quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Caçadores de tesouros procuram tacho de ouro lendário em Pitangui

Caçadores de tesouros procuram tacho de ouro lendário em Pitangui

Com detectores de metais, grupo procura tesouro que estaria enterrado.
Lenda contada no Município do Centro-Oeste de Minas atrai aventureiros.


Grupo usa detectores de metal em caça a tacho cheio de ouro (Foto: Vandeir Santos/Arquivo pessoal)Grupo usa detectores de metal em caça a tacho cheio de ouro (Foto: Vandeir Santos/Arquivo pessoal)
Encontrar um tacho de ouro que teria sido enterrado há muitos anos no povoado rural de Mascarenhas, que pertence ao município de Pitangui, no Centro-Oeste de Minas. Esse é um dos objetivos de um grupo de amigos que praticam detectorismo na região. A prática recebe esse nome porque consiste em usar detectores de metais para procurar peças escondidas no subsolo.
Esse tipo de caça a tesouro tem crescido na região, afirmam os adeptos. O pesquisador Vandeir Santos mora em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, e já perdeu as contas de quantas vezes se aventurou pelas matas pitanguienses em busca de artefatos metálicos antigos.
Vandeir Santos e Marcos Faria exibem detectores que usam em caça a tesouro (Foto: Vandeir Santos/Arquivo pessoal)Vandeir Santos e Marcos Faria exibem detectores
que usam (Foto: Vandeir Santos/Arquivo pessoal)
Ele conta que existe uma história antiga, contada de geração a geração, que afirma que há um tacho cheio de ouro enterrado perto de alguns coqueiros há cerca de 5 km da cidade. Essa história parece ter, inclusive, uma árvore genealógica por trás.
"Uma moradora do povoado de Mascarenhas conta que o tacho de ouro pertenceu a João Lopes, um rico fazendeiro português que viveu século 19 e seria bisavô dela. Ele teve um namoro com uma escrava, sua bisavó. Ao longo da vida teve filhos com mulheres diferentes e, com medo de ter de dividir a fortuna, enterrou o tesouro. Não contou a ninguém onde o escondeu, mas morreu sem resgatá-lo. Não existem documentos que comprovem isso. Por enquanto, é uma história ligada apenas ao imaginário popular", conta.
O "por enquanto" dito por Vandeir faz sentido. É que mesmo considerando a história uma lenda, ele e alguns amigos costumam passar boa parte das horas vagas perambulando pela região com seus detectores de metais. Os equipamentos apitam com muita frequência, indicando que há algo metálico enterrado no local. Ainda não acharam nenhum tacho de ouro, mas encontram muitos pedaço de enxada, latas enferrujadas, pregos e, de vez em quando, alguma ferramenta antiga.
Detectorismo3 (Foto: (foto: acervo de Vandeir Santos/Divulgação))Peças encontradas em área rural de Pitangui com
detectores (Foto: Vandeir Santos/Divulgação)
Sem ambição
O principal objetivo, ele afirma, não é ambição por riquezas. A missão é ir atrás do passado. Levantar elementos que contribuam para a preservação da história de Pitangui. "Costumamos fotografar os objetos que achamos e publicamos as imagens com descrições em um blog que criamos para divulgar a história do Município. Também já doamos muitas dessas peças ao Museu Histórico de Pitangui", comentou.
O também pesquisador Marcos Antônio de Faria é membro do Instituto Histórico de Pitangui, fundado em 1968. Ele afirma que ainda há muito ouro escondido em Pitangui. "Os bandeirantes retiraram o metal que estava por cima da terra. O que estava nas profundezas continua lá", afirmou.
Quando história oral e ciência se misturam, a crença na possibilidade de encontrar ouro aumenta e desperta o interesse de cada vez mais gente. O grupo de detectoristas começou com dois amigos e agora já são cinco. Para eles, cada caçada é uma aventura. Mesmo que não encontrem ouro, afirmam, a experiência é enriquecedora. "É um contato direto que temos com a valiosa história de Pitangui", concluiu Vandeir.

Família americana encontra US$ 1 milhão em moedas de um naufrágio

Família americana encontra US$ 1 milhão em moedas de um naufrágio


as moedas encontradas (Foto: reprodução - fox news)
Enquanto mergulhava com a família emFort Pierce, Eric Schmitt, natural da Flórida, encontrou artefatos de ouro no valor de US$ 1 milhão. Os objetos, que incluem jóias e moedas, estavam em um barco que afundou três séculos atrás, por causa de uma tempestade.
A lista dos artefatos inclui 51 moedas de ouro, 12 metros de correntes de ouro e uma moeda extremamente rara, chamada de "Tricentennial Royal", cunhada para o Rei Felipe V da Espanha. Só essa moeda já vale meio milhão de dólares.
De acordo com Schmitt, essas moedas não eram usadas como dinheiro normal, mas sim como peças de colecionador.
Esse naufrágio é um de 11 navios espanhóis que afundaram em rota para Havana levando 3,5 milhões de pesos em ouro e jóias, incluindo algumas peças da própria Rainha da Espanha. Na ocasião, mais de mil marinheiros morreram. Hoje, o valor da carga completa seria de US$ 400 milhões, dos quais US$157 milhões foram recuperados.
Não é a primeira vez que os Schmitts encontram peças valiosas na região - em 2013, eles se depararam com uma corrente de ouro e, no ano passado, foi encontrado um objeto de ouro usado na comunhão católica.

Encontrado na costa de Israel o maior tesouro de moedas de ouro antigas

Encontrado na costa de Israel o maior tesouro de moedas de ouro antigas


  (Foto: agência efe)
Um grupo de mergulhadores encontrou na costa da cidade de Cesareia, em Israel, o maior tesouro de moedas antigas de ouro. Ele inclui duas mil peças do período fatímida, que datam de, aproximadamente, mil anos.
"Trata-se da maior descoberta de moedas feitas em Israel, com a qual podemos compreender melhor a rica economia desta dinastia muçulmana", explicou à Agência Efe Jacob (Koby) Sharvit, responsável pela unidade arqueológica de pesquisa da marinha.
As moedas foram localizadas há duas semanas por mergulhadores que, ao notar que se tratavam de objetos de muito valor, informaram a descoberta ao responsável pela equipe de Cesareia, que notificou o fato à divisão marinha da Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI).
  (Foto: agência efe)
Desde então, foram realizadas várias imersões e, graças a um detector de metais, duas mil moedas foram desenterradas, pesando um total de seis quilos, e especialistas acreditam que muitas outras possam aparecer.
As peças têm diversos tamanhos e pesos e pertenceram a diversos reinados da dinastia fatímida, que governou o norte da África e a Palestina no começo do século X. Os arqueólogos sugerem que as moedas podem ter viajado a bordo de um navio que naufragou perto da costa mediterrânea.
"A descoberta de semelhante quantidade de moedas com um importante valor econômico na antiguidade nos leva a analisar várias hipóteses sobre sua localização no fundo do mar", disse Sharvit.
Uma delas aponta para a possibilidade de ser um tesouro oficial da base de impostos arrecadados, que viajava em uma embarcação que navegava para o governo central, que na época se encontrava no Egito.
Mas esta não é a única. Outra teoria indica que "provavelmente as moedas eram para o pagamento dos militares fatímida em Cesareia, que protegiam a cidade", segundo o pesquisador.
Também não se descarta a hipótese de que o dinheiro pertencesse a um grande navio mercante que transitava entre diferentes cidades litorâneas do Mediterrâneo, onde afundou.
"Apesar do fato de ter estado no fundo do mar durante milhares de anos, elas não irão precisar de limpeza ou trabalho de recuperação. Isto porque o ouro é um metal nobre e não se corrói em contato com o ar ou a água", destacou Robert Cole, especialista em numismática da AAI em um comunicado.
As moedas continuaram sendo usadas mesmo após a conquista da Terra Santa, um século depois de os muçulmanos controlarem a região, em particular nas cidades portuárias nas quais eram realizados intercâmbios comerciais internacionais.
Várias delas apresentam marcas de mordidas, o que evidencia que foram inspecionadas por seus proprietários ou mercadores. Outras têm sinais de desgaste ou erosão pelo uso, apesar de algumas parecem ter sido recentemente cunhadas.
As moedas levam insígnias de vários lugares do reino fatímida. A maior parte pertence ao califa Al-Hakim, que governou de 996 a 1021, e a seu filho, Ali az-Zahir (1021-1036), e foram cunhadas no Egito e no norte da África.
A mais antiga foi cunhada em Palermo (Sicília) na segunda metade do século IX, enquanto a mais nova é de 1036, e levou os arqueólogos a concluírem que esta foi a época em que o navio afundou.
O império fatímida foi o quarto califado islâmico que governou o norte da África do ano 909 a 1171. Inicialmente, com sede na Tunísia, a dinastia controlou boa parte do litoral Mediterrâneo da África e transformou o Egito no centro de seu governo, que se estendia por várias áreas do Magrebe, Sudão, Sicília, Palestina, Síria, Arábia Saudita e Iêmen.
Por enquanto, apenas moedas foram desenterradas, mas os pesquisadores não descartam que seja possível encontrar pedaços de algumas embarcações, de velhos píeres ou cerâmicas que possam ajudar a desvendar os segredos mais bem guardados da antiga Cesareia.

Menino de 4 anos Encontra objeto de R$ 4,7 milhões!

Menino de 4 anos Encontra objeto de R$ 4,7 milhões!


Por incrível que pareça, um menino de apenas 4 anos, achou um objeto de grande valor!

Em sua primeira expedição de detecção de metais, o pequeno James Hyatt, de apenas 4 anos de idade, descobriu um raro pingente de ouro de quase cinco séculos atrás que pode valer até um milhão de libras (R$ 4,7 milhões).

James estava brincando com o detector de metais do avô em um campo quando encontrou o objeto, enterrado a apenas 20 centímetros de profundidade, que foi em seguida desenterrado por seu pai.

A descoberta, um pingente religioso do começo do século 16 que pode ter pertencido a um membro da família real da Inglaterra, foi oficialmente declarada como um tesouro. Para a felicidade de James e sua família, objetos similares encontrados previamente alcançaram valores milionários. Embora ainda não avaliado oficialmente, o item já despertou o interesse do Museu Britânico e do Museu de Southend.


"Se vamos ao médico, ele coloca a mão no sofá e acha uma nota de dez libras, esse é o tipo de coisa que acontece com ele. Meu filho é uma das pessoas mais sortudas do mundo", comentou o pai, orgulhoso, ao jornal britânico The Daily Mail.

Apesar de desconhecer a real importância de seu achado, James também se mostrou animado: "Eu estava feliz. Era pequeno e velho. Nós não tínhamos um mapa, só piratas usam mapas de tesouro", disse, em entrevista ao jornal.



Com 25mm de largura e composto por 73% ouro, o pingente mostra a Virgem Maria carregando uma cruz.

Como se forma o ouro? Como são descobertas novas jazidas?

Como se forma o ouro? Como são descobertas novas jazidas?


Estava curioso sobre o assunto, e como sempre, resolvi pesquisar para trazer para a galera do Mundo Curioso mais uma postagem de qualidade.

Esse metal raro e precioso surgiu do mesmo jeito que todos os outros elementos químicos: por causa de uma fusão nuclear. "No período de formação do Sistema Solar, 15 bilhões de anos atrás, núcleos dos átomos de hidrogênio e hélio, os elementos mais simples, combinaram-se a altíssimas temperaturas, dando origem a elementos mais complexos, como o ouro", afirma o geólogo Roberto Perez Xavier, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Na Terra, formada há 4,5 bilhões de anos, o ouro apareceu na forma de átomos alojados na estrutura de outros minerais. Mas a quantidade é muito pequena. Para se ter uma idéia, na crosta terreste - a camada mais superficial do planeta - em cada bilhão de átomos, apenas cinco são de ouro. As jazidas apareceram milhões de anos atrás, criadas pela ação de processos geológicos que modificaram a cara da superfície terrestre, como vulcões e erosões.

O resultado é que o ouro hoje pode ser encontrado e extraído tanto de minas subterrâneas - a até 1,5 quilômetro de profundidade - quanto de minas e garimpos a céu aberto - onde o metal é retirado a apenas 50 metros da superfície - ou mesmo do leito de um rio. Quando uma rocha contendo ouro é encontrada, ela precisa ser tratada quimicamente para que o mineral se separe de outros elementos. "Nas jazidas, a concentração de ouro é de apenas alguns gramas por tonelada extraída", afirma Roberto. Não é à toa que a produção mundial é pequena: cerca de 2 500 toneladas por ano. Para encontrar novos depósitos de ouro, os geólogos precisam de um arsenal de informação. "Primeiro, imagens de satélite apontam, no terreno, ou falhas geológicas ou a presença de certos minerais e rochas que indicam a ocorrência de uma jazida. Depois, é preciso fazer um mapeamento geológico da região, com coleta de amostras de rochas, solo e sedimentos para analisar as áreas que podem ter o metal.

Se houver alguma certeza, é hora de furar o terreno. Aí, uma boa dose de sorte também ajuda"