quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

SEU MANÉ: SUCESSO E FRACASSO NO CORAÇÃO DA AMAZÔNIA.

SEU MANÉ: SUCESSO E FRACASSO NO CORAÇÃO DA AMAZÔNIA.

Quem foi garimpeiro em 1985 a 1990, deve se lembrar de José Candido Araújo, O Zé Arara. Dono do Garimpo Patrocínio e o maior comprador de ouro naquele tempo. Depois de pesquisar muito na internet para buscar informações deste homem, resolvi publicar a pouca informação que existe dele. Tornou-se uma verdadeira lenda entre os garimpeiros no alto Tapajós, não pela sua condição financeira, mas pela sua honestidade e respeito pela vida.

 Na entrevista abaixo segue o depoimento daquele que depois de Zé Arara foi o segundo maior comprador de ouro do Alto Tapajós, o Seu Mané.

 Seu Mané: Sucesso e fracasso no coração da Amazônia.

 Era começo da década de 70. O Brasil ainda comemorava o tri-campeonato mundial conquistado pela seleção e Mané Garrincha dava seus dribles últimos estonteantes nos gramados brasileiros. Na Amazônia, o governo militar rasgava a floresta abrindo uma estrada para levar homens para este pedaço esquecido do país. A nova fronteira atraiu a atenção de milhares de pessoas, personagens anônimos de uma história escrita a suor, sangue e abandono. Entre estes personagens está o não tão anônimo Aldo Inácio, paulista nascido em 1949 que foi atraído na década de 70 pelo chamado do governo para ocupar a Amazônia. Em 1979, Inácio chegou à cidade de Itaituba, na Transamazônica, com um punhado de roupas, um mega fone e muitos sonhos na bagagem. Fã de Mané Garrincha, Inácio transformou o nome Mane em uma marca e passou a ser chamado, ele mesmo, de Seu Mane. Hoje, aos 57 anos, ele fala sobre o passado como um filme que conta a história de sucesso e fracasso no coração da Amazônia. No dia 23 de março, Seu Mane contou trechos desta história ao radialista Douglas Araújo, em Novo Progresso, onde ele administra uma modesta rodoviária, depois de ser dono de um império. Leia a entrevista?

 Douglas Araújo – Como foi o seu primeiro dia em Itaituba? 

 Seu Mané – Meu primeiro dia em Itaituba foi dormindo na calçada da (agência da) Transbraziliana, porque eu não tinha dinheiro para pagar um hotel. Então, eu e a minha família dormimos na calçada. Depois disso, no dia seguinte, eu tinha um mega fone e fui pára a frente de algumas lojas gritar e ganhar o pão nosso de cada dia. Depois eu montei um restaurantezinho com o nome “Mãe Maria, a clientela foi aumentando e passei para um espaço maior, em frente ao Sonda Bar. Em homenagem ao grande jogador Garrincha, eu coloquei o nome do restaurante de “Seu Mane”, ai este nome cresceu, as coisas foram dando certo. Eu fui o primeiro anunciante da Hora Certa e de outras programações da Rádio Nacional, de Brasília. A partir daí foi divulgado muito o nome “Seu Mane” e ai coisas vieram surgindo naturalmente. Ao longo de seis anos eu já tinha um patrimônio invejável. Mas depois de dois anos veio o Plano Collor, incêndios, queda de avião e assaltos – fui assaltado três vezes. Alguns funcionários me deram o cano, um deles com até 20 quilos de ouro. Em dois anos eu perdi 600 quilos de ouro. Eu nunca fui vaidoso, só queria que o nome ‘Seu Mané’ fosse uma marca registrada, mas jamais esperei que acontecesse tanto acidente em tão pouco tempo. Diante de tantas perdas materiais teve uma em especial, a minha esposa Dade, que para mim foi uma das maiores perdas. As coisas já vinham se afundando e quando uma engrenagem dá para trás, você trava. Eu nunca fui um homem de vícios, bebidas, drogas ou farra. Nunca sentei à mesa de um bar. Eu nunca fui um homem de praticar roubos, sempre paguei em dia os meus fornecedores. Da mesma maneira que Deus me mostrou o sucesso, ele me mostrou o insucesso. Deus me mostrou os dois lados da vida.

 Douglas Araújo – Como está a sua vida hoje? 

 Seu Mané – A gente nunca está feliz. O ser humano nunca consegue uma felicidade total, sempre tem algo a desejar, mas posso dizer que estou muito bem, não tanto financeiramente quanto no passado, mas posso afirmar que estou bem junto com meus filhos, netos, noras. Administrando a rodoviária de Novo Progresso, hoje já tenho restaurante e lanchonete, ainda tenho muita esperança na região, acredito muito na vinda deste asfalto (da rodovia BR-163). Com relação ao meu passado nem precisa tocar muito, a História conta a minha vida. Eu fui um homem que gostava muito de mídia, fiz o programa do Jô Soares na Rede Globo em 1991. A BBC de Londres esteve uma semana em minha casa para um curta metragem. Fiz o Globo Repórter em 1988 e o Fantástico. Fui entrevistado pela Rádio Capital de São Paulo. Faculdades se interessavam pelo meu caso. Estive em várias outras emissoras e acho que a mídia hora ajuda, hora atrapalha. Fui fundador do Chapéu do Povo em Itaituba, das Rádio Itaituba e Clube, da TV Itaituba, na época afiliada a Rede Globo, e também a TVS, hoje o SBT. Foram dois canais de televisão. Fundei o Foto Itaituba, que dei de presente para os cincos funcionários. Tudo com laboratórios fotográficos modernos para a época, uma loja montada, mas infelizmente na hora que eu mais precisei fui sacrificado, marginalizado, ignorado.

 Douglas Araújo O que é felicidade para o senhor. Dinheiro? 

 Seu Mané – Felicidade, na minha opinião, é estar de bem com Deus, bem com a sua família. Felicidade, felicidade, você nunca pode ter por completo, mas pode viver momentos felizes. Tenho 33 filhos e 22 netos e sou feliz com isso.

 Douglas Araújo – Quando o senhor era milionário, qual foi o maior erro que cometeu, que não faria novamente? 

 Seu Mané – Como radialista de minha própria emissora eu atingi várias pessoas. Agi muito errado. Hoje eu não faria mais isso. Muitas vezes você fala de determinada pessoa e você sente que está com o poder da mídia na mão e que pode tudo. Depois de tudo isso, eu paguei um preço muito alto. A ‘impressa marrom’ me machucou demais. A gente diz uma palavra, eles trocam vírgulas, então eu pequei muito neste ponto. Seu Mané (centro) com amigos na década de 80

 Douglas Araújo – E onde estão os seus amigos de tempos de milionário? 

 Seu Mané – Umas das pessoas que eu ajudei muito, na hora que eu mais precisei me mandou entregar um envelope com 300 trezentos reais. Eu não devolvi porque infelizmente eu estava precisando. Mas esta pessoa eu havia colocado, há muitos anos, dentro de um avião meu e mandei para Brasília, para se tratar. Ela e seu marido sempre foram funcionários muito bem remunerados, dentro de minhas empresas sempre tiveram uma credibilidade muito grande. Moraram durante 10 anos dentro de minha casa sem nunca pagar aluguel, e na hora que eu mais precisei eles viraram as costas, mas acredito na Justiça divina, que é muito grande.

 Douglas Araújo – Naquela época você tinha fortes aliados…

 Seu Mané – Eu devo muito ao seu José Candido Araújo (Zé Arara). Tenho muito respeito, como um dos homens mais dignos que já conheci. Com relação ao Zé do Abacaxi (Fazendeiro e dono de garimpo em Itaituba), nós não tivemos nenhum vínculo ou aproximação.

 Douglas Araújo – Os seus amigos poderosos te abandonaram? 

 Seu Mané- Não vou citar nome, mas um ex-prefeito de Altamira foi um dos homens que eu mais ajudei. Na hora que eu mais precisei ele me virou as costas, mas Deus sabe…

 Douglas Araújo – Como é uma pessoa que conheceu os dois lados da moeda? 

Seu Mané – Você acaba conhecendo os três lados da moeda. São situações completamente diferentes. Depois que eu quebrei fui vender banana na carriola, e ai um filme começa a passar na sua cabeça. As pessoas ainda te criticam, passam por você e sorriem. Houve um momento de profunda depressão, mas você tem que ser forte. Minha família foi meu principal apoio, em momento algum me deixou só. Eu sempre fui um vencedor, fracassados são aqueles que procuram defeitos em mim, fracassados são aqueles que não têm uma historia como a minha para contar. São aqueles que são desonestos. O homem que bater no peito e falar que é um herói por ser honesto está totalmente errado, porque ser honesto é obrigação de cada cidadão. Quando o telefone emudece, parece que todo mundo sabe que você é um fracassado. Eu tinha 13 telefones em minha mesa, de repente todos ficaram calados. Eu tinha 380 funcionários diretos em 19 empresas, tinha 11 aviões e 80 carros. Eu pagava todos meus funcionários diariamente.

 Douglas Araújo – E como é o fundo do poço? 

 Seu Mané – A lembrança que eu tive foi da pessoa que eu coloquei dentro de meu avião e mandei para Brasília durante quatro meses com tratamento médico por minha conta. Foi a mesma pessoa que me mandou um envelope com os trezentos reais. Eu sempre ajudei muitas pessoas, sempre tive o prazer de fazer uma pessoa sorrir. Ajudei muitos garimpeiros a voltarem para a sua terra. No momento mais difícil da minha vida uma pessoa que eu nunca tinha feito algo por ela, ficou sabendo que eu estava doente em um quartinho quatro por quatro e me tirou de lá e me mandou para um hospital particular, depois me deu um emprego e hoje sou o administrador do Terminal Rodoviário de Novo Progresso. Esta pessoa chama-se Nery dos Prazeres (ex-prefeito de Novo Progresso), hoje meu grande amigo.

O garimpo do abacaxi

O garimpo do abacaxi

Imagino que entre os garimpos espalhados pelo Brasil.,neste seculo e no passado(XX).,o lugar aonde as fofocas foram mais "prodigiosas".,foram no estado do Pará.La surgiram grandes garimpos com muitas histórias.,aventuras e bamburros e mais do que tudo.,sonho desmoronados e blefos.
Um dos garimpos que mais foi falado e com boas histórias foi o garimpo do Abacaxi.,no rio de mesmo nome na região de Itaituba.,no Pará. La foi extraido muito ouro. O dono deste garimpo foi o folclorico Zezão do abacaxi....não tem garimpeiro neste Brasil que nunca ouviu falar do Zezão; no inicio ele era apenas um vendedor de combustivel e viverés na região de Itaiutuba., e com muito esforço e uma dose maior ainda de sorte consegui descobrir muito ouro na região do rio Abacaxi. No auge chegou a ter mais de 100 dragas la dentro., e todas controladas por ele.Além de um grande garimpeiro., o Zezão era um grande comerciante.Todo o comercio.como bares.,boates e etc..era controlado por ele. Quando um garimpeiro queria ir a uma "zona".,pegava um vale na gerencia e "festava" a noite toda.,depois quando ia fazer o acerto o vale era descontado. O Zezão tinha alguns aviões(Cesna) de pequeno porte para levar os garimpeiros de Itaiutuba para o garimpo..mais ele ficou famoso quando comprou um avião Bandeirante da Embraer, e levava quem queria ir ate o Abaxaci naquele avião. Fora o garimpo ele tinha outras aplicações como um fazenda em Itaiutuba.,que ficou famosa no tempo em que Fernando Collor era presidente da Republica.Certa vez Collor foi a Itaiutuba e o avião oficial da presidencia pousou na pista de pouso da fazenda do Zezão.,pois a mesma era maior e melhor do que o aeroporto oficial da cidade. Mais entre as verdades e lendas do velho Zezão.,a que ficou mais famosa;.foi quando ele ja "poderoso" e cheio da grana.,não depositava seu dinheiro em nenhum banco....vendo aquilo o gerente do Banco do Brasil,foi ate o escritório que o Zezão mantinha em Itaiutuba,querendo fazer a cabeça do mesmo para ele depositar seu dinheiro no BB. Zezão recebeu-o com educação e perguntou:
- no que posso ser útil?...nisso o gerente repondeu
:seu Zezão.,queria que o senhor abrisse um conta com a gente... nisso o Zezão se levantou abriu a porta e repondeu,ja perdendo a calma:
-Quando eu era pobre.,nem um "fio da Egua" vinha me oferecer conta...agora voces estão igual a urubu na carniça.....vaza fora daqui seu ....e ja foi abrindo a gaveta aonde guardava "seu shimit ingles"...fala-se que ate hoje o gerente tá correndo sem olhar para tras!!!!...
grande pessoa o Zezão...e o cara era analfabeto........
por hoje é só......homenageio o grande policial civil da cidade de Alta Floresta do Oeste=Ro., MARIVALDO com esta singela história

Três histórias de garimpo

Três histórias de garimpo
A praga do garimpeiro
Ilustração de Marcos JardimUm dia, um garimpeiro encontrou um enorme diamante. Não disse a ninguém e, de madrugada, no meio do nevoeiro, abandonou o garimpo. Não percebeu ele que dois outros garimpeiros o vigiavam e o seguiam. No caminho de Vila Rica, esses dois o assaltaram, esfaqueando-o. Este, ao morrer, praguejou:
— Amaldiçôo esta pedra. Quem a retiver nas mãos será castigado com morte violenta!
Logo, ali, um dos assaltantes quis ficar com a responsabilidade da guarda do diamante. O outro retrucou com uma punhalada certeira no coração. Apossou-se da pedra amaldiçoada e partiu para Vila Rica.
Em Vila Rica do Ouro Preto já havia denunciantes de seus crimes. Foi preso. Tentou fugir e acabou baleado. O soldado que o revistou, escondeu consigo o diamante. Não disse a ninguém, a não ser à sua amásia. A mulher, que gostava de um vendeiro, de quem também era amante, contou a este o segredo. De noite, o vendeiro foi à casa da mulher e matou a ambos, o soldado e a amásia. Levou consigo o diamante. Ninguém poderia imaginar que ele fosse o criminoso, mas o remorso o remoía. Foi, noutro dia, à igreja e no confessionário revelou ao padre o seu crime. A igreja estava deserta. O padre, ao ver a pedra, foi açoutado pela ambição e, quando o vendeiro rezava a penitência, matou-o pelas costas, com terrível pancada. Tirando as vestes sacerdotais, o padre fugiu para a cidade de São Sebastião.
Num dos pousos, foi reconhecido pelo estalajadeiro. De noite, o dono da hospedaria viu pela fresta o padre examinando o grande diamante. Entrou no quarto armado e exigiu a pedra. O padre não aceitou e o estalajadeiro matou o hóspede.
Como outros viajantes ali de passagem acorressem ao local, o estalajadeiro só teve tempo de fugir para o quintal e partir num dos cavalos que ali estavam. Os outros foram atrás num tiroteio tremendo. Por fim caiu ferido o estalajadeiro, mas não querendo que ninguém visse a pedra, jogou-a num rio que tranqüilamente ali passava...

O poço do diamante
Logo que se casaram, vieram morar, ali, à beira daquele regato no Serro. Seu Raimundo vinha com vontade de enriquecer. O que seus pais lhe deixaram só dera para comprar aquela casa à beira do regato, com meio alqueire de terra. Mal dava para plantar umas hortaliças. Raimundo queria era minerar diamante. Mas não tinha sorte. Não havia meios de encontrá-lo. E assim iam passando os anos, os filhos nascendo e ele sempre esperando achar diamantes. A mulher não o desanimava:
— Espera, seu Raimundo, Deus há de ter pena de vosmicê.
E assim passaram-se os anos.
Raimundo já envelhecera. Os filhos e filhas já estavam crescidos. Ele já nem tinha forças para minerar.
— Olha, mulher. A nossa terra está cansada. Eu vou fazer o regato passar por entre a roça. A água vai melhorar o terreno.
Com a ajuda dos filhos, abriram a vala e fizeram as águas seguirem novo curso. Qual foi a admiração do garimpeiro quando descobriu no leito do regato um poço;
— Credo! — gritou com a satisfação. — O fundo do poço está cheio de diamantes.
Estava mesmo. Mal soubera ele, durante tantos anos, que tinha aquela riqueza ao pé de sua casa.

O diamante de pai João
Pai João era um negro muito sabido. Quando ele morava em Diamantina, um dia apareceu na casa do ouvidor e perguntou ao dito:
— Seu ouvidô, um diamante desse tamanhão — e fez um gesto expressivo — quanto deve valê?
O ouvidor, pensando que pai João tinha achado um diamante tão grande, tratou logo de agradá-lo. Convidou-o para almoçar. Tratou-o à tripa forra. Mas, quando falou em comprar, o negro informou:
— Vontade tenho de vendê para vosmecê, mas o sargento-mor tá me esperando para falá sobre isso...
E foi se despedindo.
Correu à casa do sargento-mor e fez a mesma indagação:
— Seu sargento, um diamante desse tamanhão quanto deve valê?
O sargento arregalou os olhos e procurou ajudar a pai João, convidando-o para cear. O negro encheu o pandulho, mas não fez negócio por que primeiro queria ouvir a proposta do ouvidor.
E assim, durante várias semanas, o negro enganou a ambos, comendo do bom e do melhor, sem nada decidir. O ouvidor e o sargento-mor resolveram entrar em acordo para comprar de sociedade o enorme diamante. E assim o propuseram a pai João. Este respondeu:
— Tá bom. Quando ieu encontrá um diamante desse tamanhão, eu vendo a vosmicês.
— Você, então, não tinha o diamante, negro safado?
— Ieu não disse a vosmicês que tinha. Perguntei só quanto valia...

Meteoritos de Marte encontrados na Terra valem 10 vezes mais do que ouro

Meteoritos de Marte encontrados na Terra valem 10 vezes mais do que ouro


(Fonte da imagem: Daily Mail)
Cientistas confirmaram a descoberta de 15 quilos de meteoritos vindos de Marte encontrados no Marrocos, no ano passado. Esta é a quinta vez na história que material “fresco” proveniente de outro planeta é encontrado, sem contaminação de elementos químicos da Terra. A última vez que um fato como esse ocorreu foi em 1962.
O material é extremamente valioso e está sendo considerado até 10 vezes mais precioso do que o ouro. Cientistas e colecionadores de pedras preciosas buscam ainda na região outros fragmentos advindos da chuva de meteoros marciana.
Além de haver testemunhas da queda de pedras do céu, os cientistas são capazes de distinguir o material porque Marte é mais geologicamente ativa do que a Terra. Por conta disso, as pedras têm milhões de anos a mais do que as encontradas na Lua ou em asteroides.
Embora a comunidade científica afirme que o valor das pedras é inestimável, fragmentos de pouco menos de 300 gramas do material podem ser encontrados no mercado negro por preços que variam entre US$ 11 mil e US$ 22,5 mil.

Cientistas usam cogumelos para retirar ouro de celulares antigos

Cientistas usam cogumelos para retirar ouro de celulares antigos


(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)
Você sabia que dentro dos seus equipamentos eletrônicos existem algumas pequenas quantidades de ouro? Isso mesmo, estamos falando do metal precioso que possui altíssimo valor comercial e que também é um dos melhores condutores elétricos que podem ser utilizados na atualidade. Mas é claro que essa presença não é abundante, sendo necessários muitos aparelhos para que a quantidade de ouro seja relevante.
Por essa razão, é possível usar os componentes de vários celulares em uma mesma solução química para realizar a extração, por exemplo. Mas, como você pode imaginar, usar produtos químicos e reações pesadas pode gerar fumaças tóxicas e muita poluição, o que não é nada bom para a vida na Terra — de nenhuma espécie e podendo ser prejudicial também para plantas, por exemplo.
Agora, cientistas da Finlândia estão querendo acabar com esses problemas. Para isso, pesquisadores do VTT Technical Research Centre decidiram aplicar outros tipos de substâncias na extração do ouro de componentes eletrônicos. Estamos falando de sistemas criados a partir de fungos que vivem na terra, mais especificamente do micélio de cogumelos.
Primeiro, os cientistas pulverizam os componentes eletrônicos e depois o “peneiram” com micélio. Essa parte dos fungos é capaz de atrair o ouro e isso faz com que cerca de 80% do metal precioso seja recuperado sem a utilização de componentes químicos tóxicos — que garantiriam apenas 20% de aproveitamento. Será que o micélio vai roubar o lugar dos químicos no “garimpo” dos celulares usados?