terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O que define se uma pedra é preciosa ou semipreciosa?

O que define se uma pedra é preciosa ou semipreciosa?

Para começo de conversa, essa distinção há muito tempo perdeu sua validade científica. Toda pedra usada como ornamento por sua beleza, durabilidade e raridade, deve ser chamada só de gema. A beleza de uma gema é determinada por um conjunto de fatores como cor, transparência, brilho, efeitos ópticos especiais (variação de cores, dispersão da luz, opalescência); enquanto a durabilidade está relacionada à resistência a ataques químicos e físicos. A raridade com que uma pedra ocorre na natureza é outro fator importante na determinação de seu valor comercial. No entanto, a tradição e a moda podem influenciar decisivamente no preço final. Assim, o diamante — que não é uma das gemas mais raras na natureza - costuma ter um alto valor de mercado por ser uma das pedras mais antigas e tradicionais para uso em jóias, ou seja: ele nunca sai de moda.
A grande maioria das gemas são minerais, classificados de acordo com a seguinte divisão: substâncias cristalinas (diamante, topázio, ametista, esmeralda, água-marinha); substâncias amorfas (como opala e vidro vulcânico); substâncias orgânicas (pérola, coral, âmbar) e rochas (lápis-lazúli, turquesa e outras). Todas essas substâncias são naturais. Além delas, há hoje no mercado um grande número de produtos parcial ou totalmente fabricados pelo homem, tentando reproduzir o brilho e a beleza desses minerais. São as gemas sintéticas: chamadas de revestidas, reconstituídas ou compostas.
A denominação "pedra preciosa" costumava ser usada apenas para o diamante, a esmeralda, o rubi e a safira, por serem as mais conhecidas e apreciadas desde a antigüidade; as demais eram denominadas popularmente de semipreciosas. "Esses termos são artificiais e confusos desmerecendo gemas como opala, água-marinha, crisoberilo, ametista ou alexandrita, entre outras pedras de grande beleza, apreciadas no mundo todo. Por isso, a distinção entre pedras preciosas e semipreciosas deve ser evitada, usando-se o termo gema", afirma o gemologista Pedro Luiz Juchem, do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Qual é o material mais duro que existe?

Qual é o material mais duro que existe?


Na natureza, o material mais duro é o diamante. Para arrancar uma lasca dele é preciso aplicar uma pressão de 442 gigapascais, o equivalente a 4,5 milhões de atmosferas! Em 2005, no entanto, cientistas de uma universidade na Alemanha conseguiram sintetizar um material ainda mais duro, uma espécie de diamante artificial, que resiste a uma pressão de 492 gigapascais. Para chegar a esse material, eles comprimiram átomos de carbono a 2,2 mil graus Celsius e a uma pressão de mais de 200 mil atmosferas. Os diamantes sintéticos obtidos tinham a forma de bastões com no máximo 1 milésimo de centímetro - menores que uma bactéria. "Esse processo ainda é caro, mas, se o material provar sua utilidade, a tecnologia pode se desenvolver para que ele fique mais barato", diz a física Maria Cristina dos Santos, da USP, especialista em estrutura de materiais. Pedras preciosas duras como os diamantes têm aplicações importantes na indústria. Além de servirem como lâmina para cortar outros materiais resistentes, elas são usadas para proteger a parte magnética dos discos rígidos de computadores. Uma camada de milésimos de milímetro de diamante é suficiente para proteger o hardware de qualquer dano que possa prejudicar seu funcionamento.

Como são lapidados os diamantes?

Como são lapidados os diamantes?


O processo - que, além de aperfeiçoar o formato do diamante, serve para poli-lo - é feito de maneira artesanal. A qualidade da lapidação não apenas é fundamental para determinar o valor de uma jóia, como dá brilho e beleza à pedra.
Como o diamante é o material mais duro que se conhece na natureza, lapidá-lo não é moleza - sem contar o alto risco de estragar a caríssima pedra. "Quase sempre os lapidários a quem se confiam pedras maiores têm mais de 50 anos de idade. Isso porque leva muito tempo para aprender todos os macetes do processo", afirma o lapidário Renato Santos, presidente da Brasil Comércio de Diamantes.
Há duas formas de cortar o diamante bruto: na clivagem, o método mais comum, o diamante é partido com um rápido golpe. Em algumas pedras, porém, essa técnica não funciona. Usa-se, então, a serragem, processo longo e tedioso, feito com uma serra elétrica rotatória ou, mais recentemente, com raios laser.
Depois do corte, vem a etapa do bloqueamento, em que o diamante é raspado em outro até que se aproxime do formato desejado. As facetas (como são chamadas as várias pequenas faces de um diamante) são feitas na etapa seguinte, chamada de abrilhantamento. A pedra é encaixada na ponta de uma vareta chamada dop e pressionada contra um disco giratório forrado de pó de diamante. O processo lembra um pouco o de uma agulha riscando um disco de vinil na vitrola.
Em geral, os brilhantes pequenos são lapidados em um único dia. Já nas pedras grandes (acima de 20 gramas) esse trabalho pode levar até mais de um ano!

Como funciona uma mina de diamantes?

Como funciona uma mina de diamantes?


Na maioria dos casos, máquinas gigantes escavam em busca das pedras preciosas, que são separadas do cascalho pelo peso e identificadas por um sofisticado sistema de raios x. As minas são criadas em regiões com alta concentração de um tipo de rocha, denominado pelos geólogos de kimberlito. Esse material é formado pelo resfriamento do magma, que chegou até a superfície há milhões de anos, carregando elementos de regiões profundas da Terra. Feitos de carbono submetido a altíssima pressão, os diamantes foram forjados até 200 km abaixo da superfície há pelo menos 3 bilhões de anos. O tipo mais comum de mina é o de poço aberto – como a representada no infográfico a seguir –, baseada na escavação do kimberlito, e a maioria delas está na África. No Brasil, a produção se concentra em minas formadas por erosão de kimberlito. As águas de rios e lençóis freáticos carregam pedras, que se concentram em áreas superficiais e passam a ser exploradas por mineradores. As 26 toneladas de diamante produzidas no mundo movimentam US$ 13 bilhões. O maior comprador é a China.
MUNDOESTRANHO-131-46
TRABALHO ÁRDUO
Supermáquinas, explosivos e alta tecnologia são usados para vasculhar toneladas de rocha.
Amaciando a terra
Após encontrar provas geológicas da presença de diamantes, os mineiros escavam o kimberlito. Mas a ferramenta deles não é picareta, não: os caras colocam explosivos em buracos de até 17 m de profundidade feitos pela perfuradora. O objetivo é fazer a rocha dura virar cascalho.
Trio parada dura
Três máquinas gigantes fazem o trabalho pesado: a perfuradora abre buracos na rocha para a colocação de explosivos, a escavadora movimenta até 50 toneladas de rocha por minuto e o caminhão mineiro leva 100 toneladas de material para o beneficiamento.
Buraco fundo
Com o avanço da escavação, o poço fica mais afunilado, chegando a centenas de metros de profundidade e a quilômetros de largura. A maior mina de diamantes em operação, com 600 m de profundidade e 1,6 km de diâmetro na parte mais larga, é a Argyle Diamond, na Austrália.
Plano B
Quando a escavação afunila demais, é preciso cavar um túnel paralelo ao poço. Do túnel principal, partem túneis perpendiculares para extrair a rocha mais profunda. No subterrâneo, são usadas versões menores das máquinas empregadas na superfície.
Coisa fina
O material extraído da mina vai para o processamento. O cascalho é triturado duas vezes, lavado e peneirado. Em seguida, as pedrinhas – de 1,5 a 15 mm – vão para um tanque de flotação. As pedras mais pesadas, com potencial de ser diamantes, ficam no fundo e as mais leves são descartadas.
Catando milho
Uma máquina de triagem equipada com raios X identifica os diamantes. Ao rolarem na esteira e serem atingidos pela radiação, eles ficam fluorescentes. Um sensor registra essa luz e aciona um jato de ar, que separa o que importa do restante das pedras. Por último, rola uma checagem manual.
Feitos para brilhar
Cerca de 30% dos diamantes são gemas, ou seja, têm características ideais para se tornar joias: cor, claridade, tamanho e possibilidade de lapidação. O restante é usado na indústria para a produção de peças de corte, como brocas, discos, serras e bisturis. Como transmitem calor rapidamente, diamantes também são usados em termômetros de precisão.
VALE QUANTO PESA
Cada tonelada de terra extraída rende 1 quilate de diamantes (0,2 g)
Valor de mercado
Um caminhão carregado rende até 20 diamantes de 1 g. Pedras usadas em joias valem, em média, US$ 1 mil/quilate. Para uso industrial, paga-se em torno de US$ 10/quilate.
Além do brilho
O valor do diamante é baseado em cor, claridade, tamanho e lapidação. Gemas azuis, laranja, vermelhas e rosa são raras. Brancas e amareladas são mais comuns (98% do total).
Joia da coroa
O maior dos diamantes foi extraído na África do Sul em 1905. A pedra bruta tinha 3,1 mil quilates e foi lapidada em nove. As duas maiores (Cullinan I e II) foram dadas à realeza britânica.
- Em 1714, foi encontrado o primeiro diamante no brasil, em um garimpo de ouro próximo a Diamantina, MG.
- O diamante mais caro do mundo foi leiloado em Londres por US$ 46 milhões. O Graf Pink pesa 24,78 quilates e tem coloração rosada.
 

E se os elementos químicos dessem uma festa?

E se os elementos químicos dessem uma festa?


elementosILUSTRA: Rubinho
Como seria se elementos e moléculas estivessem reunidos num rega-bofes? Imaginamos essa inusitada situação.
O PENETRA - SULFETO DE HIDROGÊNIO (H2S)
Sulfureto de hidrogênio, gás sulfídrico ou sulfidreto. Ele pode ter quantos nomes quiser, mas vai sempre ser conhecido como o gás do pum e do mau hálito. Como nunca é convidado, aparece de penetra, quase sempre lá pelo fim (depois de muito comes e bebes)
O BÊBADO -FENOL(C6H5OH)
Ele chega todo benzeno, mas não resiste a uma (ou várias) hidroxilas, o radical presente em todos os álcoois. E aí pronto. Dá-lhe fenol! Empolgada, a molécula ajuda até na limpeza do salão, marcando presença em desinfetantes e antissépticos
O ANFITRIÃO -MENDELÉVIO(Md)
O nome é uma homenagem ao russo Dmitri Mendeleev, criador da tabela periódica. Ao pesquisar os elementos, Mendeleev encontrou propriedades semelhantes e começou a organizá-los. Foi assim que aconteceu a primeira reunião, com os elementos então conhecidos. Com o tempo, a tabela foi crescendo... e a festa também!
A DJ -ÁCIDO SULFÚRICO(H2SO4)
Um dos catalisadores mais usados para acelerar reações químicas, o H2SO4 gosta de botar a galera para interagir e não deixa ninguém parado! Ajudou a compor o hit "Chuva Ácida", que está nas paradas de problemas das grandes cidades
O PEGADOR -CARBONO (C)
Não esconde de ninguém que faz até quatro ligações ao mesmo tempo. Mas deve valer a pena: tem um monte de molécula doida para se ligar a ele, como a O2 e o C2. Isso prova que, quando há química, não rola ciúme
O CARENTE -OZÔNIO (O3)
Gás instável, o ozônio não consegue manter sua estrutura com três moléculas de oxigênio por um longo período de tempo. Por isso, tem que ter sempre outras moléculas por perto, como a CFCl3. Reage fácil e forma diversos elementos
A CELEBRIDADE -OURO (Au)
Famoso por sua versatilidade, o ouro é um elemento muito requisitado. Por isso, difícil de encontrar. Nas raras vezes em que aparece, não acha ninguém à altura de seus quilates e prefere passar a festa inteira sozinho, sem interagir
A BONITONA -PLATINA (Pt)
A menina mais fina da tabela! Com o quilo mais caro que o do ouro, a platina pode, de início, ser até esnobe e não se enturmar, já que é bem pouco reativa. Mas com jeitinho (e uma corrente elétrica) ela passa a interagir - pelo menos com alguns metais
OS SOLITÁRIOS -GASES NOBRES -hélio(He),neônio(Ne),argônio(Ar),criptônio(Kr),xenônio(Xe) e radônio(Rn)
Você os verá isolados quase sempre. Eles observam a festa inteira, mas nada de interagir (nem mesmo entre si), pois já são estáveis e se bastam, preferindo ficar na deles. Às vezes o flúor, com seu alto poder de atração, é capaz de arrancar uns elétrons umas palavras e se juntar a alguns deles, mas isso é cena rara
O COMILÃO -HIDRÓXIDO DE SÓDIO (NaOH)
Pensou gordura, pensou nesse cara. Ele não consegue dizer não para nenhum ácido graxo do buffet e enfia forte o pé na jaca, sempre regado a muita água. Mas é prestativo. No fim da festa, depois de tanto comer, vira sabão e álcool e ajuda a limpar tudo