quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A matemática da draga de ouro no rio Tapajós

A matemática da draga de ouro no rio Tapajós

Uma draga do tipo da foto e que opera no Rio Tapajós custa R$ 1.200.000,00 para ser construída e ela gasta:
R$ 60.000,00 por mês com diesel
Ela paga 24% da produção de ouro para a equipe
A cozinheira recebe R$ 2700,00 por mês + a lavagem das roupas, mas essa lavagem é paga diretamente pelos trabalhadores
A alimentação, peças sobressalente e logística estão a cargo do dono da draga
O cut off esta em 60 gramas por dia aproximadamente, ou seja se produzir menos do que isto, é prejuízo

A produção normal quando não para é de 400/800 gramas por dia
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                     
Ela trabalha 20 horas para extrair o ouro e 4 horas para apurar a produção.

O teor extraído é cada vez menor e é compensado com dragas que extraiam cada vez maior volume. Atualmente as dragas operam com diâmetros e bombas de 16 ou 18 polegadas.

Roy Hill inicia produção. Serão 55Mt de minério de ferro por ano

Roy Hill inicia produção. Serão 55Mt de minério de ferro por ano



 
A mina australiana Roy Hill cujo CAPEX atingiu US$11 bilhões, é a mais nova mina de minério de ferro a entrar em produção. Roy Hill, um empreendimento da bilionária Gina Rinehart, está iniciando hoje a suas operações em um momento onde o preço do minério de ferro está abaixo de US$40/t.

A partir de 2018 serão 55 milhões de toneladas de um minério de qualidade média cuja única sustentação será a do baixo custo operacional.

No momento esta sustentação parece estar a perigo. Segundo alguns analistas o custo de produção de Roy Hill está entre US$35-40/t o que coloca em risco a lucratividade do projeto de Gina Rinehart.

Como boa estrategista Gina já vendeu 30% de Roy Hill para os coreanos, chineses e japoneses já antevendo uma sinergia futura.

Consequentemente toda a produção de Roy Hill já está negociada com estes países.

Roy Hill vai deslocar minérios da Fortescue, a quarta maior produtora mundial que sofre com os baixos preços e tem dificuldades de baixar seus custos.

Exploração mineral: Anglo American de saída

Exploração mineral: Anglo American de saída



 
A Anglo American Brasil, depois de 51 anos de pesquisa mineral no Brasil, está fechando as portas. Ontem o escritório de Goiânia demitiu 21 funcionários de campo.

Permanece, ainda, um reduzido número de funcionários no escritório.

Uma péssima notícia para o setor.

O Brasil e o minério de ferro

O Brasil e o minério de ferro




Segundo o relatório Iron Ore Mining in Brazil to 2020, o nosso país tem a segunda maior reserva de minério de ferro do mundo, atrás apenas da Austrália. Neste relatório, em janeiro de 2015, o país tinha 31 bilhões de toneladas de minério de ferro o que correspondia a 16,3% das reservas mundiais.

Essas são as reservas oficiais brasileiras.

Entretanto o mundo geológico bem sabe que esses números estão bem abaixo da nossa realidade. Existem vários jazimentos ainda não explorados que irão fazer esse cenário mudar exponencialmente quando computados.

O que nos distingue, no entanto, não é o volume, mas a qualidade do nosso minério.

Que o digam os australianos e chineses que, nas últimas décadas, usam o minério de ferro brasileiro para viabilizar os seus minérios ruins através de blendagens sucessivas.

Somos o terceiro maior produtor de minério de ferro do mundo com 411Mt o que corresponde a 20% da produção mundial. Neste quesito ficamos atrás da China e da Austrália.

O nosso minério de ferro é uma fonte extraordinária de riqueza e corresponde a 60,2% de toda a produção mineral brasileira.

Somente em 2014 o minério de ferro rendeu US$25,9 bilhões.

Com a nova CFEM a arrecadação sobre a produção poderá dobrar, aumentando, ainda mais, a contribuição da mineração de minério de ferro no país.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Como funciona uma mina de diamantes?




Na maioria dos casos, máquinas gigantes escavam em busca das pedras preciosas, que são separadas do cascalho pelo peso e identificadas por um sofisticado sistema de raios x. As minas são criadas em regiões com alta concentração de um tipo de rocha, denominado pelos geólogos de kimberlito. Esse material é formado pelo resfriamento do magma, que chegou até a superfície há milhões de anos, carregando elementos de regiões profundas da Terra. Feitos de carbono submetido a altíssima pressão, os diamantes foram forjados até 200 km abaixo da superfície há pelo menos 3 bilhões de anos. O tipo mais comum de mina é o de poço aberto – como a representada no infográfico a seguir –, baseada na escavação do kimberlito, e a maioria delas está na África. No Brasil, a produção se concentra em minas formadas por erosão de kimberlito. As águas de rios e lençóis freáticos carregam pedras, que se concentram em áreas superficiais e passam a ser exploradas por mineradores. As 26 toneladas de diamante produzidas no mundo movimentam US$ 13 bilhões. O maior comprador é a China.
TRABALHO ÁRDUO
Supermáquinas, explosivos e alta tecnologia são usados para vasculhar toneladas de rocha.
Amaciando a terra
Após encontrar provas geológicas da presença de diamantes, os mineiros escavam o kimberlito. Mas a ferramenta deles não é picareta, não: os caras colocam explosivos em buracos de até 17 m de profundidade feitos pela perfuradora. O objetivo é fazer a rocha dura virar cascalho.
Trio parada dura
Três máquinas gigantes fazem o trabalho pesado: a perfuradora abre buracos na rocha para a colocação de explosivos, a escavadora movimenta até 50 toneladas de rocha por minuto e o caminhão mineiro leva 100 toneladas de material para o beneficiamento.
Buraco fundo
Com o avanço da escavação, o poço fica mais afunilado, chegando a centenas de metros de profundidade e a quilômetros de largura. A maior mina de diamantes em operação, com 600 m de profundidade e 1,6 km de diâmetro na parte mais larga, é a Argyle Diamond, na Austrália.
Plano B
Quando a escavação afunila demais, é preciso cavar um túnel paralelo ao poço. Do túnel principal, partem túneis perpendiculares para extrair a rocha mais profunda. No subterrâneo, são usadas versões menores das máquinas empregadas na superfície.
Coisa fina
O material extraído da mina vai para o processamento. O cascalho é triturado duas vezes, lavado e peneirado. Em seguida, as pedrinhas – de 1,5 a 15 mm – vão para um tanque de flotação. As pedras mais pesadas, com potencial de ser diamantes, ficam no fundo e as mais leves são descartadas.
Catando milho
Uma máquina de triagem equipada com raios X identifica os diamantes. Ao rolarem na esteira e serem atingidos pela radiação, eles ficam fluorescentes. Um sensor registra essa luz e aciona um jato de ar, que separa o que importa do restante das pedras. Por último, rola uma checagem manual.
Feitos para brilhar
Cerca de 30% dos diamantes são gemas, ou seja, têm características ideais para se tornar joias: cor, claridade, tamanho e possibilidade de lapidação. O restante é usado na indústria para a produção de peças de corte, como brocas, discos, serras e bisturis. Como transmitem calor rapidamente, diamantes também são usados em termômetros de precisão.
VALE QUANTO PESA
Cada tonelada de terra extraída rende 1 quilate de diamantes (0,2 g)
Valor de mercado
Um caminhão carregado rende até 20 diamantes de 1 g. Pedras usadas em joias valem, em média, US$ 1 mil/quilate. Para uso industrial, paga-se em torno de US$ 10/quilate.
Além do brilho
O valor do diamante é baseado em cor, claridade, tamanho e lapidação. Gemas azuis, laranja, vermelhas e rosa são raras. Brancas e amareladas são mais comuns (98% do total).
Joia da coroa
O maior dos diamantes foi extraído na África do Sul em 1905. A pedra bruta tinha 3,1 mil quilates e foi lapidada em nove. As duas maiores (Cullinan I e II) foram dadas à realeza britânica.
- Em 1714, foi encontrado o primeiro diamante no brasil, em um garimpo de ouro próximo a Diamantina, MG.
- O diamante mais caro do mundo foi leiloado em Londres por US$ 46 milhões. O Graf Pink pesa 24,78 quilates e tem coloração rosada.