quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Caçadores de esmeraldas

Caçadores de esmeraldas


Montanhas de beleza rara, vales que parecem não ter fim, rios que se espremem nos corredores de pedras. O conjunto de monumentos impressionantes foi criado pela natureza há 400 milhões de anos, quando a Terra ainda era criança. No coração da Bahia, as águas do inverno saltam dos pontos mais altos do Nordeste. Um espetáculo exuberante. A Queda d'Água da Fumaça, de quase 400 metros, parece que começa nas nuvens.Na Chapada Diamantina, a trilha das águas mostra o caminho das pedras. Pedras preciosas, que contam a história de muitos aventureiros. Carnaíba, norte da chapada. O vilarejo com cara de cidade atrai milhares de garimpeiros. As serras da região concentram a maior reserva de esmeralda do Brasil.
O empresário Alcides Araújo vive perseguindo a sorte há mais de 20 anos. Ele é um dos grandes investidores na extração da valiosa pedra verde. Alcides diz que ainda não encontrou a sorte grande. Do garimpo dele só saíram pedras de segunda. Mesmo assim não dá para reclamar.
"Já ganhei um dinheiro razoável no garimpo, produzi quase quatro mil quilos. Se tivesse essas pedras hoje, valeria R$ 300, R$ 200 o grama. Já ganhei mais de R$ 3 milhões", revela o empresário.
Boa parte desse dinheiro está enterrada na jazida que Alcides explora. O Globo Repórter foi ver como os garimpeiros vão atrás da esmeralda. Uma aventura que requer, além de sorte, muita coragem.

Na maior mina da região, a equipe foi a 280 metros de profundidade. Para chegar lá embaixo, o equipamento é um cinto de borracha conhecido como cavalo. Confira esse desafio em vídeo.Os garimpeiros são mesmo corajosos. No abismo dos garimpos, a vida anda por um fio. O operador da máquina que faz descer e subir o cabo-de-aço não pode vacilar. A água que cai do teto vem do lençol freático que o túnel corta. Parece uma viagem ao centro da Terra. Mas será que vale mesmo a pena correr tanto risco?
Foram quase seis minutos só de descida. Seis minutos de arrepios. A 280 metros a equipe chegou a um corredor estreito. No rastro da esmeralda, os garimpeiros abrem quilômetros de galerias. Calor, pouco ar, oito, dez horas por dia no estranho mundo subterrâneo. Esses homens vivem como tatus-humanos.
Alegria mesmo é quando o verde começa a surgir na rocha. Sinal de que pode estar por perto o que eles tanto procuram. É preciso detonar a rocha para ver se é mesmo esmeralda. O desejo de enriquecer é mais forte que o medo do perigo. Sem nenhuma segurança, eles enchem com dinamite os buracos abertos pela perfuratriz.
“Costumamos fazer até quatro detonações por dia. A cada detonação, são disparados de dez a quinze tiros", conta o fiscal de garimpo Klebson de Araújo.
Muita pedra desceu do teto da galeria. O trabalho agora era levar tudo lá para cima e examinar direito as pedras. E o dono do garimpo? Será que ele confia nos seus garimpeiros?
"Eles encontram e a gente fiscaliza. Se facilitar uma coisinha, eles botam dentro do bolso”, diz o garimpeiro Manoel.
“Tem várias formas de levar. Uns dizem que estão com sede, pedem uma melancia para chupar. Partem um pedacinho, colocam as pedrinhas lá dentro e levam a melancia”, denuncia Alcides.
Escondida ou não, esmeralda na mão é dinheiro no bolso. Nos fins de semana, a praça principal da cidade de Campo Formoso vira um mercado movimentado de pedras preciosas. No local, o que menos importa é a procedência. A esperteza sempre prevalece. Esmeralda de qualidade nunca é vendida na praça. Negócio com pedras valiosas é fechado dentro de casa, por medo de assalto.Os minérios da Chapada Diamantina fizeram fortunas e produziram histórias. Histórias como a de Herodílio Moreira que já viveu dias de glória.
“Já ganhei muito dinheiro com esmeralda. De comprar mercadoria e ganhar cinco carros de uma vez, de lucro. Hoje esses carros acabaram. Estou querendo dinheiro para comprar uma bicicleta velha”, conta o garimpeiro.
No mundo desses aventureiros, pobreza e riqueza dividem o mesmo espaço. O garimpeiro José Gomes, de 70 anos, também já viveu as duas situações, mas nunca perdeu a esperança.
“Quando vejo na joalheria uma esmeralda em forma de jóia, analiso o que perdi. Vejo as pedras nas lojas valendo milhões de dólares e eu sem nada", diz ele.

Como se extraem esmeraldas?

Como se extraem esmeraldas?

Há sistemas de iluminação, de ventilação e de comunicação que ligam a entrada ao fundo do poço. As minas funcionam 24 horas diárias.


Para se chegar a um veio de esmeraldas, é preciso cavar buracos verticais com até 500 metros de profundidade no solo rochoso. Os garimpeiros passam dias a fio dentro dessas minas, dotadas de uma estrutura rústica, mas eficiente. Há sistemas de iluminação, de ventilação e de comunicação que ligam a entrada ao fundo do poço. As minas funcionam 24 horas diárias.
Os trabalhadores manipulam dinamite, respiram fuligem o tempo todo, urinam e defecam em sacos plásticos e estão sujeitos a desabamentos. O risco de morrer é real, mas pode compensar: uma gema de boa qualidade com 1 quilate (2 gramas) é vendida por até 5 mil dólares.
No Brasil, uma das principais áreas de extração de esmeraldas fica na serra da Carnaíba, Bahia, onde o mineral foi descoberto em 1 963. Lá as minas são cavadas dentro de barracões cobertos, sendo invisíveis para quem anda nas ruas do garimpo. Sob a terra, o cenário lembra um formigueiro. Para iniciar a perfuração de uma mina, é preciso instalar bananas de dinamite em fendas feitas com uma britadeira. À medida que se encontram veios de pedra preciosa e a rocha fica mais solta, os garimpeiros se valem de ferramentas mais “delicadas”, como marretas e picaretas. Isolados do resto do mundo, os caçadores de esmeraldas desenvolveram um vocabulário peculiar (leia quadro abaixo).
As primeiras esmeraldas foram descobertas há cerca de 5 mil anos, no Egito. A pedra verde é considerada a quinta gema mais valiosa do mundo – perde apenas para o diamante, o rubi, a alexandrita e a safira. A cor de uma esmeralda varia do um verde pálido ao verde intenso, com tonalidades azuladas ou amareladas. A qualidade da gema depende, fundamentalmente, dessa cor. As mais valiosas e raras são aquelas que têm verde intenso, puro ou com ligeira tonalidade amarelada. O grau de transparência e a presença de rachaduras também influem na avaliação de uma gema.
Fábio Lamachia Carvalho (autor do livro Sonho Verde, sobre sua experiência como garimpeiro)

Imagem: thisisbossi/Wikimedia Commons

TERRA DE NINGUÉM
No subsolo, os territórios de cada garimpo não são muito bem definidos. Não existe propriedade da terra. É comum que escavações de minas concorrentes acabem se encontrando
FURO N’ÁGUA
Quando o poço rompe um lençol freático, a água escorre pela parede e se acumula no fundo. É preciso, então, cavar um desvio e abrir um túnel paralelo. Para que a mina não se inunde, os garimpeiros drenam constantemente a água empoçada
LUZ NO FIM DO TÚNEL
Os túneis têm cerca de 2 metros de altura. O ar é bombeado da superfície até o fundo da mina. A fiação também desce para possibilitar a iluminação das galerias
CONTRA DESABAMENTOS
Às vezes é necessário escorar as paredes com “caixas”, ou estruturas de madeira, para prevenir desabamentos. Os garimpeiros usam a marreta para avaliar a segurança do teto: dependendo do som da pancada, a pedra está solta ou segura

Brasil e Japão na Bahia

Conheça um pouco das estranhas gírias do garimpo
Brasil - a superfície
Japão - o fundo da mina
Malado - quem ganhou muito dinheiro
Massegueiro - ladrão de esmeraldas
Boi - rocha pendurada no teto ou nas paredes da galeria
Canga - boi de xisto com pedras preciosas incrustadas
Indianada - pedras de qualidade inferior, que são vendidas para o mercado indiano
Martelete - tipo de britadeira
Quarta-feira - marreta muito grande e pesada. Tem esse nome porque poucos conseguem operá-la por mais de dois dias seguidos. Ou seja: o garimpeiro agüenta o trabalho na segunda e na terça, mas na quarta já não dá conta do serviço
Vazar - encontrar esmeraldas

O buraco é mais embaixo

Como funciona uma mina de esmeraldas na Bahia
REPESCAGEM
No entulho retirado das escavações, sempre há esmeraldas pequenas e de pouco valor. Isso atrai os “quijilas”, nome dado a quem aproveita os restos do garimpo. Geralmente são crianças, mulheres ou idosos
O ASCENRISTA
Quem controla o que sobe e desce – de pedras a pessoas – é o operador de guincho. A máquina, movida a diesel, tem dois comandos: acelerador e freio. O guincheiro se comunica com o interior da mina por um “telefone”, que, na verdade, não passa de um tubo de PVC

Garimpo de Serra Pelada perde uma de suas lendas

Garimpo de Serra Pelada perde uma de suas lendas

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O garimpo de Serra Pelada, em Curionópolis, sem dúvida é um dos maiores produtores de causos do Pará. Na semana passada o garimpeiro José Mariano dos Santos, o Índio, protagonista de alguns desses causos em Serra Pelada faleceu de causa ainda indefinida. Ele era hipertenso e se recuperava de um derrame.
No auge do ouro em Serra Pelada, os barrancos de Índio produziram nada menos que 1.183 quilos de ouro. Em valores atuais, o intrépido garimpeiro colocou nos bolsos fortuna equivalente a R$147 milhões.
Índio ficou conhecido nacionalmente quando uma rede de TV produziu, em meados dos anos 90, um programa sobre Serra Pelada e Índio pode contar seus causos, tantas vezes repetidas entre seus pares. Naquela época, o cantor Sidney Magal fazia um sucesso muito grande e a peso de ouro foi contratado para fazer um show no garimpo. Trouxe com ele uma dançarina fogosa e jovial de nome Terezinha que despertou a paixão em Índio. Inconteste, assim que o show terminou e a jovem voltou ao Rio de Janeiro, Índio se deslocou até Marabá, pois queria a todo custo rever a jovem. Quando chegou ao aeroporto de Marabá não havia mais vagas no voo para o Rio de Janeiro,´Movido por uma paixão avassaladora e  uma irresponsabilidade ainda maior, Índio não pensou duas vezes. Comprou 100 bilhetes de um Boeing com destino ao Rio de Janeiro, o que fez com que a empresa enviasse um avião para transportar o apaixonado garimpeiro até sua amada. Índio viajou acompanhado apenas da tripulação.
Lá chegando, Índio hospedou-se no Hotel Copacabana Palace, o mais caro à época, por sessenta dias, vivendo da luxúria que o dinheiro lhe concedia.
Conta a lenda que Índio ainda comprou 11 carros de uma só vez, três apartamentos em Belém e se casou por quatorze 14 vezes, gastando todo o dinheiro conseguido em Serra Pelada com luxos, mulheres e muita curtição, morrendo pobre.
Quando perguntado se estaria arrependido do que fez com o dinheiro em virtude da falta do mesmo nos tempos atuais, Índio era taxativo, e sem arrependimento afirmava que “se pegasse o mesmo dinheiro, hoje, faria tudo de novo”.
Serra Pelada produziu milhares de toneladas de ouro e outros tantos garimpeiros como Índio. Aliás, a maioria deles que “bamburraram” em Serra Pelada está hoje pobre. Um dos motivos era a falta de conhecimento com o dinheiro, a outra simplesmente o fato de acreditar que todo aquele ouro recolhido a duras penas não acabaria nunca e que o garimpo lhe daria outra vez, e muito mais.

'Fomos contaminados pela febre do ouro', diz diretor de 'Serra Pelada'

'Fomos contaminados pela febre do ouro', diz diretor de 'Serra Pelada'

 Momentos cruciais na produção do filme.
Heitor Dhalia fala da troca de protagonistas e dificuldade de filmar no Norte.


Juliano Cazarré e Julio Andrade em cena de 'Serra Pelada' (Foto: Divulgação)Juliano Cazarré e Julio Andrade em cena de 'Serra Pelada' (Foto: Divulgação)
"A relação de dois amigos ao longo de dez anos na mina”. Esta breve sinopse de “Serra Pelada”, que estreia nesta sexta-feira (18), não transparece as dificuldades pelas quais o diretor Heitor Dhalia (“O cheiro do ralo”), a roteirista Vera Egito e a produtora Tatiana Quintella passaram para levar essa história ao cinema. (Assista a uma cena do filme ao lado).
O roteiro começou a ser trabalhado em 2009 – e várias versões foram desenvolvidas durante três anos –, quando Dhalia teve a ideia de escrever uma história que se passasse no garimpo de Serra Pelada. No mesmo ano, Wagner Moura, que estava a par do projeto, foi anunciado como coprodutor e confirmado como protagonista, no papel do personagem Juliano, e as gravações foram previstas para começarem em 2011 na Amazônia.
Em entrevista ao G1, por telefone, Dhalia fala de sua relação com o ator, para quem logo mandou a primeira versão do roteiro. "Trabalhamos juntos em 'Nina', e ele fez uma participação afetiva no 'Cheiro do ralo'. Logo ficamos com vontade de voltar a trabalhar. Quando rolou o 'Serra', ele topou de cara, por nossa relação de parceria e amizade. E também se interessou em produzir", conta.
A SAGA DE 'SERRA PELADA'
G1 lista momentos cruciais do filme, em 4 anos
Serra Pelada (Foto: Divulgação)
2009
Roteiro começou a ser feito por Heitor Dhalia e Vera Egito a partir de uma ideia do próprio cineasta.
Serra Pelada (Foto: Divulgação)
2011
Wagner Moura, que sabia do projeto desde 2009, entra como coprodutor do filme.
Serra Pelada (Foto: Divulgação)
junho/2012
Pré-produção atrasa. Daniel de Oliveira e Sophie Charlotte são anunciados no elenco.
Serra Pelada (Foto: Divulgação)
agosto/2012
Gravações são paralisadas no Pará. Wagner Moura desiste de ser protagonista e ganha novo papel.
Serra Pelada (Foto: Divulgação)
outubro e novembro/2012
Início das gravações em SP. Daniel de Oliveira sai do elenco.Juliano Cazarré e Julio Andrade são escolhidos para protagonistas.
Serra Pelada (Foto: Divulgação)
outubro/2013
Filme encerra Festival do Rio e estreia em circuito comercial. Atraso impediu exibição em Cannes
Em 2012, com o atraso no processo de pré-produção de “Serra Pelada”, Dhalia lançou “12 horas”, seu primeiro filme feito em Hollywood, estrelado por Amanda Seyfried. Em entrevista ao G1, na ocasião, o cineasta assumiu ter dirigido um “filme de indústria”, totalmente diferente do cinema “autoral” que pretendia com “Serra Pelada”. Em junho do ano passado, Daniel de Oliveira e Sophie Charlotte também foram confirmados no elenco do longa. O ator no papel de Joaquim e ela – em sua estreia no cinema – como Tereza, a noiva de um poderoso fazendeiro da região do garimpo (Matheus Nachtergaele). Nomes como Camila Pitanga e Seu Jorge também foram cogitados pela produtora Paranoid.

Com orçamento de R$ 12 milhões, Dhalia teve que paralisar as gravações, entre julho e agosto de 2012, por conta dos custos da filmagem no Pará, onde fica o garimpo, que seriam muito maiores do que em SP. A Companhia Vale do Rio Doce não cedeu o terreno previsto como cenário e o governo do Pará decidiu não apoiar o longa.
"Vários fatores influenciaram nisso. Teve o fator emocional da equipe. Fomos contaminados pela febre do ouro, pela grandeza da produção. Todo mundo estava assustado com aquilo sem saber o que fazer. Era muito complexo e a gente teve que se proteger muito", afirma. "E questões práticas, de financiamentos que não aconteceram, e a dificuldade de filmar no Norte do Brasil. Todos os filmes que foram para lá sofreram com a logística, como o filme do Babenco, o 'Xingu'. As produções acabam sendo afetadas diretamente em seus orçamentos. E o nosso foi crescendo tanto que era impossível saber onde ia terminar. Foi dramático", conta Dhalia.
Outro problema foi a agenda de Wagner Moura. Chamado para filmar “Elysium” no exterior e convidado para um filme sobre Federico Fellini - que acabou não sendo realizado -, ele teve que abrir mão do papel principal em “Serra Pelada” e ficar com um personagem secundário, o vilão Lindo Rico, que exigia menos dias no set. Em entrevista ao “Fantástico”, Moura falou sobre os imprevistos encontrados pela produção. "Hoje em dia, onde era Serra Pelada, é um grande buraco alagado. Tem água lá. A gente terminou filmando mesmo em SP, e ficou igual. As imagens são impressionantes. Ficou idêntico. A gente usou muita imagem de arquivo, alguns efeitos de computação", afirmou. "É incrível como a gente no Brasil consegue fazer um filme desses. Um épico como 'Serra Pelada', com o dinheiro que a gente dispõe. Os americanos não acreditam. Um filme como 'Serra Pelada' eles só conseguiriam fazer com milhões de dólares", completou.
Fomos contaminados pela febre do ouro, pela grandeza da produção. Todo mundo estava assustado com aquilo sem saber o que fazer. Era muito complexo e a gente teve que se proteger muito"
Heitor Dhalia, cineasta
O longa, então, foi filmado entre outubro e novembro de 2012 em Mogi das Cruzes, em SP, onde o garimpo foi recriado em uma antiga mineradora que dispunha de uma cava do tamanho de dois campos de futebol e com 100 metros de profundidade. A escolha dessa área foi definida após vários voos de helicóptero por SP e de visitas ao local, e contou com a assessoria do consultor ambiental Pedro Stech. Os cenários da vila, bares e prostíbulos foram filmados em Belém, e um aterro sanitário emPaulínia (SP) foi utilizado como cenário para o acampamento dos garimpos.
No lugar de Wagner Moura e Daniel de Oliveira - que também saiu do elenco por conta de "agenda" -, entraram Juliano Cazarré e Julio Andrade nos papéis de Juliano e Joaquim, respectivamente. "Foram escolhas acertadíssimas. São atores maravilhosos. O Julio já até estava escalado no filme no papel do Lindo Rico", diz Dhalia. O atraso impediu que "Serra Pelada" fosse exibido no Festival de Cannes deste ano. A estreia mundial foi no encerramento do 15º Festival de Cinema do Rio, no início de outubro. "Ele foi muito bem recebido pelo público tanto no Rio como em SP, nas pré-estreias. Está sendo um fenômeno instantâneo", anima-se o diretor.

O retorno da Esmeralda Bahia

O retorno da Esmeralda Bahia

A Esmeralda Bahia é a maior esmeralda descoberta, em 2001, no planeta. Esta peça gigantesca com 180.000 quilates (foto) foi descoberta na Bahia e é objeto de uma disputa judicial internacional que se alonga por quase uma década.
A pedra, com 380kg, tem esmeraldas euédricas incrustradas, que foram avaliadas em dois bilhões de dólares. No momento a pedra se encontra retida na Corte de Los Angeles.
Agora, após todos esses anos, a Advocacia Geral da União (AGU) requereu à Corte de Los Angeles a extinção do processo e o retorno da Esmeralda Bahia ao Brasil.
A AGU alega que a pedra foi extraída sem autorização, em território brasileiro e contrabandeada ao exterior ilegalmente.
Vários órgãos do Governo, como o DNPM e Receita Federal subsidiam o pedido da AGU.
O DNPM avalia que a peça possa valer US$2 bilhões e deve ser destinada a museus.
A ação penal que envolve os autores transita em sigilo em S. Paulo.