domingo, 10 de janeiro de 2016

Pepitas de ouro que quebraram recordes

Pepitas de ouro que quebraram recordes

Embora impressionante e notável, aquele chacal uivando não é a maior pepita de ouro já encontrada. A maior é o Welcome Stranger:
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Ela foi encontrada por John Deason e Richard Oates em 1869, perto de Moliagul, Victoria, Austrália. Ele tinha peso bruto de 78 kg, e peso líquido de 71 kg. O recorde anterior pertencia ao Welcome Nugget, que também foi encontrado em Ballarat. As pepitas de ouro na Austrália são as mais puras do mundo, “muitas vezes com 23K ou um pouco mais”.

Graças à tecnologia, homem encontra pepita de ouro de US$300.000 que centenas de garimpeiros não viram

Graças à tecnologia, homem encontra pepita de ouro de US$300.000 que centenas de garimpeiros não viram

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Um garimpeiro fez uma descoberta extraordinária na Austrália, quando encontrou uma pepita de ouro “incrivelmente rara” de 5,5 kg sob apenas 60cm de terra. O valor dessa feliz descoberta: US$ 300.000. E o cara encontrou essa pepita em um lugar onde centenas haviam procurado antes – tudo graças à tecnologia.
A preços de mercado atuais, 5,5kg de ouro valem US$ 298.697. Mas, aparentemente, isto pode chegar a um preço ainda maior por ser uma descoberta muito estranha. Geólogos estão impressionados com ela, que para mim se parece com um chacal uivando.
O garimpeiro anônimo descobriu a pepita em um campo perto da cidade de Ballarat, localizado na Grande Cordilheira Divisória, no estado de Victoria, Austrália, próximo ao Rio Yarrowee. Ela tem 22 cm em sua dimensão mais comprida.
Cordell Kent, proprietário da Ballarat Mining Exchange Gold Shop, disse ao Courier Mail que o garimpeiro ficou chocado com a descoberta, assim como ele próprio: “Ele pensou que tinha detectado a capota de um carro, mas viu um brilho de ouro. Ele limpou a parte superior dela, e o ouro continuou se expandindo e expandindo… ele viu mais e mais ouro… ele não podia acreditar no que estava vendo (…) Nós temos 800 garimpeiros locais em nossos registros. Eu não consigo me lembrar da última vez que vi uma pepita deste tamanho.”
Kent diz que, surpreendentemente, Ballarat ainda está produzindo grande pepitas depois de 162 anos de corrida do ouro. Mas esta pepita é excelente. O garimpeiro a encontrou em um local nas proximidades, onde centenas de garimpeiros haviam procurado antes, o que torna o evento ainda mais surpreendente.
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Ele acredita que a diferença pode ter sido o equipamento. O garimpeiro usou um Minelab GPX-5000, um detector de metal de última geração que custa cerca de US$ 5.200. Esta é a descrição fornecida pela empresa:
O GPX 5000 define o novo marco em tecnologia de detecção de ouro. Com uma incrível gama de recursos e funções, o GPX 5000 não só é superior ao seu antecessor, o GPX-4500, como está em uma categoria distinta. Com tecnologias exclusivas da Minelab, como Sensoriamento Multiperíodo (MPS), Tecnologia de Dupla Tensão (DVT) e Alinhamento Inteligente de Sincronismo Eletrônico (SETA), o GPX 5000 tem alta performance e é capaz de encontrar mais ouro do que nunca. De pepitas abaixo de 1 g à evasiva “pepita para se aposentar” e tudo entre elas, com o GPX 5000 você pode encontrá-la.
Novos componentes eletrônicos melhorados, novo Soil/Timings e uma incrível gama de recursos, combinados à capacidade lendária da GPX de mineralização que “vê através do solo”, lhe darão uma vantagem significativa em relação a outros detectores.
Bem, parece que o Minelab GPX-5000 funciona melhor do que a concorrência, de fato. Pelo menos neste caso. Certamente um dos melhores retornos ao investimento já visto.

Mato Grosso e Pará concentram maior parte dos garimpos clandestinos

Mato Grosso e Pará concentram maior parte dos garimpos clandestinos


Brasília – No atual cenário, Mato Grosso e Pará concentram o maior volume de atividades sob a mira do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O coordenador-geral de Fiscalização do Ibama, Rodrigo Dutra, engrossa o coro dos que atribuem o aquecimento do garimpo ao elevado valor do ouro, descartando os problemas de legislação e de falta de fiscalização.
“O garimpo está bem aquecido por causa do preço. O ouro está valendo muito e as pessoas estão correndo”, disse Dutra. Garimpos desativados das outras corridas estão sendo retomados com o auxílio de outros tipos de ferramentas, ressaltou. “O preço viabiliza a compra de máquinas, de óleo diesel.”
Novo Astro e Juruena, em Mato Grosso, estão entre os principais focos de preocupação. “O garimpo de Juruena, no extremo sul do Parque de Juruena, já tinha sido desativado há muitos anos, mas voltamos agora para impedir a retomada. No de Novo Astro, houve uma grande operação no ano passado, com o Exército e a Polícia Federal,e desativamos muitos motores”, lembrou Dutra.
Nos últimos cinco anos, foram desativados 81 garimpos ilegais que funcionavam no norte de Mato Grosso, sul do Pará e no Amazonas, na região da Transamazônica, e retiraram milhões de reais por dia. Nesta semana, fiscais do Ibama e da Fundação Nacional do Índio (Funai) e agentes da Polícia Federal, desativaram três garimpos ilegais de diamante no interior da Reserva Indígena Roosevelt, em Rondônia, apreendendo motores e destruindo equipamentos usados na extração do minério.

“Tirar os equipamentos dá mais resultado que a própria multa”, disse Dutra. Geralmente, as operações resultam na retirada de máquinas conhecidas por PCs, que são retroescavadeiras de grande porte, e motores de caminhões que jogam a água para selecionar o minério. “Tem grandes motores destes no garimpo que a gente destrói no local, assim como balsas [adaptadas com dragas para puxar o cascalho e terra do fundo dos rios]. Quando é possível retirar do local, levamos para depósitos”, acrescentou.
Algumas das retroescavadeiras apreendidas pelos fiscais são doadas para prefeituras de cidades vizinhas. Muitas balsas usadas pelos garimpeiros são construídas no próprio local de exploração, devido ao porte e à dificuldade para levar a embarcação equipada com dragas até as áreas de garimpo. Em alguns casos, depois da extração do ouro, o equipamento é abandonado no local.
Dutra acredita que existe uma clara tendência de aumento do garimpo, assim como da ação de madeireiras. O monitoramento do desmatamento, inclusive, tem contribuído para a identificação de garimpos ilegais na região, diz o Ibama. Além das dificuldades de apreensão dos equipamentos, os fiscais enfrentam resistência da população local por causa dos impacto econômico produzido pelo garimpo. A atividade, mesmo ilegal, aquece a economia local, movimentando o comércio e garantindo empregos, ainda que, em péssimas condições.
“Como movimenta muito a economia dos municípios, geralmente a população é a favor da atividade. Por isso, avaliamos a periculosidade para dar segurança [aos fiscais, durante as operações]”, disse Dutra. Agentes dos órgãos ambientais contam que muitas vezes recebem pedidos de políticos locais para suspender as operações. “São apenas tentativas. O Ibama não sofre essa ingerência”, garante Dutra.
A resistência declarada pelo Ibama ocorre em um cenário de pressão de vários segmentos locais, como diz  Onildo Marini, secretário executivo da Agência para o Desenvolvimento Tecnológico da Indústria Mineral Brasileira (Adimb). Segundo ele, existem grandes interesses de empresários e políticos no negócio ilegal.
“Olha, todo mundo sabe. Nas capitais, nas cidades vizinhas, os comerciantes e o governo sabem que existe atividade ilegal, mas [as autoridades] não atuam”, descreveu o geólogo. “Na Guiana Francesa, existe uma política violenta contra o garimpo. Brasileiros já foram expulsos. Quando chega o garimpo, eles detonam, destroem os equipamentos. Aqui não temos essa politica agressiva, porque tem gente ganhando”, afirmou.
Os resultados imediatos produzidos pela atividade não representam a única motivação de pressão. Para Marini, o garimpo exerce uma forte influência nas urnas. “Quem descobriu a importância do garimpo, em termos de voto, foi o regime militar. Tem fotografias do [último presidente do regime militar, João Baptista] Figueiredo em Serra Pelada, no meio de milhares de garimpeiros”, destacou, referindo-se à primeira eleição realizada no governo militar.
“Tem muito voto. Isso interessa aos partidos e tem muito ganho local com o garimpo. É uma riqueza. É ilegal porque é área protegida, mas gera a riqueza que circula na cidade, o comércio é ativado”, afirma Marini.
Apenas o Ministério Público Federal no Pará investiga 142 ações envolvendo a atividade de garimpo. Alguns casos envolvem também trabalho escravo e tráfico de pessoas para atuação em garimpos no Suriname, por exemplo. Entre as denúncias apresentadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), os crimes apontam cinco diferentes responsáveis pela criação de garimpos ilegais no interior da Reserva Biológica das Nascentes da Serra do Cachimbo, no extremo sul do estado, entre os municípios de Altamira e Novo Progresso.

Ouro da terra yanomami era vendido em empresa da Avenida Paulista

É na Avenida Paulista, o centro financeiro do país em São Paulo, o destino final do ouro extraído ilegalmente e contrabandeado por uma organização criminosa que devastou rios, florestas e provocou doenças e mortes aos índios da Terra Indígena Yanomami, no Estado de Roraima.
No endereço, segundo investigação da Polícia Federal, funciona uma DTVM (Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários), que é uma das sete instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central para operar no mercado da venda do ouro em lingotes (barras) para clientes no país e no exterior.
Acima de qualquer suspeita nos negócios, a DTVM da Avenida Paulista virou o principal alvo da Operação Warari Koxi da Polícia Federal, que conforme a Amazônia Real publicou, desarticulou a cadeia da extração de minérios dentro da reserva indígena no dia 8 de maio.
Participavam da organização, segundo as investigações, mais de 600 garimpeiros, 30 empresas, que tinham permissão de lavra de garimpo em outros estados, 26 comerciantes locais de venda de ouro de Boa Vista (RR), cinco servidores públicos, inclusive da Funai (Fundação Nacional do Índio). Há indícios do suposto envolvimento de indígenas yanomami no esquema.
A organização criminosa movimentou com a venda do ouro do garimpo ilegal, financiado pela DTVM investigada, R$ 1 bilhão entre os anos de 2013 a 2014, diz a Polícia Federal.
Em entrevista exclusiva à agência Amazônia Real, o chefe da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado, delegado Alan Robson Alexandrino Ramos, disse que não divulgará o nome da DTVM investigada em razão do segredo decretado no inquérito policial pela Justiça Federal de Roraima. Mas, adiantou que na sede da empresa em São Paulo foram aprendidos documentos que comprovam como a organização criminosa agia na reserva indígena, e cerca de 3 quilos de ouro em barras de 250 gramas.
O destinatário final, aquela que recebia o lucro de tudo isso, é a instituição financeira, uma DTVM da Avenida Paulista. O ouro (do território yanomami) chegava em São Paulo e entrava no mercado lícito, no mercado formal, através de fraude de documentos que apontavam a origem de garimpos devidamente autorizados em outros locais, que não o de Roraima, onde não existe garimpo autorizado. Então eles faziam essas fraudes justificando a origem do ouro com as notas fiscais”, afirmou o delegado Alan Robson, como é mais conhecido na PF.
Barras em lingote de ouro apreendidas em 2014 (Foto: Polícia Federal)
Barras em lingote de ouro apreendidas em 2014 (Foto: PF)
Os compradores do ouro vendido pela DVTM, que são pessoas físicas e jurídicas, também são alvo da investigação. “A princípio, quem está comprando o ouro da DTVM não sabe da origem ilegal, mas estamos investigando também. Apreendemos documentos na empresa nesse sentido”, afirmou o delegado Alan Robson.

O caminho do ouro percorria cinco estados
A distância entre as cidades de São Paulo e Boa Vista (RR) é de 3.140 km em linha reta. Da capital de Roraima, segundo a Polícia Federal, a financiadora DTVM da Avenida Paulista despachava centenas de garimpeiros para trabalhar em balsas no leito do rio Uraricoera, a região que se encontra o garimpo na Terra Indígena Yanomami.
O rio Uraricoera tem cerca de 870 quilômetros de extensão da nascente na Serra de Pacaraima, na divisa das águas amazônicas com o rio Orinoco, na Venezuela, até a confluência com o rio Tacutu, formando o rio Branco, que margeia o município de Boa Vista.
O garimpo ilegal financiado pela DTVM, segundo a Polícia Federal, funcionava em um raio de 280 quilômetros no extremo norte da reserva dos índios yanomami, na área que abrange as aldeias Homoxi e Paapi-ú, próximas da fronteira com a Venezuela.
Conforme a investigação, de Boa Vista os pilotos de aeronaves, financiados pela DTVM da avenida Paulista, despachavam os garimpeiros para dentro da reserva indígena e, no retorno transportavam ouro, pedras preciosas, como diamantes, além de minérios como tantalita. As 26 lojas de venda de ouro e joalherias da cidade cuidavam do envio da produção do garimpo ilegal para as empresas atravessadores.
A investigação da Polícia Federal diz que da capital roraimense, o ouro seguia com os pilotos de aviões para Manaus (AM), Itaituba e Santarém (PA) e Porto Velho (RO). Nestas cidades estão as mais de 30 empresas que têm permissão de lavra em garimpos pelo governo federal.
Nestas empresas, o ouro retirado da reserva era transformado em lingotes, que são barras de 250 gramas do minério padronizadas para comercialização no mercado financeiro. Com as notas fiscais atestando a origem legal, o ouro seguia ao destino final que é na DTVM da Avenida Paulista.
Para a sede da DTVM paulista, foi encaminhada por mês uma média 160 kg de ouro (o equivalente a R$ 17 milhões). Quando o esquema se consolidou em 2013, o envio de ouro chegou a duas toneladas por ano, segundo a PF.
Os acusados responderão por crimes de sonegação fiscal, associação criminosa, extração de recursos naturais de forma ilegal, uso indiscriminado de mercúrio, usurpação de patrimônio da União, receptação de bens provenientes de crime, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, contrabando, lavagem de dinheiro, e operar instituição financeira sem a devida autorização do Banco Central. As penalidades previstas podem resultar em 54 anos de prisão.

Garimpo ilegal financiado pela DTVM era estruturado
Os acampamentos como este podiam abrigar até 30 garimpeiros. (Foto: Guilerme Gnipper/Funai/2013)
Os acampamentos como este podiam abrigar até 30 garimpeiros. (Foto: Guilherme Gnipper/Funai/2013)
À Amazônia Real, a chefe da Delegacia de Segurança Institucional da Polícia Federal de Rorima, delegada Denisse Dias Rosas Ribeiro, responsável pelo inquérito policial, disse que na primeira semana da Operação Warari Koxi 100 garimpeiros foram retirados da Terra Indígena Yanomami. Segundo ela, os agentes federais que atuam na ação apreenderam 30 balsas e destruíram 20 acampamentos, cada um podia abrigar cerca de 30 garimpeiros, mais de 600 pessoas.
Denisse Ribeiro disse que os garimpeiros retirados dos acampamentos e encontrados em balsa em pleno rio Uraricoera foram conduzidos de forma coercitiva para prestar depoimentos, mas depois foram liberadas em Boa Vista. “Nosso objetivo não é prendê-los, é entender o modo de operação da cadeia do ouro”, disse.
Mapa da Õkrãpomaɨ – Expedição Yanomami (Ninja/ISA/Hutukara)
Mapa da Õkrãpomaɨ – Expedição Yanomami (Ninja/ISA/Hutukara)
A delegada não disse que foi apreendido ouro com os garimpeiros, mas afirmou que os agentes encontraram dentro da Terra Indígena Yanomami “um garimpo ilegal muito bem estruturado”.
“Por causa da presença do garimpo há desmatamentos na região do rio Uraricoera e uso de mercúrio. Os danos à fauna como a caça são indiscriminados, um desfalque na floresta. Estamos coletando informações também do suposto envolvimento de indígenas yanomami na cadeia do ouro”, afirmou a delegada Denisse Ribeiro.
Para o chefe da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado, delegado Alan Robson Alexandrino Ramos, a Operação Warari Koxi, que é por tempo indeterminado, foi um ataque certeiro aos crimes dentro da reserva yanomami com a conivência de servidores públicos.
Dois funcionários da Frente de Proteção Etnoambiental Yanomami Ye´kuana da Funai são acusados de receber propina para facilitar o esquema ilícito do ouro como fornecer informações de possíveis ações da Polícia Federal na reserva. A reportagem apurou que os sigilos telefônicos e bancários dos acusados foram quebrados pela Justiça para a coleta de provas contra os acusados.
“A gente avalia a operação como um grande sucesso, principalmente, em razão do ataque aos servidores públicos (envolvidos), que são pessoas que deveriam estar protegendo os índios, protegendo o patrimônio, a cultura, mas estavam atuando diretamente na criminalidade. E, em razão de chegarmos até a instituição financeira (DTVM) destinatária do ouro ilícito, a maior instituição já descoberta”, disse.
A Operação Warari Koxi tem parceria do Ministério Público Federal de Roraima e do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Segundo o MPF, foram cumpridos 313 mandados judiciais, sendo 98 em Roraima, e o restante pelos estados do Amazonas, Rondônia Pará e São Paulo. “A investigação segue em curso para desarticular a indústria do ouro ilegal no Estado de Roraima”, disse nota do MPF. 
A Terra Indígena Yanomami está situada entre os estados de Roraima e Amazonas com mais de 9,6 milhões de hectares. A população indígena é de 21.249 pessoas, segundo dados atualizados do Ministério da Saúde em 2013.
Oficialmente, o garimpo na reserva indígena foi fechado no início dos anos 90, quando mais de 40 mil homens invadiram a reserva atrás de ouro e cassiterita. Na ocasião, houve o registro de muitas mortes de indígenas por epidemias e violência. Mesmo fechado, as incursões de garimpeiros nunca terminaram.  
Por causa das denúncias de extração ilegal de ouro, doenças e danos ambientais na reserva, o líder Davi Kopenawa Yanomami, que vive na região do rio Demini, foi ameaçado de morte em 2014. Davi ainda não comentou a operação da PF.
Em entrevista à Amazônia Real, o diretor da Hutukara Associação Yanomami (HAY) e filho de Davi, Dário Yanomami disse que a operação pegou “os peixes grandes e graúdos”, mas não quis comentar o suposto envolvimento de João Batista Catalano, o servidor público que foi afastado por determinação da Justiça Federal do cargo de coordenador da Frente de Proteção Yanomami e Ye’kuana da Funai.
O garimpo se concentrava ao longo do rio Uraricoera. (Foto: Guilherme Gnipper/Funai/2013)
O garimpo se concentrava ao longo do rio Uraricoera. (Foto: Guilherme Gnipper/Funai/2013)

Servidor da Funai diz que virou alvo por que combatia garimpos
Em entrevista concedida à Amazônia Real, o servidor público João Batista Catalano disse que foi indiciado pela Polícia Federal pelos crimes de corrupção passiva, extração de recursos naturais de forma ilegal por suspeitas de ser proprietário de balsas dentro da Terra Indígena Yanomami e participação na evasão de divisas, que é a operação de cambio que envia dinheiro para o exterior.
“Esses crimes eu venho combatendo há mais de três anos e fiz uma operação que causou um prejuízo de R$ 10 milhões aos garimpeiros. Então essa denúncia contra mim parte dos garimpeiros, que falam num único coro que eu pegava muito ouro, pelas contas deles algo em torno uns R$ 5 milhões. Eu não tenho esse patrimônio. Meu patrimônio é condizente com o meu salário, não tenho nem R$ 200 mil de patrimônio, olha que sou servidor há 12 anos. Tenho uma casa, um curso preparatório e uma chácara, então não condiz com a denúncia”, disse João Catalano.
O coordenador afastado da Frente de Proteção Yanomami e Ye’kuana da Funai estava no cargo havia cinco anos. Ele estava sendo cotado para assumir o Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (Dsei-Y), do Ministério da Saúde, que tem um orçamento de 112 milhões.  
Catalano disse que vê relação das denúncias com uma tentativa de impedir seu trabalho de proteção da reserva depois que realizou na área uma operação em 2014, quando foi destruída uma draga, que custa mais de R$ 1 milhão, de uma mineradora que tem relação com um empresário paulista e políticos de Roraima.  
Eu sou ameaçado para barrar o meu trabalho. Minha verba foi cortada na Funai, então diminuí o número de operações, mas fiz questão de manter as ações no rio Uraricoera, aí começaram os boatos de que eu pegava propina. Estão me acusando que sou corrupto, mas não tenho patrimônio, o que eu tenho é dívida”, disse Catalano.
No dia em que a operação começou (07), o servidor da Funai foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. Foi solto após pagar uma fiança. Ele disse que usava uma “posse de arma” para se proteger das ameaças e por não ter recebido proteção da polícia.  
“Acho que a Polícia Federal está fazendo um trabalho certo, mas me incomodou muito só divulgar o meu nome. São mais de 300 mandados coercitivos, mas cadê as empresas e os donos das empresas. Só o meu nome foi arrastado para lama. Sou o criminoso que fui preso com uma posse de arma. Minha família está ameaçada e nunca me deram proteção”, reagiu o servidor pública da Funai.
João Batista Catalano também negou denúncias de que tem relação com um concunhado da sua esposa, que seria operador de garimpos na terra dos Yanomami. “Infelizmente aqui em Boa Vista, 70% da população ou foi, ou é ou vai ser garimpeiro. Esse concunhado é um pedreiro e tivemos contato quando ele construiu minha casa. Quando comecei a intensificar as operações na reserva, rompemos as relações. Houve denúncias que esse concunhado cobrava propina em meu nome”, afirmou Catalano.       
A reportagem procurou o delegado Alan Robson para ele falar sobre o suposto envolvimento de João Batista Catalano. Ele disse que a investigação é muito clara em relação as provas colhidas sobre a “intensa participação desse servidor no recebimento de propina para facilitar o esquema ilícito do ouro”.
“Para a Polícia Federal não há dúvidas. Mas, claro, ele vai responder um processo na Justiça. Tem o direito a defesa e ao contraditório. Mas, para a PF a investigação não demonstra dúvida, tanto que representamos e a Justiça Federal se convenceu e determinou o afastamento cautelar de da Frente até o fim das investigações”, disse o delegado Alan Robson.
Amazônia Real procurou também a Funai (Fundação Nacional do Índio) para comentar as denúncias contra João Catalano. A fundação disse por meio de nota que está acompanhando a Operação Warari Koxi, deflagrada pela Polícia Federal, e que aguardará os resultados das investigações.
A reportagem ouviu o presidente do Sindicato da Indústria Extrativista Mineral e dos Garimpeiros do Estado de Roraima, Crisnel Francisco Ramalho sobre a retirados dos garimpeiros. Ele disse que a exploração ilegal de minérios na Terra Indígena Yanomami “é resultado da incompetência dos políticos de Roraima que não conseguiram regulamentar a mineração no Estado”.
 “Antes era o garimpo que sustentava a economia. Hoje só tem dinheiro em Roraima quem é dono de supermercados, drogarias e lojas de venda de veículos por que o dinheiro que circula é funcionalismo público. O povão está sem dinheiro e os políticos não conseguem regulamentar o projeto de mineração”.
Sob protestos de organizações em defesa dos direitos indígenas e da proteção da Amazônia, tramita na Câmara dos Deputados o novo Código da Mineração, um projeto de substituição do decreto-lei 227, de 1967, que regula a atividade. Há ainda o Projeto de Lei (PL) 37/2011 que determina que o governo deve licitar as áreas de mineração.

A VIDA NOS GARIMPOS DE OURO DA AMAZÔNIA NAS MARGENS DO RIO TAPAJÓS

GARIMPOS!!. MATÉRIA EXCLUSIVA SOBRE A VIDA NOS GARIMPOS DE OURO DA AMAZÔNIA NAS MARGENS DO RIO TAPAJÓS



 -Garimpos da Amazônia Rio Tapajós

-Para você que nunca teve a chance de ir em um garimpo de ouro lugar Conhecido como Baxão palavra popular usada pelos Garimpeiros que trabalham dentro dos Barrancos de ouro. 

-Fomos ate lá e vamos tentar mostrar através dessa matéria um pouco da vida dos garimpeiros e suas historias muitas das vezes desconhecidas pela maioria das pessoas


-Vamos junto embarcar nessa jornada que foi muito dificio mas gratificante em estar conhecendo esse lugar.

-Nosso ponto de partida foi a cidade de santarem do Pará Onde pegamos o primeiro ônibus em direção a cidade de itaituba cerca de 360 km de distancia.

-Em seguida passamos para o outro ônibus onde fomos ate uma currutela nas margens do Rio Arurí da BR 163 e foi mas uma distancia de 300 KM totalizando cerca de quase 700 KM no período de 12 horas de viagem já que a rodovia federal BR 163 não e asfaltada na parte do Pará.

-Após chegarmos lá a noite tivemos que ficar de baixo da ponte pois não conhecíamos ninguém no meio do nada mas Graças a Deus achamos um lugar onde conseguimos colocar a nossas redes em baixo de uma varanda de uma casa onde tinha varias outra redes e ninguém conhecia ninguém e assim foi a nossa primeira noite.





-Ao amanhecer o dia umas 3 horas da madrugada o CANOEIROS que e que leva as pessoas e mantimentos além de óleo diesel para vender para os garimpos, começou a acordar os que queriam subir o rio em direção os barranco de ouro e embarcamos nessa com varias pessoas que foram para tentarem ganhar a vida nos garimpos e passamos por vários Barracos e ao chegarmos em nosso ponto de chegada tínhamos andado um período de 12 horas sem para e estávamos morrendo de fome e cansaço.     


-Ao chegarmos fomos recebidos por um dos donos dos garimpos que nos levou para jantarmos e em seguida nos deu um lugar para dormir ali tivemos que aprender a colocar mosquiteiro pôs e no meio da floresta e esta cheio de mosquitos além dos mosquitos da malária, agora depois de tudo pronto no escuro pois não tem luz dormimos.

-No dia seguinte começa cedo as 3 horas da manhã onde a cozinheira já esta fazendo a merenda para todos os que fazem parte da aquele Barraco cerca de 20 pessoas onde estávamos.

-Então cada garimpeiro começa a si levantar e arrumar seus objetos de trabalho como facão, foice, carotes do óleo  e vários outro materiais usados em garimpos. 

-Após tomarem um café com bolo e Tapioquinha eles saiam para a labuta atrás do tão procurado ouro

-Mas de onde fica o Barraco que dormem os garimpeiros ate os pontos onde e furado para retirar o ouro e cerca de 40 minutos andando no meio da mata.


-Por apenas um caminho pequeno já nesse percurso vários animais peçonhentos tais como cobra onde dava ate medo de estar Mas estávamos com Bota de Borracha para proteger.

-Ja no Barranco tivemos que descer em uma escada para dentro do buraco da altura de cerca de 10 metros de profundidade fato esse que fez com que muitos garimpeiros morressem em outros Garimpos aterrados quando desmorona um desses barrancos de terra.


-Ali vimos a dificuldade que e enfrentado todos os dias pelos garimpeiros em um lugar onde não tem nada apenas a mata.

Mas são pessoas muito sofridas e acabamos ate gostando de ver como de certa forma são legais. 

-Eles tem primeiramente que furar a terra com bicos jatos em seguida a lama que sai e direcionada pelo uma vala cavada no Chão para um outro buraco onde tem mais um garimpeiro que fica com uma mangueira conhecida como maraca que e a 

-Responsável por chupar a aguar ´´lama´´ que leva o ouro junto para uma caixa igual essa da imagem onde tem uma espécie de carpete que e onde fica preso os pós de ouro.

-Após uma semana assim os garimpeiros vão fazer a despesca do ouro nas caixas da seguinte forma liga a maquina o jato em uma agua bem fraca para ficar apenas escorrendo dentro das caixas em seguida fica mas dois sacudindo o carpete ate soltar cada pó do ouro que ficou presos nos carpetes já mas em baixo fica mas dois garimpeiros 
com o azougue concentrando os pós do ouro e fazendo uma espécie de pasta Prateada.

-Após o dono do garimpo pega o ouro e leva para lavar nas margens do rio para lavar ficando assim só o ouro dentro da Batera. em seguida ele e queimado para retirar toda impureza e fica apenas o ouro mas puro sem misturas que vai servir para o garimpeiro vender e pagar sua despesa e suprir suas necessidades.

-Poxa eu já to ate cansado só de lembrar da aquela viagem aos garimpos alem de toda equipe ter pegado de Lembranças a MALARIA que e o coisinha ruim Garimpos do rio Tapajós no Pará  
espero que tenha mostrado um pouco da vida dos garimpeiros guerreiros do Tapajós.