quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

O DIAMANTE DO RIO DAS GARÇAS


O DIAMANTE DO RIO DAS GARÇAS
O DIAMANTE DO RIO DAS GARÇAS
Após a descoberta dos "Garimpos" do rio das Garças, é conhecida de todos a maravilhosa historia: um índio bororó vira um diamante tão grande, faiscando tanto ao sol, que era impossível fixar-lhe os olhos.
Batizaram-no com o nome de "Abacaxi’ e o localizaram no Alcantilado, como o lugar mais provável onde fora percebido e isso talvez por se tratar de um despenhadeiro de difícíil acesso e em que ninguém poderia trabalhar.
Foi por motivo dessa lenda que um moço "curáo" se aventurou tragicamente em busca da preciosa gema. Seu cadáver, de uma palidez assustadora e que foi encontrado três dias depois, trazia um ferimento roxo na garganta.
Segue-se a este um outro caso idêntico: o mesmo lugar, as mesmas circunstâncias, o mesmo ferimento roxo na garganta. Foi quanto bastou para que em torno do caso se formasse a lenda respeitada: (o diamante enorme, cintilante, estava encastoada na ponta lisa de uma pedra à flor da água e, por mais que o rio enchesse, não conseguiria encobri-lo. Era guarda zeloso e sanguinário de tão precioso tesouro um negro musculoso, de estatura espantosa, que tinha as mãos e os pés providos de membranas natatorias, com os pés das aves aquáticas.
Infeliz do aventureiro que se aproximasse. Seria arrastado para o fundo do rio e sofregamente sugado até a última gota de sangue pelo Negro-Dagua…
Atribuia-se, ainda, a esse mesmo lendário personagem, a obrigação de zelar por todos os tesouros virgens da cobiça humana.
ABACAXI — Dizia a lenda, no rio das Garças, que ali existe encravado entre penedos um enorme diamante de fôrma de um abacaxi.
CURÁO — Noviço nos trabalhos dos Garimpos.

Lenda do escafandro

Lenda do escafandro

  Conta que um grupo de garimpeiros estavam na lavagem de cascalho no Rio Tibagi, no qual encontravam punhados de diamantes.
  No cair da noite o descanso dos garimpeiros, colocam suas máquinas de escafandro no gramado da beira do rio. Os garimpeiros se preparam para dormir e sonhar com uma riqueza. Mas um dos garimpeiros perde o sono e começa a caminhar próximo as barrancas do rio, quando avistou em meio as máquinas o movimento de um escafandro, levantando-se em meio as outras, imaginou ele que fosse um dos colegas. Mas quando olhou o escafandro a flutuar, e no capacete um clarão, o garimpeiro ficou todo arrepiado, gritou: -Um fantasma, e assim se escondeu atrás de uma árvore e ficou observando assustado, o fantasma do escafandro desaparecer nas profundezas do rio, a partir daquilo nunca mais acharam diamante naquele local, ficou conhecido como assombro.


Turquia encontra jazida com 100 toneladas de ouro

Turquia encontra jazida com 100 toneladas de ouro


Ouro em refinaria de Istambul, na Turquia
Ouro em refinaria de Istambul: a Turquia tinha até agora localizadas reservas em jazidas de 700 toneladas
Istambul - O governo da Turquia anunciou que foi descoberta uma jazida de 100 toneladas de ouro no oeste de seu território, uma quantidade que equivale a 14% das reservas provadas do país eurasiático.
Esta nova jazida pode representar receitas de US$ 2,5 bilhões para o país, segundo afimou o ministro de Energia e Recursos, Ali Riza Alaboyun, ao jornal "Sabah".
A Turquia tinha até agora localizadas reservas em jazidas de 700 toneladas.
A nova jazida está situada perto do povoado minerador de Soma, na província ocidental de Manisa, conhecido sobretudo por sua exploração de lignito e pela tragédia que causou a morte de 301 pessoas em um poço deste mineral em maio de 2014.
Além disso, a jazida contém cobre, chumbo e zinco, o que tornará a mina ainda mais rentável, acrescentou Alaboyun.
A demanda de ouro na Turquia é superior à produção e o país costuma importar quantidades grandes do metal precioso, embora também exporte a países do Oriente Médio.

Vem aí uma nova corrida pelo ouro no mercado global?

Vem aí uma nova corrida pelo ouro no mercado global?


Notas de dólar e barras de ouro

São Paulo - De acordo com um novo relatório do World Gold Council, os americanos estão "com fome" de ouro. A demanda pelo metal amarelo no varejo do país cresceu 200% em relação ao ano anterior, chegando a 32,7 toneladas.
Já a demanda global por moedas e barras de ouro aumentou 26% no mesmo período.
Conforme o grupo, o apetite pelo investimento em ouro sinaliza um nível que não era visto desde a crise financeira global. O ouro se valoriza em momentos de incerteza por ser um recurso físico limitado no mundo, com chances remotas de perder valor.
Segundo a CNN, a Casa da Moeda Americana viu as vendas de moedas de ouro subirem para cerca de 400.000 onças (uma onça equivale a 28,35 gramas) no último trimestre, o nível mais alto em mais de cinco anos.
Analistas do setor atribuiram a procura dos norte-americanos por ouro a dois fatores principais: o preço mais barato do metal e as turbulências nos mercados financeiros.
Em julho, segundo a rede americana, a cotação da onça do ouro ficou abaixo de $ 1.100 pela primeira vez em cinco anos.
"Aparentemente, muitas pessoas decidiram que era uma oportunidade boa demais para deixar passar. O ouro foi a pechincha da vez. Não há nenhuma dúvida sobre isso", disse à CNN Bob Alderman, diretor de gestão global da Gold Bullion International.
Depois dos EUA, o segundo maior aumento na demanda por ouro veio da China, onde a procura saltou 70% no terceiro trimestre, atingindo 52 toneladas.
Segundo analistas da Investmentu, a demanda em alta na China também teve relação com dois fatores: a desvalorização do yuan e a "montanha-russa no mercado acionário chinês que fez investidores correrem para abrigar sua riqueza" buscando investimentos mais seguros.
Na Europa, o aumento foi de 35% no trimestre, motivado por acontecimentos que, segundo a consultoria, reforçam a apreensão dos investidores: o euro caindo, uma economia vacilante e a maior crise de refugiados desde a Segunda Guerra.  
Já na Índia, a procura por ouro subiu para 268 mil toneladas no terceiro trimestre, um crescimento de 13% sobre o ano passado.  Por lá, muita gente também resolveu estocar ouro aproveitando a baixa na cotação do metal.

Garimpeiros e empresa canadense disputam ouro de Belo Monte

Garimpeiros e empresa canadense disputam ouro de Belo Monte


Belo Monte
Belo Monte: as ambições minerais viraram caso de polícia

Brasília - A hidrelétrica de Belo Monte ganhou um forte aliado para alimentar as polêmicas que envolvem a exploração dos recursos naturais da Amazônia.
Desta vez, porém, o interesse não está nas águas do Xingu. Agora, o alvo é o ouro.
Nos pés da barragem de Belo Monte, a apenas 14 km do paredão erguido pela barragem da hidrelétrica, uma guerra foi deflagrada entre garimpeiros que vivem na região e a empresa canadense Belo Sun.
A companhia, que não tem nenhum vínculo com a usina, quer transformar o local no maior projeto de exploração de ouro do Brasil. Mas as ambições minerais viraram caso de polícia.
A Belo Sun denunciou os garimpeiros de terem mexido em terras da região sem a devida autorização ambiental, justamente na área onde a empresa pretende instalar sua planta industrial para extrair ouro nas margens do rio Xingu, no município de Senador José Porfírio (PA).
A Polícia Civil abriu inquérito e partiu para cima dos garimpeiros. Há três semanas, a Divisão Especializada em Meio Ambiente (Dema), vinculada à Polícia Civil, convocou 16 garimpeiros para prestarem esclarecimentos na delegacia.
Se condenados por crime ambiental, podem ser obrigados a prestar serviços sociais ou a pagar cestas básicas.
A população local ficou indignada. Os garimpeiros, que trabalham no local há mais de 60 anos, acusam a Belo Sun de querer expulsá-los sem direito a indenizações. Cerca de 2 mil pessoas da região vivem do garimpo.
"As pessoas só querem ter seus direitos reconhecidos. A empresa não ofereceu nada para o povo. Estamos falando de gente que nasceu e se criou no lugar, e que não sabe fazer outra coisa", disse Valdenir do Nascimento, presidente da Cooperativa dos Garimpeiros da região.
O ouro de Belo Monte está encravado no subsolo de uma região conhecida como Volta Grande do Xingu. A licença ambiental que os garimpeiros tinham para atuar na região venceu em dezembro do ano passado. Eles alegam que pediram renovação do documento para a Secretaria do Meio Ambiente do Pará, mas que esta deu uma autorização de lavra para uma área completamente fora do local onde eles atuavam, um pedaço de terra que não tem ouro.
"Quando reclamamos que a demarcação estava errada, disseram que a gente não queria autorização nenhuma e cancelaram a licença. Ficamos sem ter onde trabalhar", afirmou Nascimento.
O delegado Waldir Freire Cardoso, chefe de operação da Dema, disse que a polícia constatou a lavra de ouro sem autorização. "A denúncia envolvia pessoas e pequenas empresas que atuavam numa área que a Belo Sun diz que é dela. Para nós, não interessa se a denúncia vem da Belo Sun ou de quem quer que seja. A autuação foi motivada por conta de constatação do dano ambiental", disse.
Licenças
Há três anos a Belo Sun busca o licenciamento para o seu garimpo industrial, processo que é tocado pelo governo do Pará. A empresa já tem a licença prévia do projeto e se prepara para pedir a licença de instalação, documento que libera efetivamente a extração do ouro.
O Ministério Público Federal questionou o Ibama sobre a necessidade de o órgão federal assumir a responsabilidade pelo licenciamento, dada a sua proximidade com a hidrelétrica e a potencialização dos impactos socioambientais por conta da mineração, mas o tema não saiu dos escaninhos da secretaria estadual.
A Norte Energia, dona da hidrelétrica, evita falar publicamente sobre os planos da Belo Sun, mas sabe-se que sua diretoria torce o nariz sobre a possibilidade de ter bombas explodindo no subsolo do Xingu, bem ao lado de sua barragem.
A Belo Sun foi insistentemente procurada para comentar o assunto, mas não retornou ao pedido de entrevista. A empresa, que pertence ao grupo canadense Forbes & Manhattan, um banco de capital fechado que investe em projetos de mineração, tem planos de aplicar US$ 1,076 bilhão no projeto "Volta Grande", de onde sairiam 4,6 mil quilos de ouro por ano, durante duas décadas.
"A Belo Sun não tem mais direito de estar naquela área do que os garimpeiros artesanais, que estão ali há seis décadas. Apesar disso, a empresa age como se fosse proprietária da região, constrangendo os moradores do local e pressionando sua saída", disse Leonardo Amorim, advogado do Instituto Socioambiental (ISA).
"Trata-se de uma mineradora com um mero pedido de lavra e uma licença ambiental sub judice, numa terra pública." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo