sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Arbusto africano indica locais em que pode haver diamantes

Arbusto africano indica locais em que pode haver diamantes



Há até pouco tempo, nem mesmo os botânicos devotavam 
tenção especial ao arbusto Pandanus candelabrum. Pelo menos não até que uma particularidade bastante curiosa desse arbusto africano se tornou conhecida: a sua capacidade de indicar locais em que há mais potencial para a existência de diamantes.
Basicamente, os diamantes são formados em grandes profundidades pela ação conjunta de pressões e temperaturas elevadas. O mineral é então trazido à superfície em crostas localizadas no interior de intrusões da rocha ígnea conhecida como kimberlito. Dessa forma, onde há kimberlito, há grande possibilidade de haver diamantes — e onde háPandanus candelabrum, é provável que exista kimberlito.
Geólogos acreditam que a Pandanus candelabrum cresça apenas em locais ricos em kimberlito.
Conforme destacou o mineralogista da Youssef Diamond Mining Company, Stephen Haggerty, em estudo publicado no periódico Economic Geology, a P. candelabrum parece crescer apenas em locais ricos em kimberlito — de maneira que a planta deve facilitar o processo de encontrar veios de kimberlito em meio aos arbustos africanos. “Os caçadores de diamantes vão saltar sobre ele feito doidos”, afirmou outro geólogo, Steven Shirey, especialista em diamantes da Carnegie Institution for Science em Washington, D.C. (EUA).
Amostra de kimberlito: a rocha ígnea é responsável por trazer os diamantes à superfície.

Plantas e preciosidades subterrâneas

Embora o Pandanus candelabrum seja o primeiro arbusto associado à localização de diamantes, o costume de rastrear pedras preciosas e minerais/metais de relevância econômica por meio de plantas já vem de longa data. Entre as plantas que podem fornecer indícios do que há sob a superfície, há, por exemplo, a florescência Haumaniastrum katangense, normalmente encontrada em territórios ricos em cobre.
Já a chamada “pluma de príncipe” normalmente indica a existência de selênio, enquanto que o zimbro aparece associado ao urânio e a “cavalinha” a veios de ouro. No caso particular dos metais, o que ocorre é que determinadas plantas acabam por se adaptar a solos particularmente ricos, embora outras sejam efetivamente capazes de concentrar determinado metal em seus tecidos.
Erva conhecida como "cavalinha" pode indicar a presença de jazidas de ouro no solo.
No caso particular do P. candelabrum, pode se tratar de uma adaptação aos solos ricos em magnésio, potássio e fósforo em que normalmente é encontrado o kimberlito — o qual, conforme calhou, é capaz de abrigar um dos minerais de maior valor comercial do globo.

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Embora as pedras preciosas sejam bonitas, elas também podem conter substâncias nocivas capazes de matar um homem adulto. 
ós já mostramos para você nove dos minerais mais tóxicos, a seguir você confere mais oito formações rochosas que, embora sejam incrivelmente bonitas, conseguem fazer um belo estrago – sem nem precisarem ser tacadas em sua cabeça.

8. Coloradoíta

Coloradoíta é um mineral cristalizado, que tem origem a partir dos veios de magma. Ele se forma quando o mercúrio se funde com o telúrio– outro tipo de metal raro e muito perigoso. Portanto, essa pedrinha brilhante possui dois tipos de ameaças unidas em um só lugar. Caso o item seja manuseado de maneira imprópria, é possível que a pessoa acabe envenenada

Além disso, se o cristal for aquecido ou alterado quimicamente, ele libera uma fumaça letal repleta de poeira tóxica. Um fato interessante é que ele pode ser minerado para retirar parte do telúrio, visto que o material costuma ser combinado com o ouro.
Pode parecer mentira, mas as ruas de Kalgoorlie, na Austrália, foram devastadas quando os cidadãos descobriram que o material foi usado para tapar os buracos das vias públicas – quem sabe não foi assim que construíram o caminho do Mágico de OZ?

7. Calcantita (vitríolo-azul)

Quem olha para essa bela forma de cor azul não imagina os perigos que ela esconde. A rocha é construída a partir de cobre, combinado com enxofre, água e outros elementos. Essa mistura transforma o cobre – que é necessário para o corpo, mas é tóxico em quantidades excessivas – em um cristal biodisponível.
Ou seja, o cobre se torna solúvel na água, podendo ser assimilado em grandes quantidades por qualquer planta ou animal. Dessa maneira, ele enfraquece o organismo vivo, afeta as funções do corpo e acaba matando.
Apenas uma lasquinha dessa pedra é suficiente para pôr fim a centenas de algas, acarretando em um sério problema ecológico. Uma vez que a Calcantita é extremamente rara e bela, surgiu entre a comunidade geológica um verdadeiro negócio dedicado à criação de cristais artificiais que se passam por espécimes genuínas.

6. Hutchinsonita

O tálio é muito semelhante em massa atômica ao chumbo, porém ele é ainda mais mortal. Esse metal raro consiste de uma combinação singular de elementos químicos, sendo que o contato com o componente pode causar sintomas ainda mais estranhos, entre eles a queda dos cabelos, doenças graves e até mesmo a morte.
Já a hutchinsonita é uma mistura de tálio, chumbo e arsênico – ou seja, uma passagem certa para o céu. Os três metais combinados formam um coquetel mineral frequentemente encontrado em jazigos de minério nas regiões montanhosas da Europa.

5. Asbesto

Enquanto os outros minerais perigosos agem como uma toxina que deixa a vítima doente, o asbesto causa uma sabotagem mecânica em grande escala nos pulmões humanos. O material é uma categoria natural de minérios compostos de sílica, ferro, sódio e oxigênio. Caso seja expirado, milhares de pequenas fibras cristalinas invadem as vias aéreas e se alojam nos órgãos do sistema respiratório.
Os efeitos cancerígenos do mineral ocorrem devido as constantes irritações e cicatrizações do tecido do pulmão. Visto que o minério é dissolvido naturalmente na atmosfera da Terra, muitas pessoas carregam fibras de asbestos sem nem se dar conta.

4. Arsenopirita

Não se deixe enganar por essa bela rocha que parece ouro. Na verdade, a arsenopirita é um sulfato de ferro arsênico. Caso você tente aquecer ou modificar quimicamente o mineral, ele liberará um forte odor de alho que se trata de um gás tóxico letal, corrosivo e cancerígeno. Basta segurar uma pedrinha dessas para entrar em contato com sais sulfúricos arsênicos instáveis.

3. Torbernita

Esses belos cristais verdes formam uma segunda camada por cima de pequenas rochas graníticas, compostas de urânio. Eles são construídos a partir de uma reação complexa entre fósforo, cobre, água e o próprio urânio. Como a torbenita possui uma beleza rara, não foram poucos os colecionadores que tentaram pôr as mãos em uma delas – um erro que se paga com a vida.
Se um mini acidente de Chernobyl não for o bastante para impor medo, essas simpáticas pedrinhas esverdeadas também emitem gases letais causadores de câncer. Normalmente, a torbenita aparece mais concentrada no granito em vez do cristal, mas isso não significa que eles não sejam danosos. Todavia, as formações costumam ser reconhecidas como possíveis indicadores de urânio.

2. Estibina

A estibina é um minério parecido com a prata, mas que na verdade é um sulfeto de antimônio. Devido a sua beleza extravagante, muitas pessoas a utilizavam como um apetrecho de luxo, o que acarretava em envenenamentos gravíssimos.
Os mineradores de Okazaki, no Japão, já produziram os cristais mais belos do mundo usando o componente, sendo que alguns mediam até 30 centímetros. Em geral, as amostras de estibinas parecem com pequenos campanários aglutinados.

1. Auripgmento (ouro-pimenta)

Seguindo na mesma linha da arsenopirita, o autipgmento é um minério perigosíssimo que mistura enxofre e arsênico. Geralmente, ela aparece sob a superfície de outras formações inorgânicas, frequentemente perto de fontes hidrotermais. Embora suas cores sejam sedutoras, se você segurar uma rocha dessas na mão, ela libera pós cancerígenos e neurotóxicos.
Os chineses utilizavam a ouro-pimenta para envenenar as pontas das flechas que atiravam nos inimigos. Assim como a arsenopirita, o componente possui um forte cheiro de alho devido à extrema concentração de arsênico. Ele também foi muito utilizado por pintores para produzir a cor ocre amarelada, resultando assim em diversas mortes.