quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Dinheirama A história do dinheiro



Dinheirama
A história do dinheiro
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Troca - Até 2500 a.C.
Para conseguir leite, um artesão que só faz sapatos precisa encontrar um produtor disposto a trocar leite por sapatos. Numa sociedade sem moeda, a saída é a troca de bens, que limita muito o comércio
Primeiras moedas - Até 650 a.C.
Soldados romanos precisam receber algo que valha para trocas. O pagamento é feito com sal (origem do nosso “salário”), conchas, pregos e manteiga
Especialização - A partir de 640 a.C.
Já que é possível trocar produtos por uma moeda, os artesãos não precisam se preocupar em diversificar a produção. Quanto melhores forem seus sapatos, mais moedas você vai ganhar por eles. Assim, vale a pena se especializar em um só serviço
Moeda moderna - 575 a.C.
Ouro, sal e prata valem seu peso, mas nem toda moeda tem valor tão literal. Os gregos fazem a primeira desvalorização: em vez de converter 6 mil dracmas em 1 talento, que seria natural, a cotação passa a ser de 6 300. A diferença vai para os cofres públicos
Inflação - A partir do século 1 a.C.
O excesso de moeda faz com que ela valha menos (é a lei da oferta e da procura). É necessária mais moeda para comprar algo, os preços sobem e surge a inflação
Voltando ao passado - Século 5
A ruína do Império Romano faz nascer pequenos e fracos reinos feudais. Sem um Estado forte, o comércio internacional quase desaparece e deixa de haver interesse na cunhagem de moedas em alta escala. Volta o escambo
Renasce a moeda - Século 12
Para financiar as cruzadas, nobres vendem seus bens. A Igreja, através da Ordem dos Templários, cumpre o papel dos banqueiros e também passa a financiar as expedições
Contra a usura - Século 12
A Igreja proíbe que a dívida do nobre que parte para a Cruzada seja cobrada com juros – alegava que tirar proveito do esforço da evangelização é pecado. No Concílio de Viena, um século e meio depois, manda excomungar governantes que admitirem a usura
Casas bancárias - Século 15
Em Veneza, Florença e Gênova, casas bancárias assumem o papel de financiadoras. Para driblar a Igreja, desenvolvem letras cambiais: o comprador acerta com o banco para que ele emita um papel com determinado valor. A comissão que cabia aos banqueiros era descontada
Tulipas na holanda - Século 17
Primórdio das ondas especulativas: a flor é usada como dote e trocada por empresas. Logo surge o mercado futuro de tulipas: leva-se um vale para ser trocado na época da colheita
Sistema de law - Século 17
Em Paris, em troca de assumir as dívidas da Coroa, John Law obtém permissão de Luís XIV para fundar um banco. Os depósitos são garantidos não pelas reservas de ouro ou prata, mas pela posse de terras
Papel-moeda - Século 17
Na colônia americana, há um erro de cálculo no soldo dos soldados. Como faltava ouro e prata, eles recebem uma promessa de dinheiro na forma de notas promissórias. Essas notas passam a circular de mão em mão exatamente como o nosso papel-moeda
Prisão - O caso Barings
Em 1995, Nicholas Leeson, um simples operador, quebrou o banco de investimentos onde trabalhava, o ING Barings. Leeson comprou contratos futuros apostando na recuperação da Bolsa japonesa, o que não aconteceu
Bancos centrais - A partir do século 17
A Inglaterra funda o primeiro banco central: o Banco da Inglaterra. Os financiadores obtêm o direito de fazer empréstimos. Com o passar do tempo, o banco assume o monopólio de emissão da moeda. Bancos Centrais passam a ser fundados em todos os países
Muita moeda - Século 18
Revolucionários da América do Norte começam a imprimir um papel-moeda chamado continental. Essa emissão indiscriminada provoca desvalorização e estimula a inflação
Padrão-ouro - Século 19
Na Inglaterra, surge o primeiro padrão monetário internacional. A quantidade de moeda dos países passa a ser determinada por suas reservas em ouro
Abalo de ouro - Século 20
Instituído no Brasil a partir de 1870, e na França e EUA na segunda metade do século 20, o padrão ouro sofre seu primeiro grande abalo em 1914, com a 1ª Guerra. Os países envolvidos têm que emitir papel-moeda sem lastro para arcar com os gastos militares
O fim do ouro - Século 20
Em 1971, o então presidente dos EUA, Richard Nixon, desvincula o dólar do ouro, motivado pela necessidade de emitir papéis para financiar a Guerra do Vietnã. O dinheiro passa a ter como único lastro a confiança que a sociedade deposita nele
Bolsas de valores - Século 20
Em Amsterdã, as primeiras bolsas – locais onde se negociam papéis e ações – surgem no século 17. A ascensão do mercado nos EUA só ocorre a partir da década de 1920
A crash da bolsa - 1929
Wall Street é o centro do mundo. A festa acaba em 1929, quando uma corrida inexplicável para vender papéis quebra a Bolsa de Nova York e o mercado entra em colapso. A queda da renda e dos níveis de consumo nos Estados Unidos afeta o mundo todo
Sob controle - 1933
Para impedir um colapso do capitalismo, o presidente americano Franklin Roosevelt implanta o New Deal, um programa de investimentos públicos para estimular a economia
Moeda de plástico - A partir da década de 20
Cartões de crédito surgem nos EUA para que usuários do automóvel, que começa a se popularizar, não tenham que transportar grandes quantias em viagens. Nos anos 80, surgem cartões inteligentes, com valores predeterminados, e, mais tarde, cartões de débito
Internet - Anos 90
Disponibilidade de dinheiro + mercado ávido por novidades = investimentos em novas tecnologias. A falta de lucros faz empresas e investidores perderem muito dinheiro
Só na confiança - Anos 90
A hiperinflação, mal das economias latino-americanas, era combatida com a paridade fixa entre a moeda local e o dólar. A medida cria déficit comercial, que é compensado por investimentos estrangeiros. Hoje, o câmbio é flutuante: a confiança externa determina o valor da moeda
O dragão acorda - Hoje
A China é a economia que mais cresce no mundo (10% ao ano). Para manter o ritmo, precisa resolver a escassez de energia elétrica e os problemas do sistema bancário
Adam Smith - *1723 +1790
O escocês era filósofo social e defendia o liberalismo. Para ele, o próprio mercado deveria se auto-regular, sem intervenção do governo
Quebra-quebra
A paridade fixa derrubou muitas economias
1994 - México
1997 - Tailândia
1998 - Rússia
2001 - Argentina
Vivendo de juros
Perseguidos durante a Idade Média, os judeus convertiam riquezas em bens transportáveis: metais preciosos e jóias. A eles era vetada uma série de profissões e a posse de terra. Emprestar a juros era uma das formas de obter dinheiro
A crise brasileira
Em 1994, a paridade fixa permitiu o controle da inflação. O problema é que havia uma percepção geral de que o real não valia tanto quanto o dólar. A inevitável desvalorização, em 1999, forçou o país a adotar o câmbio flutuante
John M. Keynes - *1883 +1946
O mais influente economista do século 20 defendia uma política de intervenção do Estado que, além de garantir a oferta da moeda, também deveria assegurar gastos
Dois lastros
Até a metade do século 20, uma moeda só tinha valor se tivesse um equivalente em ouro. Mas o mundo já conviveu com o sistema bimetálico: ouro e prata eram usados como lastro. O ouro só se tornou padrão no século 19
George Soros
Em 1992, o investidor apostou US$ 10 bilhões na desvalorização da libra. O Banco da Inglaterra tentou proteger a moeda, mas perdeu a batalha. Soros embolsou US$ 1 bilhão
Ninharia
A Bíblia diz que Judas recebeu 30 moedas de prata pela traição a Jesus. A quantia em denários romanos, a moeda da época, não comprava nada além de um escravo, artigo muito barato naquele tempo
Do barulho
Os suprimentos do governo francês sempre chegavam com atraso às colônias. Assim, os soldados recebiam “promessas” de pagamento. A matéria-prima mais à mão eram cartas de baralho, que passaram a ser usadas oficialmente
O truque de Law
Mapas de terras com minas convenciam os interessados em comprar seus papéis. A expectativa de ganhos fez a procura subir, transformando-se em violenta especulação. Nem terras nem ouro apareceram para restituir os papéis
FMI
Em 1944, representantes de 44 nações (entre elas o Brasil) decidiram criar o Fundo Monetário Internacional. Seu papel era auxiliar países na regulamentação do padrão ouro, evitando inflação e desequilíbrios – a qualquer custo

O caçador de tesouros

O caçador de tesouros

A costa brasileira tem alguns dos mais valiosos naufrágios do mundo. Só em um navio estariam 4 toneladas de ouro. Denis Albanese comanda a expedição que quer resgatar fortunas como essa.
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Há 30 anos, Denis Albanese fez fama entre os caçadores de tesouros submarinos ao encontrar o Vacama, um navio naufragado no litoral de Búzios que era alvo de expedições inglesas e alemãs. Para localizar o barco, contou com a ajuda de um único assistente – um pescador da região. Hoje ele trabalha com um pouco mais de tecnologia. Sua empresa, a Salvanav, gasta até 3 milhões de reais num único projeto e conta com o apoio logístico dos maiores especialistas na área, como os americanos da Odyssey Marine Exploration. Mas o custo compensa. A Salvanav detém os dois principais projetos de resgate de naufrágios na costa brasileira atualmente em curso: os galeões Rainha dos Anjos e Santa Rosa – este último, possivelmente dono da maior carga mundial de ouro perdida no mar.
Em uma bela cobertura de frente para o mar no Leblon, no Rio, Albanese leva uma vida tranqüila, mas garante que nunca conseguiu ficar rico com essa caça a tesouros submersos. Para ele, a imprensa é que “colore demais” sua atividade. “Não precisa fazer sensacionalismo: é sensacional”, diz.
P. A costa brasileira é rica em navios naufragados?
R. É rica porque o Brasil estava em uma rota colonial importante. Fosse em viagens da Europa para cá ou da Europa para a Índia, todas as embarcações passavam por aqui nos séculos 17 e 18. Como na época não havia muitas cartas de navegação, muitos navios afundavam. Os que naufragaram aqui eram, em sua maioria, navios comerciais.
E como encontrá-los?
A pesquisa histórica representa 80% do trabalho. Catalogamos informações sobre cerca de 650 navios naufragados na costa brasileira. Sobre alguns temos apenas notícias de jornais da época informando que a embarcação não chegou ao destino – e não sabemos mais nada, onde afundou ou o que tinha a bordo. Outra dificuldade é que a maioria dos arquivos portugueses foi perdida no incêndio de Lisboa, em 1755. Mas nos arquivos espanhóis, franceses e ingleses dá para encontrar todas as informações náuticas desde o século 16.
Alguns estudiosos dizem que a carga dos navios deveria permanecer submersa, para preservar o patrimônio histórico. Você concorda?
Isso é uma besteira. O mar está ficando cada vez mais ácido com as saídas de esgoto e assim as cargas submersas se deterioram rapidamente. Daqui a 50 ou 100 anos, tudo pode sumir. Então acho que o melhor é retirar e colocar em museus, para todo mundo ver, como se faz no mundo inteiro.
Como é feito o trabalho de resgate?
Pesquisamos na superfície com um magnetômetro, aparelho que mostra grandes massas metálicas assentadas no fundo do mar. Âncoras, balas de canhão e aglomerações atípicas provocam uma pequena deformação do campo magnético. Depois, é preciso saber como conservar os achados antes de retirá-los. Eles devem ficar dentro d’água por algum tempo. Um objeto submerso há 300 anos que é colocado diretamente em contato com o ar resseca e some em poucos meses. Canhões de ferro e porcelanas desaparecem. Para evitar problemas assim, fazemos um processo de dessalinização em que mantemos o material recuperado num recipiente com água salgada. Durante semanas injetamos água doce cuidadosamente até que os sais impregnados sejam removidos.
A escolha do navio a ser resgatado depende do valor da carga?
Empresas como a nossa encontram um patrocinador e trabalham ao lado da Marinha e de arqueólogos para fazer algo decente pelo patrimônio histórico e, evidentemente, encontrar riquezas para pagar os investimentos. Temos um projeto de resgate do navio Santa Rosa, por exemplo, que está há 4 mil metros de profundidade no Nordeste. É mais fundo do que o Titanic e não sabemos o ponto exato do naufrágio – são mais de 5 mil quilômetros quadrados que precisam ser varridos metro a metro. É necessário trabalhar com robôs, navios e gastar milhões. É um capital de risco que as pessoas não vão aplicar para perder.
Dizem que o Santa Rosa guarda um dos tesouros mais cobiçados do mundo.
Ele é realmente um dos poucos grandes tesouros do mar que existem até hoje. A grande diferença para outros navios encontrados na região é que o carregamento das outras embarcações era somente de prata. O Santa Rosa só tem ouro.
Quanto?
Entre 1700 e 1760 foram enviadas cerca de 1 000 toneladas de ouro do Brasil para Portugal. Dessa época, o Santa Rosa é o único navio luso afundado. Há quem insista que pode haver 1 bilhão de dólares lá. Não é verdade. Acho que encontraremos apenas o equivalente em ouro a 100 milhões ou 120 milhões de dólares. Isso se conseguirmos encontrá-lo, se der para retirar tudo, se conseguirmos vender bem.
Qual foi seu primeiro resgate?
Foi o Vacama, um navio alemão que supostamente trazia bens de nazistas em fuga quando tentou furar um bloqueio marítimo inglês. O barco foi perseguido e acabou afundado por um destróier na região de Búzios. Quando comecei a me interessar por esse naufrágio muita gente já estava de olho nele. Mas nunca conseguiram achar nada. Foi quando um amigo me contou sobre um pescador que ia uma vez por mês à região do naufrágio porque lá havia muito peixe. Eu decidi levar esse pescador como assistente. Achamos o navio no primeiro dia, em 1h15 de pesquisa. Um sucesso. Mas quando a embaixada alemã ficou sabendo da descoberta, exigiu a posse do navio alegando que havia um tesouro secreto da 2ª Guerra escondido nele. Houve até uma pequena crise diplomática, mas conseguimos da Marinha a liberação para explorar o barco. Dois dias depois, o presidente da maior companhia de salvamento do mundo me ligou para vir ajudar. Eles vieram com um navio, mas não conseguimos tirar nada.
Você já encontrou grandes tesouros?
Quando cheguei à baía de Todos os Santos, na Bahia, na década de 1980, tinha autorização para explorar quase toda a área. Cerca de 5 navios já haviam sido descobertos pelos mergulhadores locais, que retiraram todos os canhões de bronze e venderam. Mas eles não sabiam que as cargas continuavam lá, enterradas. Encontramos muita coisa ali. Há casos de resgates milionários, mas eu mesmo não ganhei muito dinheiro. Do Central América, por exemplo, naufragado nos EUA, foram retirados 150 milhões de dólares. Recentemente, parceiros nossos retiraram 60 milhões de dólares do Republic, também nos EUA.
O navio Rainha dos Anjos, naufragado na baía de Guanabara, será resgatado?
O Rainha é um navio do século 18 que vinha da China com presentes do imperador para o papa e o rei de Portugal, e que explodiu aqui no Porto do Rio. Sabemos que o naufrágio está numa região bem pequena, de 1 milha quadrada (o equivalente a 2,5 km2). Mesmo assim, é bastante difícil encontrá-lo, porque são 300 anos numa área portuária. São centenas de milhares de navios que passaram por ali e jogaram coisas no fundo do mar. Aconteceram batalhas naquela região e outros navios afundaram. Além disso, o fundo está cheio de esgoto que sai da Praça 15. A água é nojenta, a visibilidade pequena e temos de trabalhar com roupas especiais para não pegar doenças. Tem até uma locomotiva afundada nessa região – ela estava sendo transportada por um navio que virou – além de carros, âncoras, sujeira e metros de lama e de lodo.
Como achar um navio nessas condições?
Sabemos que o navio explodiu e que tinha 55 canhões de 2 ou 3 toneladas. Eu já trabalhei com dois navios explodidos, e aprendi que os canhões se espalham a uma certa distância. Então, uma das maneiras é encontrar a posição dos canhões. Além disso, o Rainha vinha com 150 mil peças de porcelana. Com a explosão, uma parte foi quebrada e produziu milhares de cacos. Então, se nós encontrarmos uma quantidade grande de cacos saberemos que estamos perto. Temos 4 meses para realizar uma pesquisa com instrumentos, utilizando sonares de baixa freqüência para varrer o fundo e retirar algumas amostras. Se descobrirmos o navio, a retirada das peças leva mais uns 9 meses. No entanto, se depois de 4 meses não encontrarmos nada, o projeto morre. Pretendemos começar essa exploração ainda no 2º semestre deste ano.

Os náufragos no Brasil

Santa Clara
Levava ouro e prata de Portugal para a Índia, em 1573. Naufragou ao fazer escala no Brasil.
Onde está: Próximo a Arembepe, na Bahia.
Quanto tem: Não existe valor estimado. Segundo relatos da época, tripulantes morreram afogados tentando nadar até a praia com os bolsos cheios de ouro.
Rainha dos Anjos
Naufragou em 1722, vindo de Macau. Trazia presentes da corte chinesa para o papa e o rei de Portugal.
Onde está: Na baía de Guanabara, no Rio.
Quanto tem: Cerca de 450 mil dólares em peças. São 128 vasos de porcelana e 136 raríssimos vasos de vidro de Pequim.
Santa Rosa
Explodiu em 1726 levando um quarto da produção anual de ouro do Brasil. É um dos mais ricos naufrágios do mundo ainda não localizados.
Onde está: Em algum lugar no litoral pernambucano.
Quanto tem: Estima-se que a carga teria cerca de 4 toneladas de ouro.
Prince
Navio francês, viajava com destino à Índia. Afundou em 1752.
Onde está: Entre Pernambuco e Rio Grande do Norte. Uma segunda versão dá conta de que estaria próximo da ilha da Ascensão, no meio do Atlântico.
Quanto tem: A carga em ouro é avaliada em 5 milhões de libras.
Madagascar
Navio inglês, afundou em 1853 quando voltava da Austrália.
Onde está: Próximo a Bragança, no Pará. Mas alguns estudiosos acreditam que ele possa estar no lado oposto do Brasil, na costa gaúcha.
Quanto tem: Acredita-se que o navio transportava 1020 toneladas de ouro.

Denis Albanese

• Sua empresa é detentora dos dois principais projetos de resgate de navios naufragados na costa brasileira.
• Completou 74 anos, mas não aparenta ter mais do que 60.
• É francês e veio ao Brasil pela primeira vez de carona num veleiro. A viagem durou quase um ano.
• Trabalhou 20 anos como fotógrafo. Foi o único a registrar imagens de Brigitte Bardot (de quem ficou amigo), quando ela veio ao Brasil nos anos 60.
• Começou a carreira de mergulhador procurando ânforas no Mediterrâneo.

Dólar opera em alta nesta quarta-feira e se aproxima de R$ 4,10

Dólar opera em alta nesta quarta-feira e se aproxima de R$ 4,10

Na véspera, moeda norte-americana subiu 0,51%, vendida a R$ 4,0549.
Desde o início do ano, o dólar avança 2,70% frente ao real.

Do G1, em São Paulo
O dólar opera em alta em relação ao real nesta quarta-feira (20), dando sequência ao movimento da véspera. A alta ocorre porque os investidores procuram investimentos considerados mais seguros – como o dólar – diante do cenário de incertezas com a queda do preço do petróleo. O mercado também aguarda a decisão sobre a nova taxa de juros brasileira, que será anunciada no começo da noite.
 
Às 12h12, a moeda norte-americana subia 0,7050%, a R$ 4,0835 na venda. Veja a cotação.
Acompanhe a cotaçao ao longo do dia:
Às 9h09, subia 0,747%, a R$ 4,0852.
Às 9h19, subia 1,088%, a R$ R$ 4,099.
Às 9h29, subia 0,977%, a R$ 4,0945.
Às 9h39, subia 1,06%, a R$ 4,0979.

Às 9h49, subia  0,935%, a R$ 4,0928.
Às 10h29, subia 0,79%, a R$ 4,087.

Às 10h39, subia 0,866%, a R$ 4,09.
Às 10h50, subia 0,829%, a R$ 4,0885.
Às 11h18, subia 0,84%, a R$ 4,0891.
Às 11h50, subia 0,614%, a R$ 4,0798.

"Prevalece a aversão a risco nos mercados internacionais. O petróleo não para de cair e todo alívio tem se mostrado temporário", disse à Reuters o operador da corretora Correparti Guilherme França Esquelbek.
O petróleo nos EUA atingiu nesta quarta-feira sua menor cotação desde 2003, negociado abaixo de US$ 28, refletindo a sobreoferta nos mercados globais e expectativas de demanda fraca diante da fraqueza no crescimento econômico global. Em Londres, o barril também era negociado em queda, se aproximando da barreira de US$ 28.
O recuo da commodity arrastou consigo as bolsas chinesas, ofuscando expectativas de estímulos econômicos. Preocupações com a saúde da segunda maior economia do mundo também vêm contribuindo para a apreensão nos mercados globais.
No Brasil, a pressão era corroborada por incertezas sobre a estratégia do governo para enfrentar a crise econômica. Além de preocupações com a possibilidade de que o governo possa recorrer ao afrouxamento fiscal para estimular a atividade, alguns operadores temem que o Banco Central evite aumentar os juros diante da recessão econômica.
 
"Não é só uma questão de fluxo", disse também à Reuters o operador de uma corretora nacional, referindo-se ao fato de que juros mais altos tendem a atrair para o Brasil recursos externos. "É também uma questão de incerteza, de não saber qual vai ser o quadro macroeconômico daqui a uma semana".
Véspera
Depois de passar toda a manhã em queda, o dólar mudou de direção e fechou em alta nesta terça-feira (19), no maior valor em quase quatro meses, com o mercado avaliando as perspectivas de novos estímulos econômicos na China e a alta dos preços do petróleo, ao mesmo tempo em que mostrou apreensão com as perspectivas econômicas para o Brasil.
A moeda norte-americana subiu 0,51%, vendida a R$ 4,0549. Desde o início do ano, o dólar avança 2,70% frente ao real. É o maior valor desde o dia 29 de setembro, quando a moeda fechou a R$ 4,0591.

China cresce 6,9% em 2015. Por que o medo?

China cresce 6,9% em 2015. Por que o medo?




Nada nunca é perfeito para os investidores. Sempre existe um motivo para ansiedade.

A China cresceu “somente” 6,8% no último trimestre, desta forma o crescimento do PIB chinês em 2015 vai ficar exatamente nos 6,9% como previsto.

Para muitos essa notícia foi um desastre.

Os arautos do fim do mundo acreditam que a queda de 0,1% do último trimestre chinês pode ser o início de uma ladeira sem fim: as mesmas expectativas ruins que ocorreram em janeiro de 2015, mas que não se concretizaram.

Esses investidores estão é querendo ganhar com o pânico. Eles provavelmente apostaram contra o crescimento chinês e suas consequências e esperam ganhar muito com isso.

Capitalismo selvagem?

Certamente. É assim que sobrevive o “mercado”. Sem oscilações não há lucro e sem lucro o mundo seria completamente diferente.

Enquanto a China emplaca “só” 6,9% em outros países, como o Brasil, por exemplo, um crescimento maiúsculo destes seria a concretização de um sonho inalcançável.

O Brasil deveria ter crescido, segundo as estimativas do governo, 2% em 2015, mas o que vemos é uma queda de 3%. Ou seja: o Governo errou por, nada mais nada menos, do que 5% no cálculo do nosso PIB.

Um erro dramático, difícil de explicar, para um PIB de 1,5 trilhões de reais. A queda é tão grande que vai arrastar o crescimento mundial para baixo segundo o FMI.

Já, na outra ponta deste novelo, quando os chineses erram por 0,1% o mundo inteiro estremece, as bolsas caem, o ouro sobe e as commodities despencam.

Apesar da grita geral, que este crescimento trimestral de 6,8% está causando, ainda existem pessoas sensatas no mercado que reconhecem que o medo generalizado é uma reação exagerada do mercado.

Como bem sabemos o mundo não acabou nesta terça! Por que o medo?

Apesar dos agourentos analistas as bolsas tiveram um dia de altas.

Nos Estados Unidos a Dow subiu assim como as bolsas europeias. Aqui no Brasil o IBOVESPA sobe alavancado pelas ações das mineradoras e siderúrgicas.

Já a notícia de que o mundo continua inteiro não foi recebida bem pelos investidores do ouro. As grandes mineradoras caem: Kinross -9,5%, Yamana -6,76% e a Barrick -5,08%.

É o mercado em plena atividade ao sabor das notícias, muitas sem nenhum fundamento.

Mas, afinal, quem quer saber a verdade se o objetivo é apenas o lucro?

Como funciona o raio laser?

Como funciona o raio laser?


640px-Laser
O raio laser é formado por partículas de luz (fótons) concentradas e emitidas em forma de um feixe contínuo. Para fazer isso, é preciso estimular os átomos de algum material a emitir fótons. Essa luz é canalizada com a ajuda de espelhos para formar um feixe. A tecnologia foi criada em 1960 por Theodore Maiman. Na ocasião, o físico americano estimulou átomos de rubi a emitir luz concentrada. Desde então, o laser evoluiu e atualmente é empregado em aparelhos caseiros, cirúrgicos, industriais, militares e espaciais – raios laser já foram usados até para medir a distância entre a Terra e a Lua. Embora seja possível criar armas para cegar inimigos e para interceptar mísseis (aquecendo-os até explodirem), pistolas que disparam laser, como a ilustrada abaixo, não devem deixar de ser ficção científi ca tão cedo.
LUZ, CÂMARA, AÇÃO
Criar um laser parece uma balada, com muita energia, iluminação frenética e jogo de espelhos
Todo laser precisa de um princípio ativo que pode ser sólido, como o rubi, ou gasoso, como o dióxido de carbono, dentro de uma câmara fechada. Os átomos do material são estimulados para gerar luz, principal ingrediente de um raio laser.
Para que haja a emissão de luz, é preciso excitar os átomos do princípio ativo. O estímulo pode ocorrer por eletricidade, pela luz de outro laser menos potente, por uma fonte de luz ou por reações químicas. Isso energiza os elétrons e os estimula a tentar escapar dos átomos.
A tendência dos átomos excitados é voltar à estabilidade, com os elétrons voltando ao seu estado original. Quando isso acontece, a energia que estimulou o elétron se dissipa em forma de partículas de luz (fótons).
Além da energia externa que alimenta o canhão de laser, os fótons também excitam os átomos vizinhos. Com isso, rola a amplificação da luz. O termo é mencionado na sigla que forma a palavra laser (luz amplificada por emissão estimulada de radiação, em português).
Uma dupla de espelhos exatamente paralelos ordena os fótons que circulam agitados pelo cilindro. Em vez de ricochetearpara todos os lados, os fótons passam a circular no mesmo sentido, formando um feixe de luz coerente, ou seja, em que a luz não se difunde.
O espelho frontal não reflete toda a luz que incide nele. Ele deixa escapar do canhão 2% do feixe de luz coerente. Esse é o raio laser! O material usado para criar o raio determina a cor do feixe. A potência do laser é regulada pela quantidade de energia gasta para estimular a emissão de luz
LASER ATÉ NO LAZER
Aplicações da tecnologia estão na sala de aula e em aviões militares
LASER POINTER - Os sinalizadores usados por palestrantes foram parar no futebol. Os raios apontados pela torcida podem cegar os jogadores
IMPRESSÃO - O laser marca o conteúdo a ser impresso em um tambor sensível à luz. As áreas marcadas atraem um pó colorido (toner), absorvido pelo papel ao passar pelo tambor
DEPILAÇÃO A LASER -Os fótons queimam o pelo até a raiz. Mas dizer que essa depilação é definitiva não passa de mito
LEITOR DE CÓDIGO DE BARRAS - O laser incide nas regiões claras e escuras e retorna a informação para o sensor. Os dados viram sinais elétricos e são processados por um computador
LEITOR DE CDS E DVDS - A luz do laser incide nos relevos microscópicos dos discos, em que os dados estão gravados
CORTE E SOLDA DE METAIS - Lasers com altíssima temperatura são usados na indústria metalúrgica. O feixe de luz é acompanhado por ar comprimido para completar o corte
REMOÇÃO DE TATUAGEM - Feixes de luz específicos para cada cor de pigmento penetram na pele e só atuam onde está pintado – a pele sem tinta fica sem dano. O procedimento dura várias sessões
CIRURGIA OCULAR - Cortar a retina com luz, em vez de bisturi, diminui o risco de infecção. O calor também evita a hemorragia, pois cauteriza os vasos seccionados
HOLOGRAFIA -É um feixe de luz concentrada que desenha aquelas imagens 3D coloridas, em fundo prata, impressas em cartões de crédito e figurinhas
SISTEMA ANTIMÍSSEIS - Os EUA estão testando um avião que abate foguetes. Antes de chegar ao alvo, o míssil é superaquecido e detonado por um laser que o segue durante cinco segundos.