de Polícia do Interior do Pará

As estatísticas de apreensão de armas ilegais no garimpo são irreais, reconhece o delegado: 15 em 2014 e nove até setembro de 2015. O consumo de drogas também "chama a atenção", de acordo com Mauês.
"É uma atividade (o garimpo) muito desgastante, em que um indivíduo pode passar semanas, ou meses, enfiado no meio do mato. Temos um histórico de flagrantes que preocupa bastante, especialmente de óxi e de crack", afirma.
As quadrilhas de traficantes, que usam a rota do Tapajós, rio que margeia a cidade, para transportar drogas da Bolívia e da Colômbia, acabam atuando também no varejo da região, especialmente pelo pagamento em ouro. Dez gramas do metal podem comprar até 66 gramas de cocaína, dependendo do grau de pureza. Em 2014 a polícia paraense contabilizou 38 prisões por tráfico na região.
Garimpo agressivo
A permissão legal para o garimpo no Tapajós foi regulamentada em 1990, mais de 30 anos depois dos primeiros garimpeiros terem desembarcado no oeste do Pará. A reserva aurífera do Médio Tapajós já produziu oficialmente 190 toneladas de ouro desde 1958, segundo o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral). Extraoficialmente, entretanto, a avaliação das autoridades locais é de que tenham sido retiradas cerca de 800 toneladas da região em quase 60 anos de atividade. A diferença entre os dois volumes deixou Itaituba de forma clandestina.
A nova invasão do Tapajós começou em 2011, quando a cotação do ouro disparou no mercado internacional. De US$ 380 a onça (que equivale a 31,15 gramas) em Wall Street, o metal passou a ser comprado a US$ 1.000 em 2002 e bateu em US$ 1.650 há quatro anos. Hoje, a cotação se estabilizou num patamar de US$ 1.150, o que leva o quilo a valer US$ 37 mil (cerca de R$ 140 mil, de acordo com a cotação desta terça-feira (3) da moeda norte-americana). O número de garimpeiros cresceu no mesmo ritmo: eram cerca de 25 mil há cinco anos, mas hoje já beiram os 50 mil. Ou 60 mil, de acordo com a fonte da informação. O Serviço Geológico do Brasil identificou 71 lavras na chamada Província Mineral do Tapajós.
O problema é que a maioria das lavras é ilegal, o que aumenta a pressão pela posse da terra e a presença de "estrangeiros" no negócio – gente que foi extrair madeira ou criar gado na região e percebeu que o garimpo é uma atividade lucrativa e sem controle, apesar do risco. E que a mão de obra, além disso, é abundante.


Buraco provocado por escavadeira de grande porte nos chamados garimpos industriais
Ivo Preto, assim como outros garimpeiros históricos da região do Médio Tapajós, está assustado com a agressividade crescente que assola os garimpos. Nas lavras de Lubrinna, localizadas na bacia do rio do Rato, a mais de duas horas de distância de Itaituba e onde se chega apenas de barco ou avião, os invasores já abriram picadas e entraram na terra para explorar áreas de mineração que ainda estão virgens.


Nem liderança entre garimpeiros do Tapajós livrou Lubrinna de uma tentativa de homicídio em 2010
Gente de fora, afirma o garimpeiro, para quem as leis informais do garimpo não valem mais nada. Lubrinna diz que se "criou" no Médio Tapajós, onde chegou em 1973, justamente porque respeitou as leis da região.
A lei informal a que se refere Ivo Preto é simples: o garimpo é de quem chegar primeiro. E quem se sentir ameaçado tem o "direito" de resolver a questão do seu jeito, já que a Justiça "é lenta". Como diz o garimpeiro, "tem que resolver lá [no garimpo], porque até chegar na Justiça acabou o ouro". A forma de solucionar é revólver e facão.
"Tem que resolver lá [no garimpo], porque até chegar na Justiça acabou o ouro"
Ivo Lubrinna de Castro, o Ivo Preto, garimpeiro da região

"Nunca se matou por ouro aqui no Tapajós. Nunca. Se morria por puta e por cachaça, mas não por ouro. Mas agora está surgindo isso daí porque nego está desrespeitando demais", diz o garimpeiro. Segundo Lubrinna, antes da nova invasão, ninguém entrava em terra alheia. "O cara dava um pique num pedaço de pau e ninguém entrava. Agora estão dizendo que as terras são do governo, estão abrindo picadas e se preparando para invadir. Se quiserem invadir, vão ter que passar por cima do meu cadáver."
O ex-deputado federal Dudimar Paxiúba, que denunciou o garimpo ilegal na Câmara em 2012, não fala mais sobre o assunto e diz que recebeu ameaças de morte, envolvendo também membros de sua família, se continuasse a "incomodar" o garimpo. "As pessoas fazem qualquer coisa por esse metal. Você se cuide, rapaz", disse por telefone.
Ampliar

Índios mundurucus lutam contra o garimpo ilegal em suas terras

Índios guerreiros da tribo mundurucu chegam na vila de Katin, no final de um dia de procura de minas de ouro ilegais e mineiros perto do rio Kadiriri, um afluente do Tapajós e rios da Amazônia Lunae Parracho/Reuters

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Greve da Petrobras faz ação da petroleira decolar...

Greve da Petrobras faz ação da petroleira decolar...



  03/11/2015 19:54:00

O efeito pretendido pelos grevistas, que é o de abalar as finanças da empresa e conseguir uma alavancagem convincente, não está sendo atingido.

Pelo contrário.

Com a greve a Petrobras está tendo uma redução considerável na sua produção de petróleo que caiu 500.000 barris por dia.

A Petrobras estava batendo o recorde de produção no período atingindo 2.286 barris ao dia.

A queda, no entanto, teve um efeito interessante, pois fez o preço do barril subir e com esta alta as ações da Petrobras decolaram quase 10%.

No momento os acionistas celebram e os grevistas, derrotados, reveem suas estratégias.

Sem querer Glencore faz zinco cair

Sem querer Glencore faz zinco cair



 03/11/2015

Quando a Glencore informou ao mundo que estaria cortando fortemente a produção de zinco e paralisando algumas de suas minas o mercado reagiu positivamente e as ações da mineradora assim como o preço do metal subiram.

No segundo dia após o anúncio do corte de 500.000t de zinco o preço do metal já havia subido 13%.

No entanto o zinco volta a cair em uma reviravolta inesperada.

É que, em pouco tempo, a Vedanta e outras mineradoras de zinco demonstraram que aumentariam a produção para preencher o espaço deixado pela Glencore.

Somente a Vedanta deverá adicionar 130.000t extras à sua produção de 2014. Espera-se que as mineradoras chinesas preencham os vazios restantes.

A notícia lançou água fria no mercado que caiu.

Tudo leva crer que não veremos uma menor oferta de zinco e chumbo. Mesmo assim é esperado que o mercado tenha um excesso de produção de 30.500t em 2016...

Será???

Vale bate recorde na produção de pelotas

Vale bate recorde na produção de pelotas



 
Nos primeiros 9 meses do ano a Vale bateu um recorde histórico de produção de pellets de minério de ferro, atingindo 35,8 milhões de toneladas. A produção se deve as poucas plantas de pelotização em operação no Brasil como a Samarco e ao novo fluxo de pellets vindos de Omã onde a Vale opera uma joint venture.

Somente a produção da Vale Omã chegou a 6,6 milhões de toneladas de pellets.

As pelotas de Omã estão sendo embarcadas nos meganavios Valemax com destino à China.

Jade A Pedra dos Deuses

Jade

A Pedra dos Deuses

O Jade é a pedra sagrada da China. O seu nome deriva do chinês jü ou jud, ou talvez do termo espanhol "piedra de hijada" que significava para os aventureiros espanhóis no tempo de Cortês "a pedra com o poder protector dos males dos rins e das costas".
Com o nome de Jade encontram-se dois minerais distintos: a Actinolita ou Nefrita e a Jadeite. Ambas são inosilicatos, formados por cadeias de tetraedros de fórmula geral (Si2 O6)-4.
A Actinolita (Nefrita) é a união de dois anfíbolas que são a actinolita com ferro ferroso (Fe2+) de cor verde, que contém cálcio (Ca) e magnésio (Mg) e a tremolita, mineral inohidrosilicato de cor branca ou acinzentada. Este material é conhecido em toda a Ásia Ocidental há muitos milhares de anos e foi utilizado pelo homem primitivo no fabrico de armas, utensílios domésticos, objectos de arte e sobretudo na Imaginária em homenagem e culto dos deuses.
Cristaliza no sistema monoclínico com estrutura criptocristalina muito compacta o que também facilita um bom polimento e um brilho intenso.
A Jadeite, também chamada de Jade chinês, encontra-se sobretudo na vizinha Birmânia; é uma variedade translúcida de cor verde esmeralda (contém cromo) de extraordinária beleza e raridade, mais conhecida pelo nome de Jade Imperial; é sem dúvida a qualidade máxima do Jade, alcançando preços inacreditáveis.
Existe outra variedade menos conhecida denominada Cloromelanita, que na realidade é uma mistura de Jadeite com Acmita ou de Jadeite, Acmita e Diopsido - que são mais dois membros do grupo dos piroxenos.
O Jade não foi só empregue pelos chineses mas também pelos primeiros moradores dos lagos Suíços, os Índios Norte-Americanos, os Aztecas das América Central e pelos povos primitivos da Nova Zelândia.
Na Actinolita (que é um silicato de cálcio, magnésio e ferro) os seus cristais são compridos, de aspecto fibroso e quase sempre se apresentam cruzados, o que a torna sem dúvida a gema mais tenaz do mundo.
A Jadeite é um silicato de alumínio e sódio que só se tornou conhecido a partir do século XVIII, cerca de 1784.
O grupo de Actinolita apresenta uma amplitude de cores que vai desde o branco, castanho avermelhado, creme, cinzento, verde, lilás, negro, etc, etc; o mesmo acontecendo para a Jadeite com imagens sagradas multicolores que são autênticas obras de arte religiosa.
Tanto a Jadeite como a Actinolita têm durezas próximas de 7 na escala de Mohs e os seus pesos específicos variam entre 3 a 3,36, sendo a Jadeite sempre a mais densa mas menos tenaz. Ambas são de origem metamórfica, localizam-se na China, Birmânia, Nova Zelândia e Estados Unidos, originadas por variações químicas e estruturais ocasionadas por mudanças de pressão e temperatura.
Em 1980 foram reconfirmados depósitos de Jade (Nefrita) mo Noroeste da República da China, concretamente nas localidades de Hotian, Jutian e Minfeng e, deste modo, abriram-se as portas aos estudiosos e investigadores desta "enigmática" e preciosa gema.
Entre uma boa Actinolita (Nefrita) e uma boa Jadeite é sempre preferível a segunda, pois apresenta um aspecto superior. Existem no entanto outras gemas naturais oferecidas habitualmente como Jade: a considerar a Fluorite de cor verde, com uma dureza e índice de refracção mais baixos, a Esteatita ou Pedra de Sabão de baixíssima dureza até 2,5; uma das variedades de Serpentina e, com maior frequência a Bowenita que se vende como Novo Jade. A Granada Grosulária Masivo de cor verde pode ser confundida com a Actinolita, pois ambas mostram inclusões negras de cromita ou magnita, porém o mais perigoso de tudo são as crisóprasas, variedade niquelífera de Calcedónia de cor verde maçã.
Muitas figuras de Jade sofrem tratamentos térmicos com CLH, ficando com um aspecto envelhecido e passando muitas vezes por antigas; também estão sujeitas a tingimentos e irradiações.
Na presente década os laboratórios do Instituto Gemológico Americano (G.I.A. West Coast) detectaram em algumas peças de ornamento, (colares, pendantifs, pregadeiras, etc.) matéria de plástico incolor coberto por finíssimas camadas de Jade natural medindo entre 0,05 a 0,10 mm.
O Jade, tão distante e desconhecido do Ocidente, é para os chineses uma palavra mágica, a gema mais bela que existe - A Pedra dos Deuses.